Apesar de não ser a verdadeira, ali Calliope era muito real: estava feliz, tinha expectativas. Morpheus não conseguiu endurecer o olhar, metade impactado por como aquela lembrança era fidedigna, metade ainda desgostoso com a memória. A musa comemorava o casamento do filho e esperava que isso pudesse, quem sabe, amainar as reveses do matrimônio dela e do marido, o Perpétuo que era tão próximo e tão distante.

Ela chamou-o de novo. Morpheus se ouviu negar.

Mas Calliope continuava linda. A celebração também. Ao fim, tudo seria tragédia e mito.

Hoje, ele sabia que deveria ter dançado.

Mesmo sem nada mudar.

Notas finais
Tenho pensado em deixar notinhas aqui para explicar a cena quando sentir que algo ficou no ar: Na HQ sobre Orfeu, há o casamento dele com Eurídice. Nesse evento, além do que evidentemente ocorre com Eurídice, Calliope tenta convencer o Morpheus a dançar durante a festa. E vou te falar: o bonito (que não é tão bonito nos quadrinhos kdjsksj) não parece estar bem aí para a festa. Inclusive eu achei ele meio rude com a Calliope. Pessoalmente, não acho que dê para recuperar o relacionamento deles, mas sinto que o Morpheus talvez pense em como poderia ter feito coisas diferentes. É isso! Nos vemos.