Ei, esse Uke é meu!
10 I love you - Avril Lavigne
Notas iniciais
“Eu gosto do seu sorriso
Eu gosto da sua energia
Eu gosto do seu estilo
Mas não é por isso que eu te amo”
Flash Back – On. Pov Kuroko
Três meses.
Faziam três meses que eu e o Kagami havíamos começado a namorar, e íamos sair para comemorar.
Eu estava nervoso. Sabia o que ele queria. Sabia o que iríamos fazer naquela noite. E era justamente por isso que não me acalmava! E se eu fizesse errado na hora “H”? E se ele não gostasse mais de mim depois disso? E se eu amarelasse? E se...
– Tetsuya, está me ouvindo?
– An? – ergui o olhar.
– Vou estar te esperando em frente ao seu quarto às sete horas, esteja pronto. – Kagami sorriu e acariciou meu rosto cuidadosamente. – não se preocupe, vai ficar tudo bem.
– C-Certo. – não pude evitar gaguejar.
Kagami se retirou da sala com o final da aula e escorreguei pela cadeira, tentando, em vão, me acalmar.
– Kurokocchi, tudo bem? – Kise cruzou os braços em cima de minha mesa e sorriu carinhoso. – você parece nervoso.
– É que... – corei ao pensar nisso. – hoje eu e o Taiga, nos... – corei ainda mais. – é... N-Nos v-v-am-m-o-os... É... V-Va-mo-s...
– Vão fazer pela primeira vez? – ele riu malicioso.
– IDIOTA! – acertei um tapa em sua cabeça e desviei o olhar.
– Calma Kurokocchi, é normal ficar nervoso com esse tipo de coisa! Mas se for feito com a devida preparação não doí!
– CALA A BOCA! – acertei-lhe uma tapa mais forte e depois escondi meu rosto corado com as mãos. – V-Você não entende!
– Por que está gritando Tetsu? – Aomine sentou-se na cadeira a meu lado e deitou a cabeça sobre os braços. – o que essa loira oxigenada está te fazendo?
– Loira oxigenada o seu rabo! – rebateu Kise. – isso aqui é cem por cento natural!
– Tão natural quanto os seios da Setsuna. – devolveu Aomine sorrindo sarcástico. – mas por que está tão incomodado Tetsu?
– É que...
– Ele e o Kagamicchi vão transar pela primeira vez hoje! – disse Kise rapidamente.
– Kise seu veado! – reclamei ainda mais vermelho que antes. – não era pra contar!
– Mas eu conto tudo por Aominecchi... – choramingou Kise. – mais cedo, ou mais tarde, ele ia ficar sabendo.
– Então que fosse mais tarde! – fiz um bico.
Lembrei-me de todas as vezes que Kagami me pediu indiretamente para fazermos e eu me fazia de desentendido, agora não tinha mais como escapar.
“E eu, eu gosto da maneira como
Você é uma estrela
Mas não é por isso que eu te amo”
– Vou tomar um banho e descansar um pouco. – suspirei. – Kise, você me passa a atividade de inglês? Acho que perdi minha folha novamente.
– Tudo bem, vamos.
Dirigimos-nos ao dormitório e demorei-me num banho bem gelado, para me acalmar.
Se íamos mesmo fazer aquilo eu deveria estar impecável! Devo ter tomado o banho mais complexo de toda a minha vida, fosse hidratando o cabelo ou usando três sabonetes diferentes. Limpando qualquer micro resquício de sujeira, principalmente lá.
– Kurokocchi, você morreu aí dentro?! – gritou Kise pelo outro lado da porta. – eu também quero tomar banho!
– Já vou sair!
Terminei de lavar-me e me enxuguei com todo o cuidado do mundo. Escovei os dentes duas vezes e só faltei beber o enxaguante bucal. Vesti uma calça de moletom branca junto a uma regata branca caseira e saí do banheiro com a toalha enrolada no pescoço.
