E Se...
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Maria Marta
–- O sexo do seu bebê é... Uma garotinha. -- falou ele sorrindo.
–- Está tudo bem com ela? Ela está saudável? -- perguntei aflita.
–- Esta tudo bem, ela está do tamanho certo. Está tudo bem agora. -- tranquilizou-me ele.
–- Quando vou poder ir para casa? -- perguntei.
–- Logo, logo, vai depender dos resultados dos exames de sangue que fizemos. -- falou ele.
Eu apenas assenti, o médico não tardou a sair do quarto. Fiquei a sós com Maria Clara e Cristina no quarto ambas me encaravam como se quisessem me perguntar alguma coisa.
–- Perguntem logo? -- mandei.
–- Por que a senhora não me contou que estava grávida? -- perguntou Clara.
–- Faz apenas alguns dias que eu descobri. Foi por acaso. -- respondi.
–- Quem é o pai? -- perguntou Clara na lata.
Maria Clara
–- Quem é o pai? -- perguntei.
–- Seu pai. -- respondeu-me ela.
–- Como? Eu não sabia que vocês estavam juntos. -- falei.
–- Nós estávamos fazendo segredo, nós queríamos ter certeza que desta vez era para valer e não uma simples recaída. Nós estávamos redescobrindo o nosso amor novamente. Só que desta vez estávamos mais maduros e não cometeríamos os mesmos erros do passado. -- falou ela. -- Eu amei tanto seu pai. -- chorou.
Eu apenas olhava para o rosto dela sem saber o que fazer, se eu chorava de alegria por saber que meu pai havia morrido amando a minha mãe ou porquê estaria ganhando uma nova irmãzinha. Cristina se encontrava ao meu lado tão calada, mas era como se tramava uma disputa dentro de si mesma.
Cristina
Escutar tudo aquilo que dona Marta estava dizendo só confirmava o porquê de meu pai ter ficado tão agitado com relação a ela. Tenho que avisar a ele aconselha-lo que é melhor ele contar a dona Marta que está vivo, melhor para ele e melhor para ela, que vai parar de sofrer e vai poder ter uma gestação saudável. Foi só pensar nele que meu telefone começou a tocar. Era ele.
–- Com licença, eu preciso atender essa ligação. -- pedi. Saí da sala. -- Alô? Pai? -- perguntei.
–- Como está minha mulher? Ela está bem? Será que ela está com dor agora? -- perguntou-me ele preocupado.
–- Está tudo bem agora pai. Ela está acordada, e não, não está sentindo dor. Ela está bem. -- tentei tranquilizá-lo.
–- Tem certeza? --perguntou-me novamente.
–- Sim tenho pai, o senhor tem que contar a ela que está vivo. Isso tem que acabar ela está sofrendo em vão e hoje quase que o senhor perdia o que tem de mais precioso. -- falei.
–- Você tem que tirar a Clara daí, faça-a ir para casa descansar para que eu possa vê-la, ninguém além de vocês pode saber que eu esto vivo. -- pediu ele.
–- Claro vou pedir, agora tenho que ir. me dê meia hora aí eu ligo e peço para o senhor vim. -- pedi
–- Tudo bem, voou aguardar. -- e deligou o celular.
Respirei fundo e entrei novamente no quarto.
Maria Marta
Assim que Cristina entrou no quarto novamente pude ver que alguma coisa estava acontecendo. Sua expressão era de puro nervosismo. Pude ver que ela queria me contar alguma coisa muito séria.
–- Clara, por que você não vai para casa tomar um banho, descansar? Depois você volta. -- perguntei.
–- Não mãe, de jeito nenhum vou ficar aqui com a senhora. -- falou.
–- Pode ir Clara eu fico com dona Marta sem problemas pode ir. -- falou Cristina.
–- Então se é assim eu vou. Depois eu volto. Tchau mãe, obrigada Cristina. -- Agradeceu Clara antes de sair do quarto.
Depois de um grande silencio.
–- Então o que era que você queri afalar mesmo? -- perguntei.
–- É uma coisa muito delicada. -- enrolou Cristina.
–- Pode dizer que eu aguento. -- falei. Depois de um grande silencio.
–- A senhora sabe que à alguns meses houve um grande roubo deixando a conta da Império limpa sem nenhum real o meu pai estava sendo acusado de limpar os cofres de levar tudo, e naquele fatídico dia em que o pai ''supostamente'' morreu ele estava para ser preso. -- falou.
–- Supostamente? -- perguntei, na realidade foi a unica coisa que eu prestei atenção. -- O meu Zé está vivo? -- perguntei esperançosa. Olhei e pude ver a resposta em seus olhos. -- Onde ele está? Por que ele não me contou? -- perguntei.
–- Isso seria melhor a senhora perguntar para ele. -- falou ela. Foi ai que eu senti o cheiro dele o perfume único que ele usava o cheiro que eu reconheceria em qualquer lugar. A porta se abriu e de lá entrou o meu homem, o meu comendador estava vivo.
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