Edmund Crowned e O Manuscrito Perdido

12 Capítulo 12 – O que ninguém sabia.


Capítulo 12 – O que ninguém sabia.

A tarde foi de muita comemoração na casa de Corvinal. Todos estavam muito empolgados com o time. A equipe tinha mostrado um grande entrosamento e mesmo perdendo, tiraram ótimas lições do jogo. Edmund assim como Lisa e Carol, se encontravam no salão comunal corvino.

— Na próxima tenho certeza que consegue Takeshi. – Falou Nathan abraçando o colega.

— Ainda não acredito a velocidade que ele atingiu em tão pouco tempo. – Replicou Takeshi ainda confuso.

Edmund tirou seu bloco do bolso e rasgou as folhas que falavam sobre suas impressões do jogo. Táticas utilizadas, pontos fortes, falhas, tudo bem explicado e detalhado.

— Bastian. – Chamou Edmund.

— Pois não garoto águia. – Respondeu Bastian Sorrindo.

— Acho que isso por ajudar na próxima partida. – Disse o pequeno lhe entregando as anotações. Bastian pegou os papeis e olhou rapidamente.

— Garoto, você que fez essa analise? – Perguntou ele.

— Sim. – Respondeu ele sem pensar muito a respeito.

— Tá de brincadeira... Olha isso aqui pessoal. – Disse Bastian chamando o resto do time e mais alguns corvinos que estavam ali. Todos que ali se encontram olhavam aqui e ali nas anotações e ficavam pasmos com a quantidade de informações que havia.

— Como conseguiu analisar isso tudo só pelo jogo de hoje? – Perguntou Takeshi segurando uma das anotações.

— O pai dele é treinador... Não que eu saiba muito do assunto já que ele ficou de me contar mas ainda não teve a oportunidade. – Interrompeu Carol fazendo com que todos rissem.

— Edmund, quer ser nosso técnico ? – Perguntou Bastian.

— Como assim?

— Não precisa nos treinar... só queremos que nos ajude a encaixar nosso jogo e anular o jogo do adversário. – Pediu Bastian enquanto todos os outros esperavam a resposta de Edmund.

— Se for só conselhos posso ajudar. – Concluiu o garoto para a alegria de todos, a festa acabou mais tarde naquela noite.

Alguns dias se passaram, enquanto Edmund e Carol saiam da aula de poções, Edmund lembrou do livro sobre a câmara secreta. Lembrou que ela ficava sob as masmorras e que queria muito dar uma olhada no famoso local aonde Harry sozinho havia vencido um Basilisco.

— Procurando algo ? – Perguntou Carol.

— Na verdade estou. – Respondeu o garoto. – Fiquei sabendo que tem uma câmera em baixo das masmorras, queria saber aonde é a entrada.

— É , pelo que me lembro, o Harry entrou na câmara pelo banheiro feminino, mas duvido muito que ainda exista. – Respondeu Carol, a garota olhou o amigo que tinha um sorriso travesso no rosto.

— Você não está pensando em entrar no banheiro feminino está? – Perguntou ela incrédula.

— E com a sua ajuda. – Edmund falou .

— Não posso... eu não posso colocar um garoto pra dentro do banheiro feminino. – Ralhou Carol.

— É rapidinho Carol, por favor... – Pediu ele pulando na frente da garota e apertando a mão uma contra a outra. A menina soltou um suspiro, olhou para um lado e depois para o outro e começou a falar cochichando.

— Tá bom.. Vamos deixar pra ir antes do almoço... geralmente fica vazio lá esse horário mas não podemos demorar por que assim que o pessoal come, lá fica congestionado de tanta gente. – Completou ela.

— Obrigado Carol, você é a melhor. – Disse ele fazendo a garota corar as bochechas.

E assim o fizeram, esperaram até a ultima aula antes do almoço quando enfim foram rumo ao banheiro feminino que ficava nas masmorras.

— Olha só... eu entro e me vejo se não tem ninguém lá. – Começou Carol. – Quando eu confirmar, te mando um aviso.

— Que aviso?

— Humm, posso assoviar.

— Você sabe assovia? – Perguntou ele sorrindo.

— Foco Edmund. – Respondeu ela balançando a cabeça negativamente. – Eu vou entrar e presta atenção quando assoviar.

— Tá bom , tá bom, Só achei legal você saber assoviar, eu mesmo não sei.

