Edmund Crowned e O Manuscrito Perdido

6 Capitulo 06: Ideias a mil.


Notas iniciais
Até que enfim, o sexto capitulo. Peço desculpas pela demora. Alem de estar muito ocupado e quase não ter tempo para escrever, estava meio sem inspiração. Espero que gostem. Abraços

Capitulo 6: Ideias a mil.

Edmund abriu os olhos e só via vultos, não estava nada bem, escutou ao longe a voz de Carol enquanto fechava os olhos, estava tão cansado que mal conseguia se mover. Tentou abrir novamente os olhos mas não conseguiu, apenas se rendeu ao cansaço.

— A aula está cancelada. — Disse Albert. — Quero que todos os alunos voltem para o castelo, Iliana, você pode cuidar do garoto?

— Sim. — Disse Iliana chegando mais próximo do menino.

— Então vamos, quero que vocês me contem o que aconteceu enquanto a professora Iliana cuida de Lisa e do garoto. — Disse Albert enquanto dava um jeito nos diabretes agora paralisados.

— Posso ficar com ele? — Perguntou Carol.

— Não precisa, ele só está cansado. — Disse a professora. A garota ainda olhou Edmund e depois de alguns segundos resolveu ir embora. Lisa já conseguia ficar de pé, também estava muito cansada pois não parou de se debater enquanto era levada pelos diabretes.

— Consegue andar? — perguntou a professora olhando a garota.

— Sim respondeu ela, está tudo bem com o Edmund? — Perguntou ela.

— Sim, ele só está exausto, gastou todas as energias. — Disse a professora pegando o menino. Ambas se dirigiram lentamente para o castelo, iriam para a enfermaria e la tomaria as medidas necessárias para cuidar do dois.

Não demorou para que Edmund acordasse, o garoto abriu os olhos e não estava mais no campo aberto e sim em uma sala enorme. Olhou para o lado e viu Lisa, a garota tentava olhar as costas enquanto uma mulher de meia idade pedia que a menina não se mexesse.

— Fica quietinha garota. — Disse a mulher. Edmund ia se levantando quando a mulher viu que ele tinha acordado.

— Nã nã ni nã não, pode ficar ai quietinho senhor Crowned. — Bradou a mulher, Edmund não teve coragem de se mexer e apenas continuou reparando em Lisa. Viu que havia pequenos arranhões nos ombros da garota.

— Desculpa. — Disse Edmund.

— O que disse garotinho? — Perguntou a mulher. Lisa se aproximou do garoto, apesar de saber que ele não tinha sofrido nada, não tinha deixado de se preocupar com ele.

—Desculpa, pelos arranhões. — Disse ele apontando para Lisa. Assim quando viu, reconheceu que aquelas marcas foram feitas com suas garras quando estava em forma de águia.

A garota se aproximou mais ainda e abraçou o garoto ainda deitado pegando Edmund de surpresa.

— Obrigada, não sei o que teria me acontecido. — Disse ela. Nesse momento Carol entrava.

— Bem vejo que já está melhor, pra ficar abraçando os outros assim. — Disse ela com a cara meio emburrada. Edmund sorriu, agora o garoto comia uma bela barra de chocolate.

— Te machuquei? — Perguntou Lisa.

— Que isso, nunca. — Respondeu ele enquanto Carol se aproximava.

— Aqui, seu bloco de anotações, você deixou cair quando saiu correndo — Disse ela entregando o pequeno caderno.

— Nossa... Obrigado. — Disse ele guardando o bloco no bolso.

— Alias, o que tanto escreve ai? — Perguntou Lisa.

— Eu tive a curiosidade de ler. — Disse Carol. — Mas sinceramente, não entendi nada.

— Só coisas minhas. — Disse ele dando outra mordida na barra.

— Por que não me disse que era um animago? — Perguntou Carol.

— Não achei que fosse necessário. — Respondeu ele inocentemente.

— Existem poucos animagos no mundo e na sua idade, deve ser o único. É uma habilidade muito difícil de se conseguir. Como se sente quando está se transfigurando? E quando está voando? Sua visão fica diferente? — Disparou Carol.

Edmund sorriu, tinha esquecido como a colega conseguia conversar às vezes. Lisa parecia meio desconfortável ali perto dos dois, então a garota decidiu sair.

— Aonde vai? — Perguntou Edmund vendo a garota se afastar.

— Acho que já posso ir, na verdade só estava esperando você acordar. — Disse ela corando suas bochechas.

— Tudo bem então, toma cuidado, você parece um imã pra confusão . — Disse Edmund rindo.

Quando estava para sair Edmund viu que alguém a barrou na porta, olhou melhor e viu Ruben, o garoto estava ajoelhado beijando a mão de Lisa. O que será que ele tinha na cabeça? Logo atrás dele vinha Madalene.

Assim que Lisa finalmente conseguiu sair, os dois grifanoss vieram na direção de Edmund.

— Iai como está? — Perguntou Madalene. Enquanto isso Ruben se ajoelhava mais uma vez para beijar a mão, só que dessa vez de Carol.

