Ei, esse Uke é meu!

3 Depois da meia noite - capital inicial


Notas iniciais
[Re-betada 04/04/14] Oi gente :( tô triste. Perdi meu celular, pera, vou repetir EU PERDI A PORRA DO MEU CELULAR! CÊS TÊM NOÇÃO DO QUE É ISSO?! >:O E meu pai ainda brigou comigo! CARA, EU NÃO PERDI O CELULAR DE PROPÓSITO! Nem ler fic direito eu tô conseguindo agora! Meu pc tá horrível (longa historia de uma irmã, um chute e uma queda), minha net é lenta e agora sem celular é... Fiquem tranquilos/as, escrevi esse cap antes de perde-lo, então ele não foi afetado pela minha fúria-melancólica.

“Dias de verão

E noites de inverno

A cidade às vezes é um inferno”

On. Pov Kuroko – Flash Back

Se eu estava nervoso? Sim, claro ou obvio?

Nervoso era pouco! Minhas mãos suavam frias e meus joelhos não paravam de tremer nem por um segundo, eu deveria estar parecendo que estava em meio a um ataque epilético. Respirei fundo e fiquei brincando com minhas munhequeiras pretas numa tentativa falha de me distrair.

– Desculpe a demora. Esperou muito Kuroko-san? – disse uma voz atrás de mim.

KUROKO RESPIRA!

Virei-me em direção a voz. E lá estava ele.

Kagami Taiga. Alto, forte, ruivo. Usando uma camisa preta e uma calça jeans que ficavam perfeitas nele. Estou me esquecendo de mais alguma coisa? Ah sim! Ele é meu namorado, e esse é o nosso primeiro encontro.

AGORA ENTENDEM POR QUE EU ESTOU TÃO NERVOSO?

– Vamos? – ele estendeu a mão.

Eu a segurei rapidamente, fazendo Kagami-san rir de meu nervosismo.

– Não se preocupe. – ele entrelaçou os dedos aos meus. – eu não mordo com força.

Corei com suas palavras e fixei meus olhos numa latinha de refrigerante no chão que de repente me parecia muito interessante.

Kagami-san guiou-me até a entrada do parque de diversões. Pagou as entradas (sem o meu consentimento por que EU queria pagar a MINHA entrada) e me arrastou por todos os brinquedos possíveis e inimagináveis.

– Vamos aqui Kuroko. – disse ele, ESPERA! ELE NÃO USOU O SUFIXO NO MEU NOME! RESPIRA KUROKO, RESPIRA!

Estava tão surpreso no momento que nem percebi o que estava acontecendo, quando dei por mim, estava num carrinho de um dos brinquedos. E por sinal, esse brinquedo era o trem-fantasma.

– NÃOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! – gritei, assustando todos ao nosso redor.

Kagami-san riu e eu tentei sair dali, mas a portinha estava trancada e o carrinho já se movimentava, adentrando naquela casa escura onde a porta tinha o formato de uma boca com dentes afiados.

– K-K-Ka-ga-a-a-min-s-san... – gaguejei. – você s-sabe que e-eu morro de m-medo dessas c-coisas...

Ele tornou a rir e passou um braço em volta de meus ombros.

– Relaxe, eu estou aqui, não estou? – sorriu de lado e aproximou os lábios de meus ouvidos, sussurrando – pode me chamar só de Kagami.

Meu rosto queimou com sua proximidade e meu cérebro perdeu momentaneamente a capacidade de formular frases.

KUROKO RESPIRA! PORRA, COMO É QUE SE RESPIRA MESMO?!

Só acordei do meu estado de choque quando um esqueleto (UM ESQUELETO!) caiu por cima de mim, todo amarrado como uma marionete e com os olhos brilhando em vermelho.

– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! JESUS, MARIA, JOSÉ!!! SAI DAQUI FILHO DO CREDO!!! – empurrei o esqueleto para fora do carrinho, e com certeza, devo ter quebrado ele.

As outras pessoas no brinquedo me olharam assombradas enquanto Kagami gargalhava loucamente ao meu lado... PERA, EU CHAMEI ELE SÓ DE KAGAMI?

