Eduardo E Mônica
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Caminhei pela rua tentando ajeitar a alça da minha mochila, carregada de livros. Eu odiava segunda. Começo de semana era sempre algo horrível. Essa semana em especial havia começado ainda pior por causa da briga que eu tiver a que presenciar dos meus pais, na verdade, vestígios de uma briga. O ambiente estava enfurnado em um silêncio velado e isso parecia comprometer meu estômago. Eu não conseguia comer, não consegui sentar à mesa enquanto eles mal disfarçavam o ódio contido, os olhos de minha mãe vermelhos. Aquela sensação de impotência, de estresse, somada a minha briga com Eduardo, que fazia eu me sentir cansada, desanimada, chateada e frustrada. Eu era uma nuvem pesada, meus ombros pendiam para baixo e meu pescoço doía de estresse. No total, eu estava absolutamente desgastada e a flor da pele, uma bomba-relógio. E sentia saudades de Eduardo. Ele não viera atrás de mim, nem sequer ligara. Eu me sentia péssima.
Acabei sendo a primeira a aparecer na escola, provavelmente por causa da minha pressa de sair de casa. Para a minha surpresa, Eduardo apareceu logo depois. Olhou para os lados, como se procurasse alguém, o brilho em seus olhos quando me viu me mostrou que era a mim que ele estava procurando. Veio em minha direção, respirando fundo quando me viu. Me senti subitamente constrangida. Quis falar algo, mas prendi as palavras na minha língua. Olhei sua expressão contida, as mãos dentro do bolso, os ombros arriados.
— Oi. — Ele disse, sorrindo de canto, também sem jeito. Engoli em seco, procurando minha voz.
— Olá.
— Como você ta? — Péssima. Mal. Sinto sua falta.
— Bem... — respondi, baixinho e mentirosa. Eduardo respirou fundo e começou a tagarelar:
— Eu, eu sinto muito por aquele dia. Eu fui absolutamente grosso com você. E sem necessidade alguma. Eu sinto muito, Mônica. Não quis te magoar. Não quero que isso se repita. — Ele acariciou minha face, meu coração bombeou rapidamente, sentindo meu rosto esquentar de satisfação. — Eu am...
— Edu! — Fomos interrompidos por um grito animado. Eduardo tirou a mão do meu rosto por reflexo. Me virei para olhar quem vinha. Era Beatriz, vestida com a jaqueta do Eduardo. Meu rosto ferveu. Mil e uma possibilidades passando pela minha cabeça, assim como perguntas. O que ela estava fazendo com aquela camiseta? Onde eles tinham se encontrado? O que aquilo significava?
Ela parou ao nosso lado e abriu um largo sorriso. Mal me olhou, os olhos concentrados em Eduardo.
— Oi, Beatriz... — Edu disse, sem jeito.
— Oi, Edu! — Edu? Argh, desde quando ela tinha intimidade pra chamar ele assim? Tentei controlar o ar que parecia pouco e meus pulmões. — Olha aqui sua jaqueta... — Ela a tirou lentamente, a dobrando e esticando para ele. — Obrigada por me emprestar. Estava muito frio aquela noite, obrigada de verdade. Me quebrou um galhão.
— Ah. Não foi nada. — Edu me olhou curioso. Lhe lancei um olhar de “que porra é essa?”. Beatriz reparou e fez uma cara que, pra mim, foi de falso entendimento.
— Ah, nem se preocupe, Mônica. A gente se encontrou a noite um dia desses. Sábado sei lá, no fim de semana. E ele me emprestou a blusa, estava muito frio, haha. Aliás, foi você quem comprou esse perfume pro Eduardo? É maravilhoso. Você tem que me dizer a marca. O cheiro é ótimo! — Então, me sorriu um largo sorriso, de deboche. Fiquei incrédula com suas palavras. Era muita cara de pau. O sorriso em seu rosto diminuiu, mas ainda possuía um ar de satisfação incontida. — Então, já vou indo. Obrigada de novo, Edu. Tchau Mônica...
