Effect, wolf, vampire!
3 Capítulo 1.1 - Tudo por causa de um pão doce (que não se sabe onde está atualmente).
Notas iniciais
Tsuryu estava no máximo de sua velocidade de corrida, conseguindo passar facilmente pelos portões da escola que, por algum motivo, estavam abertos. Pensou em ir de bicicleta, mas no fim resolveu ir correndo, mesmo que aquilo significasse sentir uma dor imensa no coração depois. No fim, não houveram problemas na viagem e eles chegaram até um hospital, em que ELE foi atendido antes dela, pois aparentava estar passando por um ataque cardíaco. Após alguns minutos, Mitsuri foi encaminhada à um leito para recuperar-se da febre, enquanto Tsuryu ficou ao lado dela até que acordasse, pois já havia se recuperado desde antes de adentrar o quarto.
Passaram-se algumas horas até que ela acordasse, sem se lembrar de muito o que havia acontecido. Sua visão estava embaçada, mas voltava ao normal pouco a pouco.
– Onde... – Colocava a costa de sua mão sobre a testa, se sentia quente. – where am i? – Ela continuou confusa até ouvir a voz de Tsuryu.
– Finalmente acordou, é? – Ele estava debruçado na cama, ao lado dela. Estava escuro pois já havia anoitecido e aparentemente, ele havia observado o sono por todo aquele tempo, pois seu rosto estava bastante cansado.
– Q-quê?! – Ela se sentou rapidamente, se afastando um pouco dele. – T-Tsuryu... o que você está faz... — Mitsuri foi surpreendida por Tsuryu puxando sua cabeça e checando a temperatura usando a própria testa, ao tocar a dela. É claro, ela ficou nervosa com aquilo e corou bastante quando foi tocada.
– Ah... – Deu um suspiro pesado enquanto voltava à sua cadeira. – Sua febre ainda não diminuiu...
– E-e-e-espera, o que você está fazendo aqui? – Ela ainda estava corada, e seu corpo começou a pesar logo depois que falou, obrigando-a a deitar-se. Sua cabeça doía e “rodopiava” bastante. – Mais importante que isso... obrigado por me socorrer.
Tsuryu sorriu levemente. – Bem, eu pedi para que Sora viesse até aqui. – Bocejou enquanto falava. – Tenho que ir agora, me desculpe por não poder ficar mais. – Seus olhos estavam meio-fechados enquanto ia à porta.
– C-certo, obrigado, Kuroya---
– Não me chame de Kuroyasu! – O tom imperativo e intenso em que falou espantou severamente Mitsuri. Ele virou seu corpo um tanto rapidamente e de forma brusca para o lado esquerdo, enquanto continuava falando. — Nunca mais quero ouvir esse nome na min... – Surpreso ao ver a expressão de medo de Mitsuri, ele resolveu sair dali. Mostrou tristeza em seu rosto enquanto abria a porta e andava através. – Até mais. — Bateu a porta com a maior força possível, direcionando-se para a sua casa imediatamente, em passos rápidos. Estava arrependido, mas seu orgulho não deixava a opção “pedir desculpas” desbloqueada no menu de ações do começo do jogo.
Depois de alguns segundos, a entrada do quarto se abriu lenta e calmamente. Era Sora, portando algumas sacolas, aparentemente acabara de fazer compras.
– Yo, Mitsuri! Como vai? – Mesmo sendo a maior cabeça de vento existente, percebeu rapidamente a expressão de espanto da garota, deixando as sacolas numa mesa perto da cama do quarto... aliás, não descrevi o quarto ainda, certo?
Basicamente, o quarto era todo branco, literalmente. A cama ficava perto da janela, cerca de 3 pés de distância e possuía 0,65m de altura, ela era simples e parecia ser do século passado. O tamanho do cubo irregular que era a alcova era de 10x10, pequeno de certa forma. Havia uma entrada para o banheiro, sabe-se lá como ela tinha conseguido aquela suíte. De importante, havia apenas isso e... uma bancada na janela, porque sim.
As vestimentas de Sora eram uma blusa vermelha simples, que deixava os braços totalmente a mostra, uma bermuda jeans que dava perto de seu joelho e sapatilhas brancas, além de uma presilha com pequenas bijuterias cintilantes de cores laranja e branco, cerca de, respectivamente, 6 e 4. Se me permitem dizer... “QUE ROUPA ESTRANHA, QUERIDA!
