Edmund Crowned e O Manuscrito Perdido
8 Capítulo 08 : Depois da Tempestade...
Notas iniciais
Capítulo 08 : Depois da Tempestade...
O Monstro urrou mais forte do que nunca e parecia se decidir em que direção atacar.Warren levantou sua varinha ainda muito concentrado e apontou para a enorme criatura.
— Corpus Resoluti. — Pronunciou ele fazendo sua varinha emitir uma luz verde fazendo com que a criatura ficasse totalmente imóvel.
— Boa jogada Warren. — Disse Matos sorrindo. — Mas é melhor deixarmos este Neverenn um pouco mais… — Fez uma pequena pausa e continuou. — Encrencado.
—Considat Arena. — Gritou Matos como se fosse um herói de guerra. Na mesma hora o chão que estava sobre o monstro começou a se amolecer… Logo não existia pedra e o monstro se afundava em uma espécie de areia movediça.
O efeito da magia de Warren agora parecia acabar pois o grande monstro começava a se mexer enquanto era sugado para dentro da areia.
—Eximius Gravitatem. — Pronunciou Iliana . Aquela era uma magia de alto nível que influenciava a força da gravidade que operava sobre o alvo.
Assim que o feitiço foi lançado, o Neverenn parou de se debater e afundou como uma ancora, ficando somente seu rosto para fora da areia que agora praticamente o sufocava.
— Muito bem, isso é o bastante. — Concluiu Warren enfim abaixando sua varinha.
— Foi mais rápido do que imaginei, como isso veio parar aqui? — Perguntou Matos.
— Realmente, é muito estranho. Contando com o ataque ao expresso, já é a terceira vez que seres mágicos atacam os alunos. — Disse Iliana
— Temos que falar com o diretor sobre isso. Hogwarts é conhecida por sua educação e segurança, mas ultimamente temos sofrido com ataques consecutivamente. — Respondeu Warren.
— Se quiserem posso falar com o diretor pessoalmente. — Concluiu Matos.
— Então vou deixar nas suas mãos. — Disse Iliana já caminhando. — Vou ver como os alunos da minha casa estão.
— Tenho que ministrar uma aula agora se não iria com você. — Disse Warren.
— Não precisa, pode ficar calmo. — Respondeu Matos sorrindo. — Eu vou tirar este Neverenn da escola e vou conversar com o diretor logo em seguida.
— Tudo bem então. — Disse Warren dando as costas e saindo.
Já no salão Comunal de Corvinal, Edmund estava sentado em uma das poltronas pensativo. O Garoto não parava de escutar aquele tremendo rugido que o apavorara mais cedo. Só de lembrar suas pernas começavam a tremer.
Carolina estava no quarto descansando. Estava se sentindo exausta, física e mentalmente. Nunca passou pela sua cabeça que seria atacada por um monstro daquele, ainda mais dentro de Hogwarts.
Lisa parecia ser a mais calma entre os três. A garota conversava com Danica e Gabrielle como se nada tivesse acontecido.
Edmund pegou seu bloco e começou a analisar. Viu que faltava ainda tudo para fazer sua poção.
— Já sei. Posso tentar produzir esse feitiço com água… Se der certo com água , vai dar certo com a poção.
O garoto levantou de sua poltrona e foi para o quarto. Como era o único primeiro anista homem de Corvinal, tinha o quarto todo para ele. Edmund pegou um caldeirão que estava ali, encheu de água e o colocou ao lado da parede que ficava de frente a sua cama. Puxou sua varinha e apontou para o balde.
— Tomara que dê certo. — Disse ele para si mesmo fechando levemente os olhos
— Bullar Aeriot . — Pronunciou, o caldeirão cheio de água começou a borbulhar bastante, parecia que estava sendo aquecido em altas temperaturas.
— Não deu certo. — Disse ele esperando o recipiente voltar ao normal para enfim tentar de novo. — Beleza, vamos lá.
— Bullar Aerio. — Disse dessa vez quando pequenas bolhas de água saiam flutuando do balde como bolas de fumaça. O garoto estampou um sorriso. — Bom, é quase isso. — Disse para si mesmo quando alguém bateu a porta.