Observamos ela se afastar, suspirei, colocando a mão no rosto, que queimava. Acho que pela primeira vez eu estava entendendo o que minhas amigas diziam sobre ‘odiar a vadia que dá em cima do meu namorado’. Eu nunca fora especialmente ciumenta. Conseguia me controlar quanto aos assédios que Eduardo recebia, ele sempre demonstrou ser louco por mim. Mas agora... Agora era absurdo. A raiva que eu sentia dessa garota começava a passar do normal.
— Mônica... — Olhei para Eduardo. — Isso não foi nada.
— OK. Nada? Claro! — Ri sem achar a menor graça. Me desvencilhando da mão que tentou me tocar. Entrei na escola, Beatriz me sorriu quando me viu no pátio. A encarei por alguns segundos. E subi as escadas, sabendo que esse horário ninguém ainda se dirigiria pra minha sala. Não fiquei surpresa quando senti que ela me seguia.
Entrei em nossa sala, colocando minha bolsa sobre a carteira que eu costumava sentar. Ela entrou em seguida e fechou a porta. Chegando perto de mim.
— O que foi, Mônicazinha? — O jeito debochado dela me fez estremecer de raiva.
— Fique longe dele. — disse, de supetão. Ainda irritada.
— Dele quem? Seu namorado? — Ela sorriu, divertida.
— Isso.
— Ah, mas por quê?
— Não estou brincando, Beatriz. — Ela riu baixinho.
— Por que, ué? Não entendo esse pedido, é quase maldade. Eduardo é como um imã... Magnético. É difícil ficar longe dele. Sem querer faltar com o respeito, é claro. Seu namorado é uma delícia. E fiel... Ainda por cima. Talvez deixe tudo ainda mais delicioso. Ele vai terminar contigo pra poder ficar comigo. — Vi como toda sua fachada de boa moça havia ruído. Seu rosto se tornava mais vivo assim, cheio de ambição e convicção.
— Você não vai ficar com Eduardo. — falei, firme. Mesmo não tendo lá muita certeza. Era como um desejo, eu ansiava para que isso nunca acontecesse, mas tinha perdido minha certeza.
— Vou sim... Você sabe que sim.
— Vai continuar insinuando pra ele? Que espécie de pessoa você é?
— Aquelas que conseguem o que querem e não agem como moscas mortas. — Ela disse, de forma direta. — Olha, nem vou precisar me insinuar pra ele. Ele é um cara novo, Mônica. Vocês estão juntos há muito, muito tempo. Ele não sabe um monte de coisa por conta disso. Ele só está com você porque nunca teve a oportunidade de ter nada melhor. Não me julgue mal. Você é uma boa garota, só não o suficiente pro Eduardo. — A olhei, chocada com suas palavras. — Não me olha assim... Ambas sabemos que ele vai ficar comigo. Você perdeu. Foi lerda demais para segurar seu namorado. Não pode dar o que ele precisa. Você é muito... tediosa. Mas não se sinta mal. Você tem sorte de ele ter querido alguma vez você. Você vai arranjar algum cara... Algum dia, quem sabe. Tenha esperança. Eu estou te avisando agora... Pra você se preparar. Eu gosto de você, Mônica. É estranho... Não consigo te odiar. Você é muito... amável. Muito... mosca morta. É até fofo.
Ela piscou pra mim. E saiu da sala. Me deixando lá. Me sentindo humilhada e escorraçada. Sem palavras. Como alguém conseguia dizer essas coisas horríveis? As pessoas começaram a entrar na nossa sala, elas me encaravam, eu deveria parecer super pálida. Quando Beatriz apareceu na porta e sorriu debochada para mim, não aguentei ficar naquele ambiente. Peguei meu material e saí pelos corredores, me dirigindo a uma escada esbarrei em alguém no caminho. Era Samuel.
— Mônica? O que você tem? — Ele me segurou pelos ombros, me olhando preocupado. Eu não consegui dizer nada, estava com muita raiva, tanta raiva que podia sentir meus dutos lacrimais trabalhando. Quando eu ficava irritada, muito magoada, era sempre uma guerra. Eu prendia as lágrimas e isso parecia acumulá-las cada vez mais, assim meu rosto ficava vermelho e eu já tinha uma prévia cara de choro antes mesmo de chorar.
