Edmund Crowned e O Manuscrito Perdido
5 Capítulo 05: Guerra nos ares.
Notas iniciais
Capitulo 05: Guerra nos ares.
Os alunos estavam atentos ao que a professora Iliana falava. Ruben a olhava como se visse uma miragem. Edmund não sabia se o garoto estava extremamente concentrado nas palavras que a professora falava ou se só contemplava a beleza da moça.
— Pois bem, nessa aula vocês aprenderão a fabricar, manusear e utilizar poções, antídotos e soros. Na maior parte dos casos, as misturas devem ser ingeridas para que ocorra o efeito esperado. Neste momento Edmund levantou a mão, todos os outros alunos prestaram atenção nele.
— Pois não senhor... Crowned. – Disse ela procurando na lista e vendo que o garoto era o único garoto selecionado este ano para Corvinal.
— Professora, gostaria de saber se as poções fazem os mesmos efeitos se inaladas. – Perguntou o garoto.
— Que bom que perguntou, estudos recentes mostram que se a poção for inalada, o efeito será até mais rápido do que o ingerido. Contanto, o problema é fazer com que a poção se torne inalável já que a maioria esmagadora esta na forma liquida. – Respondeu Iliana
— Muito obrigado professora. – Disse o garoto puxando seu bloquinho de notas e fazendo algumas anotações.
— Continuando... Os ingredientes vão dos mais comuns aos mais fantásticos, alguns processos podem ser instantâneos enquanto outros podem demorar dias. – Disse a professora enquanto os alunos estavam totalmente concentrados.
— As pessoas que querem ir longe no mundo das poções, não deve se limitar aos estudos da aula e sim estudar as substancias uma por uma. – Disse ela.
—Todas as garotas por favor venham até aqui e peguem uma goma. — Disse a professora mostrando uma caixinha.
— Pra que isso? — Perguntou Madalene.
— Você não vai querer que sua primeira poção dê errado por um fio de cabelo que caiu não? — Disse Iliana olhando para todas garotas. Uma por uma as meninas pegavam a tal goma na caixa.
— Essa goma será meu presentinho de boas vindas, essa goma nunca perde a elasticidade e é o que há de mais resistente no mundo da magia. — Disse a professora. Nesse Momento Edmund levantou novamente a mão.
— Diga senhor Crowned. — Disse a professora.
— Posso ficar com uma dessas? — Perguntou o garoto.
—Para que? — Perguntou ela.
— Ah, é um projeto que estou fazendo. — Disse ele com a cara de santinho. A professora levantou uma das sobrancelhas e jogou uma das gomas no menino.O garoto guardou a goma e novamente anotou alguma coisa no seu bloco.
— Sei. — Disse ela.
— Como hoje é o primeiro dia de vocês, não pedirei nada de muito difícil. Iremos fazer hoje uma poção aspernabilis que vocês podem ver na pagina cinquenta e seis do seu livro de bebidas e poções mágicas.
Os alunos pegaram imediatamente o livro a procura da pagina e depois de alguns segundos todos já estavam preparados. Os caldeirões a postos.
—A poção aspernabilis serve para afastar insetos e pragas através de um forte odor que somente os artrópodes podem sentir. O ingrediente principal é Descurainia. – Disse a professora enquanto distribuía uma pequena flor verde para os alunos.
—Como podem ver no livro , esta poção é muito simples de fazer. Em duplas vocês colocarão água para ferver , enquanto isso vão macerar a flor. Com a agua já fervendo vocês adicionarão a Descurainia já macerada. – Disse Iliana.
—Deixarão cozinhando por meia hora e então colocarão 3 gotas de lágrimas de texugo. A poção ganhará uma tonalidade azul. Bem fácil não?
Os alunos começaram a se movimentar. Edmund macerava a flor enquanto Carolina colocava a água para ferver. Todos os outros alunos se repartiam em duplas para que a tarefa ficasse mais fácil.
Logo os alunos preparavam suas poções. Alguns mais animados, outros nem tanto.
—Já esta fervendo, será que podemos colocar a Descurainia? –Perguntou Carolina.
—Ainda não, vamos esperar mais algum tempo, nem começou a aparecer bolhas ainda. – Disse o garoto olhando que muitos já colocavam a flor na agua.
A professora passava caldeirão por caldeirão olhando, sabia que alguns estavam fazendo errado. Deixaria que aprendessem com os erros.
De repente começou a sair uma fumaça verde de um dos caldeirões. Insetos começavam a aparecer de todos os lugares e o que era para ser uma poção repelente de insetos, agora atraia as criaturas.
— É isso que acontece quando não se põe as lágrimas de texugo antes de se cozinhar a Descurainia por meia hora. – Disse a professora pegando a varinha.
— Immobilus. – Disse a professora fazendo com que os insetos ficassem todos paralisados. A medida que a fumaça se dissipava os insetos paravam de aparecer. Pouco depois uma fumaça azul saiu do caldeirão de Edmund e Caroline. Os insetos que ainda estavam na sala fugiram como diabo foge da cruz.