– Até que enfim! – Kise entrou no banheiro resmungando alguma coisa que eu ignorei.
Larguei-me em minha cama e cochilei por horas que pareceram minutos. Só acordei aos berros de um loiro histérico e um moreno emburrado.
– ACORDA PORRA! – Kise me jogou da cama.
– COME O ZUMBI! COME O ZUMBI! – gritei e olhei em volta. – ah, pera, cadê os zumbis?
– Que zumbis? – Aomine ergueu as sobrancelhas.
– Tinham zumbis com cara de sanduíche que...
– CALA BOCA E PRESTA ATENÇÃO! – berrou o loiro. – DE QUE HORAS MARCOU COM O KAGAMICCHI?
– Sete, por que?
Ele me mostrou o relógio.
Puta merda...
– MEU DEUS JÁ É SEIS E CINQUENTA! – gritei e me coloquei de pé quase voando.
Corri para meu armário e peguei a primeira roupa que vi pela frente. Uma camisa branca junto a um casaco azul escuro e calça jeans clara. Calcei os tênis saltitando até o banheiro enquanto Kise penteava meu cabelo e Aomine escovava meus dentes. Lavei o rosto, me enxuguei e me recompus em segundo até ouvir batidas na porta.
– Tetsuya. – chamou a voz grave de Kagami do outro lado.
– Ai meu Deus, ai meu Deus, ai meu Deus... – murmurei apertando minhas mãos para que não tremessem.
– É agora Tetsu. – Aomine sorriu de lado. – não broxe.
Acertei-lhe uma tapa na cabeça e Kise beijou minha bochecha.
– Vai dar tudo certo Kurokocchi, se não der, agente espanca aquele idiota.
– Hm... Obrigada? – tentei sorrir.
Ok. É agora.
“Você sente, você me sente?
Você sente o que sinto, também?
Você precisa, precisa de mim?
Você precisa de mim?”
– Você está tão fofo. – sussurrou-me Taiga assim que sai do quarto, fechando a porta atrás de mim.
– O-Ob-bri-ga-a-da... – gaguejei.
– Venha, vou te levar pra jantar. — sorriu de lado.
Eu queria segurar sua mão, mas não podia, pelo menos não na escola.
Assim que deixamos as propriedades escolares, Taiga fez questão de segurar minha mão. Sorrindo carinhosamente para mim.
Deus, como eu amo esse ruivo.
Caminhamos por alguns minutos em silencio absoluto. Apenas aproveitando a companhia do outro. O silencio não era incomodo, mas sim confortável. Como se alguma palavra errada fosse estragar aquele perfeito e imaculável momento. Baixei a cabeça e sorri tímido ao perceber o quanto estava feliz. Só por ter Taiga ao meu lado, o resto do mundo parecia irrelevante.
Prestei atenção ao que ele vestia. Uma calça jeans escura um pouco rasgada, blusa preta e uma camiseta xadrez vermelha aberta com as mangas dobradas na altura dos cotovelos.
“Você é tão lindo
Mas não é por isso que eu te amo
E eu não tenho certeza se você sabe
Que a razão que eu te amo...”
– Gosta de massa? – perguntou ele tirando-me de meus devaneios.
– Gosto.
Entramos num restaurante que de cara achei aconchegante.
As paredes eram pintadas num amarelo bem sutil misturado com marrom. As luzes eram bolas de papeis amareladas com folhas pintadas. As mesas eram de uma madeira escura e no lugar de cadeiras havia bancos cobertos por almofadas amarelas. Uma musica calma tocava em algumas caixas de som espalhadas pelo teto e paredes.
Sentamos numa mesa encostada a janela. Um de frente para o outro. Dali podia ver os carros passando a toda velocidade na rua, a lua brilhando no topo do céu. De repente senti meu nervosismo todo passar.
“...É você
Só você
Sim, o motivo pelo qual te amo
é tudo isso pelo que passamos
E é por isso que eu te amo”
– Deixe-me adivinhar... – falei sorrindo. – vamos pedir macarrão!