Me desvencilhei do aperto de Samuel e subi para o último andar correndo. Entrando na sala em que guardavam as coisas inúteis da escola, como cadeiras e carteiras quebradas, livros velhos, trabalhos escolares de turmas passadas, esse tipo de coisa. Para os professores era a sala sem utilidade, mas os alunos tinham um segredo entre si, arranjaram uma pequena utilidade para esta sala. Ela costumava ser usada para os alunos darem uns amassos e os mais ousados, algo mais. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes Samuel me contara que levara alguma garota para esse cenário, eu sempre achava engraçado, porque Samuel era ótimo em contar histórias. Esse lugar também me lembrava de algumas lembranças com Eduardo, quando ele me convencia com um sorriso a fazer pequenas loucuras que ele queria. Porém, aqui também era ótimo pra me sentir refugiada.
Comecei a arrastar algumas mesadas para impedir alguém de entrar na sala, provavelmente algum casal afobado, achava muito difícil inspetores passarem aqui na primeira aula. Ou em qualquer aula, pra ser sincera. Sentei no chão, debaixo das carteiras, encolhida. Pensando nas palavras de Beatriz, na jaqueta de Eduardo e me permiti sentir raiva, em silêncio, muda, sentindo os músculos dos meus ombros e braços doerem em tentar conter minha fúria; prometendo a mim mesma que não faria besteira.
~
Eduardo
Não pude impedir Mônica quando ela saiu de perto de mim, irritada, as faces vermelhas. Tentei correr até a escada e esbarrei em Beatriz no caminho. Ela reparou na minha expressão e me fez descer um degrau, ficando um a mais de mim.
— Vocês brigaram?
— Mais ou menos...
— Sinto muito.
— Eu tenho que ir falar com ela. — Fiz menção de subir, mas Beatriz me segurou.
— Não... Deixa que eu falo com ela. A culpa é minha.
— Eu não acho que seja uma boa ideia. — Acho que isso era o tipo de atitude que apenas enfurecia Mônica ainda mais e ainda pensar em ter que pensar, morto de curiosidade, não me parecia uma boa opção; porém eu não sabia o que dizer exatamente para Mônica, como lidar com sua irritação e mágoa, me sentia quase impotente, mas precisava falar com ela, vê-la, tirar o ar magoado de sua face.
— Ah, vamos lá, Edu. Somos garotas, vamos nos entender melhor. — Ela sorriu, e acariciou minha face. Fiquei mudo com seu toque. — Volto já.
Observei sua silhueta subir as escadas rapidamente, mordi o lábio. Preocupado com Mônica, confuso com a reação que senti com o toque de Beatriz, as palavras de Samuel na minha cabeça. Sentei na escada, colocando as mãos na cabeça. Quando eu virara essa confusão, esta bosta ambulante? Me sentia prestes a explodir. O sinal tocou, anunciando que era o horário de nos dirigirmos às salas. Subi as escadas, desanimado. Não foi surpresa nenhuma topar com Samuel me esperando na frente da nossa sala, revirei os olhos, já prevendo a bronca. Ele me puxou pela blusa, pra um canto afastado do corredor, onde não podíamos ser ouvidos.
— O que houve com a Mônica?
— Você a viu? — Mordi o lábio, quase receoso da sua resposta.
— Claro que eu vi. Ela estava chorando ou chorou, com certeza. O que você fez?
— Nada. — respondi, meio irritado com a voz acusatória dele. Percebi que muitas pessoas pareciam tentar ouvir nossa conversa.
— Nada? Ah, ta legal. Vou fingir que acredito em você, Sr Babaca.
— Cala a boca, Samuel! — explodi. Essa era a última coisa que eu queria, alguém jogando na minha cara o quão idiota eu era. — Não sabe o que aconteceu e já ta aqui reclamando. Mônica teve um ataque de ciúmes e surtou, por nada. Tentei explicar, não deu certo. Eu não fiz nada de errado. Qual é o seu problema?
— Não, Eduardo... Se escute. Qual é o seu problema?
Samuel me deixou parado no corredor entrou na sala, nervoso. E eu em seguida, deixando de sentar do lado dele e indo para o fundo da sala. Irritado a mil e ao mesmo tempo preocupado em como foi a conversa de Beatriz com Mônica.
