Edmund Crowned e O Manuscrito Perdido

4 Capítulo 04: Aonde mora a perspicácia


Notas iniciais
Muito obrigado a todos que acompanhão a fic. Voces não sabem o quão ansioso eu fico esperando o feedback de voces. Sem mais delongas. http://edmundcrowned.blogspot.com/

Capitulo 04: Aonde mora a perspicácia

— Senhor Crowned. – Disse o diretor Potter enquanto Edmund se virava. O garoto tremeu um pouco, ter o diretor ali na sua frente o amedrontou um pouco.

— Pois não senhor. – Disse ele abaixando a cabeça.

— Quero falar com o senhor. – Disse ele sorrindo e colocando a mão na cabeça do garoto. Vários dos alunos olhavam para o diretor e pensavam o que ele queria falar com aquele menino. Carol olhava admirada para o diretor, saber que aquele velhinho de aparência inofensiva era descendente de Harry Potter a deixava encantada.

— Ah, você também... Carolina Muskant se não me engano. – Disse. Ela mal esperou o diretor terminar seu nome, e já havia se levantado.

— Me acompanhem. – Disse ele enquanto os dois alunos se dirigiam a uma sala ao lado do saguão. Lá chegando notaram que era uma sala pequena. Bem iluminada com algumas cadeiras de frente para uma mesa retangular muito bem trabalhada. O diretor andou até o outro lado da mesa e se sentou.

— Por favor. – Disse ele apontando as cadeiras com a mão. Logo os garotos se sentaram.

— Muito bem, eu sei o que aconteceu no Expresso de Hogwarts, mas queria ouvir a versão de vocês. – Disse o diretor.

— Bem... – Disse Edmund quando foi interrompido.

— Desculpe- me senhor, primeiramente é um prazer em te conhecer, você é referencia no mundo da magia e é uma honra partilhar de todo o seu conhecimento. – Disse Carol pegando fôlego. O diretor sorriu.

— Senhor, estávamos em nossa cabine quando o Expresso parou, ouvimos barulho e resolvemos verificar. – Começou Edmund enquanto Carol o olhava.

— Os alunos estavam apavorados então encontramos uma garota que nos disse que uma aluna estava em perigo. – Continuou o garoto quando a porta se abriu e a senhorita Lisa entrava.

— Com licença. – Disse a garota entrando. – O senhor necessita de minha presença?

— Sim, sente-se, por favor. – Disse o diretor. A garota andou com a elegância de costume e se sentou.

— Continue senhor Crowned. – Disse enquanto Edmund e Carol olhavam Lisa.

—Bem, chegamos na cabine indicada e as ferragens estavam abertas. Carolina e eu subimos com algum custo e avistamos um monstro correndo atrás de uma garota.

— Essa garota era Lisa. – Completou o diretor.

— Pode nos contar o que aconteceu? – Disse ele se virando para a garota.

—Estava descansando em uma das cabines, quando o Expresso diminuiu a velocidade até parar. Senti que algo pesado subiu pelo barulho. Ouvi vários gritos no corredor, as alunas que estavam comigo correram imediatamente.. – Disse a garota. Nesse momento Edmund e Carol prestavam atenção, afinal era outro ponto de vista.

— Quando estava para sair da cabine , uma mão extremamente grande bateu na lateral do Expresso, quebrando os vidros da cabine e me arremessando no chão.. Essa mesma mão começou a abrir as ferragens como se fosse fácil, e não demorou muito para que um enorme buraco surgisse. – Disse a menina contando todos os detalhes.

—Uma criatura enorme e verde tentava entrar, foi então que eu corri, atravessei para a cabine de frente e subi no Expresso escalando pelas janelas. A criatura me viu e subiu também. – Completou a garota.

— Então quer dizer que ele queria você ou algo que possuía. – Disse o diretor. A garota pareceu confusa. Não achava que o Orc a perseguiria só por ser nobre, e ela não possuía nada naquele instante que fosse de valor.