— Olha só o que temos aqui. — Disse Iliana entrando no quarto. — O que está tentando fazer? — perguntou ela curiosa enquanto se sentava na cama para observar o garoto.
— Bem era segredo mas como eu vou precisar da sua ajuda. — Disse ele. — Nós estávamos procurando a senhora quando nos deparamos com aquele monstro, iria perguntar se a senhora poderia me ceder um pouco de pó de garra de grifo e algumas gotas de xarope de heléboro.
— Humm… vamos ver, você está querendo fazer uma poção de sono simples? — Perguntou ela.
— Como sabia? — Perguntou ele esquecendo por um momento que ela sua professora de poções.
— Bem, acho que sei um pouco sobre poções. — Disse ela colocando um dos dedos na cabeça. — Alias a única poção no livro de primeiro ano que tem esses dois ingredientes é a poção de sono.
— É realmente, eu queria… não … eu quero fazer essa poção. Prometo que não é nada demais, e prometo mostrar pra senhora assim que terminar meu experimento.
—Bem, você parece ser um ótimo garoto. Eu libero os ingredientes pra você com uma condição. — Completou ela.
— O que? — Perguntou ele.
— Parar de me chamar de senhora. Por favor né.- Disse ela sorrindo.
— Tá bom professora. — Respondeu ele.
—Posso entrar? — Perguntou uma voz conhecida do outro lado da porta.
— Pode sim. — Respondeu Edmund. Carol colocou o rosto pra dentro e assim que viu Edmund e a professora tomou coragem e entrou.
— Estava passando pela porta e acabei escutando uma conversa, fiquei curiosa e acabei vindo ver o que era, sim sou um pouco curiosa mas quem não é, queria ver também como o Edmund estava e pelo visto está muito bem. — Disse a garota sem parar. Edmund achou graça da amiga e sorriu pra ela.
— Bem , já conversei com a senhorita e com a Lisa, só faltava saber como esse garoto estava e pelo que podemos ver, já está maquinando alguma coisa. — Disse ela se levantando e bagunçando o cabelo já bagunçado de Edmund. — Tenho que resolver um assunto mas se precisarem de algo, podem contar comigo, hoje vocês estão dispensado das atividades escolares, portanto descansem. Completou a professora saindo.
— Quero ser igual a professora Iliana. — Disse Carolina que ainda olhava a porta de onde Iliana acabara de sair.
— Bonita? — Perguntou Edmund sorrindo. Carolina mostrou a língua para o garoto. — Brincadeira. — Completou ele.
— A professora te contou o que fizeram com o monstro? — Perguntou ela se sentando perto do garoto.
— Não. — Respondeu ele olhando mais uma vez suas anotações.
— Bem, pelo que parece aquele monstro não foi um grande desafio para nossos professores. Segundo o que ela me contou, eles derrotaram rapidinho o monstro. Mas não mataram pois aquela criatura é meio rara. — Completou ela.
— Imaginei. — Respondeu ele monossilábico.
— O que está fazendo? — Perguntou ela.
— Ahm, nada de mais. — Respondeu ele se levantando e guardando seu bloco em um pequeno armário ao lado de sua cama.
— Depois dizem que garotas que são cheias de segredinhos. — Disse ela, dessa vez, Edmund é quem mostrou a língua.
— Agora falando serio. Muito obrigada. — Disse Carolina.
— Pelo que? — Perguntou ele.
— Você voltou pra me buscar, eu estava paralisada de medo . — Respondeu a garota.
— Mas, você também me salvou … ou você esqueceu que graças a você que o monstro não me pegou?. — Disse Edmund.
— É mesmo, você está me devendo uma. — Disse ela se levantando para sair.
— Tá certo. — Respondeu ele enquanto ela saia.
—Descansar? — Se perguntou. — Eu vou procurar o que falta para terminar meu projeto. Pensou o garoto.
Enquanto isso, Matos entrava na sala aonde o diretor Louis Potter estava.
— Senhor… precisamos conversar. — Disse ele em tom sério.
[Continua]
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