Edmund Crowned e O Manuscrito Perdido
7 Capítulo 07: Ao resgate.
Notas iniciais
Capitulo 7: Ao resgate
— Será que a professora Iliana está nas masmorras? — Perguntou Edmund.
— Só indo lá para saber. — Respondeu Carol. — Por que estamos com tanta pressa? E o que você quer com a professora Iliana?
— Segredo . — Disse ele sorrindo.
— Você é cheio de segredinhos não é? — Insinuou Lisa
— Só vou contar pra vocês se minha ideia funcionar.- Respondeu Edmund.
Edmund andava apressado na frente enquanto as duas garotas o seguiam. Os corredores estavam cheios já era período entre aulas, ou os alunos estavam em suas casas, ou nos corredores, o tempo estava fechado e armava uma chuva forte.
O garoto estava tão concentrado em seus pensamentos que não viu um pé ali na sua frente, fazendo com que tropeçasse e caísse. Carol e Lisa logo que viram o colega no chão, foram ajudá-lo.
— Ora Ora, se não é o menino prodígio. — Disse um garoto que vestia o uniforme da Sonserina, tinha os cabelos negros e um queixo pontudo, seus olhos eram negros e tinha uma expressão de deboche no rosto. Carol e Lisa olharam o garoto que ria enquanto ajudavam Edmund que estava no chão.
— E essa deve ser a tal menina da realeza. — Tripudiou o outro garoto olhando Lisa, só que este vestia o brasão da Grifinória, era um garoto grande de cabelo castanho escuro, tinha o nariz fino e uma pinta no queixo. Assim que as duas conseguiram ajudar Edmund a se levantar, Carol fitou o garoto da Sonserina, já que ele tinha posto o pé para que o amigo caísse.
— Isso não foi nada legal, sabia que ele poderia ter se machucado de verdade com essa brincadeira boba? As pessoas não pensam nas consequências que certas ações podem trazer. Atitudes essas que poderiam ser evitadas caso houvesse um pouco mais de raciocínio e inteligência. — Terminou ela.
— Nossa que matraca, que tal se fechássemos sua boca um pouco — Disse o garoto da Grifinória se aproximando da menina. Vários alunos viam o que estava acontecendo mas ninguém fazia nada.
Nesse momento Lisa tirou a varinha de seu bolso e apontou para o nariz do garoto. Tinha uma expressão muito determinada e seus olhos brilhavam mais azuis do que nunca.
— O que vai fazer com isso princesa? — Perguntou o garoto. Edmund colocou a mão sobre o braço de Lisa fazendo um sinal de negativo com a cabeça. A garota abaixou a varinha sem tirar os olhos do garoto.
— Qual é o seu nome? — Perguntou Edmund se virando para o garoto que lhe fizera cair.
— Cain Margatti e esse é meu irmão Dartan — Disse com um tom de orgulho na voz parecendo que era algo de importante. Carol pareceu saber algo mas ficou calada.
— Eu me lembrarei disso. — Disse Edmund. — Vamos? — Perguntou ele para Lisa e Carol. As duas garotas assentiram com a cabeça enquanto os dois garotos riam. Os três andaram e enquanto passavam , Carol se virou e mostrou a língua para os dois.
— Você está bem? — Perguntou Lisa
— Estou sim, isso não foi nada. — Respondeu Edmund.
— Só por que são da família Margatti. — Disse ela.
— Margatti? — Perguntaram Edmund e Lisa quase em coro.
— Não acredito que nunca ouviram falar dos Margatti. — Respondeu Carol arqueando as sobrancelhas. Edmund e Lisa se entreolharam e acenaram negativamente.
— Os Margatti são uma tradicional família de MMA. — Disse ela com toda naturalidade.
— MMA? Perguntaram novamente em coro.
— Nossa como vocês são desantenados. Vocês sabiam que existem outros esportes sem ser o Quadribol? – Respondeu Carol. — Se assistissem mais ao canal Magia Express, saberiam do que eu estou falando.
— O que significa MMA? — perguntou Lisa.
— Mixed Magical Arts, ou na nossa língua, artes mágicas mistas. É um esporte aonde dois bruxos duelam com pouquíssimas restrições, podendo usar feitiços, poções e até invocações. — Informou Carol.
— Nossa nunca tinha ouvido falar nisso. — Disse Edmund.