As aulas pareceram se arrastar ao extremo. Me sentia impaciente, não consegui me concentrar em nenhuma matéria, não fiz nenhum exercício, minha prova de Filosofia ficou vazia, resultado da minha mente cheia de coisas preocupantes. Um inferno. Suspirei aliviado quando o sinal do intervalo tocou, corri para frente da sala de Mônica e fiquei esperando ela sair. Para o mal da minha ansiedade e sanidade a última pessoa a sair foi Beatriz.
— Então... Como foi com vocês?
— Eu tentei explicar as coisas, mas ela parecia sei lá que ela não queria ouvir, tirou conclusões precipitadas, eu sinto muito. Não foi minha intenção causar qualquer discordância entre vocês. — Meus ombros arriaram, sabendo que meu problema havia duplicado. A expressão de Beatriz pareceu absolutamente sincera, então sorri de lado, para tranquila-la.
— Eu entendo, Beatriz. A Mika não está numa fase muito boa, sei lá... Eu também não. A gente anda brigando fácil, se machucando, é algo nossa. Relaxa.
— Sei que isso é super desagradável de se dizer, mas você já pensou em, sei lá, dar um tempo? — Me surpreendi com sua pergunta, me sentindo quase desconfortável. — Podia ser algo bom pra vocês pensarem. É que, eu fico meio confusa, vocês estão juntos há tanto tempo, nunca experimentaram nada diferente. Ambos não têm... curiosidade? — Ela sorriu, parecendo genuinamente curiosa.
— Hã, acho que a gente nunca pensou muito nisso. — Engoli em seco, sua proximidade agora parecia muito mais clara e óbvia, podia sentir seu hálito quente na minha pele.
— Ah, eu entendo. Vocês devem se amar bastante, mas... com todas essas brigas, será que ainda são apaixonados um pelo outro?
Senti meu coração dobrar a velocidade quando ela me olhou com olhos tão... Ingênuos e ao mesmo tempo insinuantes. E me perguntei se ainda era apaixonado pela Mônica. Se ainda a queria tanto quando me sentia compelido a beijar Beatriz nesse momento. Bambeei nesse momento, me afastando um pouco. Me sentindo um tolo que não conseguia nem ficar perto de uma garota.
— Ah... Só pode ser brincadeira! — Olhei para onde vinha aquela voz. Mônica parecia não acreditar no que via, soltou um risinho que eu conhecia, era de irritação e desceu as escadas. Deixei Beatriz para trás, indo atrás da minha namorada. Me perguntando se tinha como a situação ficar ainda mais uma merda. Mônica se embrenhou entre as pessoas da cantina, me deixando para trás, provavelmente indo comprar algo pra comer. Coisa que eu costumava fazer para ela. Fiquei de braços cruzados, esperando ela sair daquele meio. Ela apareceu com uma barra de chocolate, ela sempre comia algo doce quando estava muito, mas muito irritada. Fui até ela. — Ah, que surpresa não te ver conversando com a Beatriz ao invés de ficar comigo.
— Mônica, está sendo irracional. Só estávamos conversando. Não fizemos nada demais.
—Você deve me achar muito idiota, não é? Com certeza você deve me achar muito idiota. — Ela riu, irritada. — Uma bobinha. Não vejo o que está acontecendo. Não entendo suas ‘vontades’.
— Não sei do que está falando. — Eu parecia quase assustado com essa sua expressão, ao mesmo tempo que me irritava com seu tom, uma simples frase de Mônica me afetava mais do que um discurso inteiro de Samuel.
— Ah, corta essa, Eduardo! Te conheço a sua vida toda. — O tom de voz de Mônica aumentou e de repente, parecia que muitas pessoas estavam conscientes de nós.
— Não tenho vontade de nada. Você está com ciúmes de Beatriz, eu entendo, mas não há nada entre nós.
— Nada? Nada?? — Mônica praticamente gritou. — Eu não sou idiota, Eduardo! Não sou trouxa!
— Mônica para de gritar. — Pedi, baixo. Me sentindo envergonhado com os olhares.
— Por quê? Por que, Eduardo? Não posso me revoltar? — Ela sacudiu a barra enquanto falava e gesticulava, as faces vermelhas. — Não posso me envergonhar com o que está fazendo com a gente? Comigo?
— Ah, pelo amor de Deus, Mônica. — Me irritei. — Parece o Samuel falando. Eu não fiz nada! Você que está agindo como uma pirada!