Carol entrou no banheiro feminino e assim como imaginava, não havia ninguém. Ela ficou ali por uns dois minutos tentando escutar se tinha alguém dentro das divisórias. A garota praticamente colocava o ouvido nas portas tentando acha qualquer som que indicasse uma pessoa ali.

— Não tem ninguém mesmo. – Disse ela pra si mesma assoviando na mesma hora. Edmund colocou o rosto pra dentro do banheiro procurando a amiga e assim que a viu, correu em direção a ela.

— Olha tem que ser rápido por que se alguém te pega aqui... – começava Carol quando pensou melhor. – Se te pegam aqui comigo... o que vão falar.

— Calma é rápido. – Respondeu ele puxando a varinha e tocando levemente na pia ornamentada que se encontrava no centro do banheiro.

— Vai Edmund, desiste disso, o Harry Conseguiu abrir por que falava a língua das cobras. – Disse Carol tentando apressar o colega.

— Eu sei... mas deve ter outra maneira. – Respondeu ele.

— Não temos tempo. — Dizia ela apavorada enquanto Edmund tocava a grande pia por todos lados. Carol já estava impaciente e resolveu ficar na entrada para ver se não vinha alguém.

— Edmund, tá vindo alguém. – Cochichou ela, Edmund imediatamente foi para um dos box e se trancou lá dentro.

Duas garotas terceiro anistas passaram por Carol enquanto conversavam. Elas pararam de frente um dos espelhos e começaram a arruma os cabelos. Depois de cinco minutos dentro do box, Edmund estava entediado, o garoto não aguentava mais escutar de garotos , por que a conversa das duas se resumia a isso. Começou a fuçar aqui e ali, viu um pino diferente detrás da descarga.

— Mas que negocio é esse? – cochichou fazendo as garotas pararem de conversar . As meninas olharam uma para outra e tentaram escutar de onde tinha vindo o barulho.

— Rumm Rum!. – Disse Carol entrando. – É vocês... Sabem... Que horas são? – perguntou a pequena falando a primeira coisa que veio a cabeça. Edmund continuava a mexer no pino, era pequeno e parecia acionar algo, fez tanta força que o pino acabou se quebrando.

— São onze e mei... – dizia a menina quando um barulho do box foi ouvido. Um barulho alto de algo se rompendo. Carol puxou sua varinha e correu para o local aonde Edmund se encontrava.

—Alohomora. – Pronunciou a garota fazendo o Box se abrir. Ela olhou e aonde Edmund deveria estar, só havia um buraco. Tão escuro que não dava pra ver aonde dava. – Edmund... – Disse ela com o rosto preocupado quando o vaso sanitário voltava ao seu lutar tampando o buraco. As garotas atrás dela, tentavam ver o que acontecia.

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Edmund escorregava por um buraco na diagonal... Pareceria um escorregador não estivesse tão escuro. Quando Edmund achou que aquilo não teria mais fim, sentiu a luz entrar em seus olhos novamente e seu corpo parar de cair.

O garoto olhou em volta e estava em uma sala, pelo canto do olho, viu vários ratos se escondendo. Ao que parece, aquela sala não sentia o que era uma vassoura desde sempre. Teias de aranha para todos os lados e a poeira era tão grossa nos moveis que parecia fazer parte deles.

Edmund se levantou e olhou para o buraco por onde acabara de cair. Coçou a cabeça pensando como faria para voltar.

— Se não tiver outra saída... Estou ferrado. – Disse para si enquanto começava a olhar as coisas da sala. Havia um caldeirão no canto ao lado de um pequeno armário com uma grande quantidade de poções. Os olhos do garoto brilharam.

Do outro lado havia uma estante repleta de livros, de todos os tipos e para todos os gostos. Edmund não estava pensando muito no que fazer no momento, mas se sentia muito bem naquele local. De quem seria? Á quem pertenceu? Perguntava-se enquanto descobria mais coisas.

No centro, uma escrivaninha com algumas gavetas. Vários pergaminhos se encontravam ali em cima, alguns de cores bem diferentes... No centro da mesa havia um pergaminho totalmente diferente dos demais.

O garoto passou a mão na cadeira tirando um pouco da poeira e puxou a cadeira para mais perto da escrivaninha. Seus olhos se arregalaram quando leu a primeira linha do tal pergaminho.

