Echoed

5 Padres e Exorcístas


Eu sempre achei curioso, como a existência dos Exorcistas era um assunto tão mal conhecido fora daqueles portões, e como só pareciam realmente virar um assunto importante, no instante que nós teríamos que escolher se viraríamos um ou não...
Para Omnos, não importava como nós sairíamos de lá, contanto que saíssemos servindo eles da melhor forma possível, e por isso eles permitiam que nós escolhêssemos se teríamos coragem para arriscar nossas vidas diariamente como um grupo de elite deles, ou como simples serventes da Ordem, fazendo tudo que um Exorcista jamais precisaria se preocupar em fazer... Era uma vida de aventuras, versos uma vida normal... Era escolher entre servir no mundo espiritual, ou no mundo humano... E eu, que nunca quis realmente participar da ação ou de uma vida de maravilhas, não precisei pensar muito... Se era como Padre que eu conseguiria voltar para casa, então um Padre eu seria.

E acreditem se quiser, mesmo nossos professores e superiores enchendo nossos olhos quanto ao mérito de ser um Exorcista, recebendo aulas muito mais avançadas e especiais, ganhando habilidades que nenhuma outra pessoa normal teria, cumprindo missões que nos tratariam como o "Julgamento Divino" em terra, e lidando com o sobrenatural para enfrentar os "demônios" e criaturas que corrompiam o mundo dos humanos... Mesmo assim, grande parte de meus colegas de turma também recusaram essa chance, e eu que esperava ser um dos poucos Padres naquela turma, acabei sendo um, entre um grupo enorme que não se achava apto também para abandonar uma vida simples e tranquila, e participar de uma realidade totalmente diferente do que conheciamos...
Apenas aqueles que realmente foram loucos, ou que queriam muito mais da vida do que viver em uma rotina, escolheram ser Exorcistas... Talvez por isso esse seja um grupo de "Elite"... Porque tão poucos formavam realmente aquele grupo... Tão poucos, que apenas 1 turma era necessária, para comportar todos eles...
E a pior parte era que por mais que dentro deles, houvessem crianças que eu um dia já foram meus colegas... bem aos poucos, começamos todos a nos tornar estranhos, uns para os outros...

Enquanto eu tinha aulas teóricas, eles tinham aulas práticas... Enquanto eu aprendia o básico sobre o dia a dia, eles aprendiam a sobreviver... Enquanto eu aprendia as ordens de Deus... Eles aprendiam as ordens de Omnos... Enquanto eu aprendia sobre rituais e bençãos para o bem... Eles aprendiam sobre detecção e eliminação do mal...
Desde cedo aprendemos, que viveríamos em 2 mundos completamente diferentes... E coube a nós, Acólitos, futuros Padres e Freiras, a entender que a tarefa dos Exorcistas seria sempre superior a nossa... E por isso, deveríamos nós, nunca ficar em seus caminhos, ou interferir...
Por isso seria muito difícil para mim me esquecer da primeira vez que eu interferi com um deles!

Possivelmente eu tinha 14 ou 15 anos, eu não me lembro mais da época em que aconteceu, apenas me lembro que eu não era tão baixo quanto as outras crianças, e nem tão alto quanto os jovens que frequentavam as aulas nos andares de cima...
Mas eu me lembro que estava no jardim, andando por ele procurando um lugar para descansar após mais uma daquelas aulas ininterruptas de teologia moderna... Todas as outras turmas também já estavam de folga, e foi lá que eu a vi, como sempre sentada em um banco, cercada de pequenos espíritos que voavam ao seu redor e pareciam contorná-la como uma moldura... completamente focada em seus próprios pensamentos... Seus cabelos eram claros, trançados, loiros e macios como os que enfeitavam as imagens dos anjos em meus livros... E sua pele pálida, com olhos azuis escuros que focavam distraidamente nas palavras contidas dentro do caderno que segurava... Com uma expressão que lutava entre a seriedade e a sua própria paz interior que como sempre, era atraente e inabalável...
Aquela era Ezra...