...e se sentou ao lado da menina num banquinho. Com sua mão direita, verificou a temperatura de Mitsuri ao tocá-la na testa. – Que quente!
– Se estivesse frio, eu não estaria no hospital, não é? – (HEADSHOOOOT) Aquelas palavras serviram como um soco muito bem dado na cara de Sora.
– O-okay... – O tom chorão e assustado dela mostravam o quanto aquelas palavras tinham sido efetivas. Pegando uma maçã da sacola, começou a descasca-la com uma faca que estava num estojo de talheres, também dentro do saco. – Mas... o que houve entre vocês dois? Ele saiu muito bravo daqui, tanto que nem me ouviu, mas, basicamente, o que aconteceu foi o seguinte: (Flashback...)
– Até mais – Andou rapidamente pelo corredor do hospital, passando por Sora no caminho.
– Tsuryu, como ela... – Ele não ouviu e nem ouviria, logo a garota parou de falar para poupar esforços. – O que aconteceu com ele? – Ficou olhando o rapaz indo embora. – Bem, a Mitsuri deve saber do o que se trata. – Com um sorriso no rosto, foi até a câmara em que a pessoa em enfermo se encontrava... pera, ela tá num hospital, tem muita gente em enfermo.
~ Fim mais tosco de flashback de sempre ~
– Ah... Entendo, obrigado, Sora. – Seu tom era fraco e cansado, não era pra menos que estava em uma cama de hospital. Os sintomas de Mitsuri eram comuns, mas seu corpo era um tanto fraco em questões imunológicas, então, acabou se tornando um problema maior. Então, com a maçã toda descascada, Sora aproximou-a da boca da garota, que ficou corada com a ação e bem nervosa. – M-MATTE, NANI KORE??? – Distanciou o seu rosto da maçã.
– Não tem problema, Mitsuri-chan, somos ambas garotas, não é? Hihi. – Soltou a risada com um sorriso medonho, “tava” na cara que ela queria muito mais que só dar comidinha na boca da mulher, ABRA CEUS ÓLEOS, MITSURI!
– E-EU POSSO COMER SOZINHA, TÁ BEM? – Pegou a maçã, usando a força, da mão de Sora, começando a comê-la calmamente. – Idiota.
– Ser maltratada pela Mitsuri só me deixa mais feliz! – Disse com um ar de entusiasmo, enquanto mantinha suas mãos fechadas próximas ao peito e seus olhos cintilantes com o olhar direcionado para o teto.
– Saia de perto de mim, agora, estranha. – Falou com a boca cheia, e deu outra mordida na maçã. Então, ela se sentou. Já se sentia melhor e queria ir para casa, apesar de que o doutor provavelmente não deixaria, aliás, falando nele.
– Mitsuri Ken, é o seu nome, não é?
– Hã? Sim, por quê?
Adentrando o quarto, um velho senhor calvo de jaleco branco e óculos e uma prancheta se aproximou da cama lentamente. – Você já recebeu alta, pode ir para casa assim que quiser. No entanto, temo que você terá que ficar de cama até amanhã de tarde. – Enquanto ele falava, Mitsuri percebeu que Tsuryu estava observando a conversa (plot twist) por conta das mangas de sua camisa e parte dos seus cabelos. – É só isso, até mais. – Enquanto ia andando até a porta, não hesitou em chamar quem estava lá para entrar. – Senhor Tsuryu, pode entrar.
– Agora mesmo. – Entrou lentamente com uma muda de roupas em mãos. Sua expressão estava arrependida, e por que não, certo? Ele estava corado e nervoso, na verdade, nunca teria feito um ato daqueles desde que eles se “separaram”. – E-etto... – Respirou fundo. Sora estava adorando ver aquilo, e demonstrava com um sorriso de ponta a outra e uma risadinha. Mitsuri estava curiosa, “o que ele vai falar?” pensou. – M-m-me... AH DROGA! – Se ajoelhou, dando um soco no chão. – Me desculpa! – Manteve sua cabeça abaixada mesmo após falar. Sussurrava para sí mesmo – Por favor, por favor... – Mas, as duas ouviram, do mesmo jeito.
