Notas iniciais
Olááá galera! Queria AGRADECER MEEESMO AO The G por recomendar a minha fic! *----------* kkkkk Cara, mto obrigado meeesmo!! Valeeeww!! XD Fiquei mto feliz! ^^ Boa leitura o/

Totalmente horrorizado, olhei para a coisa monstruosa que vinha em nossa direção, abaixo.

Aquilo parecia ser um tipo de monstro saído de um pesadelo. Era como se fosse a mistura de um animal com uma máquina. O resultado de um experimento que dera terrivelmente errado. O Verdugo rolava ao longo do piso de pedra, e produzia estalidos. Seu corpo parecia o de uma lesma gigante, coberta de pelos, e com uma gosma reluzente. Seu corpo pulsava para dentro e para fora de uma forma nojenta ao respirar. Não consegui ver se a coisa tinha uma cabeça ou cauda, muito menos uma boca.

Em intervalos de dez a quinze segundos, ferrões pontiagudos de metal projetavam-se para fora da carne gosmenta, e a criatura abruptamente se curvava para frente, formando uma bola, e rolava. Em seguida, voltava ao estado anterior, os ferrões se contraindo e voltando para dentro da carne verrugosa.

O bicho continuou a fazer esses movimentos a cada momento, enquanto se deslocava lentamente, produzindo um som arrastado e agoniante.

Bem lentamente, virei a cabeça para onde Percy estava. Seus olhos fitavam o Verdugo abaixo sem piscar nenhuma vez. Queria chama-lo, mas sabia que isso seria estupidez. A criatura poderia ouvir. Minha camisa estava molhada de suor, assim como minha testa e pescoço. Meu estômago parecia ter se encolhido totalmente. O coração batia disparado, e eu podia ouvi-lo. Todo o meu corpo estava tremendo.

Olhei para o Verdugo de novo, e pude observar que os pelos e os ferrões não eram as únicas coisas que saíam do corpo. Diversos braços mecânicos estavam dispostos aleatoriamente, aqui e ali, e cada um com um objetivo diferente. Alguns traziam luzes como o de faróis acesos. Outros tinham agulhas ameaçadoras no final. Vi um que tinha uma garra de três dedos na ponta, as quais se abriam e fechavam constantemente. Quando a criatura rolava, os braços se dobravam e manobravam, para não serem esmagados.

Vendo isso de perto, pude perceber que os sons que vinha ouvindo antes faziam sentido agora. Quando ele rolava, produzia o chiado metálico, como o de lâminas raspando o chão. Os ferrões e os braços mecânicos produziam os estalidos e o som de correntes pelo o chão. No entanto, o que me dava mais arrepios era os grunhidos e gemidos assombrosos que saiam do próprio Verdugo. Parecia o som de um animal gravemente ferido a beira da morte, ou de alguém gemendo de dor.

Observando tudo aquilo, tentei compreender qual era o propósito disso. Por que criaram um monstro tão bizarro, tão horrendo, tão asqueroso como aquele? Por que criar aquilo para perseguir garotos? Que mente maligna planejou isso?

O Verdugo se arrastava lentamente, até chegar perto do muro para onde dava a Clareira. Ele estava há alguns metros a minha direita, seu corpo pulsando, os braços e ferrões se mexendo por si só. Então, virando-se devagar, voltou a arrastar-se, agora para debaixo de nós. Um cheiro horrível de queimado penetrou minhas narinas. Parecia ser de carne queimada misturada a uma máquina superaquecida.

Saía daqui! Queria gritar. Vá embora! Volte da onde veio!

Ouvi Percy emitir um ganido.

Olhei para ele com os olhos arregalados, tentando advertir a não fazer nenhum barulho sequer.

Os faróis do Verdugo brilharam mais intensamente quando ele rolou, e varreram o ambiente, como se estivesse procurando algum sinal de vida. Elas produziam sombras assustadoras nos muros. A luz subiu pelo o muro em que a gente estava e passou por nós, sem se deter. Uma gota de suor escorreu por meu pescoço. Aquilo estava sendo o pior, o mais terrível pesadelo que já tinha vivenciado desde que acordara na Caixa.

Quando pensei nisso, uma pequena lembrança me veio à cabeça, parecendo escapar de dentro da caixa escura que era minha mente. Eu, dentro de um compartimento escuro com diversas caixas de papelão ao meu redor. Só que não havia apenas eu ali. Havia também uma garota, só que eu não via o seu rosto.

Nesse momento, os feixes de luz do Verdugo se apagaram abruptamente.

Tudo mergulhou em um silêncio e em uma escuridão total. Nada agora fazia o menor barulho.

Parecia que a criatura havia se desligado. O mundo inteiro estava em trevas. Daria no mesmo se eu estivesse de olhos fechados ou cego. Nada de luminoso penetrava naquela escuridão. Nada.

O que vem agora? Pensava, desesperado. Não aguento mais.

Queria berrar para o Verdugo: Acabe logo com isso! Me mate!

Meu corpo estava dormente, formigando por ficar tanto tempo parado e preso nas trepadeiras. Tentava respirar o mínimo possível. Inspirava bem lentamente e depois soltava ainda mais devagar. O desespero fazia meu estômago parecer que estava sendo comido por vermes. Tudo o que sentia ali era Medo. Pânico. Desespero. Pavor. Terror.

Queria explodir. Queria morrer. Jamais na vida senti algo assim.

Então, de repente, numa súbita explosão de luz e som, o Verdugo voltou a vida. Começou a produzir estalidos e os grunhidos.

E começou a escalar o muro abaixo de nós.

Os ferrões da criatura dilaceravam a pedra enquanto subia em nossa direção. Pareciam braços pontudos que entravam e saiam da rocha à medida que subia, lançando fragmentos de pedra e pedaços de hera para todas as direções.

A luz que antes parecia procurar algum sinal de vida, agora brilhou intensamente sobre nós dois, detendo-se, sem se desviar para nenhum lugar.

Eu pensava que já estava no auge do desespero, mas quando isso aconteceu, um medo tão imenso invadiu-me que senti que estava com sorte de não ter ficado insano.

Virei a cabeça para Percy e gritei de puro horror:

Foge!

Com uma mão, arranquei a hera do meu corpo, livrando-me de todos os ramos. Percy já havia se livrado dos ramos da hera, e estava arrancando mais ao lado.

— Temos que descer! — gritava ele.

Em um impulso maluco, saltei para o lado de Percy e agarrei com as duas mãos um grosso ramo de hera que estava solto. Minhas mãos arderam quando entraram em atrito com trepadeira. Afrouxei as mãos, e deixei-me escorregar à medida que descia, chegando mais perto do chão.

Percy fazia o mesmo ao meu lado, só que descia mais rapidamente, gemendo quando as mãos se arrastaram pelos ramos.

Assim que estávamos a pelo menos dois metros do chão, saltamos e caímos rolando. Minhas pernas doeram com o impacto. Os braços estavam ardendo. Nos levantamos.

Percy olhou para o corpo de Alby e gritou:

— E ele?

Olhei para o corpo do líder, e me senti culpado, mas não havia jeito.

— Me desculpe, Alby. — sussurrei.

O Verdugo, vendo que não estávamos mais no muro, aterrissou no chão com um baque, e imediatamente transformou-se em uma bola grande e gosmenta, os ferrões saindo, e veio em nossa direção.

— Corre! — berrei.

Juntos, viramos e corremos, dando início a nossa tenebrosa corrida pelo o Labirinto