Ezra era uma garota popular entre as outras da nossa idade, mas ela jamais parecia se importar em participar desse mundo de fama, quando seu mundo pessoal em que vivia era o que realmente tomava todo seu tempo... Distante e ao mesmo tempo afetuosa com todos ao seu redor, desde criança, eu nunca pude evitar de ter uma pequena queda por ela... especialmente quando eu podia ver que a pureza de seu coração tão facilmente atraia os mais sutis e delicados espíritos que tanto evitavam cruzar com as pessoas dali de dentro.
Observá-la de longe era tudo que eu podia ter, já que me aproximar dela se tornava cada vez mais um sonho distante para mim, desde o momento em que Ezra escolheu estudar para ser uma Exorcista também.
Eu sabia por isso, que mesmo talvez sendo parecidos em algo, nossos destinos nunca poderiam se encaixar ou cruzar... Porque teriamos futuros tão diferentes um do outro...
E com tão pouca capacidade que eu sempre tive de me impor, era apenas uma questão de tempo também para qualquer outra pessoa da nossa idade correr na minha frente, e ganhar sua atenção primeiro...
Ainda sim sabendo tudo aquilo, eu não podia evitar em me sentar ali perto quase todos os dias, e ficar vendo-a de longe, sonhando que ela um dia fosse me notar, mesmo eu, sendo apenas um aprendiz de Padre sem nada que me destacasse naquela multidão...

Derrepente em meio ao meu devaneio, na outra direção, uma voz agitada começou a roubar minha atenção em meio as plantas! Eu logo corri meus olhos para notar aquilo que não parecia incomodar mais ninguém ao meu redor...! Afinal, aquela comoção toda vinha apenas de um garoto na minha idade, talvez apenas um pouco maior, brincando com um comprido galho de árvore que estivera caído ali no chão, balançando-o como se tentasse desenhar formas com ele, enquanto falava quase rindo, frases em uma língua que eu não conseguia entender... Ele parecia agitado, empolgado para falar a verdade, porque tinha acabado de aprender seu primeiro encanto de exorcismo e não via a hora para treiná-lo a esmo...
Para as outras pessoas, aquilo era tão normal que podia ser facilmente ignorado, e eu quase também ignorei se não fosse minha atenção retornar para a cena, e se prender em um grupo de pequenas criaturas que passavam muito perto daquele garoto!
Elas corriam sob suas duas patas desajeitadas, mesmo parecendo pequenos coelhos. Aqueles espíritos em comoção pareciam estarem presos por falta de sorte, muito próximos a aquele garoto inconsequente, e no que ele aleatoriamente fazia seus gestos, aquelas pequenas criaturas congelaram, e começaram a agonizar desesperadas! Qualquer outra criatura ao redor, mesmo que poucas, ficaram estáticas observando seus companheiros em apuros.
Na mesma hora em um impulso, eu me levantei com raiva sobre o desespero deles, e esquecendo de tudo ao meu redor, ou de tudo que eu sabia, eu corri até lá puxando aquele galho das mãos do garoto quase derrubando-o junto, e na mesma hora quebrando seu foco e seu encantamento desajeitado!

– "PARE!! Você está machucando ele!!"

Eu gritei, transbordando uma raiva que eu não sabia que tinha, puxando com toda força aquele galho e arremessando no chão. O garoto ficou bobo, ainda com suas mãos imóveis aonde estivera o galho, me olhando assustado sem nem saber o que estava acontecendo... E enquanto ele ficava ali me encarando sem reação, eu pude ver com o canto dos meus olhos, aquele pobre coelho escapando, sem antes olhar para trás, para mim, e voltar a seguir o caminho de seus amigos finalmente escapando para longe.
Depois de alguns minutos entre nossos olhares se cruzando e se estudando e o silêncio que se mantinha, uma voz exaltada e imponente vinda de longe quebrou aquele momento.

– "Oque está acontecendo aqui?"

Ambas as nossas expressões mudaram, quando um professor surgiu de um dos corredores, com uma expressão séria e muito incomodada. Eu não imaginei que tivesse gritado tão alto assim para chamar a atenção de várias pessoas ao meu redor, incluindo Ezra, que de onde estava, me encarava surpresa.
Certamente não era assim que eu queria que a garota que eu gostava, me notasse pela primeira vez, em um escândalo...

