Edmund Crowned e O Manuscrito Perdido
13 Capítulo 13 – Nas sombras
Capítulo 13 – Nas sombras
Iliana foi ao encontro de Edmund assim que o viu, Lisa continuou ao lado de Carol que estava sentada.
— Aonde estava senhor Crowned. – Perguntou ela de forma rígida.
—Eu...- Respondeu o garoto sem saber o que falar. Não queria revelar aonde tinha ido, mas também não queria mentir.
—Está tudo bem com você? – Perguntou Lisa que se aproximava com Carol.
— Estou sim, eu só... Cai. – Respondeu Edmund dando um leve sorriso, interrompido assim que viu as lagrimas nos olhos de sua amiga.
—Desculpa Carol. – Continuou ele. A menina passou as mangas da roupa nos olhos e limpou as lagrimas.
— Agora me diga senhor Crowned... o que fazia no banheiro feminino? – Perguntou Iliana. Edmund suspirou fundo, estava se sentindo extremamente culpado pelo choro de Carol, e pela preocupação que tinha causado em Lisa e em sua professora.
— Professora, eu... Estava procurando a entrada da câmara secreta. – Desabafou o garoto. – Pedi a Carol que me ajudasse, e ela como boa amiga que é , tentou me convencer do contrario mas não escutei. Me desculpa Carol – Pediu ele olhando a amiga.
— Desculpado. – Disse ela soltando um leve sorriso.
— Aonde caiu? – Perguntou Lisa curiosa.
— Isso mesmo, quero saber aonde esteve, por que a câmara foi desativada a centenas de anos, e pelo que eu saiba, não existe entrada mais. – Disse Iliana.
— Na verdade eu cai um bom tempo por um buraco que dava pra fora de Hogwarts. – Mentiu ele. Iliana arqueou as sobrancelhas e claro sinal de desconfiança.
— Tem certeza que foi só isso? — Perguntou ela novamente.
— Sim. – Respondeu ele com peso na consciência, não queria que ninguém descobrisse aquela sala.
— Então podem ir. – Concluiu ela. – E sem aprontar viu.
Os três alunos subiram as escadarias sem conversar e foram para o salão principal. Aproximaram-se da mesa da Corvinal e se sentaram.
— Não faz mais isso Edmund. – Advertiu Lisa.
— Mas eu... – Protestava ele quando a garota o interrompeu.
— Você deixou a Carol preocupada... Todos ficamos. — Completou ela, Carol ainda não dizia nada, o que era bastante incomum para a garota.
— Eu sei. – Disse ele abaixando a cabeça.
— Tudo bem... ele já pediu desculpas e eu já desculpei. Carol olhou o garoto e soltou um sorriso.
— Que aula temos hoje? – Perguntou Edmund tentando mudar o foco do assunto.
— Se não me engano, teremos aula de defesa contra arte das trevas. Responde Lisa que parecia procurar algo nos bolsos.
— Perdeu algo? – Pergunta Carol.
— Não.
— Então o que tanto procura. – Perguntou Edmund Curioso.
— Ah!... Nada não, preciso ir. – Disse ela se levantando rapidamente e saindo antes que seus colegas fizessem qualquer pergunta.
— O que deu nela? – Perguntou Carol. Edmund levantou os ombros indicando que estava tão confuso quanto sua amiga.
— Vamos ? – Perguntou ele.
— Vamos. – Carol se levantou com uma maça na mão.
Os dois conversaram bastante enquanto iam para a sala de aula. Edmund estava morrendo de vontade de falar sobre o quarto e sobre Foxy para Carol, mas se manteve firme.
A maioria dos alunos da Corvinal e da Grifinória já estavam na sala, Ruben e Madalene estavam já sentados. Edmund olhou para os lados e não viu Lisa, suas amigas Danica e Gabrielle já estavam sentadas.
— Todos aqui? – Perguntou Malfoy entrando na sala. Edmund levantou a mão.
— Sim senhor Crowned. – Disse ele encostando-se na mesa. A maioria das garotas soltavam suspiros com qualquer ato que o professor fazia. Já era de conhecimento geral que Lincon Malfoy era o professor mais bonito de Hogwarts e tinha fãs em todas as casas e anos.
— Professor, a Lisa ainda não chegou. – Dizia Edmund quando a garota apareceu na porta.
— Algum motivo pelo atraso? – Perguntou o professor.
— Desculpa professor. – Respondeu ela correndo para se sentar, Lincon deu um sorriso sarcástico.
—Bem se estiverem todos aqui... – Disse ele esperando que mais alguém levantasse as mãos. – Vamos começar a aula.
— Sei que vocês estão no primeiro ano, sei que não tem muita habilidade muito menos conhecimento. Mas fui instruído a ensinar o máximo possível a vocês se defenderem...
