Notas iniciais
Bom, esse é o capítulo mais #hot da história. É dividido em partes e algumas delas estão em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Elizabeth Keen. Se visualizarem algum erro de digitação, peço desculpas. Na maioria das vezes eu escrevo de madrugada, daí algumas palavras passam despercebidas.

Red envolveu Lizzie e se preocupou apenas em tirá-la dali. Não sabia ao certo o que havia acontecido, mas jogada no canto da parede, ele avistou a bolsa da agente. Por um instante chegou a pensar que ela tivesse tentado reagir, mas nem ao menos a pistola ela havia tirado. Lá fora, Dembe o aguardava. Reddington entrou no carro pela porta traseira e Elizabeth permaneceu desmaiada em seus braços.

– Para onde iremos? Questionou Dembe

– Entre em contato com Mr. Kaplan. Informe que temos uma urgência médica envolvendo a agente Elizabeth Keen.

Depois de alguns instantes, Dembe avisou a Red sobre o que havia falado com Mr. Kaplan:

– Ela pediu que a levássemos até a cabana.

– Ok, pois seguiremos para lá.

Reddington estava preocupado com Lizzie. Ela estava desacordada, com um grande corte no lado esquerdo do rosto e seu pescoço parecia um pouco inchado. Sabia que o caso não era tão grave, mas a agente precisava receber cuidados médicos. Óbvio, também, que ele não arriscaria levá-la para um hospital qualquer. Ele não sabia o que havia acontecido na casa de show e mesmo não sabendo de tudo, sua experiência apontava para o fato de Elizabeth ter sido descoberta por Ravelo. Dessa maneira, o criminoso também deveria saber que ela estava trabalhando com Reddington. Fator que a colocava ainda mais em perigo. Por isso, naquele momento, mais do que nunca, ele precisava protegê-la.

...

Elizabeth abriu os olhos e viu que estava em um lugar escuro. Parecia uma espécie de galpão gigante. Sentiu o corpo dormente e a garganta muito seca. Sentia-se também muito suja, como se não tomasse banho há dias. Ficou de pé, com muita dificuldade, e deu uma boa olhada ao redor. Havia um vulto escuro mais ao canto. Parecia ser alguém sentado e que a observava em silêncio. Ela foi se aproximando lentamente, e um medo enorme tomava conta de cada centímetro do seu corpo. Quando de repente, um holofote acendeu sobre o vulto. Era um homem sentado, de cabeça baixa e com as mãos amarradas para trás do corpo. Ela forçou a visão até conseguir reconhecer quem estava ali.

– Meu Deus, Red! Gritou Lizzie correndo até o homem. Ela tocou o rosto dele, que estava medonhamente machucado. Sua blusa branca estava encharcada de suor e sangue. Lágrimas começaram a rolar impiedosamente pelo rosto de Lizzie, que se apressou em soltar as amarras que prendiam o homem. O peso do corpo de Red pendeu para frente, e ele caiu no chão.

– Red, por favor, acorda! A gente precisa sair daqui. Você não pode morrer, está me ouvindo? Eu preciso de você, seu filho da mãe!

Lizzie gritava e pressionava o peito de Reddington em uma tentativa desesperada de reanimá-lo. Ela começou a sentir raiva, e a estapeá-lo no rosto.

– Acorda, Red! Eu preciso de você. Não me deixa aqui só. Gritava Lizzie que permanecia na tentativa desesperada de arrancar pelo menos algum suspiro de Reddington.

Aos poucos ela foi cansando e percebendo que nada mais podia ser feito. A agente agora chorava copiosamente e sentiu-se fraca. Deitou-se sobre o peito de Reddington e cravou as unhas em sua blusa.

Esse filho da mãe não pode ter morrido

– Você não pode morrer, porque eu amo você. Consegue me ouvir, seu filho da mãe? Eu amo você!

Ela agora falava, frente a frente, com o rosto desacordado do homem. Suas lágrimas caindo sobre ele. De repente, ela se sentiu fraca e sua visão se tornou turva. Uma voz a chamava longe. Ela conhecia aquela voz, era de Reddington, mas o corpo ao lado continuava imóvel. Ela usou da pouca força que lhe restava e segurou na mão direita do homem. Até tudo novamente se tornar um breu.

...

Depois de receber todos os cuidados médicos, Elizabeth dormia sobre a cama, em um dos quarto da cabana, onde Mr. Kaplan pedira que Red a levasse. Ele estava sentado ao lado, em uma poltrona e a observava. Ela tinha um rosto tão angelical que o criminoso sentia vontade de apenas passar o resto de sua vida ali, vendo-a em paz. Red segurou a mão de Elizabeth e aos poucos, o cansaço também foi tomando conta de seu corpo, até que adormeceu.

Horas depois, Red sentiu que Lizzie estava se mexendo bruscamente na cama. Como havia adormecido segurando-lhe a mão, a agitação foi logo percebida. Imediatamente, ele acendeu a luz do lado da cama e viu que a agente parecia estar tendo um pesadelo.

– Lizzie, acorde! Red a sacolejava de uma forma delicada, para que ela não tomasse um susto. Ela gemia e chorava como se tentasse sair de algo maior do que ela.