– Exato! – riu Kagami e ergueu o braço pra chamar o garçom. – queremos essa aqui. – apontou para um prato no cardápio.
O garçom anotou o pedido, se curvou e se retirou, deixando novamente eu Kagami a sós.
– Então... É... – tentei puxar algum assunto. – como vão suas aulas? – WHAT? POR QUE EU PERGUNTEI ISSO?
– Bem. – riu ele. – mas creio que não estamos aqui para falar sobre a escola, estou certo?
– S-Sim. – respondi encarando a mesa, numa avalanche todo o meu nervosismo voltou.
E o silencio voltou, mas agora ele era perturbador. Não era por medo de incomodar, e sim a falta de palavras para o momento.
– Tetsuya. – sussurrou segurando minha mão por cima da mesa. – tudo bem mesmo para você?
– O que está bem? – perguntei tornando a olha-lo.
– Você sabe, em relação a aquilo. Eu não quero te forçar a nada.
– Não se preocupe, está tudo bem. – sorri tentando expor a confiança que não tinha. – se for com você tudo bem. – isso não era mentira.
Ele sorriu e inclinou-se sobre a mesa, dando-me um casto selinho nos lábios e segurando meus pulsos antes que eu pudesse empurra-lo.
– Já falei hoje que você é fofo? – perguntou travesso ainda com nossos narizes colados.
– I-Idiota. – ruborizei violentamente. – estamos em publico.
– E dai? Melhor ainda. Assim saberão que você é meu.
“Eu gosto da maneira que você se comporta mal
E quando nós ficamos bêbados
Mas não é por isso que eu te amo”
– Quando isso foi decidido? – falei irônico enquanto erguia uma sobrancelha.
– No momento em que te vi pela primeira vez. – respondeu diretamente. – eu quis, então agora você me pertence.
– E quem te deu autorização pra decidir isso?
– Não preciso de autorização para ter cuidado com o que sempre foi meu.
Íamos começar mais uma seção de facadas, mas o garçom chegou com uma bandeja repleta de comida e nos separamos. Ele a pôs sobre a mesa e comemos enquanto finalmente conseguíamos conversar normalmente. Uma indireta aqui, um corte ali, e assim se vai.
– Uau, já são nove horas. – disse Kagami olhando o relógio de pulso. – melhor irmos logo.
– Claro. – limpei minha boca com um guardanapo.
Ele pagou a conta e saímos do restaurante em direção à escola. Mas no meio do caminho Kagami parou e começou a me arrastar em outra direção.
– Ei, onde está indo? – franzi a testa. – está na hora do toque de recolher!
– Tudo bem, eu já resolvi isso.
– Hein?
– Por favor, Tetsuya. – ele parou abruptamente e me encarou. – eu quero você. Deixe-me tê-lo.
Eu nunca havia visto tanta determinação num olhar, mas podia sentir Kagami me devorar com o olhar.
“E como você mantém a calma
Quando eu sou complicada
Mas não é por isso que eu te amo”
– E-Está bem. – baixei o olhar, sentindo meu rosto esquentar. – por favor, me faça seu.
Ele corou também e se inclinou até ficar da minha altura, segurando meu rosto entre suas mãos cálidas.
– Você está frio... – sussurrou, o que não era mentira, pois podia ver uma fumacinha saindo por nossas respirações.
– É o inverno. – sorri timidamente.
Seus lábios tocaram os meus num último selo casto, e só com esse toque uma onda de calor atravessou meu rosto.
– Você está quente... – sussurrei segurando suas mãos que ainda estavam em meu rosto.
– É o verão dentro de mim. – sorriu sarcástico.
Seguimos em meio às ruas um pouco escuras. Subi em pé num dos bancos da praça e continuei andar por cima dos mesmos, só assim para eu ficar na altura de Kagami.
– Então é assim que você vê as coisas? – olhei em volta, era estranho ser alto.