— A maioria dos bruxos que participam desse tipo de esporte são os mais poderosos da geração, já que eles devem saber uma gama enorme de feitiços e poções. Eram em sua maioria Aurores e alguns dizem que existem comensais das trevas entre os participantes. Não é um esporte muito famoso mas já tem milhares de adeptos e fãs pelo mundo. — Completou a garota.
— Entendi. — Disse Lisa.
— Então são duelos? — Perguntou Edmund.
— Basicamente sim. — Respondeu Carol piscando para o garoto. Edmund ficou pensativo por alguns segundos e enfim pediu para que continuassem sua caminhada.
Enquanto caminhavam, Edmund reparou que Madalene e Ruben estavam vindo das masmorras. Por cada garota que Ruben passava, ele se ajoelhava e lhe dava um beijo na mão. A cena com toda certeza era hilária, Madalene como sempre esperava o colega com as mãos na cintura revirando os olhos.
—Mas que grata surpresa. — Disse Ruben quando se aproximavam. O garoto logo foi se ajoelhando para beijar as mãos de Lisa e Carol.
— Posso saber de onde vocês vieram? — Perguntou Edmund.
— Não interessa garoto águia. — Disse Ruben se virando para Edmund.
— Das masmorras. — Respondeu Madalene.
— Madalene!. — Resmungou Ruben com um olhar de reprovação. A garota sorriu e levantou os ombros como quem diz “ Desculpe”
— Posso saber se a professora Iliana estava lá? — Perguntou Edmund.
— Não, parece que os professores tiveram uma reunião de emergência com o diretor Potter. — Respondeu a garota.
— Humm, então acho que posso falar com ela depois. — Disse Edmund.
— Mas o que tanto quer com a professora Iliana? — Perguntou Carol. Ruben se aproximou de Edmund, passou o braço sobre seu pescoço e deu um leve soco no ombro do garoto.
— Ah! Caro colega, já vi que é dos meus. — Disse ele.
— Como assim? — Perguntou Edmund com toda a inocência.
— O que ele quer dizer é que … — Dizia Lisa quando se ouviu uma grande explosão. Muitas pessoas começaram a gritar, Algo tinha acontecido nas masmorras pois o grande barulho tinha vindo de lá.
Edmund começou a caminhar em direção as masmorras quando alguém o segurou pelo braço.
— Aonde você pensa que vai? — Perguntou Ruben.
— Ver o que aconteceu. — Respondeu ele na maior naturalidade.
— Você é louco? — Temos que contar para algum professor. — Disse ele
— É verdade, sua cota de heroísmo já está estourada. — Disse Lisa o olhando.
— Que tal nos sairmos daqui logo? — Perguntou Madalene que parecia muito incomodada.
Edmund se virou para olhar a garota, já não havia nenhum aluno no corredor a não ser os cinco.
— Nós temos que ver o que está acontecendo, afinal os professores estão em reunião. — Disse Edmund quando Carol puxou o uniforme do garoto.
— Espera ai Carolina. — Disse ele. A garota continuou puxando a manga da camisa de Edmund, que reparou que os quatro colegas estavam todos com os olhos arregalados. Foi ai que o garoto resolveu se virar para olhar o que estava acontecendo.
Um monstro de uns quatro metros emergia da direção das masmorras. Tinha o pelo escuro e uma calda enorme cheia de chifres, suas pernas era arqueadas e possuía patas de bode. Três grandes e afiadas garras davam lugar a sua mão, tinha seis orelhas e a face vermelha. Dois enormes chifres apontavam em sua cabeça e o chão tremia quando a criatura caminhava. Seria um monstro bonito se não fosse tão assustador.
— É um Neverenn. — Bradou Ruben paralisado. Carol sentiu suas pernas tremerem, e Madalene colocou a mão em suas vestes e puxou sua varinha. Lisa e Edmund encararam a criatura que apesar que lentamente, se aproximava dos cinco alunos.
— Estamos mortos, estamos mortos. — Dizia Ruben.
— Vamos correr. — Disse Lisa, se virando e puxando Ruben e Madalene. Edmund se virou e começou a correr quando percebeu que Carol estava parada.
— Carolina corre. — Disse ele em vão. A garota estava com tanto medo que estava paralisada.
— Vocês vão na frente, eu vou buscar a Carolina. — Disse ele pedindo para que Lisa, Ruben e Madalene seguissem. Ele correu o máximo que podia para chegar na amiga. O monstro continuava lento, parecia meio desnorteado, mas pelo tamanho e jeito como andava se aproximava com bastante perigo. O garoto assim que chegou perto da colega a puxou pelo braço, fazendo com que ela voltasse a si e começasse a correr, mesmo que cambaleando.
