E se...

5 Questions en Suspens


Notas iniciais
"Assuntos Pendentes"

O estranho convite do Gregori me deixou confusa e animada ao mesmo tempo. O que ele poderia querer?

–Aqui está melhor. Lá dentro está muito quente! –Ele diz com ar inocente, como que para puxar assunto.

–Concordo, ainda mais com essa sua fantasia. Pra que tantos casacos?- Pergunto, me referindo a sua fantasia de Militar –gatinho.

–Faz parte do personagem. Mas acho que posso tirar um né?- Ele responde, retirando seu casaco e o girando sobre a cabeça, imitando um gesto de strip-tease e então o jogando para mim, o que me faz rir e acaba com minhas preocupações. – Mas então Petit, tem certeza que não queres ficar com ninguém hoje à noite?

–Eh, acho que não Gregori...

– Sério? Nem se eu falasse com o José, aquele da minha sala, que está vestido de alemão? Ah, não faz essa carinha. Sei muito bem que você gosta dele...

– Até parece que ele ia querer... Mas se é assim, até que com ele eu ficaria- ah, então é por isso que ele veio com essa conversa estranha...

–Vamos voltar lá pra dentro. Falo com ele, e qualquer coisa eu te chamo. — Gregori fala, me conduzindo pela cintura porta a dentro.

–Vai querer o casaco?

–Não vou precisar dele agora. Pode ficar, Petit.

–Péssima escolha!- Falo fazendo uma cara de gozação e indo em direção à mesa em que estão meus pertences.

De volta à festa, encontro Marta e Carol, que estavam preocupadas, procurando por mim no meio da multidão. Começo a contar o que aconteceu, quando Greg me interrompe, me segurando pela cintura e me levando a um canto, enquanto diz ao pé do ouvido, para que eu possa escutá-lo:

–Falei com o Zé, e ele topou. Vamos lá perto do bar, ele disse que ficaria por lá.

Mal contendo o nervosismo e a animação, vou pisando firme em direção ao bar, com Greg no meu encalço. Mas o que encontro me deixa confusa. Lá estava o Zé sim, mas de mãos dadas com uma garota vestida de hippie. Viro na direção do Gregori, pedindo explicações, e encontro ele com a mão na cabeça, balançando-a negativamente.

– Quem é a hippie?- Pergunto irritada.

–É a menina com quem ele estava ficando semana passada. Ela não estava aqui há cinco minutos... Me desculpe, Petit.

– Não foi nada... Agora me deixa voltar para minhas amigas! – Digo enquanto volto apressada para a rodinha em frente ao palco.

O resto da festa correu normal. Dançamos e rimos até acabar, às 2 da manhã. Ao me despedir do Greg, ele me aconselha a ficar com o casaco, e aceito, pois agora estava realmente frio. Volto para casa de carona com os pais da Carol, e vou dormir involuntariamente abraçada ao casaco. Fato esse que só percebo ao acordar.

Bom, aqui começa a segunda parte da minha vida, o Pós Festa de História. No começo, tudo correu como de costume. O principal assunto da escola era a festa de história, e assim permaneceu por toda a segunda-feira. Na terça, o assunto já tinha esfriado. Mas ainda era um importante tópico nas conversas do almoço. Como em toda terça feira, minha turma se reuniu para almoçar um algum restaurante do centro, para depois irmos ao grupo de estudos que eu presidia –o que me garantia a condição oficial de nerd.

No caminho do restaurante, adivinha quem aparece? Greg!

Na hora, Carol assume a personalidade de “Super-amiga-do-pessoal-descolado-do-ensino-médio”, e começa a puxar assunto com ele. Na maior parte, para se exibir ao resto da turma que estava conosco. Mas Greg para do nada. Deixa Carol continuar andando na frente, sem perceber que tagarelava com o vento, e volta a andar quando fica do meu lado.

–Então Petit, resolveu o problema da festa?

–Problema?

–É, já encontrou alguém para ficar?

Com essa pergunta fico corada, balanço a cabeça negativamente e ele dá um sorrisinho. Depois acena se despedindo e atravessa a rua, indo em direção ao terminal de ônibus, enquanto continuamos no nosso caminho para o restaurante.

–O que foi isso? -Pergunta Marta.

–O que? Ele só veio dar um oi...

–Você sabe que ele tem namorada, né?

Que??? Para. PARA!!! Ele tem namorada?!?!

–Claro que sabia. Ele namora a...

–Mônica.

–Isso, isso ai. Obrigada, Marta.

Depois disso, meu humor murchou. Almoçamos, voltamos à escola, presidi o grupo como sempre. Talvez faltasse entusiasmo nesse dia, porque a hora passava lentamente. Quando o grupo acabou, às 15h30min, acompanhei a turma ao terminal. Ônibus indo para toda a cidade passavam nessa hora. Mas o meu, interurbano, só às 17h30min. Seria uma longa tarde sem nada para fazer. Depois que todos foram embora, voltei para a escola, entediada.

Muito bem, vou passar a tarde sentada aqui na escada, com meus fones de ouvido- ou ouvindo a banda ensaiar aqui do lado, o que não é nada mal. Mal tinha pensado isso, e a banda sai da sala, com o término do ensaio. Ok, ainda me restam os fones. Mas nisso alguém se senta ao meu lado, e os fones se mostram desnecessários.

– Oi Petit! Tudo bem?

– Oi Greg! Tudo, e contigo?

–Tudo ótimo. Olha, temos um assunto que ficou para resolvermos lá da festa.

–Temos?

Notas finais
Bom, leitores, as coisas estão prestes a esquentar! E a mudar muito!!! Espero que estejam gostando. A história está muito atrasada em relação a vida real. Mas vou dar um jeito nisso... Sugestões e críticas são sempre bem vindas!