– "E-Eu estava aqui treinando sozinho, e esse garoto maluco que eu nunca vi antes apareceu gritando comigo sem razão nenhuma, e jogou meu bastão fora! Ele precisa ser punido!!"

Finalmente tomando coragem, o garoto que eu havia enfrentando reclamou para o professor, cruzando seus braços e me encarando com um olhar de "Você vai ver só.". Aquele era um perfeito exemplo do ego de um exorcista se desenvolvendo... "Temos o direito de fazer o que quisermos, e quem ficar no nosso caminho será punido."
Sim, era basicamente esse pensamento que eles acabavam ganhando ali dentro. Que eles tinham o direito de serem superiores, porque enquanto os humanos se ocupassem com seus próprios confrontos, eles se ocupariam em proteger a todos contra o verdadeiro "mal", e por isso deveriam ser respeitados como autoridades diante de todas as outras pessoas. Ao menos dentro da nossa Ordem.
(Eu também tive que estudar um pouco sobre eles, por isso posso confirmar essas filosofias malucas, já que meu estudo em sí foi apenas para tentar me convencer que eu seria Obrigado a auxiliá-los sem questionar, como parte de meu dever.)

Finalmente olhando para nós dois e pensando com calma no que iria fazer, aquele Professor bem portado e de rosto fino, com vestes alinhadas, óculos e de longos cabelos lisos e claros, falou com completa imparcialidade. Primeiro olhando para mim.

– "Nunca interrompa ou interfira nas ações de um Exorcista, não importa que ele ainda não tenha se formado. Sua posição não dá o direito para se intrometer... E enquanto a você, a arte do exorcismo não deve ser feita em qualquer lugar, especialmente sem supervisão. Se quer treinar, faça isso em aula, e não no meio do pátio, agora saia e vá estudar seus livros se deseja tanto assim aperfeiçoar o que aprendeu. A disciplina para um exorcista é importante, se você não dominar isso, não viverá por muito tempo."

Terminando sua frase o Professor desviou seu severo olhar para aquele outro garoto, também em repreensão.
Sem muito o que falar, e nos sentindo completamente desanimados com a bronca que levamos, eu e aquele garoto com nossas cabeças baixas começamos a tomar nosso rumo, concordando com nossas cabeças e não pretendendo dizer mais nada perto daquele professor, que era bem assustador...
Mas antes que eu pudesse sair de perto dele, o professor amparou sua mão em meu ombro, me segurando ao seu lado até o outro garoto se afastar.
Na mesma hora, meu bom-senso já tinha se recuperado, e eu me perguntei se ele iria me questionar a sós quanto a frase incomum que eu havia gritado... eu sabia que se aquilo virasse um assunto entre nós dois, então eu teria me posto em uma encrenca muito séria!
Foi vivendo ali no Instituto que eu entendi realmente o que Ama sempre me pediu quando menor... Ali dentro, com tantas pessoas, eu pude ver o quão anormal era minha visão, e como aquilo poderia causar confusão se os outros viessem a saber o que eu podia fazer... Afinal eu podia ver coisas, que para a Ordem de Omnos, era uma habilidade que profanava seus próprios ensinamentos de um mundo dividido apenas entre os humanos e o divino nos céus... qualquer coisa além, seria o mal que habitava nossas terras, e que era manipulado e pertencente a todas aquelas outras religiões que significavam o confronto direto para Omnos...
Aprendendo sobre isso com seus livros, eu, por mim, jamais resolvi questionar Omnos ou ficar em seu caminho... Se era isso que eles pensavam, eu não ia me intrometer... Afinal, contestar eles apenas iria me afastar ainda mais de casa e da minha Família... Por isso o silêncio e a ignorância sempre acabaram sendo minha maior proteção durante toda minha vida. Se eu tinha que ser cego e mudo, então eu seria.

– "Você, fique aqui um instante..."

Um frio inesperado percorreu minha espinha ao ouvir aquilo, talvez porque ser encarado por aqueles olhos realmente fosse uma sensação assustadora, mais do que por eu temer o assunto que viria em seguida...

– "Você tem alguma outra aula hoje ainda?"

Ele perguntou em uma voz fria, me analisando de cima a baixo. Eu apenas balancei minha cabeça, negando.

