Ei, esse Uke é meu!
2 Quando o sol se for – Detonautas
Notas iniciais
On. Pov Kuroko
“Penso no que faço
No que fiz e no que vou fazer
Hoje o seu retrato só me mostra o que eu quero esquecer”
Quando você estiver no ombro de duas fujoshis, enquanto elas gritam, “ORGULHO UKE”, e três garotos enormes, “bombados” e lindos estiverem te seguindo enquanto gritam “PONHAM O UKE NO CHÃO”, sugiro que não passem pela diretoria.
Falo isso por experiência própria.
– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! – gritou o diretor do colégio aparecendo no corredor.
– CARALHO É O DIRETOR! – gritou Riku para Momoi. – CORRE PORRA! COOOORREEEEEE!!!!
E lá vai mais uma vez esse pobre protagonista que vos fala ser carregado por mais algumas dezenas de corredores.
– ME PONHAM NO CHÃO! – reclamei debatendo-me, mas aquelas duas tinham uma força sobre-humana.
– Não podemos Kuroko-chan. – CHAN? – Nos temos planos para você! – riu Momoi maliciosamente.
Riku acompanhou-a nas risadas e comecei a ficar com medo das duas.
ISSO VAI DAR MERDA.
Off. Pov Kuroko
“Quando o sol se for meu amor
Vou aonde você for
Quando o sol se for a luz indicará você pra mim”
(N/A da autora: As partes com lemon serão narradas do mesmo jeito que a “Sempre ELE!” que é meu estilo de escrita, ou seja, pouca comédia nesses momentos *ah, vá?*. Obrigada pela compreensão).
On. Pov Kise
Onde havia se metido o meu Kurokochii?
“Passo o tempo todo
tudo passa faça a solução
Sempre saio a noite
A noite sempre deixa a sensação”
Não que ele fosse realmente meu, afinal, não era especificamente a ele que eu amava, mas mesmo assim não deixava de sentir uma forte atração pelo azulado.
E, sinceramente, hoje estava sem a menor paciência para assistir aula.
Aquilo não saia de minha cabeça.
Ele não saia da minha cabeça.
Fui para meu quarto no dormitório, eu não era do tipo que matava aula, mas... Ah, preciso esfriar a cabeça, colocar os pensamentos em ordem.
Abri a porta (ela não tinha sido arrombada pela manhã?) e a tranquei com a chave. Suspirei, encostando-me a porta e tateei a parede em busca do interruptor.
Eu devia ter deixado às luzes apagadas.
Quando o quarto se iluminou, deparei-me com uma das cenas mais eróticas de toda a minha vida:
Kurokochii com os braços acima da cabeça, amarrados a grade da cama. Vestia uma simples regata preta e box vermelha. Ele suava, o rosto corado e a respiração ofegante enquanto roçava uma coxa na outra.
Fui em direção a ele, vendo um bilhete no criado mudo:
“Presentinho para o primeiro que encontrar”.
Revirei os olhos. Isso era coisa da Momoi com a Riku. Só elas para inventarem uma loucura dessas. Ainda por cima havia um potinho de lubrificante ao lado do bilhete. Aquelas loucas pervertidas...
Não que eu tenha desgostado.
– Hm... Kise-kun...- disse Kurokochii, sua voz soara rouca e manhosa. – m-me ajude...
– Foram aquelas duas Kurokochi? – perguntei.
– S-Sim...
– Elas te deram alguma coisa pra beber?
– Sim... E-Elas me forçaram... Hm... A engolir... Anh...
– Qual o problema Kurokocchi? – sorri maliciosamente enquanto engatinhava para cima dele.
Off. Pov Kise
“Quando o sol se for meu amor
Vou aonde você for
Quando o sol se for a luz indicará você pra mim”
On. Pov Kuroko
O que diabos tinha naquela bebida que a Momoi havia me forçado a beber? Meu corpo estava quente, MUITO QUENTE MESMO. Não conseguia controlar minhas respirações e minha voz saia extremamente rouca, quase como um gemido.