— Estou bem, acho que só fiquei cansado. — Respondeu Edmundo

— E você mon cheri , está tudo bem com você? — Perguntou Ruben olhando Carol de cima em baixo.

— Sim estou bem. — Disse a menina incomodada com os olhares.

— Esse bruto não te machucou com aquelas garras não né? — Perguntou ele fazendo cara feia para Edmund.

— Não, alias não me importaria de sofrer alguns arranhões se isso salvasse a minha vida. — Respondeu a garota, Madalene não aguentou e acabou sorrindo

— Se estivesse lá, teria salvo todas donzelas, sem machucar ninguém. — Disse ele passando a mão no topete.

— Hogwarts inteira já está sabendo do acontecido. — Disse Madalene olhando Edmund.

— Só me faltava essa. — Disse o garoto.

— Por todos os lados só se ouve falar do garoto animago que salvou a princesa Lisa. — Concluiu Madalene.

— Eu sou amiga dele. — Disse Carol levantando o dedo. Edmund e Madalene não deixaram de rir, já Ruben não parecia muito satisfeito.

Edmund resolveu levantar , se sentia mais forte, olhou a direção da senhora que antes cuidava dele, ela não esboçou nenhuma atitude. Então ele finalmente levantou.

— Qual a próxima aula? — Perguntou ele.

— Temos aula de feitiços. — Respondeu Carol.

— Nós temos aula de defesa contra artes das trevas. — Respondeu Madalene.

Nesse momento Ruben mais uma vez se ajoelhou na frente de Carol enquanto Madalene balançava a cabeça negativamente.

— Sinto muito por deixá-la com este selvagem. — Disse Ruben olhando para Edmund, enquanto beijava mais uma vez a mão da pobre garota .

— Vamos Madalene, não podemos nos atrasar para a próxima aula. — Disse ele se levantando.

— Tá bom. — Respondeu ela. — Tchau pra vocês. Ruben antes de sair olhou Edmund , colocou os dedos nos próprios olhos e depois apontou para o garoto.

— Esse guri é doido. — Disse ele, Carol sorriu

Os dois caminharam pelo castelo até a sala aonde seria ministrada a aula de feitiços. Assistiriam a aula acompanhados dos alunos da Lufa Lufa. Edmund não deixou de reparar que todos o olhavam.

— Cara que irado, você é um animago?- Perguntou Lucas, o gordinho que tinha acompanhado Edmund e Carol na travessia do lago.

— Sou sim. — Disse ele meio que cochichando.

— Irado, não falei que era ele. — Disse Lucas se virando para os outros alunos. Edmund não estava gostando daquilo, se apressou e foi para sua cadeira. Por alguma razão Lisa não estava lá. O que tinha acontecido com a garota? Perguntava-se Edmund.

Lucas não parava de falar de Edmund para seus colegas, como eles tinham atravessado o lago e como ele já sabia que o garoto era especial.

Enquanto conversavam um senhor de pose imponente chegou na sala. Tinha os cabelos loiros e os olhos azuis e tinha varias condecorações em sua veste.

— Todos com seus exemplares do livro padrão de feitiços sobre a mesa. — Disse o senhor. — Meu nome é Matos Lockhart. Sim sou descendente de um bruxo muito, muito famoso. Já devem ter ouvido falar do famoso Gilderoy Lockhart.

Os alunos se entreolharam confusos. Não sabia de quem se tratava. O professor colocou as mãos no rosto balançando a cabeça.

— É uma pena que os pais não contem mais aos filhos sobre os heróis do passado. — Disse ele se lamentando. — Vocês terão a honra de aprender com um dos bruxos mais condecorados da Inglaterra.

— E o que são essas condecorações? — Perguntou Lucas enquanto os outros alunos observavam o professor.

— Está aqui. — Disse ele apontando para uma das – é uma premiação por Bravura contra mortos vivos, Bem não irei falar de todas pois ficaríamos aqui o dia inteiro. Quero que abram seus livros no capitulo cinco. Aprenderão hoje o feitiço da levitação. – Pelo menos disseram para eu começar com esse feitiço inútil. – Resmungou ele sem que ninguém escutasse. Nesse momento Edmund levantou o braço.

— Sim? — perguntou o professor.

— Professor, gostaria de saber como faço para criar um feitiço. — Perguntou Edmund.

— Para se criar um feitiço, você tem que estudar bastante e fazer muitos testes, já que para o feitiço dar certo, você tem que pronunciar as palavras corretamente, fazer o movimento certo com a varinha e por ultimo mas não menos importante, ter a intenção de realizar o feitiço. — Respondeu o professor.

—Obrigado. — Disse ele pegando seu bloco e fazendo mais anotações.

— Como eu ia dizendo, hoje vocês aprenderão o feitiço da levitação. — Disse o professor fazendo um movimento com a varinha. — Wingardium leviosa. — Pronunciou Matos, quando um dos livros que estavam sobre a mesa começou a levitar. — Viram como é fácil?

