Sonhos e pesadelos não tinham começo, meio e fim exatos. Sonhos começavam pela metade, acabavam no começo. Apenas era um sabor distinto para Morpheus experimentá-los acordado, sendo ainda Perpétuo. E embora soubesse que não deveria esperar nada, surpresa alfinetou seu coração quando caminhou entre árvores com folhagem carmesim.

Quem recebeu-o foi Calliope.

“Oneiros, marido. Apenas desta vez, dance comigo.”

A relação deles jamais tivera um fulcro definido: talvez primeiro a beleza, êxtase. Depois um filho e por um tempo isso bastou. A lembrança — sonho — era do casamento de Orfeu e a musa pedia para dançar. Linda. Ele jamais disse sim.

Notas finais
Demorei, mas cheguei! Fiz muitas coisas hoje e ainda não tive tempo para ler e comentar nas drabbles incríveis de vocês. Logo chego nelas! Sobre o capítulo: Fiquei entre fazer as lembranças/sonhos seguirem um raciocínio linear, mas a gente sabe que sonhos não são bem assim. Então vamos acompanhar a história de Morpheus e Orfeu de um jeito diferente, mas juro que vou manter a clareza. Eu espero kkkk E como estamos falando de pai e filho, não podemos deixar de falar da mãe: Calliope, uma musa. Também sabemos que nos sonhos, os cenários estão sempre mudando. É por isso que tivemos essa mudança aqui. Ah, e não se preocupem! Não esqueci do Matthew ;)