– Você é muito fofo. – disse ele assim que conseguiu respirar. – Tetsuya.

“Criei então um universo

Onde tudo era perfeito

Perfeito pra nós dois”

PERA AÊ! CORTA PRA MIM PRODUÇÃO! UM MINUTO PRA EU ME RECUPERAR!

Kagami havia dito que eu era fofo, ele me chamou pelo primeiro nome. ELE ME CHAMOU PELO PRIMEIRO NOME!!! Deus, isso que estou ouvindo são anjos cantando? ALELUIA!

Fiquei calado pelo resto do caminho.

De vez em quando eu olhava para o rosto dele... Mentira, eu olhava direto. Agarrando-me ao seu braço a sempre que algum “monstro” me assustava.

– Você está agindo que nem uma garotinha. – riu ele baixinho.

– Hunf. Não estou. – fiz um bico e cruzei os braços.

– Já falei que sempre que você faz esse biquinho da vontade de te morder? – seus lábios roçaram meu lóbulo de leve.

Perdendo a sanidade em três, dois...

– Chegamos ao fim do passeio, por favor, dirijam-se a saída.

– Vem. – Kagami segurou minha mão.

Não tinha como eu dizer não a ele. Vê-lo feliz daquele jeito me alegrava também.

“Passamos muito tempo sentados na calçada

Falando sobre tudo

e não dizendo nada”

– Que brinquedo é esse? – perguntei puxando Kagami pela blusa.

O nome estava em inglês, Kagami traduziu para mim:

– Alice no país das maravilhas. – seus olhos percorreram toda a extensão do brinquedo, que se assemelhava a uma caixa de presente. – deve ser algum tipo de lugar temático baseado no conto.

– Eu quero ir. – falei.

– Hm, mas a montanha-russa...

– Por favor...! – fiz um bico e abri meus olhos, usando minha melhor arma: “a cara do gatinho”.

Ele sorriu de canto e se inclinou em minha direção, colando nossos narizes.

– Vou. Te. Morder. – dito e feito. Prendeu os dentes ao redor me meu lábio inferior e puxou-o para si.

“Seu sorriso vale mais que mil palavras

Deixa que o futuro fica pra depois”

Sabe aquele papo de respirar? Esqueçe.

– T-Taiga! – repreendi-o separando-me dele. – e-est-tamos em p-público! – assim que falei isso, tapei a boca. Eu o havia chamado só de Taiga EM VOZ ALTA!

Corei, e como corei! Meu rosto inteiro deve ter ficado da cor dos cabelos dele.

– Desculp... – foi interrompido por seus lábios.

1º Aquele era o meu primeiro beijo.

2º Aquele era o meu primeiro beijo.

3º AQUELE ERA O MEU PRIMEIRO BEIJO!

Minhas pernas ficaram completamente flácidas, meus braços moles e eu não sabia mais como controlar minha respiração. As mãos firmes de Taiga seguraram minha cintura, impedindo-me de cair, e puxando-me para seu corpo, colando-me a ele.

A primeira coisa que percebi era seu calor, não era aquela quentura insuportável, mas sim um fogo calmo e aconchegante.

A segunda coisa que consegui captar foi o seu cheiro, era um perfume masculino, mas suave ao mesmo tempo.

A terceira coisa que mal me fazia respirar eram seus lábios. Carnudos, vermelhos e habilidosos. Com um sabor levemente apimentado, mas que não atrapalhava nem um pouco o beijo.

Foi quando ele pediu passagem com a língua que eu abri um pouco os olhos e vi que uma criança nos encarava boquiaberta.

KAMI-SAMA!

– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! – gritei empurrando Taiga.

Ele, surpreso obviamente, caiu de bunda no chão, me olhando abismado.

Tenho que parar com essa mania de empurrar tudo quando estou com surpreso...

– Desculpa! Desculpa! – ajudei-o a se levantar. – e-eu... Eu só fiquei meio surpreso.

Ele bateu as mãos na calça, limpando-a e depois se voltou para mim com um sorriso.

– Tudo bem. Eu devia ter esperado você estar pronto. – afagou meus cabelos e inclinou-se até ficar com o rosto da altura do meu. — Mas não se preocupe, posso te esperar o tempo que for necessário.