— Vejo que essa dupla conseguiu criar a poção aspernabilis perfeitamente. Dez pontos para Corvinal. Disse ela animada,Caroline olhou Edmund com alegria e abraçou o amigo com pulinhos.
— Agora vocês dois, envasem a poção. – Disse a professora entregando dois potes vazios.
Vários outros alunos conseguiram replicar a poção de maneira perfeita.
— Por hoje é só. – Disse Iliana, enquanto os alunos se organizavam para ir embora. Lisa não parava de olhar para Edmund que ainda envasava a poção. Ruben fez questão de ir cumprimentar Carolina.
— Desde que te vi pela primeira vez, sabia que além de linda, se escondia uma ótima aluna. — Disse o garoto pegando a mão da menina mais uma vez. De longe Lisa reparava tudo, resolveu ir embora.
Quando Ruben viu que a menina deixava a sala, se despediu rapidamente de Caroline e correu para o rumo da loirinha.
— Me daria a honra de acompanhá-la? — Perguntou o garoto. A garota continuou andando com as duas inseparáveis colegas enquanto Ruben as seguia. Edmund viu Madalene seguindo o garoto e pedindo o para esperar.
— E agora? Teremos aula de que? — Perguntou Carolina.
— Acho que de voo . — Respondeu Edmund. A garota levantou as sobrancelhas.
— Você sabe quem é o professor de voo? — Perguntou Edmund.
— Eu ouvi falar que ele se chamava Albert. — Respondeu Caroline enquanto andavam.
— Albert? — Perguntou o garoto sorrindo.
— Foi o que eu ouvi no dormitório pela manha. — Respondeu ela.
— A aula vai ser com a Grifinória de novo? — Perguntou o garoto.
— Não, dessa vez a aula será com a Sonserina. Respondeu Carolina.
Não demorou muito e os dois haviam chegado a um campo aberto aonde seria ministrada as aulas de voo. Edmund viu que a garota morena que o acompanhou no barco já estava lá e havia feito varias amizades, Thallita era o nome dela, a garota estava acompanhada de gêmeos , eram dois garotos grandes e fortes, tinham olhos pequenos e as bochechas rosadas.
O professor ainda não havia chegado mas a maioria dos alunos sim. Lisa conversava com suas fieis companheiras enquanto Edmund escutava Carolina falar. As vezes pegava uma palavra ou outra, mas não conseguir acompanhar a conversa da menina. De repente todos olharam para cima e viram algo se mover no céu.
Parecia que um homem montado sobre uma vassoura se aproximava deles e com um voo rasante fez todos se abaixarem. O homem retornou e enfim pousou perto dos garotos.
—Prontos para a maior experiência de suas pequenas vidas? — Disse o homem, era magro tinha um uniforme de aviador militar e usava óculos de proteção. Tinha o jeito muito engraçado e a voz esquisita.
— Meu nome é Albert Moplopus e serei seu instrutor de voo. — Disse ele segurando firme a vassoura.
— Professor, podemos participar do campeonato de quadribol? — Perguntou Thallita.
— Não. Só Harry Potter participou do torneio em seu primeiro ano. Os primeiranistas não podem participar. — Disse o professor. — Ah não ser que tenham muito talento. — Completou ele dando ênfase no muito.
Edmund ficou um pouco chateado, a vida inteira ele treinou quadribol com o pai e era um ótimo goleiro. O pai dizia que se ele não fosse para Hogwarts, com toda certeza seria um goleiro profissional.
— Bem aonde estão as vassouras? — perguntou o professor. Os alunos se entreolharam sem saber o que estava acontecendo.
— Ah não acredito que esqueci de pegar o material mais importante em uma aula de voo. — Disse ele coçando a cabeça.
— Tudo bem, fiquem aqui que eu já volto. — Disse ele montando novamente na vassoura e saindo.Enquanto o professor se afastava os alunos voltaram a conversar.
— O que é aquilo? — Gritou Danica, uma das colegas de Lisa
Um ponto vermelho se aproximava velozmente do campo aonde os alunos estavam. Com alguns segundos, o ponto tinha triplicado de tamanho mostrando que, o que quer que fosse, se aproximava velozmente.
Edmund tentou enxergar para ver o que era mas ainda estava muito longe.
— Acho melhor todos corrermos. — Disse Lisa.
— Que isso, pra que ?- Respondeu Thallita quando os gêmeos que a acompanhavam, pegaram-na cada um por um braço e começaram a correr.
— Aquilo são... — Disse Carolina franzindo a testa tentando ver o que era aquilo.
— Diabretes de Falmouth. — Revelou a garota. As criaturas estavam bem perto dos alunos agora. Ao contrario de seus primos da Cornualha os diabretes de Falmouth são vermelhos e um pouco maiores, eles tem narizes e orelhas pontudos mas, o que chama a atenção neles, são os chifres . Tem a reputação de serem mais violentos e causarem caos por onde passam.
