Notas iniciais
Boa leitura! Espero que você goste!

Caíram na sala de Defesa Contra as Artes das Trevas e, enquanto se recuperavam, ficaram se encarando, incrédulos com o que acabavam de ver.

— Cedrico — chamou Harry.

— Oi?

— Vamos contar ao Dumbledore?

— Vamos!

Ao se levantar, Cedrico tropeçou nos próprios pés e caiu. Com isso, Harry não conseguiu parar a tempo e acabou caindo em cima dele. O coração de Cedrico parecia acelerar, e suas bochechas ficaram vermelhas como um tomate. Logo alguém entrou na sala.

— Harry? Cedrico? O que estão fazendo aqui? — Era Dumbledore, acompanhado de Amos Diggory.

Harry se levantou rapidamente, muito envergonhado, e foi até o diretor.

— Professor, Voldemort voltou! Tinha muitos Comensais da Morte, eles queriam me matar... e o Moody também estava lá e... — disse Harry, ofegante.

— O que vocês estavam fazendo aqui? — perguntou Amos, deixando os garotos ainda mais constrangidos e tornando o ambiente tenso.

— Os dois, para a ala hospitalar. Agora — ordenou o diretor, mudando de assunto.

E assim foi. Passaram a noite na enfermaria. Madame Pomfrey tratou os ferimentos de Harry, que logo caiu em sono profundo.

Quando Harry acordou no dia seguinte, Rony, Hermione, Gui e a Sra. Weasley estavam ao redor de sua cama. Ao olhar para o lado, viu Cedrico, que desviou o olhar rapidamente.

— Harry, você está bem? — perguntou Hermione, com voz calma.

— Estou.

— Você dormiu quatro dias seguidos — comentou Rony.

— Ah, graças a Deus que você está bem, querido — disse a Sra. Weasley, abraçando-o com força.

— Estou sim... mas... à noite... Voldemort voltou. Eu e Cedrico vimos...

— Nós acreditamos em vocês, querido — respondeu a Sra. Weasley.

Mais tarde, todos foram almoçar no Salão Principal, mas Harry e Cedrico ficaram na enfermaria por ordens de Madame Pomfrey. Comeram ali mesmo: bolo de carne, suco de abóbora e, de sobremesa, um delicioso pudim de chocolate. Nenhum dos dois falou muito sobre o que havia acontecido na sala de Defesa Contra as Artes das Trevas.

Logo depois, o diretor entrou e disse:

— Cedrico e Harry, assim que terminarem de comer, terão uma entrevista com o pessoal do Ministério.

— Entrevista? Para quê? — perguntou Cedrico.

— O Ministro da Magia acredita que a história de vocês pode ser uma invenção — respondeu Dumbledore, com seu tom calmo de sempre.

— Mas por que mentiríamos? — protestou Harry, indignado.

— Sinto muito — disse o diretor, saindo da sala.

Mais tarde, os dois foram à sala do diretor, onde Cornélio Fudge os esperava, com expressão nada agradável. Após uma longa conversa, foram dispensados e seguiam para seus salões comunais, quando Cedrico chamou Harry no corredor.

— Harry!

— Oi?

— Hoje eu e uns amigos vamos treinar poções e feitiços, e depois conversar um pouco. Quer vir também? — perguntou Cedrico, um pouco tímido.

— Pode ser... posso levar meus amigos tam...

— Não! — respondeu Cedrico rápido demais, e depois riu sem graça. — Digo, melhor não... queria conversar só com você, sobre o torneio. Às 18h, no campo de quadribol.

— Tá bom — disse Harry, ainda surpreso com o convite.

Mais tarde, enquanto se arrumava, contou a Hermione e Rony.

— Estranho... — disse Hermione, guardando as meias na mala. — Por que ele quer falar só com você? É a véspera do fim das aulas e ele quase nunca conversou com você direito.

— É verdade, Harry — comentou Rony —, mas talvez ele só queira agradecer.

Às 17h45, Harry estava pronto. Vestia uma camisa vermelha, blusa cinza, calça jeans e tênis preto. Então seguiu rumo ao campo.

Ao chegar, não viu ninguém. O campo estava escuro e silencioso. Pensou que talvez tivesse errado o dia, mas logo o estádio se iluminou com luzes coloridas. No centro, sentado na arquibancada, estava Cedrico.

— Oi, Harry! — disse ele, pulando pelas cadeiras até chegar perto. — Achei que só você viria. Já jantou?