Mitsuri ficou surpresa com a reação dele, ficando chocada por alguns instantes e demorando para responder. – Está tudo bem, Tsuryu! Agora levante-se daí e me leve até em casa! Então eu vou te desculpar por completo! – Na verdade, já teria perdoado ele desde que ele pediu, mas tinha certeza que ele ficaria irritantemente servindo como um servo para ela até que alguma coisa relevante fosse feita por ele. – Continência, volver!
– S-SIM! – Se levantou em um segundo ficando em posição de continência. – Espera, por que eu fiz isso? – Suspirou. – Sora, ajude-a a se arrumar, por favor. Eu vou esperar lá fora. – Jogou a muda de roupas na cara de Mitsuri. – Hakuchi. – Foi até a entrada do hospital. Suas roupas ainda eram as mesmas de quando estava na escola, pois mal tinha ido até sua casa.
Ele se sentou no segundo degrau da escada próxima à porta de vidro do hospital, uma estrutura de 5 andares. Na frente do hospital, haviam, ao lado das paredes, plantações muito bem cuidadas que se extendiam por todas as partes externas do hospital. A porta possuía 5 metros de altura e 8 de comprimento, feita especialmente para atender as necessidades de urgência médica, e era coberta por uma plataforma de concreto que cobria 4 metros à frente da porta, esta que, por sua vez, possuía uma elevação em seu meio, preenchendo 2,5m. Esta era sustentada por duas colunas, também de concreto, com 6m. Havia uma grande cruz vermelha em meio a tantas janelas, perto do terraço, com número de área = 50, as medidas? Faça a conta você mesmo. A escada possuía 3 degraus e começava a 2,75m de distância da porta, e cobria apenas 7 metros de comprimento.
Tsuryu recebeu uma ligação. Pegou seu celular rapidamente, mas não conhecia o número. De qualquer forma, atendeu no terceiro bipe.
– Bonjour?
– Tsuryu Mach? – Era uma voz feminina.
– Sim, quem fala?
– Não acredito que você esqueceu-se da pessoa que você considera uma segunda mãe!
– Q-QUÊ? – Olhou o número novamente, se lembrando da mulher. – Ah, sim... me desculpa.
– Convenhamos. – Suspirou. – Enfim, como está Mitsuri?
– Vai ficar bem. Vou explicar para você o que aconteceu hoje na escola depois. – Soltou um suspiro pesado.
– Tudo bem. Por enquanto, apenas se foque em trazer ela em segurança para casa... Pelo menos, eu tenho certeza que ela te fez fazer isso. – Tsuryu se espantou no mesmo momento. – Eu acertei, não foi?
– Tsc... Sim, acertou. – Corou um pouco.
– Hihi, quero ver no o que vai dar de imediato, estou certamente muito ansiosa! – Ela mantinha-se rindo durante as falas.
– No que você está pensando, Kaori Ken? – Falou um pouquinho irritado.
– Betsuni, só acho que vai ser interessante.
– Se você diz, quem sou eu pra reclamar? – Suspirou novamente, quando ouviu uma voz.
– Tsuryu!!! – Era de Sora.
– Bom, tenho que ir agora, até mais.
– Até.
Tsuryu desligou a chamada, levantando-se e indo até Mitsuri, que estava sendo praticamente carregada por Sora. – Espera, você está tão fraca assim?
– Se não estivesse, eu andaria sozinha, não acha? Hmpf. – Percebeu que tinha falado algo que não devia. – M-me desculpe, ainda estou meio estressada com tudo que aconteceu hoje.
Sora suspirou. – Tome mais cuidado com suas palavras, imbecil. – Deu um soco bem fraco na cabeça de Mitsuri.
– Entendido...
Mitsuri estava com uma blusa branca de mangas curtas, uma saia preta meio acinzentada, que escondia até pouco antes do seu joelho, sapatilhas cinza e uma meia-calça preta.
– AHEM! – Colocou a mão direita, cerrada, na frente da boca ao fazer isso. – Deixe que eu levo ela, Sora. – Ele ficou de costas para Mitsuri, oferecendo para que ela fosse deitada nas costas dele. E como já era óbvio, ela corou.
– I-impossível, eu não irei nas suas costas de jeito nenhum! – Mexia suas mãos, totalmente abertas, de um lado para o outro, querendo dizer que simplesmente não dava, mas o gesto que ela fez, só ela entendia, então não deu muito certo.