— Elixir da vida?? – Se perguntou o garoto incrédulo. Correu os olhos rapidamente para ler o resto, mas não conseguiu entender. Estava escrito em um tipo antigo de língua, ou em códigos, Edmund não conseguiu distinguir já que não passava de símbolos para ele.

Continuou olhando aquele pedaço de papel por mais alguns instantes quando escutou um barulho. Olhou para os lados mas não conseguiu ver o que era, resolveu se levantar para averiguar melhor.

Assim que o fez, escutou novamente o barulho, só que dessa vez viu de qual direção vinha. O garoto pegou sua varinha e apontou para o rumo do caldeirão pois os ruídos vinham de trás dele.

Colocado só um pedacinho da cabeça para fora, uma pequena criatura que media cerca de quarenta centímetros apareceu na frente de Edmund. Era bastante peluda, possuía os olhos totalmente negros, grandes orelhas e dois pequenos chifres apontavam em sua cabeça. Andava nas quatro patas e possuía uma calda de esquilo.

O pequeno ser parecia muito agitado por ver Edmund, seu rabo balançava para os lados e sua cabeça não parava de mexer tentando captar todos os ângulos do garoto.

Edmund lembrou que tinha guardado alguns petiscos do café da manha, pegou uma pequena bolacha de seu bolso, agachou e ofereceu para o pequeno animal que não esperou nem um segundo... Correu em suas pequenas patinhas e se aproximou das mãos do menino. Fungou um pouco e comeu a bolacha rapidamente. Olhou para cima e antes que Edmund pudesse fazer algo, o bichinho entrou por suas vestes e se escondeu dentro de sua roupa ficando só sua cabeça para fora , logo abaixo do queixo do garoto.

Edmund passou a mão na cabeça do pequeno animal que prontamente retribuiu lambendo o queixo do garoto.

— Você tem um nome? – Perguntou Edmund tirando o bichinho de dentro de suas vestes e olhando-o melhor.

— Que tal eu te chamar de .... Foxy. – Completou o garoto. A pequena criatura botou a língua pra fora e balançou as orelhas o encarando. – Então está decidido. Respondeu o garoto sorrindo.

— Agora tenho que achar uma saída, pois achando uma, posso voltar depois... tem muita coisa aqui que me interessa. – Disse Edmund colocando Foxy no chão.

O bichinho correu para ao lado da estante de livros de frente um quadro de uma mulher muito bonita, era como se Foxy quisesse lhe mostrar algo. Ele fungava bastante em um pequeno local aonde havia no chão um par de pegadas desenhados.

O garoto olhou com atenção e viu o desenho, se posicionou em cima dele e olhou a mulher do quadro. Nada aconteceu então Edmund coçou sua cabeça. Reparou particularmente na pose em que a mulher fazia com a varinha colocando a na testa.

Tentou novamente, pisou em cima do desenho das pegadas e colocou sua varinha encostando no mesmo local ao que a mulher apontava na imagem. De repente o quadro começou a mudar e virou um portal. Ele colocou o rosto para fora da e viu que estava dentro de um tronco de arvore, o castelo de Hogwarts a sua frente... Realmente tinha sido uma queda grande.

Notou que do lado de fora, também tinha o desenho das duas pegadas na grama, pegou seu bloco no bolso e fez um pequeno mapa.

— Foxy, preciso ir. – Disse o garoto tirando o resto das bolachas do bolso e colocando no chão. O bichinho não ligou muito para as bolachas e fez um chiado de tristeza.

— Eu volto. – Disse Edmund passando mais uma vez a mão na cabeça. – Prometo. Foxy não pareceu muito satisfeito mas resolveu comer as bolachas.

Edmund passou pelo pequeno portal que o levava para perto da entrada de Hogwarts., Assim que deixou a sala o portal que se encontrava no tronco sumiu e voltou a ser uma arvore normal.

O garoto correu para o castelo antes que alguém pudesse sentir sua falta... Teria que inventar algo já que não queria dividir o segredo da sala com mais ninguém.

— Se eu conheço a Carol... ela deve ter ido procurar a professora Iliana, então é pra lá que vou. – Pensou enquanto corria, estava muito alegre por ter conhecido Foxy e ter encontrado aquela sala misteriosa.

O garoto correu o máximo que pôde e quando chegou na sala de poções encontrou Carol e Lisa conversando com Iliana. As garotas se assustaram quando Edmund apareceu de uma vez.

— Edmund... – Disse Carol que parecia ter lagrima nos olhos.

Continua