– Red! Gritou a agente, que finalmente acordou. Red a encarou e viu que Lizzie estava com olhos cheios de lágrimas. Estas que começaram a cair bruscamente quando ela o encarou.

– Calma, eu estou aqui. Disse ele a abraçando e dando-lhe um beijo na cabeça. Ela o abraçava tão forte, que Red se perguntou sobre o que ela havia visto no sonho. Sentiu vontade de nunca mais soltá-la. De apenas tê-la ali em seus braços e protegê-la de qualquer mal.

Elizabeth estava apavorada depois do pesadelo. Ela não imaginaria perder Red. A relação dos dois tinha andado balançada. No entanto, ela o amava. Ela não sabe se aguentaria a dor de perdê-lo. Elizabeth sentia-se sozinha no mundo e Red tinha sido seu pilar. Mesmo com seu jeito enigmático e misterioso, aquele homem não a tinha deixado de lado em nenhum momento.

– Red me escuta... Disse ela olhando fixamente nos olhos de Reddington e com as duas mãos no rosto dele. – Me promete, por favor, que você não vai me deixar só. Eu estou assustada, Red. Implorou Elizabeth que chorava copiosamente.

A expressão de Red traduzia o espanto que ele estava sentindo diante daquela situação. Mas foi enfático em sua afirmação:

– Eu nunca vou abandoná-la. Minha vida gira em torno de você, Lizzie.

...

Depois daquelas palavras, fiquei olhando no fundo dos olhos do Red por alguns instantes. Minha ficha havia caído. Apesar de ser um criminoso, ele havia cuidado de mim nos últimos meses e me livrado de muita coisa. Eu não tinha tantas certezas nos últimos tempos, mas uma coisa era certa, Reddington estava ali para me proteger de pessoas e situações como aquela que havia acontecido. Comecei a acariciar o rosto dele. Não demorou muito até que ele foi se rendendo ao meu toque. Ele parecia tão cansado também e por isso senti uma vontade insaciável de senti-lo e de fazê-lo ficar bem. Fui me aproximando lentamente dos lábios sérios dele. Aquilo estava o torturando, eu sei, mas era isso que eu queria fazer. Minhas mãos o envolveram pela nuca, até que finalmente eu encostei meus lábios nos dele e dei um beijo altamente voraz. Minha língua percorria cada centímetro da boca dele. Da mesma maneira, estava a fazer comigo. Ele se arrepiou e eu comecei a desabotoa-lhe a camisa. Reddington migrou dos lábios, para o meu pescoço; e eu comecei a gemer de excitação e desejo por aquele homem. Ele começou a tirar a minha blusa, eu segurei nas mãos deles, e as guiei até meus fartos e rígidos seios. Ele passou a chupá-los e eu me acabando de tesão. A essa altura eu já estava sobre Red e percebi o quanto ele estava excitado. Comecei a torturá-lo ainda mais quando fui atritando minhas partes ao membro dele, duro e ainda dentro das calças.

Fui descendo os beijos, e comecei a desabotoar as calças dele. Levantei a visão para olhar qual era a reação de Red. Nada melhor do que um oral olhando no fundo dos olhos do parceiro. Reddington parecia não acreditar no que estava acontecendo e ao mesmo tempo, não conseguia conter a enorme excitação que estava sentindo. Tirei o pau dele e abocanhei. Ele soltou um gemido e respirava fundo à medida que eu o chupava. Ele me puxou de volta, e nos beijamos novamente. Dessa vez, ele estava sobre mim. Começou tirando minhas calças e migrou seus lábios até minha buceta. Eu já não conseguia mais gemer baixo. Passei a fazer mais barulho, pois não dava para manter a cautela naquela situação. Eu estava louca de prazer e sentir a língua daquele homem, percorrendo e provando o meu mel, era algo indescritível. Eu o puxei de volta sobre mim e o beijei. Minhas unhas cravaram nas costas dele. Senti algo estranho. A pele no dorso de Red parecia irregular, como uma cicatriz gigante. Ele mordeu o lóbulo da minha orelha, e tomou para si toda a minha atenção novamente. Eu o virei, e sentei novamente sobre ele. Inclinei-me e disse:

– Agora eu estou no comando Raymond Reddington.

Ele me olhava com os olhos cheios de luxúria. E com um movimento repentino e brusco, ele se pôs novamente sobre mim. Depois disso, eu o senti penetrar com força. Turbilhões de pensamentos vieram em minha cabeça. Pensei que fosse enlouquecer, pois imaginar que Red estava ali, dentro de mim e com aquele corpo ofegante colado ao meu, era algo impagável. Depois disso, cavalguei sobre ele, até que conseguimos nosso clímax juntos.

...

Após o clímax, Lizzie deitou sobre o peito de Red. Ela sentiu vontade de perguntar sobre o que havia percebido nas costas do homem, mas preferiu deixar para outra ocasião. Enquanto isso, ele afagava seus cabelos.

– Você está bem? Perguntou Red.

Lizzie levantou a cabeça e olhou para o homem.

– Divinamente bem. Disse sorrindo e dando-lhe um beijo carinhoso.

Aos poucos ela foi adormecendo sob os carinhos de Reddington.