– Venha logo, você mal consegue andar. – Depois de falar isso, ele entendeu o que ela quis dizer. – M-mas, realmente é muito estranho, então eu te levarei assim como Sora está te levando. Haha, hahahaha — Que fofinho, não?
– Hm... hihi, eu sabia que já estava assim. – Sora falou consigo mesma.
– Nós te ouvimos. – Falaram uníssono.
– IH?! N-não é nada. Ah é, eu tenho que ir logo pra casa, Tsuryu, deixo ela com você! – Disse com pressa.
– Espera! – Teve que pegar Mitsuri, que foi jogada por Sora na direção do rapaz. Ela correu tão rápido, que sumiu da vista deles em apenas alguns segundos – Grr, maldita! – Disse enquanto passava seu braço por debaixo dos da garota, segurando em sua barriga. Suspirou. – De qualquer forma, é bom irmos logo, sua mãe deve estar preocupada.
– Obrigado por se preocupar comigo, Tsuryu. – Deu um sorriso fraco para ele, que estava olhando para ela no momento.
Engoliu em seco enquanto virava seu rosto corado. – V-vamos indo! – Mitsuri ficou confusa com a reação, sem entender o porquê de ele ter feito aquilo, apesar de ter achado fofo.
Já era cerca de 9:00PM depois de andarem por três quarteirões, a casa estaria a mais 4 de distância, era praticamente do outro lado da cidade. O silêncio só não era total por conta dos passos de ambos, que deixavam seus rostos do lado contrário do outro.
Aquele clima estava realmente muito chato, mas nenhum dos dois sabia o que falar. Até que...
– Tsuryu, poderia te perguntar uma coisa sobre o seu passado? – Estava realmente curiosa, apesar de ser algo perigoso de se perguntar naquela situação. Ele suspirou.
– Pode. Dependendo da pergunta, eu não vou surtar como eu fiz no hospital. – Disse indiferente.
– Entendo... – Demorou um pouco para pensar na questão. – Onde você estava durante esse tempo?
– Hm..? – Olhou por alguns segundos para ela. – Eu pensava que ia ser algo pior. Se era só isso, não precisava demorar tanto para falar. – Deu um sorrisinho. – Mas enfim. No começo, estive nos Estados Unidos, depois voltei por pouco tempo para o Japão, e agora estou aqui. – Suspirou. – E você?
– Hm... eu fiquei no Japão por alguns anos depois que você se foi, então vim direto para o Brasil depois do divórcio de minha mãe. – Começou a olhar para baixo, um tanto triste, depois de falar. Tsuryu percebeu isso, e não estava nem um pouco a fim de ver uma expressão triste ali.
– Você é muito chata para se sentir viva lembrando-se do passado? – Olhava para frente com um sorriso no rosto. Aquelas palavras surpreenderam Mitsuri, que olhou para ele, logo dando uma risada.
– Espera, não é você que sempre se irrita e fica triste quando se lembra do passado?
– Heh, pode até ser, mas são nestes momentos que eu sinto que há vida em mim. – Ela foi surpreendida de novo. – Sempre que eu me lembro do passado, fico irritado, triste, feliz... E quando isso acontece, eu posso sentir que o que passou foi necessário. – Abaixou a cabeça com um sorriso no rosto. – Acho que é melhor eu te explicar aquilo do hospital. – Respirou fundo. – Consegue andar sozinha por alguns metros?
– S-sim, claro! – Se soltou dos braços dele, cambaleando um pouco.
– Cuidado. – Segurou-a pela mão, sem pensar, ajudando-a a reaver o equilíbrio.
– Obrigada. – Sorriu. Tsuryu corou extremamente, desviando o olhar e colocando suas mãos em seus bolsos.
– De qualquer forma. – Falava em um tom meio penoso enquanto eles voltavam a andar, dessa vez, em ritmo mais lento. – Este apelido, Kur... – Soltou um grunhido. – Aquele apelido é muito traumatizante para mim, por causa de certo acontecimento no passado. – Suspirou. – Ele foi o responsável direto pela morte de meus pais, por conta de uma rixa que meu pai tinha contra algumas pessoas, e fomos encontrados por causa dessa antonomásia. – O silêncio dominou por alguns segundos. – É isso, apenas. Um pouco bobo né?
– Não, de jeito nenhum... – Ficou com uma expressão triste. – Me desculpe por ter falado aquilo.
