E Se Cedrico Tivesse Sobrevivido?
3 A Despedida
Notas iniciais
Caíram na sala de Defesa Contra as Artes das Trevas e, enquanto se recuperavam, ficaram se encarando, incrédulos com o que acabavam de ver.
— Cedrico — chamou Harry.
— Oi?
— Vamos contar ao Dumbledore?
— Vamos!
Ao se levantar, Cedrico tropeçou nos próprios pés e caiu. Com isso, Harry não conseguiu parar a tempo e acabou caindo em cima dele. O coração de Cedrico parecia acelerar, e suas bochechas ficaram vermelhas como um tomate. Logo alguém entrou na sala.
— Harry? Cedrico? O que estão fazendo aqui? — Era Dumbledore, acompanhado de Amos Diggory.
Harry se levantou rapidamente, muito envergonhado, e foi até o diretor.
— Professor, Voldemort voltou! Tinha muitos Comensais da Morte, eles queriam me matar... e o Moody também estava lá e... — disse Harry, ofegante.
— O que vocês estavam fazendo aqui? — perguntou Amos, deixando os garotos ainda mais constrangidos e tornando o ambiente tenso.
— Os dois, para a ala hospitalar. Agora — ordenou o diretor, mudando de assunto.
E assim foi. Passaram a noite na enfermaria. Madame Pomfrey tratou os ferimentos de Harry, que logo caiu em sono profundo.
Quando Harry acordou no dia seguinte, Rony, Hermione, Gui e a Sra. Weasley estavam ao redor de sua cama. Ao olhar para o lado, viu Cedrico, que desviou o olhar rapidamente.
— Harry, você está bem? — perguntou Hermione, com voz calma.
— Estou.
— Você dormiu quatro dias seguidos — comentou Rony.
— Ah, graças a Deus que você está bem, querido — disse a Sra. Weasley, abraçando-o com força.
— Estou sim... mas... à noite... Voldemort voltou. Eu e Cedrico vimos...
— Nós acreditamos em vocês, querido — respondeu a Sra. Weasley.
Mais tarde, todos foram almoçar no Salão Principal, mas Harry e Cedrico ficaram na enfermaria por ordens de Madame Pomfrey. Comeram ali mesmo: bolo de carne, suco de abóbora e, de sobremesa, um delicioso pudim de chocolate. Nenhum dos dois falou muito sobre o que havia acontecido na sala de Defesa Contra as Artes das Trevas.
Logo depois, o diretor entrou e disse:
— Cedrico e Harry, assim que terminarem de comer, terão uma entrevista com o pessoal do Ministério.
— Entrevista? Para quê? — perguntou Cedrico.
— O Ministro da Magia acredita que a história de vocês pode ser uma invenção — respondeu Dumbledore, com seu tom calmo de sempre.
— Mas por que mentiríamos? — protestou Harry, indignado.
— Sinto muito — disse o diretor, saindo da sala.
Mais tarde, os dois foram à sala do diretor, onde Cornélio Fudge os esperava, com expressão nada agradável. Após uma longa conversa, foram dispensados e seguiam para seus salões comunais, quando Cedrico chamou Harry no corredor.
— Harry!
— Oi?
— Hoje eu e uns amigos vamos treinar poções e feitiços, e depois conversar um pouco. Quer vir também? — perguntou Cedrico, um pouco tímido.
— Pode ser... posso levar meus amigos tam...
— Não! — respondeu Cedrico rápido demais, e depois riu sem graça. — Digo, melhor não... queria conversar só com você, sobre o torneio. Às 18h, no campo de quadribol.
— Tá bom — disse Harry, ainda surpreso com o convite.
Mais tarde, enquanto se arrumava, contou a Hermione e Rony.
— Estranho... — disse Hermione, guardando as meias na mala. — Por que ele quer falar só com você? É a véspera do fim das aulas e ele quase nunca conversou com você direito.
— É verdade, Harry — comentou Rony —, mas talvez ele só queira agradecer.
Às 17h45, Harry estava pronto. Vestia uma camisa vermelha, blusa cinza, calça jeans e tênis preto. Então seguiu rumo ao campo.
Ao chegar, não viu ninguém. O campo estava escuro e silencioso. Pensou que talvez tivesse errado o dia, mas logo o estádio se iluminou com luzes coloridas. No centro, sentado na arquibancada, estava Cedrico.
— Oi, Harry! — disse ele, pulando pelas cadeiras até chegar perto. — Achei que só você viria. Já jantou?