Kise engatinhou até ficar de quatro em cima de mim. Tinha definitivamente algo errado comigo, pois eu o queria.
Eu queria Kise me tocando.
E queria agora.
– Seus pulsos devem estar doendo, né? – ele desamarrou meus braços (finalmente!) e jogou a corda no chão. – sente-se melhor?
– Obrigada... – disse ele.
– Quer ajuda com isso? – perguntou tocando em meu membro por cima da box.
Um gemido realmente alto escapou de meus lábios e os tapei logo em seguida.
MEU DEUS! O QUE TINHA NA MERDA DAQUELA BEBIDA?
– Kurokochii, você precisa de ajuda. – era uma afirmação.
E se puxou minhas pernas, se colocando entre elas. A sensação de meu membro excitado sendo prensado entre os tecidos e nossos corpos faziam a queimação aumentar e aliviar ao mesmo tempo.
Kise puxou minha cintura com mais força, arrancando-me outro gemido que teimei em tentar conter com as mãos.
– Não se preocupe. – o loiro acariciou meus cabelos com uma mão enquanto outra segurava meu pulso. – não há ninguém pelos dormitórios há essa hora, pode gemer o quanto quiser. Vou cuidar bem de você. K-u-r-o-k-o-c-h-i-i.

“Quando o sol se for meu amor
Vou aonde você for
Quando o sol se for a luz indicará você pra mim”
As mãos de Kise desceram habilidosamente até minhas coxas, massageando-as entre seus dedos finos, ao mesmo tempo firmes. Cada toque fazia um arrepio subir-me da cabeça aos pés. A mão esquerda do loiro subiu até minha cintura enquanto a direita acariciava a parte interna de minha coxa.
– Nee Kurokochii, são mais macias do que eu imaginava.
Imaginava?
Minha linha de pensamento se quebrou quando senti seus lábios se apossarem da pele macia de minha coxa.
– Hm... Aaaah... – gemi tombando a cabeça para trás. – K-Kise-kun...
“E eu fico a te esperar
Abro os olhos, mas não posso ver
Não me canso de tentar
Eu não quero entender”
Agora as duas mãos apertavam minhas coxas. Seus lábios úmidos e famintos manchavam toda a pele com marcas arroxeadas.
Desci minhas mãos até meu membro. Meu baixo ventre queimava demais para esperar.
– Não Kurokochii. – Kise segurou minhas mãos com força, tirando-as dali. – me deixa fazer isso direito.
– Aaaah... — seus dedos começaram a acariciar o local por cima da box, fazendo-me contorcer-me de agonia e desejo. – p-por favor Kise-kun... Rápido...
Os dedos do loiro escorregaram de meu membro até minha entrada, simulando uma preparação quando empurrava o anelar com certa força.
Ele riu e subiu novamente até meu abdômen, beijando cada pedacinho de pele que via, parando no umbigo e mordendo-o, puxando o branco-cor-de-leite para cima.
– Aaa... K-kise...- kun... – agarrei-me aos lençóis.
– Você tem um gosto doce. – disse subindo os lábios com uma trilha de beijos úmidos por meu tórax. – muito melhor que qualquer chocolate que eu já tenha comido.
– N-Não diga esse tipo de coisa... – consegui dizer ainda ofegante.
Os lábios de Kise apossaram-se de meus botões. Fazendo-me agarrar as cobertas com mais força e gemer ainda mais alto.
Era Kise quem estava ali, mas eu imaginava no seu lugar uma certa cabeleira ruiva.
Um certo e idiota ruivo.