— Hoje ensinarei um dos feitiços mais básicos na defesa contra arte das trevas. Ele é chamado de feitiço do desarmamento. Com esse feitiço, você conseguirá desarmar uma varinha ou uma arma da mão de um inimigo, jogando-o para longe.
— Alguém sabe esse feitiço? – Perguntou Lincon, todos permaneceram calados olhando o professor.
— Imaginei que não. – completou ele desencostando da mesa. – Quero que façam duplas... Agora.
Todos alunos se dividiram em duplas, Edmund ficou com Carol, Ruben ficou com Madalene, Lisa ficou com Danica e Gabrielle ficou com uma oura garota da Grifinória.
— Muito bem, mas, acho que você ficara melhor com outra pessoa. – Disse Lincon tirando Edmund de sua dupla e o trocando com Madalene.
Lá estavam todos alunos em pares, um de frente para o outro, sem saber muito o que fazer.
— Puxem suas varinhas. – Pediu Malfoy que voltava a se encostar na mesa olhando os alunos. Ao tentar pegar sua varinha, Edmund acabou deixando cair sua invenção, um objeto em formato de “Y” de madeira com um pequeno elástico de cabelo na ponta. O garoto assim que viu seu objeto no chão se apressou o máximo para pegar sem que ninguém notasse..
— O que era aquilo Edmund? – Perguntou Ruben que estava na sua frente com o olhar carinhoso
— Não era nada. – Respondeu o garoto tentando despistar, ao que parece, só Ruben tinha notado o objeto.
— Sei que tem algo ai... – Disse Ruben empunhando a varinha com mais vigor.
— Todos prontos? Peguem suas varinhas e apontem para seu adversário... quero que façam esse movimento. – Disse enquanto demonstrava com a própria varinha os movimentos necessários para a realização do feitiço.
Todos começaram a fazer os movimentos, repetindo sem pronunciar as palavras magicas. Quando Lincon achou que estavam todos executando bem os movimentos, ele pediu para que parassem.
— Certo, quero que digam essas palavras da forma mais clara que conseguirem.
— Expelliarmus. – Bradou o professor contra uma amadura que empunhava uma espada. Na mesma hora a espada saiu da mão da armadura que era jogada do outro lado da sala.
— Quando eu contar até 3, quero que soltem o feitiço, quero que sejam cuidadosos pois a queda pode ser meio... Dolorida. – Disse ele sorrindo novamente.
Todos alunos pareciam meio nervosos após verem a armadura voar pelos ares, mesmo assim, todos estavam com sua varinhas em punho, morando uns nos outros.
— Não se preocupem, o feitiço de vocês não sairá tão forte quanto o meu, a menos exista alguém aqui com muito poder mágico. – Preparados?
— Desculpa Edmund, mas farei você voar pelos ares. – Disse Ruben para que seu adversário escutasse. Edmund se concentrou no garoto que sorria enquanto lhe apontava a varinha.
3... 2... 1... Já... ! – Bradou Lincon.
—Expelliarmus. – Disse Edmund sendo mais rápido e desarmando Ruben. Mas isso não foi o que todos prestaram atenção... do outro lado da sala a garota que estava na frente de Gabrielle voava para longe e atingia a parede com força.
Malfoy correu ao encontro da menina no mesmo instante enquanto todos olhavam o que acontecia.
— Não foi por querer. .. Eu só fiz o que o professor mandou . – Dizia a pequena Gabrielle sem entender como tinha jogado a garota tão longe.
— Preciso que fiquem aqui por um instante, terei que leva-la á enfermaria. – Disse o professor pegando a garota no colo. – Comportem-se. – Completou saindo rapidamente.
— Olha todos sabemos que não foi por querer. – Disse Lisa se aproximando da amiga que olhava as próprias mãos, desolada. Danica estava ao seu lado também e muitos alunos ainda estavam espantados com o acontecido...
— Talvez você seja um prodígio. – Disse Ruben se aproximando das garotas... – O professor Malfoy nos falou que era praticamente impossível de fazermos o que fez.
Gabrielle não queria conversa, a garota ainda olhava as próprias mãos, atônita. Ela levantou devagar o rosto e assim que viu todos a encarando sentiu seu rosto ruborizar. Edmund reparava tudo que acontecia de longe.
— Não precisa se preocupar, ela vai ficar bem, foi só um tombo. – Disse Danica. Gabrielle nesse momento surpreendeu a todos e correu... Todos observaram quando a garota correu para fora da sala e sumiu da vista de todos.
— Gabrielle... –Gritou Lisa quando Danica a puxou pelo braço, vendo que a amiga correria atrás.