— Isso eu não sei diretor. – Disse a garota.

— Foi ai que vocês entraram não? – Disse ele se voltando para Edmund e Carol.

— Muito bem, já sei o suficiente. Quero pedir desculpa em nome de Hogwarts pelo ocorrido. Esse incidente fez com que nos tomássemos uma decisão que deveria ter sido tomada a muito tempo. A partir de agora, o professor de defesa contra arte das trevas estará sempre que existirem viagens no expresso.- Decretou o diretor.

— Vocês estão dispensados. Podem se juntar aos outros novamente. – Disse o diretor. Os alunos se entreolharam e saíram sem dizer uma palavra.

A festa da cerimônia já estava acabando. O diretor mais uma vez estava a frente da mesa dos professores. Warren parecia inquieto lá de trás.

— Agora antes de irmos para a cama, cantaremos o hino de Hogwarts. E assim se fez, todos cantaram e ao contrario de antigamente aonde cada um cantava no ritmo que quisesse, hoje a canção era entoada em perfeita sintonia.

— Muito bem. – Disse o velho homem. – Agora , todos para cama, em ordem.

Os novos alunos de corvinal esperaram um pouco até que um rapaz de estatura mediana e olho puxado chegou. Usava óculos e tinha os cabelos negros e lisos, um típico asiático.

— Olá alunos do primeiro ano, meu nome é Takeshi Milles, sou um dos monitores da Corvinal e se precisarem de algo, podem se reportar a mim. – Disse o garoto.

— Agora lhes mostrarei aonde é o nosso salão, um lugar aonde passarão boa parte do seu tempo daqui em diante. – Completou Takeshi. A turma seguiu o garoto enquanto iam para o lado oeste do castelo subindo por uma escada em espiral. Enfim chegaram de frente uma porta grande de madeira envelhecida, não havia maçaneta mas sim uma estatua de bronze em forma de águia.

— Para entrar na sala comunal vocês terão que responder a uma pergunta feira pela estatua.. – Disse Takeshi batendo a porta.

A estatua da águia começou a se mexer e dela saiu uma voz suave.

— Nome do bruxo que até hoje é considerado o maior diretor que Hogwarts já teve. – Disse a estatua quase cantando.

— Alguém se habilita? – Perguntou Takeshi. Os alunos permaneceram calados. Edmund sabia que a resposta era Dumbledore, mas preferiu ficar calado.

— Tá bom, na próxima quero ver heim. Dumbledore. – Disse Takeshi se virando para a águia. Nesse momento a porta se abriu. Edmund entrou ao lado de Carol e os dois repararam como a sala era larga. As Janelas eram altas, o teto pintado de estrelas, no chão um tapete azul. Era mobiliada com mesas, cadeiras, e estantes cheias de livros, entre as portas que levavam aos dormitórios ficava uma estátua de Rowena Ravenclaw feita de mármore branco.

Edmund reparou que vários alunos já iam se deitar enquanto outros já estavam de cara nos livros. Pelo pouco que ouviu, Corvinal era o lar dos mais sagazes de Hogwarts.

— Acho que vou me deitar. Hoje foi um dia longo, preciso descansar para poder prestar atenção nas aulas de amanha – Disse Carol pondo a mão na boca enquanto bocejava. – Até amanha.

— Até. – Disse o garoto, ainda não estava com sono. Reparou que Lisa estava sentada em uma poltrona com duas outras garotas. Uma era ruiva tinha os olhos negros e um sorriso enorme. Com elas estava a mesma garota que pediu ajuda a Edmund mais cedo, era uma menina magra com olhos castanhos e o cabelo negro preso no estilo rabo de cavalo.

O garoto se aproximou de uma das estantes e procurou um livro de herbologia. O menino se ajeitou em uma das poltronas e começou a folhear o livro. Enquanto lia o garoto escutava as meninas conversando com Lisa. Escutou que a garota ruiva se chamava Danica e a menina que havia lhe pedido ajuda se chamava Gabrielle.