De repente a criatura parou, Edmund automaticamente olhou para trás. O monstro soltou um rosnado tão estridente e forte que o garoto sentiu suas pernas tremerem fazendo com que ele caísse. Ele olhou a sua volta e viu Carol também no chão, mais a frente , Lisa, Ruben e Madalene também sofreram o efeito do som da criatura e todos estavam caídos tentando entender o que tinha acontecido.
O monstro se colocou em quatro patas e apesar de vir mais rápido, parecia que não tinha uma boa visão já que esbarrava nas paredes a todo momento. Edmund tentava a todo custo se levantar, mas seu corpo não obedecia sua mente.
A criatura se aproximava cada vez mais,o garoto não conseguia pensar em nada, queria muito ajudar seus colegas mas infelizmente dessa vez não seria capaz, olhou em volta e achou ter visto um vulto saindo da direção das masmorras, o mesmo vulto que viu perto da cabine do maquinista quando enfrentara o Orc.
Nesse momento a chuva começou a cair, assim de repente parecia que o céu iria desmoronar e o clima estava bastante frio. Apesar de ser dia, o céu estava tão escuro que aparentava ser noite.
O Neverenn deu mais alguns passos e parou de frente Edmund, abaixou sua cabeça e começou a cheirar o garoto. Carol tentava se levantar enquanto olhava a criatura fungando em seu amigo, olhou para traz e reparou que os outros três estavam em situação parecida.
A cada segundo que passava, a gigante criatura fungava com mais agressividade sobre o corpo caído do garoto. Carol sentiu uma enorme força invadir seu corpo, a menina com muito custo conseguiu se levantar, pegou a varinha e mirou o enorme bicho que estava quase em cima de Edmund.
— Lumus – Gritou a menina, fazendo com que uma luz forte saísse da ponta da varinha. A criatura no mesmo momento se virou para ela dando um rosnado forte. Não tão forte como o outro, mas mesmo assim muito alto. Voltou a ficar em sua postura bípede, colocou as patas sobre os olhos e saiu de cima de Edmund indo em direção a luz.
O monstro se aproximou de Carol rapidamente e levantou um dos braços . Carol só teve tempo de olhar aquele enorme braço descer em sua direção, fechou os olhos.
— É o meu fim, pena não ter mais tempo para viver, disse ela para si mesma. O golpe foi tão forte que quebrou os ladrilhos que ornamentavam o chão do corredor.
— Você está bem garota? — Ouviu Carol abrindo os olhos e viu que estava nos braços do professor Matos Lockhart. Olhou em volta e viu que a professora Iliana estava ajudando Lisa, Ruben e Madalene.
Professor Warren havia feito um feitiço forte de amarração pois parecia que o monstro estava cheio de cordas amarradas em volta do corpo.
— Rápido, não conseguirei segurar ele por muito tempo. — Disse o Professor enquanto Matos ajudava agora Edmund a se levantar. Logo o professor levava os dois para juntos de Iliana e voltava para ajudar Warren.
— Agora quero que vocês três corram para o salão comunal da Corvinal e vocês dois para o salão da Grifinória. Não parem até chegar lá, entendido?. — Disse Iliana para os garotos
Todos acenaram com a cabeça e saíram correndo rumo as respectivas casas. Edmund até queria ajudar mas aquilo no momento estava fora de suas capacidades.
— Será que eles vão ficar bem? — Perguntou Lisa.
— Claro, são três dos maiores bruxos do mundo. — Disse Carol. Edmund permaneceu calado, não conseguia esquecer o terror que sentiu ao escutar aquele rosnado, a incapacidade de ajudar seus colegas o deixava amedrontado.
— Edmund. — Chamou Lisa, o garoto não respondeu. A menina parou na frente de Edmund e o olhou nos olhos.
— Se acalma, ninguém ali poderia fazer nada, agora temos que nos acalmar e chegar o mais rápido possível no salão comunal e confiar nos nossos professores.
— Você está certa. — Disse ele depois do enorme silencio, Carol sorriu. Os três voltaram a correr.
Enquanto isso no corredor perto das masmorras, o Neverenn estava cercado pelos três professores. Os bruxos se posicionaram em uma espécie de tipo de triângulo com a criatura no meio, os três com suas varinhas empunhadas, totalmente concentrados.
— Então, preparados para um pouco de ação? — Perguntou Iliana.
— Eu nasci preparado. — Disse Matos enquanto Warren se mantinha concentrado na criatura.
Continua ...
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