Nesse momento Lucas pegou sua varinha, mirou para o próprio livro e falou bem alto.- Wingardeon Leviousa. Todos olharam quando o livro começou a se rasgar, o garoto meio apavorado acabou se assustando caindo de sua cadeira. Não demorou e seu livro era um monte de papel em cima da carteira.

— Essa certamente não é a maneira certa de se fazer um feitiço. — Disse o professor ajudando o garoto a se levantar. — tudo bem garoto?

— Sim. — Disse Lucas todo desajeitado.

— Prestem atenção nas palavras, elas devem ser pronunciadas corretamente, se não o feitiço se vira contra o feiticeiro. — Disse ele soltando gargalhadas da própria piada.

Depois de alguns minutos, todos os alunos já conseguiam fazer o feitiço, inclusive Lucas que nem se lembrava mais do livro.

— Por hoje é só, qualquer duvida podem me procurar, afinal se eu tivesse um professor como eu, certamente desfrutaria de todo meu conhecimento, — Disse ele colocando a mão no peito.

Logo Edmund e todos os outros saiam da sala, o garoto queria muito testar suas anotações. Decidiu voltar para o salão comunal da Corvinal. Demorou um pouquinho para que chegassem, por todos os lados os alunos o paravam para perguntar sobre a historia dos diabretes.

Quando enfim chegaram ao salão comunal da Corvinal, Edmund viu Lisa. A garota estava sentada em uma das poltronas lendo um livro. Carol reparou que Edmund olhava a menina e resolveu se dirigir até ela.

— Não vem? — Perguntou a menina olhando para trás.

— Não, tenho que por em pratica minhas ideias. — Disse ele olhando a colega e saindo para o dormitório masculino. A garota ficou pensativa. O que será que ele estava planejando?

— Tudo bem? — perguntou Carol ao se aproximar de Lisa.

— Sim, e você? — Respondeu educadamente a menina.

— Estou bem... Por que não foi na aula de feitiços? — Perguntou Carol meio receosa.

— Fui chamada pelo diretor novamente. — Respondeu a menina prestando atenção em Carol.

— Ele fez outro interrogatório?- Perguntou a garota.

— Sim, ele me perguntou se minha família me disse algo antes de me mandar pra cá.

— E eles disseram? — perguntou Carol.

— Nada além do que sempre falam, tome cuidado, se agasalhe, estude bastante. — Respondeu Lisa. Nesse momento Carol reparou no colar que Lisa usava. O mesmo colar que antes, chamara a atenção de Edmund. Carol olhou o colar por alguns instantes.

— Lindo não é? — Perguntou Lisa.

— Sim. — Respondeu a garota. Carol estava gostando de conversar com a menina. Parecia outra pessoa quando estava sozinha.- Cadê suas escudeiras? — Perguntou ela desviando o assunto.

— Ainda não voltaram da aula de feitiços. — Respondeu ela, e o Edmund como está?

— Tudo bem, o maluquinho tá planejando alguma coisa, só não sei o que. — Respondeu Carol, as duas riram.

Enquanto isso Edmund lia suas anotações, queria fazer um teste o mais rápido possível mas ainda faltava algumas coisas. Só tinha o elástico que havia ganhado de Iliana e sua ideia. Precisaria de vários ingredientes e um pedaço de madeira.

— Bem, eu vou precisar de um litro de água, cem gramas de beladona, cem gramas de sanguinária, duzentos gramas de garras de grifo em pó, cem mililitros de sangue de salamandra e oito gotas de xarope de heléboro. — O garoto colou a cabeça – Aonde que eu vou arranjar isso tudo.

— Bem acho que a beladona e a sanguinária eu consigo lá na estufa. Será que a professora Iliana me cederia o pó das garras e o heléboro? — Se perguntou o garoto. Faria de tudo para que seus planos dessem certo, Sorriu animado e saiu do dormitório masculino.

— Iai, suas ideias funcionaram? — Perguntou Carol quando viu o menino.

— Ainda não os coloquei em pratica. — Respondeu ele.

— E que ideias são essas? — Perguntou Lisa.

— Hummm... — O garoto olhou as duas colegas, coçou a cabeça. — Depois eu conto, tenho que sair agora. — Disse ele se apressando para sair.

— Espera, eu vou com você. — Disse Carol. Edmund olhou pra trás.

— Tá bom, tá bom. — Disse ele, quando os dois estavam para sair Lisa se levantou.

— Posso ir também? — Perguntou ela. Edmund e Carol se olharam confusos.

— Então vamos. — Disse ele.

Os três saíram apressados pela porta rumo as masmorras.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado. Quero agradecer a todos que postam seus reviews. É muito importante para que eu melhore como autor e consequentemente minha historia. Sei que esse capitulo foi mais morno, tambem, não da pra ser aquela ação todo capitulo ^^. Peço para todos que leêm a fic terem paciencia, pois como disse, quase não estou tento tempo, meu filho nasce dia 3 agora então ... Abraço a todos, e nos vemos nos reviews