“Depois da meia noite

Nos acendemos as luzes da cidade

Nos abraçamos e ficamos juntos

Até nascer o sol”

Ainda preciso dizer que achava que meu coração ia explodir a cada vez que ele dizia algo daquele tipo?

Sorri e puxei-o para dentro do brinquedo.

– Bem vindos! – disse uma moça que estava na entrada.

Ela vestia uma roupa de maid roxa com azul escuro, orelhinhas e caudas de neko purpuras e lentes de contato verdes com pupilas ovais fazendo seus olhos ficarem semelhantes aos de um gato.

– Aqui está o guia do café. – disse ela entregando-nos um panfleto. – aproveitem as áreas temáticas, nyah!

– Obrigada. – falei.

Estávamos entrando quando a mesma moça nos parou, segurando o braço de Taiga.

– Senhor, temos uma regra aqui. – disse ela com um sorriso sapeca. – pessoas acima de um metro e setenta precisam usar isso. – entregou-lhe uma sacolinha.

Taiga franziu a testa e a pegou, olhou o conteúdo e ruborizou logo em seguida.

– N-NÃO VOU USAR ISSO!

– O que foi? – peguei a sacolinha da mão dele e olhei dentro. – ah, kawaii! Kagami-kun quero te ver usando isso!

– Nem fodendo!

– Mas eu quero ver! Eu quero! – fiz meu melhor biquinho, aquilo tirava ele do serio e eu já tinha plena consciência disso. – pooor favooor, Taaaigaaaa!

Ele olhou para a minha cara de pidão por alguns segundo e cedeu.

Tirando a minha mãe, ninguém nunca diz não para a minha carinha de gatinho. E por falar em gatinho, Kagami estava perfeito como um!

Na sacolinha havia uma cauda e orelha de neko amareladas, que se assemelhavam a um tigre.

Eu ri de sua expressão angustiada e ele me olhou travesso.

– Vai ficar rindo é?

– A verdade? Vou! – e cai na gargalhada novamente.

Ele puxou meu queixo, do nada, e me beijou novamente.

“Depois da meia noite

Nos acendemos as luzes da cidade

Nos abraçamos e ficamos juntos

Até nascer o sol”

–Já falei para não fazer isso em publico! – empurrei-o.

A maid ao nosso lado soltou um gritinho histérico e cobriu o nariz que sangrava.

Y-Ya... YAOI! KAWAII! – gritou ela.

Meu Deus, mais uma louca não...

– Vamos antes apareçam mais dessas! – disse Kagami me guiando (lê-se arrastando) para longe da maid maluca.

Foi só ele falar que mais uma dúzia de maid’s apareceram gritando coisas como:

– AI MEU KAMI QUE UKE ESTUPRÁVEL!

Ou ainda:

– FAZ NA MINHA FRENTE QUE EU QUERO VER!

Kuroko não malicie essas frases... Você é puro, puro, puro, p-... Foda-se.

Comecei a rir feito um maluco. Sério, a situação realmente estava engraçada. Kagami logo me acompanhou nas risadas.

– Esse é o encontro mais estranho da minha vida! – falei ainda rindo.

Kagami puxou-me pelo braço e me jogou em seu colo, carregando-me como se eu fosse um bebê.

– Você é muito lento, quer que elas te peguem? – riu ele.

– Quem sabe... – provoquei-o. – aquela ali até que é bonitinha...

Ele me calou com um beijo.

Esse ruivo maldito tem que parar de fazer isso... Antes que eu pudesse empurra-lo, ele segurou meus braços e me olhou corado.

– Nunca mais repita isso.

Eu ri de sua reação ciumenta e logo ele também.

Éramos dois idiotas mesmo.

“Noites de verão

E dias de inverno

Poucos minutos parecem eternos”

“Você sabe, eu não sei mentir

Esse mundo perfeito nunca vai existir”

Depois de mais ou menos uns vinte minutos de correria finalmente conseguimos sair do local. Ainda rindo e sem fôlego algum.

Olhei para o céu, estava anoitecendo.

– Rápido! – falei. – vamos à roda-gigante que eu quero ver os fogos!