– Hm... – ele se ajoelhou e começou a andar com os joelhos. – é assim que você vê as coisas?
– IDIOTA! – acertei-lhe uma tapa na cabeça e corri por cima dos bancos.
– O qu... VOLTE AQUI! – ele correu atrás de mim.
Ri durante todo o caminho. Não demorou muito para que ele me alcança-se e me agarra-se por trás.
– Te peguei! – sorriu vitorioso.
– Será? – escapei-me por baixo entre seus braços e tornei a correr. – Bakagami!
– TETSUYA! VOLTE AQUI AGORA MESMO!
“Você sente, você me sente?
Você sente o que sinto, também?
Você precisa, precisa de mim?
Você precisa de mim?”
Ficamos nessa brincadeira por mais alguns minutos até cansarmos e nos largarmos no chão.
– Você venceu... – suspirei depois da quinta vez que ele me segurou.
– Se você não fosse tão sedentário isso não aconteceria! – riu ele e depois tossiu, tentando recuperar o folego.
Olhamos um para o outro. E já sabíamos o que dizer, o que pensar.
Era agora.
Não tinha como voltar à trás.
Ficamos de pé e Kagami me levou até um motel. Não um do tipo qualquer fuleiro ao lado de um bar, mas sim um decente. Na recepção uma moça gentil nos atendeu o sorriu ao Kagami dizer que queria o “pedido especial”. Ela nos entregou uma chave dourada e falou como chegaríamos ao nosso quarto.
Durante todo o trajeto nenhuma palavra foi pronunciada. A fala não era necessária no momento.
Chegamos ao quarto e observei-o fascinado.
Haviam espelhos espalhados por toda parte, desde o teto as paredes. O chão era de um vidro grosso, abaixo dele um pequeno jardim subaquático iluminado por luzes azuis se estendia. A decoração era toda branca com azul claro. A cama ficava bem no centro do cômodo, repleta de travesseiros brancos e uma colcha azul marinho.
Sentei-me nela e pus-me a admirar o quarto, logo em seguida senti Kagami sentar-se atrás de mim e me abraçar.
– Eu te amo. – sussurrou.
Off. Pov Kuroko
“Você é tão lindo
Mas não é por isso que eu te amo
E eu não tenho certeza se você sabe
Mas a razão pelo qual te amo, é que você...”
On. Pov Kagami
Deslizei meus dedos por seus braços, retirando o casaco que empatava mais contato entre nós. Coloquei-o num lugar qualquer em cima cama e logo comecei a desabotoar sua camisa. Lentamente, acariciando cada pedaço exposto daquela pele delicada.
Olhei para frente, deparando-me com um dos muitos espelhos do quarto. Ele refletia a mim e a um Tetsuya completamente corado junto às pupilas levemente dilatadas.
Continuei desabotoando sua blusa até a última casa e deslizei o tecido pela pele macia de seus braços finos.
Jogue-a sobre o casaco e virei o pequeno azulado em minha direção, segurando ambas as suas mãos e beijando-as.
– Não fique nervoso. – sussurrei fixando meus olhos em suas belas safiras. – Vai ficar tudo bem. Vou ser o mais cuidadoso possível.
Ele sorriu minimamente, ainda corado e apertou minhas mãos entre as suas.
– Eu sei. Confio em você.
Aquelas palavras foram o suficiente para abalarem minha sanidade e tive que contar até dez pra não ataca-lo.
Puxei-o para meu colo e tomei aqueles doces lábios nos meus, admirado com a delicadeza e macies da pele que minhas mãos exploravam lentamente. Desde a cintura delgada até os ombros delicados.
As mãozinhas de Tetsuya agarraram minha nuca e ele aprofundou o beijo, surpreendendo-me com esse ato.
Continuei a explora-lo até chegar ao cós da calça e desabotoei-a, abrindo seu zíper e logo retirando aquela incomoda peça do menor.