– "Então vá para o seu quarto sem jantar, para que você não se esqueça. Não se meta novamente com esses Exorcistas... isso nunca valerá seu precioso tempo..."

Ele disse finalmente, quase como um conselho, se virando e dando as costas para mim, retornando para a direção de que veio...
Eu suspirei mais tranquilizado, a presença daquele professor realmente me deixava muito inquieto... E acho que mesmo com o tempo, ele continua me deixando assim...
Naquele dia eu ainda não tinha como saber, mas futuramente eu viria a aprender que aquele era Tresz, um famoso Professor e Cientista ali dentro do Instituto, e igualmente, uma das pessoas que você menos gostaria que cruzasse seu caminho...

Suspirando um pouco mais aliviado, e ao mesmo tempo sem entender o que havia dado em mim para agir daquela forma, eu me virei para trás, para ver quantas pessoas ainda me encaravam depois de toda aquela cena... E eu reparei Ezra com sua atenção voltada para seu caderno, sem mais qualquer interesse naquela cena que eu havia feito... Meu peito apertou em decepção, e ainda com minha cabeça baixa eu segui para meu quarto obedientemente, como um comportado garoto que nunca desobedeceu ordem alguma de seus superiores... A fome não estava me afetando tanto quanto a tristeza por ter sido aquela a primeira vez que Ezra sequer olhou para mim, e a primeira vez que eu me senti sendo completamente ignorado por alguém que eu gostava... Como se eu não precisasse falar com ela, para saber que ela não estava nem aí para mim...
Ao chegar no meu pequeno quarto gelado, com aquelas frias paredes de pedra aonde mal se cabia uma cama e uma mesa para poder escrever, eu olhei pela janela aberta, aquele céu que já escurecera por completo... Desde que eu comecei minhas aulas para ser um Padre, eu deixei de dividir um alojamento com todas as outras crianças, e assim as noites cada vez mais conseguiam se tornar solitárias naquele instituto...
Eu sentei diante daquela pequena mesa de madeira, e deitei meu rosto sobre ela, esperando que o sono se aproximasse mais rápido do que a própria fome, e aquele dia chegasse ao fim... Será que aquela foi a primeira vez que um adulto sequer me deu uma bronca? A primeira vez que eu não tivesse agido como aquela criança perfeita que quisesse sempre agradar e ser aceita, jogando sempre pelas regras a que era imposta?... Eu não sei ao certo... Mas sei que o sentimento de me arrepender pelo que fiz, foi horrível... pela primeira vez...

Mas antes daquele dia chegar ao fim, de certo modo minha impulsividade foi recompensada... Eu acordei ainda deitado sobre a mesa, por sons bem baixinhos como se algo caísse do meu lado... como pequenas gotas de chuva solitárias que pingavam após uma tempestade...
Eu levantei minha cabeça, e vi diante de mim me encarando bem de perto, aquele mesmo coelho que eu havia ajudado, ali, em pé na mesa sobre seus 2 pés, segurando em suas pequenas patas o que pareciam ser sementes, ao que algumas caiam na minha frente. Ele as empurrava em minha direção como se quisesse me dá-las, como um agradecimento. Quando criança eu aprendi que muitos espíritos que pareciam ter um elo próprio com a natureza, assim como Eldanoth, conseguiam mover pequenos objetos, ou manipular pequenas coisas físicas que estava ao seu redor, contanto que aquilo não tivesse sido criado pelos humanos. Era assim que Eldanoth sempre conseguiu manipular as árvores e plantas, ou até mesmo como pequenos seres como esse coelho, conseguiam carregar coisas como estas pequenas sementes... Eu nunca tentei entender a lógica por trás disso, ou como podia acontecer. Mas sempre me soou certo que aquilo fosse possível, sendo eles parte do mesmo mundo que nós.

– "Você... Está me dando isso?"

