Fading in, fading out

On the edge of paradise

Every inch of your skin is a holy grail I've got to find

Only you can set my heart on fire, on fire

Yeah, I'll let you set the pace

Cause I'm not thinking straight

My head spinning around I can't see clear no more

What are you waiting for?

− Ellie Goulding in Love Me Like You Do

Sim, era verdade que tiveram de o ajudar com muitas coisas. Era um apartamento que pertencia a Adam, um pouco desnecessário, dado que vivia na mesma cidade com os pais.

− Terminamos, finalmente! – Kimberly sentou-se no sofá de couro branco.

− Se não fosse a tua mania compulsiva de ter tudo organizado simetricamente, alfabeticamente e por tamanho... – Adam falou com o intuito de provocar Kimberly, como o planeado.

− Vais-me agradecer por isso! – Kimberly bocejou e encostou a cabeça à mãozeira do sofá.

− Parece que alguém não dormiu de noite. – Millena fez-se notar.

− Não. – Kimberly cortou a finalidade da conversa. Millena tinha demasiada imaginação.

− Oh, claro que não! – Millena olhou pela janela e levantou-se. – Acho que está na minha hora. – Olhou para o seu relógio. – Vem aí chuva forte. Ah, a Mia vai dormir esta noite em minha casa. – Millena riu maliciosamente e olhou para Kimberly e Adam.

− Prevejo festa! – Ambos falaram em coro sem qualquer tipo de entusiasmo. Os seus olhares entrelaçaram-se.

− Vocês também terão um dia, por isso não me invejem. – Millena bateu a porta.

O silêncio instalou-se entre eles. Adam estava numa poltrona à sua frente. Ele encarava o nada. Kimberly tentou abstrair-se e pensar numa outra coisa. Idiota! Ele permanecia dentro do seu pensamento.

− O apartamento é novo? – Kimberly quebrou o gelo.

− Não muito, talvez tenha uns seis anos. Os meus pais compraram-no há dois anos. – Adam cruzou os braços e olhou, novamente, para o nada.

− Porquê? Tu és daqui e vives cá.

− Eles compraram este apartamento quando acabei c… − Interrompeu atrapalhando-se com as próprias palavras – O liceu.

− Isso é engraçado. – Kimberly riu. Um barulho de chuva a cair ouvia-se crescentemente. – Acho que tenho de ir. O meu trabalho por aqui está feito!

Kimberly ajeitou a própria roupa e concentrou-se no som dos seus próprios passos que ecoavam pela casa.

A sua mão preparava-se para abrir a porta branca. Uma mão gelada travou-a. Aquela mão era-lhe familiar. Não era totalmente gelada, apenas as pontas dos dedos eram, era como uma mistura de branco e preto.

− Eu não te vou deixar sair com este temporal. Jamais! – Ele falou ao seu ouvido. Ela continuou estática. Adam puxou-a para si. Ela podia sentir a sua respiração ofegante, diria que até nervosa.

Ele guiou-a até à bancada da cozinha, onde a sentou. As suas mãos deslizaram até às suas coxas apenas cobertas pela saia de couro preto. Kimberly também deslizou as suas mãos nervosas pelo seu peito, que se arrependeram e ficaram no seu pescoço.

O deslizar das mãos e os beijos no pescoço enlouquecia Kimberly, que deixou escapar alguns gemidos fracos.

− Não! Para! – Kimberly falava entre suspiros.

− Porquê? Eu sei que tu queres continuar. – Adam falou ao seu ouvido e levantou a barra da sua camisola.

− Sim, na verdade eu quero, mas não na bancada da tua cozinha. – Ela riu.

− Claro! Tens razão. – Ele riu também. Puxou-a mais para si e carregou-a até ao seu quarto.

Os beijos não paravam e pediam por mais, muito mais! O seu quarto não ficava longe, porque aquela espera já era torturante o suficiente.

O seu quarto era muito bem iluminado e demasiado fresco. O que mais chamava atenção era a cama em harmonia com as cores do quarto, branco e cinzento claro.

Adam deitou-a na cama delicadamente. As mãos dela eram quentes e completamente inabilidosas, puxavam com pressa a camisa dele, já que a sua tinha “voado” há muito tempo e, provavelmente, estaria completamente dobrada num canto empoeirado qualquer.

− Tu és extremamente engraçada sob pressão. – Adam zombou de Kimberly.

− Qual pressão? Não faço ideia do que falas. − A sua fala falhava quando Adam passava as suas mãos com temperaturas mistas, pelo peito robusto de Kimberly.

− A pressão que eu provoco em ti. – Adam beijou o seu pescoço e o corpo de Kimberly contorceu-se. Ele colocou de novo as mãos na cintura da saia de Kimberly.

− Eu espero que isto não seja só um rápido caso. – Kimberly sussurrou ao ouvido dele.