— Ainda não. E você? — respondeu Harry.

— Também não. Que tal um lanche?

— Pode ser.

— Então feche os olhos — pediu Cedrico.

Harry obedeceu. O silêncio foi quebrado apenas pelo som de grilos distantes.

— Pode abrir — disse Cedrico, com um tom misterioso.

Ao abrir os olhos, Harry se deparou com um grande banquete: bolo e torta de abóbora, torradas, geleias, mingau de aveia, ovos com bacon, doces da Dedosdemel e duas taças de cristal com cerveja amanteigada. Ao redor da mesa, pequenas vassouras encantadas voavam junto a pomos de ouro e miniaturas de dragões.

— Nossa, pra que tudo isso? — perguntou Harry, surpreso.

— Quis preparar algo especial. Depois de tudo o que passamos no torneio, achei que merecíamos um momento de paz — respondeu Cedrico, sorrindo.

— Está incrível. Obrigado mesmo, , mas... não precisava— disse Harry, encantado com o cenário.

-Claro que precisava, e é também uma forma de nos aproximarmos — depois os dois ficaram em silêncio.

-O que você vai fazer na férias? — quis saber Harry, se servindo de um pedaço de bolo da abóbora.

-Eu não sei eu... eu acho que vou visitar a minha mãe na Bulgária. E você? — Perguntou Cedrico que parecia tímido.

-Eu não sei — disse Harry triste.

-Que tal você ir na minha casa um dia?

-Pode ser, onde você mora? — Perguntou Harry levando um pouco de suco de abóbora á boca.

-Eu moro em Londres, com meu pai, e a minha mãe mora na Bulgária com o outro marido dela — ao disser isso o sorriso de Cedrico sumiu de seu rosto.

-Eu moro em Little Whinging, com meus tios e meu primo Duda- disse Harry com desgosto — Nem um deles gostam de mim, porque eu sou bruxo.

Silêncio.

-O meu pai também não gosta de mim, porque eu não gosto de...de... de meninas. Ele me acha fraco. Eu me assumi para ele na copa mundial, porque ele leu o meu diário, e desde então ele não fala comigo normalmente — A voz de Cedrico transferiu para Harry a sua dor — Então — disse Cedrico mudando de assunto e sorrindo novamente — Você já namorou?

Essa frase vez Harry cuspir seu suco de abóbora todo no rosto de Cedrico, mas ele não pareceu se importar.

-Desculpa, deixe eu te limpar — Harry pegou um papel e começou a limpar o rosto de Cedrico -Eu nunca namorei , e você? — eu continuou a limpar o rosto de seu parceiro, que fez Harry parar de passar o Papel em seu rosto e segurou a sua mão.

Cedrico não disse nada , mas ficou encarando Harry.

-Harry, eu tenho uma coisa para você — disse Cedrico se levantando sem suco de abóbora em seu rosto — eu acho... que você -ele se aproximou do rosto de Harry e... — meu cartão com endereço e telefone — disse tirando um cartão das vestes.

-Obrigado — disse Harry.

-Vamos entrar?

-Vamos.

Os dois foram para o castelo sem trocar nenhuma palavra.

-Harry, obrigado por ter ido — disse Cedrico indo para o corredor oposto do de Harry com um grande sorriso.

Harry tinha ido para o seu corredor, porém parou. Olhou para trás e viu que Cedrico também tinha parado.

Harry já tinha pensado em gostar de um menino, mas não de Cedrico que é mais popular, mais rico e bonito que Harry.

Então Harry sentiu seu coração pegar fogo. Ele percebeu que gostava de Cedrico. Gostava de passar o tempo com ele, falar com ele percebeu que ele tinha lhe dito com o jantar. Porque se Cedrico é gay e ele convidou o Harry, só o Harry para jantara luz de velas Cedriico também gostava de Harry.

Os dois se encaravam á distância. Então começaram a andar um na direção do outro. Se encontraram na frente da porta para os jardins, que passaram mais cedo.

Agora cara a cara, com a distância de dez centímetros, eles se olhavam apaixonados.

Os dois foram aproximando seus lábios, porém foram interrompidos.

-Potter e Diggory!

Era Snape.

-O que... — ele percebeu que os garotos iam e beijar, então regressou para sua sala sem dizer nada.

Os meninos riram.

-Boa noite Harry.

-Boa noite Cedrico.

Os dois se abraçaram e voltaram para suas casas comunais.












Notas finais
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