O coelhinho balançou sua cabeça, com uma expressão contente. Ele não parecia conseguir falar, mas isso também não parecia que o atrapalhava para se comunicar. Eu segurei uma das sementes, olhando para ela, sem entender o que ele queria que eu fizesse. Foi quando ele pegou uma delas, e abrindo sua boca, fingiu jogá-la lá dentro, esfregando sua barriga. Ele então pegou outra semente, e ofereceu para eu pegar, e imitá-lo.
Sem saber muito o que esperar, mas grato por ele ter se importado comigo, eu a peguei e comi, fechando meus olhos para ignorar o sabor estranho e tentando agradá-lo sem realmente esperar que aquilo fosse me alimentar...
Depois de engolir, o coelhinho continuou ali, esperando que eu comesse todas elas até a última. Ele parecia se sentir responsável por eu ter me encrencado, e grato por eu ter ajudado-o... e mesmo depois que eu tivesse terminado com sua oferenda, ele ficou ali do meu lado até eu me deitar...

– "O-obrigado...! Mas é melhor você ir agora, e-esse aqui não é um lugar para você!"

Me ouvindo falar aquilo sem jeito, o coelhinho fez uma expressão fechada, e balançou sua cabeça vigorosamente para os lados, sentando ali encima da mesa e ficando aonde estava.
...Eu não podia pegá-lo e tirá-lo dali, de qualquer forma...

– "Ei...! Você não pode ficar, e seus amigos? E os outros exorcistas do instituto? Esse é um lugar perigoso para você!"

O coelhinho continuou ali sentado, me olhando como se não fosse sair dali por nada... Finalmente entendendo que ele não estava se importando com o que eu dizia, eu desisti de convencê-lo e soltei um suspiro andando até minha cama cansado...

– "Ok, você pode ficar aqui essa noite, mas vá embora assim que amanhecer, certo? Você não pode ficar aqui comigo..."

Sem olhar para o coelho, esperando que ele fosse me responder, eu me deitei na cama me cobrindo e virando para a parede, para não ter que olhá-lo e acabar prolongando a "conversa"... Ainda bem que eu tinha um quarto só meu, ou as outras crianças iriam acabar me achando maluco por estar falando sozinho.
E sob esse pensamento, eu voltei a dormir, para esquecer aquele dia de vez...

Na manhã daquela noite, o coelhinho foi embora, como eu pedi, mas a cada noite seguinte, ele voltava, com mais sementes ou sem nada em mãos, e apenas ficava ali sentado, ignorando meu pedido para partir, e me fazendo companhia, até eu finalmente desistir de pedir... As vezes eu também o encontrava no pátio de manhã, aonde ele se aproximava de mim e ficava ao meu lado ignorando as outras crianças, independente do risco que poderia haver...
Nunca mais eu encontrei seus outros amigos que estiveram ao seu lado naquela confusão... Possivelmente foram embora, enquanto ele escolheu ficar para trás... Foi daquele modo que aos poucos eu entendi... Em troca de ter salvado sua vida, ele não me dera apenas um punhado de sementes que tinha colhido nos campos próximos... mas sim, sua eterna lealdade.
E por mais que não parecesse tão valoroso quanto ter a presença de outra pessoa, ainda sim...
...Depois de tantos anos dentro daquele enorme instituto, e de tantas coisas que um jovem poderia enfrentar na sua vida... Aquele pequeno ser que mal chamava a atenção dos exorcistas andando ao meu lado, ou dependurado em meu ombro...
Acabou se tornando meu maior companheiro de jornada...

Notas finais
Wee! Finalmente eu pude citar alguns personagens como o Coelhinho (Ele ainda não tem um nome... Alguém teria alguma ideia para me dar?), Ezra e Tresz! (Uau, quantas consoantes sem som nesses nomes! Nem havia reparado!) Aliás, acho que já está ficando muito claro a capacidade de K.K. de criar nomes bizarros que vocês devem gastar um belo tempo apenas para imaginar como se pronuncia, não é? Por isso K.K. vai rapidamente aqui explicar a fonética de alguns nomes absurdos que aparecem na história!: - Freyjah = Frêi-a (Sim!!! O "J" é mudo!! Mas até K.K. imagina que alguns personagens não saibam disso e também o chamem de "Frêi-ja"... Então por isso é sempre mais fácil chamá-lo de "Frei" logo... (Opa! Notaram algum trocadilho aí?! Hehehe!)) - Eldanoth = Él-da-nót - Ezra = Éz-ra - Tresz = Trés Apenas não perguntem de onde K.K. tira esses nomes... K.K. não tem a menor ideia também... -´_`-"