Passado alguns minutos as duas foram se deitar, deixando Lisa sozinha. Edmund agora não reparava mais em nada a sua volta a não ser no livro.

— Oi. – Disse uma voz suave. O garoto levantou a cabeça e viu que Lisa se sentava perto dele.

— Oi. – Respondeu Edmund.

— Queria lhe pedir desculpas pelo modo como eu agi hoje. – Disse ela em tom diplomático. Desde o dia em que vira a garota no beco diagonal, era a primeira vez que realmente prestava atenção nela. Tinha os olhos mais azuis que ele já vira e seu cabelo brilhava de tão loiro.

— Que isso, faria por qualquer um. – Disse o garoto percebendo que as palavras não saíram como ele desejava

—Se não fosse você, não sei se conseguiria me safar daquele monstro. – Disse ela. Edmund sorriu, notou um cordão que a garota usava. Tinha um pingente que parecia uma bola de gude. Ele automaticamente pegou um pequeno bloco de notas que estava em seu bolso e fez umas anotações.

— O que está escrevendo? – Perguntou a garota.

— Nada demais, só algumas idéias. Gosto de escrever para que elas não fujam. – Disse ele sorrindo. – Por falar nisso, bonito pingente.

— É, está na minha família a séculos. Dizem que era o olho de um dragão. – Respondeu a garota. Edmund agora reparava e via mesmo que a bola parecia um olho de cor vermelha.

— Voltando ao assunto, você tem idéia do por que do Orc estar atrás de você? – Perguntou Edmund.

— Infelizmente não. – Disse ela bocejando. – Acho que vou dormir.

— Boa noite. – Disse Edmund sorrindo.

— Te aconselho a dormir também. – Disse ela se retirando. O garoto aceitou a sugestão, devolveu o livro a estante e foi rumo ao dormitório masculino.

Edmund acordou enquanto os outros alunos se vestiam. O garoto tratou de fazer o mesmo. Só agora Edmund reparava que entre os alunos do primeiro ano que haviam sido selecionados para Corvinal, só ele era homem. Ficou meio chateado na hora mas depois lembrou que estava lá para estudar.

O garoto terminou de se vestir, pegou sua varinha e guardou no bolso seu bloco de notas. Sua primeira aula seria de poções, e a aula seria dividida com os alunos da Grifinória. Quando ia saindo viu que Carol estava em pé perto da estatua de Rowena Ravenclaw, a garota sorriu quando o viu.

— Até que enfim dorminhoco, achei que não acordaria. Já faz umas meia hora que estou aqui esperando. – Disse ela em tom alegre.

— Bom dia Carolina. – Disse ele cumprimentando a garota, apesar de doidinha, ele gostava da menina.

— Vamos tomar o café? – Perguntou a garota.

— Vamos sim. – Respondeu. Os dois rumaram para o saguão principal. Lá já estava a maioria dos alunos. Edmund notou que Lisa já estava lá, sempre com garotas por perto, viu também que Lucas, o gordinho que tinha ido para Lufa-Lufa estava mais uma vez se esbaldando na comida.

O garoto se sentou a mesa e pegou algumas frutas enquanto Carol passava manteiga em um pão. Aos poucos o saguão foi se esvaziando.

— Que tal irmos? – Perguntou Edmund para Carol enquanto pegava outra maçã.

— Vamos. – Respondeu a garota terminando de comer o pão. Os dois se levantaram, teriam que achar o caminho para as masmorras pois lá seria ministrada a primeira aula.

Enquanto procuravam para onde ir, Edmund viu a menina baixinha que entrou para Grifinória, Madalene Mirs era o nome dela. O garoto seguiu a menina que parecia estar acompanhada.

— Madalene... – Disse ele. A menina se virou e viu Edmund e Carol.

—Sim... Te conheço? – Perguntou ela olhando para o garoto.

— Ahh, não, é que lembrei que você foi selecionada para Grifinória. – Disse Edmund.