– Eu é quem devo me desculpar. – Fez um pouco de cafuné nela, que deu um pulo assustado para o lado oposto.
– N-não faça isso sem me pedir! – Disse, chocada.
– Você quem manda.
Eles trocaram olhares por alguns segundos, parados, sorrindo, com aquele delay mental de alguns segundos, até que a timidez bateu e eles se espantaram ao mesmo tempo, desviando os olhares imediatamente, com um susto.
– Vamos nos apressar, sim?!?!
– Concordo!
Ambos falaram apressada e nervosamente, acelerando o passo. Até que Mitsuri tropeçou, mas foi segurada por Tsuryu, que demonstrou reflexos impressionantes no momento.
– Tome cuidado, droga. – Colocou-a em suas costas contra a vontade dela, que ficou se debatendo por alguns instantes.
– M-M-M-ME SOLTA!! – Deu um soco em Tsuryu, que respondeu extremamente calmo.
– CALA A BOCA E DESCANSA! – Ah não, erro meu, ele contrapôs de forma não muito educada mesmo. Mitsuri se assustou com o grito, mas passou os braços pelos ombros dele e resolveu seguir suas instruções.
– Tá bom. – Encostou sua cabeça nas costas do rapaz. Seu coração batia mais rápido, mas não era apenas o próprio. Ambos estavam nervosos, e caramba, isso tá muito clichê, pelo amor de Deus –-‘.
Edit importante: Após algum tempo calados, um tanto nervosos...
– Sabe, Tsuryu? — Falou alegre e calmamente.
– O que foi? — Estava com um dos olhos fechados e o outro apenas metade aberto.
– Obrigada por se lembrar de quando nos conhecemos. — Deu uma risadinha depois de terminar de falar.
– 7 de dezembro do ano de 2005, às 9 da manhã de um dia nevoso durante o inverno. — Suspirou.
– Hã? O que é essa data agora?
– O dia e a hora em que eu te conheci. Tenho gravado em minha mente esses dados de todos os meus amigos preciosos. — Olhou para o céu. — Eu considero-os muito importantes para mim. Você é uma deles. — Mitsuri corou completamente.
– P-p-pense no o que você está falando, idiota! — Deu um soco forte em suas costas, que riu da reação. Ela já se sentia melhor e bem saudável. — Pode me soltar, Tsuryu?
– Pela força desse soco, acho que você já consegue ficar de pé, então, sim. — Abaixou-se para que ela saísse seguramente, levantando-se logo após.
– Obrigada por me trazer até aqui. — Arrumou o seu cabelo, olhando para o lado inferior direito. — Não sei como eu vou poder te agradecer.
– Mitsuri.
– Hm? — Olhou para ele.
– Eu te amo...
– Q-Q-Q-Q-Q-Q-Q-Q-QUÊ? — Deu um chute no queixo dele, que o fez sair voando por 1 metro. — Idiota! O que acha que está dizendo? — Disse irritada, e um pouco corada. — Não seja precipitado assim!
– Você não me deixou terminar a frase, eu posso dizer o mesmo de você! — Levantou-se, visivelmente irritado. — Apenas como amiga, é o que eu ia dizer. — Aproximou-se dela, abrindo a palma de sua mão completamente, e então, juntando os dedos, deu um golpe em sua testa, não muito forte.
– Desculpa (;-;) — Falou em tom chorão, colocando a ponta dos dedos na testa.
– Vamos indo, eu ainda tenho que explicar tudo para a Kaori. — Mitsuri ficou curiosa, aquele era o nome de sua mãe. Ele já estava andando em passos lentos.
– Espera, você conhece a mamãe? — Apertou o passo, ficando ao lado dele e a 2 pés de distância.
– Ah, sim, Kaori Ken mencionou ter uma filha mesmo. — Suspirou. — Afirmativo, eu conheço, mas agora, cale a boca e vamos indo. NEM UMA palavra, por favor. — Colocou as mãos nos bolsos frontais da calça enquanto falava, e se manteria assim pelo resto da viagem.
– Entendido, senhor! — Disse determinada.
Eles seguiram totalmente quietos até a casa de Mitsuri, que estava a alguns poucos metros de distância. E sim, o Tsuryu NÃO PERCEBEU que o cabelo dela foi cortado, SÉRIO. Na verdade, parece até que ela mesmo esqueceu.
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