Deite-o cuidadosamente e quase babei com a visão privilegiada que estava tendo do meu Tetsuya. Ele era tão lindo. Parecia ter sido esculpido baseado no mais belo dos anjos.
E o melhor de tudo: só eu poderia deleitar-me com aquela inigualável obra prima.
Off. Pov Kagami
“...É você
Só você
Sim, a razão de eu te amar
E é por isso que eu te amo”
On. Pov Kuroko
Ele parecia me comer com os olhos. E estaria tudo bem se não estivesse, de fato, prestes a me "comer".
Desviei meus olhos dos seus e olhei para cima.
Péssima ideia.
Havia me esquecido completamente do espelho quase estendia por todo o teto, ele refletia em praticamente HD toda a cena que ocorria.
Acho que nunca fiquei tão vermelho na vida e puxei um dos travesseiros, escondendo meu rosto.
– O que esta fazendo? – perguntou Kagami tentando inutilmente arrancar o travesseiro de minhas mãos.
– Eshoou hum vehuhuhna... — sussurrei, minha voz abalada pelo travesseiro tornou minhas palavras incompreensíveis.
– An? – ele tentou pegar o travesseiro novamente.
Dessa vez deixei-o pegar e escondi meu rosto com as mãos, deixando apenas meus lábios livres.
– Estou com vergonha. — sussurrei novamente da maneira mais tímida possível.
Senti suas mãos em meus pulsos e ele os empurrou contra a cama. Os lábios carnudos do ruivo logo se se apossaram apaixonadamente dos meus e a vergonha foi deixada de lado por um minuto ao sentir as mãos quentes do maior apertarem minha cintura, colando ainda mais nossos corpos.
A paixão deu lugar à luxúria e as línguas começaram uma dança erótica fora das bocas. Os lábios famintos do ruivo logo desceram para meu maxilar, mordendo cada mínimo pedacinho de pele que encontrava.
Suas mãos escorregaram por minhas costas, causando-me arrepios e por fim pararam abaixo de meus braços. Logo os dedos habilidosos do veterano massageavam meus mamilos já endurecidos.
A boca gulosa após muito tempo se satisfez de meu pescoço e começou a descer até a clavícula, mordendo-a, deixando uma trilha de beijos úmidos por onde passava.
Até chegar a um de meus botões e acaricia-lo gentilmente. Segurei seus cabelos enquanto sentia-o começar a sugar com força. Deixando marcas roxas em minha pele.
– Taiga... – sussurrei extasiado e ele sorriu, tomando meus lábios novamente.
– Você é tão lindo Tetsuya... – sussurrou mordendo meu lóbulo.
Ele se posicionou cuidadosamente entre minhas pernas e retirou lentamente a blusa que usava, exibindo o abdômen perfeitamente dividido. Largou a camisa do chão e tornou a beijar-me enquanto eu timidamente desabotoava sua calça que em poucos segundos foi parar no chão junto ao resto das roupas que foram chutadas para fora da cama. Kagami inverteu as posições, me colocando por cima. Apertou minhas coxas ao redor de sua cintura enquanto beijava-me e começou a subi-las. Apertou minhas nádegas entre os dedos e continuou seguindo o caminho até chegar ao cós da box. Agarrou-a e começou a puxa-la para baixo, retirando-a. Não tive tempo para ficar envergonhado, pois o mesmo inverteu novamente as posições, ficando por cima, e agarrou meu membro com força.
Uma espécie de grito rouco escapou de meus lábios e eu logo os tapei.
Eu fiz esse barulho estranho...?
– Não faça isso. – Kagami segurou minhas mãos. – eu quero te ouvir.
– M-Mas... Aaah... – agilmente o ruivo abocanhou meu membro, fazendo-me arquear as costas e quase sair da cama. – T-Taiga...
Esse maldito quer me deixar louco.
Seus lábios começaram a descer para outro lugar, e quase gritei ao senti-lo lamber-me lá.