Pela primeira vez no dia eu que o arrastei até um brinquedo.

“Não quero esquecer as noites viradas

Falando sobre o mundo até a madrugada”

Entramos numa das cabines, faltava pouco para o parque fechar já que ele era alimentado à base de placas fotovoltaicas (por isso ele fazia sucesso, era “verde”). Sentei primeiro, quase colando-me ao vidro da janela para ver os fogos. Kagami sentou-se ao meu lado, passando o braço no banco atrás de mim.

– Olha lá! Já começou! – falei apontando para os fogos amarelos que começavam a explodir junto aos roxos. – que lindo!

– É. Realmente lindo.

Olhei para ele, e percebi que ele nem notara os fogos, seus olhos estavam fixos em meu rosto.

“Nos seus olhos eu vejo a verdade

Faça o que você fizer

Diga o que você quiser”

– Tetsuya... – sussurrou aproximando rosto do meu.

O castanho-avermelhado de suas íris refletia o rubor de meu rosto, deixei que ele se aproximasse. Ambas as respirações estavam descompassadas e levei uma de minhas mãos ao seu peito, seu coração batia acelerado.

Seus lábios tocaram suavemente os meus.

Dessa vez, não o empurrei.

“Depois da meia noite

Nos acendemos as luzes da cidade

Nos abraçamos e ficamos juntos

Até nascer o sol”

Ele separou nossos lábios com um sorriso bobo enquanto eu entrava em combustão.

Tetsuya – disse ele com sotaque americano (sua terra natal) – i need you. – beijou-me novamente. – i want you. – deixou seu nariz junto ao meu e sua voz tornou-se rouca. – I love you my blue-boy.

“Por quanto tempo só nos dois

Por quanto tempo só nos dois

Por quanto tempo só nos dois”

A-Ai s-shiteru... – consegui dizer em meio ao turbilhão de emoções que sufocavam minha garganta naquele momento.

“Depois da meia noite

Nos acendemos as luzes da cidade

Nos abraçamos e ficamos juntos

Até nascer o sol”

O sorriso dele foi tão sincero e envolvente que o mundo poderia explodir que eu não perceberia.

You are mine. – sussurrou abraçando-me, escondendo o rosto na curva de meu pescoço. – forever.

“Depois da meia noite

Nos acendemos as luzes da cidade

Nos abraçamos e ficamos juntos

Até nascer o sol”

– Hm... Só entendi um pedaço do que você disse. – falei correspondendo ao abraço.

Ele riu e me puxou para seu colo.

– Então é melhor aprender my sweet sexy blue-boy.

“Depois da meia noite

Depois da meia noite”

Eu podia ser péssimo em inglês, mas entendi muito bem o que ele disse.

B-Baka. – gaguejei.

“Depois da meia noite

Depois da meia noite”

Ele riu pela milésima vez naquele dia e beijou minha testa, me deixando ainda mais envergonhado.

Olhei para o céu, os fogos de artificio já haviam terminado.

– Aaah... Acabouuu! – choraminguei.

– Não se preocupe. – o ruivo afagou meus cabelos. – ano que vêm tem mais.

Ergui o olhar, isso significava que ainda estaríamos juntos até esse dia no ano que vêm certo?

“Depois da meia noite

Depois da meia noite”

– Tetsuya, quer ficar comigo, tipo, pra sempre? — perguntou envergonhado.

– QUERO! – gritei, e logo tapei a boca.

Deus, que vergonha...

– É isso que eu amo em você... – riu ele beijando a pontinha de meu nariz. – mas, voltando a outro assunto... O que acha de dormir lá em casa hoje?

3, 2, 1...

– TARADO! – empurrei-o e cai do banco junto com ele.

EU TENHO QUE PARAR DE FAZER ISSO!!!

“Depois da meia noite”

Off. Pov Kuroko — Fim do Flash back

Notas finais
CHOREM! NÃO TEVE LEMON! BUHAHAHAHAHA cof- cof---*respira fundo*, mas valeu a pena, não? Kuro-chan sabe pedir quando quer! *0* (e como sabe!), não se preocupem, há uma ótima sobremesa amarga no próximo cap...