E Se...
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Maria Clara
Desesperada. Esse foi o meu estado quando encontrei minha mãe inconsciente e cheia de sangue no banheiro gritei por ajuda mas só havia nós duas ali. corri peguei meu celular e liguei para primeira pessoa que veio a minha mente. Cristina. contei as coisas meio embaralhado pois nem eu mesma sabia o que estava acontecendo com a minha mãe. Chegamos no hospital quase no mesmo instante Cristina ficou impressionada com a quantidade de sangue ali. Entramos sentamos e o melhor que poderiamos fazer era esperar e rezar para que não fosse nada de ruim.
Cristina
Tentei ao máximo consolar a Clara. Tentando acalmá-la. Esperamos e rezamos para que tudo ficasse bem. Esperamos por algumas horas e nada Josué ligou para mim, pedindo para que eu fosse lá fora no estacionamento. Quando lá cheguei, Josué fez um sinal com a cabeça para que eu entrasse dentro do carro. E assim que entrei encontrei meu pai aflito.
–- O que aconteceu com minha mulher? -- perguntou ele.
–- Não sabemos ainda. Ela foi levada as pressas e ainda não tivemos noticia do estado de saúde da dona Marta, mas tinha muito sangue pai, Maria Clara estava tão assustava que não sabia o que fazia. -- expliquei.
–- Assim que tiver notícia de minha esposa me avise. Quero ser informado de seu estado. -- pediu.
–- Tudo bem. Agora eu tenho que voltar Maria Clara já deve estar achando que eu fui embora por causa da demora. -- falei.
–- Vá e não se esqueça de me manter informado ficarei aqui esperando por noticias dela. -- falou-me.
Saí do carro entrei novamente no hospital e fui ao encontro de minha irmã. Assim que me viu pude ver em seu rosto alivio.
–- Pensei que tinha ido embora. -- falou.
–- Eu apenas fui lá fora avisar que talvez eu não vá pra casa hoje. -- menti. -- Então alguma noticia? -- perguntei.
–- Nen... -- Ela foi interrompida pela chegada do medico.
–- Parentes da paciente Maria Marta? -- pediu.
–- Aqui. -- falei.
–- Como tá minha mãe? -- perguntou Maria Clara.
–- Bem agora conseguimos descobri o problema e o solucionamos. -- respondeu o medico.
–- Qual era o problema doutor? É muito grave? -- perguntei assustada.
–- Foi um inicio de aborto mas conseguimos pará-lo a tempo. Tudo vai ficar bem agora sua mãe precisa de descanso e de se alimentar bem agora. -- explicou.
Maria Clara
–- Grávida! A minha mãe ta Grávida! Isso é inusitado. Não sabia que ela tinha um namorado. -- pensei em voz alta.
–- Sim está. Eu conversei com ela e ela já sabia, e já estava se cuidando. Disse-me que sentiu apenas uma dor fina enquanto escova os dentes e logo em seguida desmaiou. -- falou ele.
–- Quando será que podemos vê-la? -- perguntei.
–- Agora ela está no quarto nada de emoções fortes para ela. Conseguimos parar o aborto não sei se será possível no próximo.
Nós apenas assentimos em concordância. vamos em direção ao quarto da mamãe. Entramos e lá está ela deitada na cama com o soro no braço, e uma médica fazendo uma ultrassom. Minha mãe apenas olhava para a telinha. Quando notou nossa presença fez sinal para que entrássemos no quarto também. Seus olhos brilharam quando escutamos o coraçãozinho do bebê.
Maria Marta
Acordar em um hospital foi aterrorizante. A primeira coisa que eu pensei foi que eu havia perdido o meu bebê o presente que meu Zé deixou para mim. O alivio veio quando pude perguntar se estava tudo bem com o meu bebê. Escutar seu coração batendo. Pude sentir uma lagrima escorrendo por meu rosto. Senti alguém me encarando e quando olhei para a porta pude ver Maria Clara e Cristina. Fiz um sinal para que entrassem e vissem o que estava acontecendo também.
–- Já dá pra saber o sexo? -- perguntei.
–- Sim quer saber o que é? -- perguntou-me eu apenas assenti com a cabeça.
–- o sexo do seu bebê é....
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