– N-Não... – gaguejei agarrando-me aos lençóis. – N-Não l-lam-b-ba aí...
Tentei fechar as pernas com a vergonha, mas Kagami segurou-as firmemente e tornou a separa-las ainda mais.
Eu já não conseguia enxergar, meus olhos lacrimejavam de prazer e sentia um filete de saliva escapar de meus lábios. Mordi um dos travesseiros e apertei o tecido com força, quase o rasgando enquanto a língua abusada do ruivo me explorava cada vez mais a fundo.
– Já está bom. – sussurrou Kagami colocando-se de quatro em cima de mim e segurando minhas pernas. – Tetsuya, vou colocar.
– M-Mas v-vai doer...
– Sim. Vai. Mas depois irá melhorar, eu prometo.
Deixei-o prosseguir e gritei ao sentir seu membro adentrando-me.
– D-Doí...! – mordi o lábio inferior.
Ardia. Mesmo com a preparação a dor e ardência eram quase insuportáveis. Demorou um tempo até que eu conseguisse me acostumar e Kagami continuasse. Começando as estocadas com um ritmo lento e fundo, para em seguida acelerar. A força era tanta que a cama rangia a cada movimento. O ruivo afundou o rosto na curva de meu ombro e começou a morde-lo enquanto eu arranhava suas costas com as unhas e observava completamente envergonhado o espelho acima de nós.
Eu parecia uma puta.
Mas quando enfim chegamos ao tão esperado ápice, Kagami acariciou meu rosto e me beijou. Um sorriso enorme surgiu em seus lábios e tocou nossos narizes. Subitamente, senti-me lindo aos seus olhos.
– Eu te amo Tetsuya.
– Eu também te amo Taiga.
◦◦◦
“Mesmo que a gente não consiga superar
Estarei sempre aqui para você
Você”
◦◦◦
– Kurokocchi, não vai jantar com a gente? – choramingou Kise.
– Desculpa Kise-kun, quero fazer uma surpresa ao Taiga.
– Mas o dormitório do terceiro ano fica do outro lado do pátio. – tentou contestar Aomine. – e está chovendo, você vai se molhar.
– Tudo bem. – sorri. – troco de roupas lá. – mostrei a mochila que segurava. – ou acham que vou jantar fora usando o uniforme?
– Hunf! – Kise fez um bico. – você fica o tempo todo grudado no Kagamicchi, nunca mais ficou com a gente.
– Nos estudamos na mesma sala e dormimos no mesmo quarto Kise-kun. – revirei os olhos. – como eu não poderia mais ficar com vocês?
– Vai logo que eu quero sossego. – brincou Aomine expulsando-me do quarto.
– Tô indo! – falei rindo e dirigi-me para o dormitório do terceiro ano.
“Você é tão lindo
Mas não é por isso que eu te amo
E eu não tenho certeza se você sabe
Mas a razão pelo qual te amo, é que você...”
Como previsto, cheguei completamente ensopado ao quarto de Kagami. Ia bater na porta, mas ao segurara a maçaneta vi que ela estava aberta.
– Taiga... – falei entrando, em seguida meus olhos arregalaram.
O que...
Taiga vestia apenas uma box preta, estava deitado de costas para a cama. De quatro em cima dele, Himuro, também apenas usando uma box, o beijava e acariciava seu abdômen enquanto o ruivo segurava seus ombros.
“...É você
Só você
Sim, o motivo pelo qual te amo
é tudo isso pelo que passamos”
Os olhos de Taiga se arregalaram ao me ver à porta e ele rapidamente separou-se do beijo.
– Tetsuya! – gritou. – eu posso explicar!
– Traidor... – murmurei sentindo meus olhos arderem e pus uma das mãos sobre os lábios.
E corri dali. Eu nunca mais queria ver aquele maldito ruivo na minha frente.
“E é por isso que eu te amo”
Fim do Flash back — Off. Pov Kuroko

Fale com o autor