— Ainda não. E você? — respondeu Harry.
— Também não. Que tal um lanche?
— Pode ser.
— Então feche os olhos — pediu Cedrico.
Harry obedeceu. O silêncio foi quebrado apenas pelo som de grilos distantes.
— Pode abrir — disse Cedrico, com um tom misterioso.
Ao abrir os olhos, Harry se deparou com um grande banquete: bolo e torta de abóbora, torradas, geleias, mingau de aveia, ovos com bacon, doces da Dedosdemel e duas taças de cristal com cerveja amanteigada. Ao redor da mesa, pequenas vassouras encantadas voavam junto a pomos de ouro e miniaturas de dragões.
— Nossa, pra que tudo isso? — perguntou Harry, surpreso.
— Quis preparar algo especial. Depois de tudo o que passamos no torneio, achei que merecíamos um momento de paz — respondeu Cedrico, sorrindo.
— Está incrível. Obrigado mesmo, , mas... não precisava— disse Harry, encantado com o cenário.
-Claro que precisava, e é também uma forma de nos aproximarmos — depois os dois ficaram em silêncio.
-O que você vai fazer na férias? — quis saber Harry, se servindo de um pedaço de bolo da abóbora.
-Eu não sei eu... eu acho que vou visitar a minha mãe na Bulgária. E você? — Perguntou Cedrico que parecia tímido.
-Eu não sei — disse Harry triste.
-Que tal você ir na minha casa um dia?
-Pode ser, onde você mora? — Perguntou Harry levando um pouco de suco de abóbora á boca.
-Eu moro em Londres, com meu pai, e a minha mãe mora na Bulgária com o outro marido dela — ao disser isso o sorriso de Cedrico sumiu de seu rosto.
-Eu moro em Little Whinging, com meus tios e meu primo Duda- disse Harry com desgosto — Nem um deles gostam de mim, porque eu sou bruxo.
Silêncio.
-O meu pai também não gosta de mim, porque eu não gosto de...de... de meninas. Ele me acha fraco. Eu me assumi para ele na copa mundial, porque ele leu o meu diário, e desde então ele não fala comigo normalmente — A voz de Cedrico transferiu para Harry a sua dor — Então — disse Cedrico mudando de assunto e sorrindo novamente — Você já namorou?
Essa frase vez Harry cuspir seu suco de abóbora todo no rosto de Cedrico, mas ele não pareceu se importar.
-Desculpa, deixe eu te limpar — Harry pegou um papel e começou a limpar o rosto de Cedrico -Eu nunca namorei , e você? — eu continuou a limpar o rosto de seu parceiro, que fez Harry parar de passar o Papel em seu rosto e segurou a sua mão.
Cedrico não disse nada , mas ficou encarando Harry.
-Harry, eu tenho uma coisa para você — disse Cedrico se levantando sem suco de abóbora em seu rosto — eu acho... que você -ele se aproximou do rosto de Harry e... — meu cartão com endereço e telefone — disse tirando um cartão das vestes.
-Obrigado — disse Harry.
-Vamos entrar?
-Vamos.
Os dois foram para o castelo sem trocar nenhuma palavra.
-Harry, obrigado por ter ido — disse Cedrico indo para o corredor oposto do de Harry com um grande sorriso.
Harry tinha ido para o seu corredor, porém parou. Olhou para trás e viu que Cedrico também tinha parado.
Harry já tinha pensado em gostar de um menino, mas não de Cedrico que é mais popular, mais rico e bonito que Harry.
Então Harry sentiu seu coração pegar fogo. Ele percebeu que gostava de Cedrico. Gostava de passar o tempo com ele, falar com ele percebeu que ele tinha lhe dito com o jantar. Porque se Cedrico é gay e ele convidou o Harry, só o Harry para jantara luz de velas Cedriico também gostava de Harry.
Os dois se encaravam á distância. Então começaram a andar um na direção do outro. Se encontraram na frente da porta para os jardins, que passaram mais cedo.
Agora cara a cara, com a distância de dez centímetros, eles se olhavam apaixonados.
Os dois foram aproximando seus lábios, porém foram interrompidos.
-Potter e Diggory!
Era Snape.
-O que... — ele percebeu que os garotos iam e beijar, então regressou para sua sala sem dizer nada.
Os meninos riram.
-Boa noite Harry.
-Boa noite Cedrico.
Os dois se abraçaram e voltaram para suas casas comunais.
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