“Penso no que faço
No que fiz e no que vou fazer
Hoje o seu retrato só me mostra o que eu quero esquecer”
A língua ágil e úmida de Kise rodeava meus mamilos, para depois chupa-los lentamente e com força, fazendo-me debater-me de prazer em seus braços. Aquele loiro sim poderia ser descrito como pecado. Seus lábios róseos que sabiam exatamente onde trabalhar, os olhos castanhos que queimavam apenas em observar. As mechas loiras que emolduravam o rosto másculo, e ao mesmo tempo delicado. Além do corpo. Os músculos bem delineados, cada gominho proporcionalmente medido ao corpo.
Kise realmente era a definição de luxuria.
“Quando o sol se for meu amor
Vou aonde você for
Quando o sol se for a luz indicará você pra mim”
Vi-o livrar-se rapidamente daquelas peças incomodas que escondiam o resto de seu corpo perfeito e quase rasgou minhas roupas ao tira-las. Acho que o fogo que se espalhava devastadoramente por meu corpo era contagiante, pois Kise suava e ofegava quase tanto quanto eu.
Por que mesmo não querendo que fosse ele ali eu me excitava tanto?
“Quando o sol se for meu amor
Vou aonde você for
Quando o sol se for a luz indicará você pra mim”
– Kurokochii preciso te preparar. – disse Kise mordendo o lábio inferior, logo em seguida pôs dois dedos em minha boca. – chupe.
Eu não aguentava mais o fogo que queimava em meu baixo ventre, meu hálito estava quente, os dedos de Kise foram muito bem aceitos em minha boca. Não tinha mais controle sobre o meu próprio corpo, eu só queria que aquele incêndio acabasse logo.
Mas ele só aumentava.
“Quando o sol se for meu amor
Vou aonde você for”
Kise retirou os dedos de minha boca e colocou minhas pernas sobre o lado esquerdo de seus ombros.
– Relaxe. – disse ele, em seguida penetrou-me com o indicador.
– Aaah... – gemi mordendo o lençol, fazia muito tempo que eu não fazia isso. Estava desacostumado. – hm...
Colocou o segundo e começou a alargar, apesar da dor, meu corpo gritava por mais toques.
– Kise... – choraminguei. – coloque logo... Por favor... – não dava para esperar mais. Se demorasse mais um pouco eu entraria em combustão ali mesmo.
O loiro desabotoou a calça e puxou a box, revelando seu membro que já gotejava. Segurou mais firme minhas pernas em seu ombro esquerdo e me penetrou com tudo de uma só vez.
Mesmo tapando minha boca, meus gemidos foram extremamente audíveis. Kise sempre fora doce e gentil, mas não agora. Ele era bruto e selvagem, o que de certa forma aliviava a queimação.
Kise era como um animal.
– Mais forte... Aaah... Mais... – senti o lençol da cama rasgar de tanta força que eu o segurava.
Ele pegou uma de minhas pernas e colocou do lado direito do ombro, se encaixando perfeitamente entre elas e separando-as com força.
Agora realmente devíamos estar parecendo animais. A cama chegava a ranger pela força com o qual ele estocava. Os gemidos a muito deixaram de ser contidos. A voz de Kise era como uma canção erótica aos meus ouvidos. Eu suava, meu rosto deveria estar todo vermelho, fora todas as marcas de mordidas e chupões espalhados por meu corpo que ele fazia questão de aumentar a cada estocada.
– Aaaah... Mais... Mais... – mordi o lábio inferior com força. – quero mais...
– Você é insaciável Kurokochii... – meio riu, meio gemeu Kise.
Após mais algumas estocadas realmente brutas chegamos ao ápice, e sem pensar no que fazia, automaticamente gemi:
– Taiga...
– Aomine...
Calei-me e olhei para Kise, ele fez o mesmo. Ambos estávamos com os olhos arregalados, e mesmo naquela situação ficamos completamente paralisados. Abri a boca para falar e dissemos ao mesmo tempo:
– DE QUEM VOCÊ ME CHAMOU?
“Quando o sol se for a luz indicará você pra mim”
Off. Pov Kuroko
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