Em menos de um minuto, as criaturas já estavam no campo de aula e azucrinavam os alunos. Alguns rasgavam as roupas dos garotos, enquanto outros roubavam as pulseiras e brincos das meninas.
Edmund notou que havia uma maior concentração de diabretes perto de Lisa. A garota estava rodeada deles enquanto os demais se espalhavam entre os alunos. A garota tentou empunhar a varinha, mas assim que o fez, vários diabretes se juntaram para roubá-la.
Os gêmeos tentavam proteger Thallita que tinha vários diabretes puxando seus longos cabelos. Carolina puxava sua corrente de um lado enquanto dois diabretes puxavam do outro. Edmund vendo aquilo resolveu ajudar a colega pegando uma pedra no chão e arremessando contra as criaturas.
Por que aqueles bichos estavam ali? Afinal Falmouth estava a centenas de quilômetros. Enquanto Edmund protegia a colega dos diabretes que se aproximavam reparou que Lisa estava voando. Cerca de sete ou oito diabretes a seguravam pelas vestes enquanto a garota se debatia.
Quando tomaram uma altura mais elevada, os outros diabretes se juntaram aos que levavam Lisa.
— Estão levando a Lisa. — Gritou Gabrielle ao lado de Danica. Edmund reparou que eles estavam se afastando e se alguém não fizesse algo, a garota seria sequestrada. Como poderia ser tão fácil acontecer essas coisas em Hogwarts? Se perguntou o garoto incrédulo.
Caroline se virou e começou a correr rumo ao castelo. Tentaria achar algum professor que pudesse ajudar. Já Edmund corria no outro sentido, o garoto assim que viu Lisa se afastando, resolveu seguir os diabretes.
Foi então que o garoto saltou , e enquanto estava no ar, concentrou todos seus pensamentos e quando deu por si,já estava voando. Sua visão melhor do que nunca e conseguia ver suas enormes asas negras sendo acariciadas pelo vento. Edmund nunca entendeu como ganhou esse talento, já que o método para obtê-lo é demorado e muito complicado, poderia se dizer sortudo por ter tal habilidade sendo tão novo.
Carolina ainda conseguiu ver o garoto se transformando em águia antes de entrar no castelo. Edmund não demorou para alcanças os diabretes, afinal além de voar mais rápido que as criaturas, elas ainda estavam ocupadas com o peso de Lisa que não parava de se debater.
Os diabretes viram que algo os perseguia e enquanto alguns deles carregavam Lisa, outros ficaram para atrasar o que os perseguia. Edmund passou por eles como um raio mas apesar disso alguns deles se prenderam em suas asas. O peso não foi suficiente para deter o garoto. Quanto mais se aproximava de Lisa, mais Diabretes tentavam impedi-lo.
— Me solta . — Gritava a menina enquanto se remexia de todas formas.
Já haviam dois diabretes em cada asa, atrapalhando em muito o voo da águia. Edmund não viu quando um dos diabretes saiu de sua asa e acabou ficando em cima de seu pescoço. A criatura tampou os olhos do garoto enquanto mais diabretes chegavam.
Com tantas criaturas em cima , o garoto começou a perder altitude, e logo estava caindo. Teria que fazer algo se não acabaria se machucando. Foi então que ele reuniu todas as forças que tinha e bateu as asas o mais forte que podia, fazendo com que os diabretes caíssem de suas asas.
Enquanto tudo acontecia os alunos permaneciam lá em baixo tentando observar a luta da águia com as criaturas. Edmund voou o mais rápido que pôde e novamente já alcançava os diabretes.
Foi então que ele passou com tudo esbarrando com força nos diabretes que seguravam Lisa, fazendo com que eles a soltassem.
A garota logo começou a cair. Edmund viu aquilo e se apressou em voltar, sabia que não conseguiria segurá-la mas pelo menos poderia amenizar a queda. Com muito cuidado o garoto conseguiu pegar a garota pelas roupas, já que se cometesse um erro poderia machucá-la com suas enormes garras. Os diabretes fazendo um caos total, tentando de toda maneira atrapalhar aquele ser que se intrometia entre eles.
Mais uma vez Edmund batia as asas como podia, diminuindo assim a velocidade da queda. Poucos segundos depois os dois estavam no chão, a queda tinha sido um pouco dura mas nada que os machucasse. Edmund no entanto estava morto de cansaço, o garoto voltou para sua forma humana logo após o pouso e permaneceu deitado, enquanto Lisa tentava se levantar.
Os diabretes novamente iam em direção a garota.
— Petrificus Totalus. — Bradou Albert que chegava rápido em sua vassoura. Os diabretes ficaram paralisados imediatamente.
— Mas o que está acontecendo aqui. — Disse o professor enquanto se aproximava. Reparou que Lisa estava de pé e Edmund deitado ofegante.
Ao longe Caroline vinha acompanhada de Iliana. Os outros alunos estavam todos curiosos querendo saber o que tinha acontecido.
[Continua]
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