— Deixa ela... Provavelmente precisa desse tempo. – Explicou Danica. Lisa balançou a cabeça concordando, apesar de estar triste por não poder fazer nada pela garota.
Todos começavam a se acalmar, não sabiam muito bem o que fazer... Se continuavam o treinamento... Se voltavam para suas cadeiras e esperavam... Ruben conversava animado com algumas outras garotas, Edmund resolveu se sentar e pensar um pouco no que tinha acontecido. Madalene e Carol conversavam amistosamente, as duas pareciam bem próximas vendo de longe.
— Eu tenho certeza absoluta que a Gabrielle é um prodígio. – Disse Ruben em uma roda de garotas quando algo o atingiu perto do nariz. O garoto fez uma pequena careta e desabou no chão...
Ninguém entendeu nada até que mais uma pessoa caiu... E outra... E outra... Um por um os alunos iam caindo do nada. Edmund notou que algo as atingia e assim que isso acontecia, seus corpos desabavam no chão... Viu Carol, Madalene e Danica caindo. Quando olhou Lisa, Viu algo a acertando no nariz e fazendo-a cair assim como os demais... Parecia uma pequena esfera... uma bolha.
O garoto tampou imediatamente o nariz e pegou novamente sua varinha que estava no bolso, empunhando-a contra nada. Não via ninguém a não ser os corpos de seus colegas no chão. Estava muito nervoso, não sabia de onde viriam as bolhas, então ficava olhando para todas direções com a varinha em punho.
O silencio pairava na sala, parecia que não havia mais ninguém na escola, pois Edmund não escutava nada a não ser o próprio som.
De repente, ali na sua frente, um homem boa estatura, barba cerrada saiu de dentro de uma capa. Era um homem com seus trinta e cinco anos e era muito bonito, tinha os olhos castanhos assim como Edmund. Tinha a capa em parte do corpo, o que revelava somente parte de si. O homem fitava Edmund com intensidade... Quase como se tivesse raiva.
Edmund viu o homem guardando algo no bolso e tirando sua varinha, o garoto não conseguia se mexer. A presença do homem tinha uma pressão muito grande, uma aura que poderia amedrontar qualquer um ali naquele momento.
— Edmund Crowned... – Disse o homem com uma voz bonita se não fosse as circunstancias. O garoto não conseguia falar, sua varinha agora apontada para o estranho que se aproximava cada vez mais. Queria saber como aquela pessoa sabia seu nome, mas isso era o menor de seus problemas naquela hora.
— Acho que suas aventuras acabam aqui. – Disse com um sorriso maquiavélico no rosto. O homem levantou sua vara e apontou para Edmund.
Enfim o garoto conseguiu se mexer, deu rapidamente alguns passos para trás e acabou tropeçando em um dos colegas que estavam no chão... fazendo com que seu objeto em forma de “Y” caísse. Era muito parecido com um estilingue( ou slingshot), arma utilizada pelos trouxas.
O homem parou por um segundo olhando o objeto, a varinha ainda apontando para o menino. Edmund viu o olhar do estranho se perdendo no seu slingshot. Aproveitou para se levantar novamente.
— Não adianta correr. – Disse ele olhando mais uma vez... Agora com um olhar pesado... Confuso e cheio de remorso. – Avada... – Dizia o Homem quando...
— Expelliarmus. – Bradou Lincon aparecendo na porta tentando atingir o sujeito que ameaçava Edmund.
O homem virou sua varinha no mesmo instante e ricocheteou o feitiço sem nem mesmo dizer uma palavra... Seu olhar voltara a ser de fúria.
— Largue a varinha e se entregue... Você está muito encrencado senhor. – Dizia Malfoy ainda com sua varinha em riste apontando para o sujeito.
— Não pense que essa foi a ultima vez que nos encontramos... Edmund. – Disse o homem colocando novamente a capa que o deixava totalmente invisível e sumindo da visão de todos.
— Abaffiato. – pronunciou antes de sumir totalmente das presenças de Edmund e Lincon. O professor olhou para todos os lados, vendo a quantidade de alunos no chão..
— Crowned... Tudo bem com você? – Perguntou ele se aproximando de Edmund.
— Sim professor. –Respondeu Edmund , tentou se levantar mas sentia as pernas bambas, sabia que quase tinha sido morto, pois já ouvira falar dos feitiços imperdoáveis. E aquele feitiço que quase o atingiu, com certeza era um.
— O que aconteceu aqui? – Perguntou Lincon olhando o pulso e respiração dos alunos mais próximos.
— Não sei professor, todo mundo começou a cair, então aquele homem surgiu do nada. – Respondeu Edmund recobrando um pouco sua normalidade.
— Eles parecem estar ... Dormindo. – Completou o professor.
[ Continua]
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