— Bem pensado Edmund, se a aula será ministrada para as duas casas ao mesmo tempo, provavelmente essa garota deve saber a localização das masmorras. – Disse Carolina.

Madalene parecia não ter gostado muito de Carol pela careta que fizera ao ouvir o jeito com que tinha falado, mas o menino ao seu lado esboçou uma reação totalmente contraria. O garoto empurrou Edmund para que chegasse mais perto de Carolina.

— Prazer Mon Cheri. – Disse ele se ajoelhando e pegando a mão da garota.

— Meu nome é Ruben Leroy e ficaria feliz em leva-la as masmorras. – Disse beijando a mão da garota. Edmund achou aquilo muito engraçado. Primeiro por que assim como ele , Ruben era uma criança e segundo, o garoto tinha um penteado muito esquisito. Usava todo o seu cabelo negro para trás fazendo um topete.

— Que bom que poderá nos ajudar. – Disse Carol.

— Só preciso saber o nome de tão bela dama. – Perguntou Ruben.

— É Carolina, Carolina Muskant. — Disse ela. Edmund soltava pequenas risadas enquanto Madalene fazia cara feia.

— Lindo nome, Carolina quer dizer pessoa charmosa, amável e expressiva e pelo que vejo, combina perfeitamente com você. – Disse ele. Carolina não parecia estar gostando muito do assunto.

— Pode nos levar as masmorras? – Perguntou ela.

— Venha que eu lhe mostro. – Disse ele puxando a garota.

— Edmund, você não vem? – Perguntou ela enquanto olhava para trás. O garoto que já não conseguia esconder a risada acenou com a cabeça enquanto Madalene ficou plantada olhando a cena.

— Eu mereço. – Disse Madalene seguindo os três.

O garoto realmente sabia aonde estava indo, em poucos minutos chegaram. A aula de poção ainda não havia começado e faltavam muitos alunos para chegar, provavelmente tão perdidos quanto Edmund e Carolina estavam.

Depois de um tempo tentando se desgrudar de Ruben, Carolina se sentou ao lado de Edmund e aos poucos os demais alunos chegavam. Ruben continuou perto da porta e a cada garota que entrava, ele soltava um galanteio e fazia questão de beijar a mão de todas.

Foi assim quando Lisa chegou, o garoto mais uma vez se colocou de joelhos e beijou a mão da garota. Lisa deu uma olhada para a direção de Edmund e sorriu, acabou sentando perto das garotas que a faziam companhia no outro dia.

Enquanto as garotas eram recebidas com honras, os garotos eram desprezados pelo menino. Edmund achava aquilo muito engraçado, sorria por dentro presenciando a cena.

— Hora hora, vejo que temos um belo cavalheiro entre nós. – Disse Uma mulher que chegava. Devia ter seus trinta anos e era muito bonita. Tinha olhos negros e uma boca carnuda.Dava para perceber que seus cabelos eram longos apesar de estarem presos e usava uma franjinha que realçava o seu rosto. Seria ela a professora de poções? Se perguntou o garoto.

— Todos sentados. – Ordenou a professora enquanto os alunos se ajeitavam.

—Muito bem, estejam preparados para um novo mundo de descobertas. Um mundo que só os mais capazes sobrevivem. – Disse ela.

— Mas não iremos aprender poções? – Disse um garoto da Grifinória que tinha os cabelos longos e caídos sobre o rosto.

— Vejo que temos novos engraçadinhos também.- Disse a professora agitando a varinha quando um giz branco se levantou preparado para escrever.

— Meu nome é Iliana Melvis, sou a diretora da casa de Corvinal e serei a professora de poções .- Disse ela em tom amistoso. – Preparados?

[Continua]

Notas finais
Queria soltar os capitulos mais rapidos mas não tem como. Espero que continuem acompanhando mesmo assim. Provavelmente proximo capitulo saia terça feira... ( Não me matem) Abraços Como sugerido por uma colega, não cou mais colocar os melhores reviews, afinal eu amo todos