— Eu vou procurar ser pirada bem longe de você, não se preocupe. — Ela saiu de perto de mim. A segurei pelo braço.
— Não pode sair assim sempre que quiser. Que droga, Mônica!
— Realmente, que droga, Eduardo! — Ela se soltou do meu braço, subindo as escadas e eu fiquei ali, irritado, vermelho e fodidamente perdido com essa briga, com os olhares, que tudo fosse a merda de uma vez, eu não me importaria.
Acho que o resto do dia passou como um borrão para mim, eu ouvia as pessoas comentarem sobre minha briga com a Mônica, mas estava enfurecido demais com a situação pra conseguir deixar aquilo me irritar ainda mais. Samuel chegou até me olhar com pena, Beatriz tentou falar comigo, mas me desvencilhei de sua conversa, querendo ficar sozinho. Era incrível como Mônica tinha conseguido me irritar, ao mesmo tempo em que pensar na expressão magoada dela parecia me fazer desabar emocionalmente. Estava irritado por ter explodido e gritado com ela. Estava com raiva de Mônica, ao mesmo tempo em que eu estava começando seriamente a me odiar. Parecia que tudo que eu era capaz de fazer era magoar minha namorada. Eu era um péssimo namorado, nossa relação estava uma porcaria, cheia de desencontros e Beatriz parecia me atrair cada vez mais e isso me acrescentava uma culpa quase insuportável. Eu parecia prestes a perder o conhecido e ter que encarar o novo e estava com medo de não saber o que eu preferia.
Na saída, procurei Mônica, mas não consegui a encontrar. Não foi surpresa quando perguntei para uma amiga de Mika onde ela estava e a mesma me avisou que ela fora embora uma aula depois do intervalo porque estava passando mal. Fui para cada de Mônica praticamente correndo e quando parei em frente a porta dela, quando estava prestes a bater, a mãe de Mônica abriu a porta.
— Eduardo, querido! — A mãe de Mônica me abriu um grande sorriso, mas reparei confuso que seus olhos estavam vermelhos. Eu ia abrir a boca para perguntar algo porém ela atropelou minhas fala, tagarelando. — Como está? Parece ótimo! Quanto tempo que não o vejo, como vão seus pais?
— Ótimos.
— Maravilha. Veio pela Mônica, certo? Ela passou mal hoje, deve ter visto, mas já deve estar muito melhor. Se quiser subir, suba. Te chamo pro almoço daqui a pouco. Anda, suba, suba.
Ela me guiou pelas escadas e voltou apressada para a cozinha, não me dando deixa pra acrescentar qualquer frase naquele monólogo. Enquanto subia as escadas para o quarto de Mônica, já sabia o que iria fazer. Não podia mais suportar magoá-la, não podia mais continuar com essas duvidas, não podia continuar com a Mônica com essa coisa de “E se...” eu tivesse feito diferente, pensando o que perdi. Não estava sendo totalmente honesto com ela e nem comigo.
Bati na porta e esperei. Bati na porta e esperei mais um pouco. Logo, Mônica abriu. As faces rosadas de choro, os cabelos bagunçados, um olhar triste e temeroso que eu não conhecia. Me amaldiçoei pelo que ia fazer, mas respirei fundo e disse:
— Precisamos conversar.
Notas finais
Bem, não vou cobrar reviews porque meu desaparecimento foi bem longo, mas é porque esse ano anda sendo um dos mais atribulados de todos, cara. Socorro. Mas enfim, quem quiser comentar, por favorzinho, comente, please. Agradeço desde já. Vejo vocês em alguns dias quando eu for postar o oito, provavelmente daqui a uma semana, isso é relativo.
Ah, antes que eu esqueça, queria indicar uma fanfic pra vocês, leitoras, que procuram um original de qualidade. Caso vocêsnão conheçam, tem essa fanfic: http://fanfiction.com.br/historia/371007/Estranhos/ Ela é muito boa, vale a pena. Pelo menos eu curti. Rs Como vc tem tempo de ler e não escrever, Janine bbk? Ah, gente, ás vezes eu acho uma fanfic, leio ela compulsivamente quando to estressada, é uma forma de não enlouquecer, essa me ajudou bastante. Haha
Então é isso. Beijos!
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