E Se...?
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Sério, eu tenho muitos leitores, mas a maioria não manda review. Capítulo passado nem 1/4 mandou review, mas teve um pequeno avanço... Então resolvi postar =D
Continuem comentando!
Tomás está dormindo no meu colo enquanto esperamos Roberta e Diego saírem da piscina e deixar a área limpa. Enquanto isso, eu apenas passo as mãos em seus cabelos e o observo dormir. Dormindo parece um anjo e agora, olhando para cada detalhe de seu rosto, seria uma mentira dizer que Tomás não é bonito.
Estico meu pescoço para ver além das plantas se Roberta e Diego já foram e observo duas pessoas de mãos dadas se distanciando. Sorrio ao ver a cena, afinal esse mundo está começando a parecer com o meu. Cutuco Tomás para que ele acorde e aos poucos os castanhos dos seus olhos se encontram com os azuis dos meus.
Tomás tem olhos bonitos também e quando ele pisca se levantando percebo que nos olhamos tempo demais e que minhas bochechas esquentaram. Levanto e devolvo a blusa dele. Ao fazer isso me dirijo até minhas roupas e posso jurar que senti o olhar dele sobre meu corpo.
– Vou devolver os fones de ouvido da Roberta. Você vem comigo ou eu te encontro na sala do Jonas? – pergunto a Tomás quando já estou devidamente vestida.
– Vou com você – ele responde seguindo ao meu lado.
Ao chegar na porta do meu quarto, eu entro e Tomás fica do lado de fora. Encontro Roberta sentada na cama com o olhar fixo em um ponto com um sorriso bobo no rosto. Jogo os fones no seu colo e me sento de frente pra ela. Sua expressão feliz vai embora e Roberta abre a boca pra brigar, mas eu a interrompo:
– Não precisa agradecer, Roberta – falo sorrindo – Nem eu, nem Tomás, nem a Carla formamos um plano para que você e o Diego fossem até a piscina hoje.
– Como você descobriu? – ela perguntou envergonhada.
– Não se preocupe – falei me levantando – As coisas não mudaram entre a gente. Você pode continuar me odiando o quanto quiser, eu não vou falar o que vi hoje, tudo bem? Só quero que você seja feliz.
Saí do quarto, mas não antes de escutar um “obrigada” de Roberta. Ao ouvir isso, meus olhos instantaneamente marejaram e abracei Tomás com toda a força que tinha enquanto gargalhava e as lágrimas desciam.
– Você ouviu? – perguntei. – Ela me agradeceu, Tomás!
– Eu ouvi – ele perguntou enquanto começava a caminhar.
– A Carla nem vai acreditar!
– O que será que ela fez pra distrair o Jonas? – perguntou.
– Não sei. Vamos saber agora, não? – falei enquanto batia na porta do diretor e entrava. – Doutor Jonas?
– Ainda bem que vocês chegaram! – ele falou enquanto saía da sala – Cuide da Srta. Ferrer por enquanto que eu faço uns telefonemas pra seus parentes.
– Inteligente – falou Tomás – Ela fingiu desmaio.
– Carlinha, acorda – falei – Deu certo. A Roberta até me agradeceu!
Mas Carla não se mexeu. Reparei na sua pele. Carla estava pálida e seus lábios estavam brancos.
– Tomás – chamei – Você lembra de ter visto a Carla comer hoje?
Ele entendeu o que quis falar e se ajoelhou ao meu lado fazendo de tudo pra acorda-la enquanto eu tirava os cabelos da sua testa suada. Quando ela vai parar com essas coisas de não comer? Qualquer garota nesse colégio inveja o corpo da Carla, até mesmo eu.
Me lembro da brincadeira que os fãs faziam dizendo que a combinação perfeita seria meus peitos, a bunda da Carla e as pernas da Roberta. Eles tinham razão. O diretor chega e pede para que Tomás carregue Carla até seu dormitório. Ele obedece e eu o sigo. No caminho Carla acorda e eu explico o que aconteceu. Se passam meia hora e finalmente Carla começa a retomar ao tom de pele normal. Estamos eu, Tomás, Carla e Marcinha no quarto e por sorte, Vitória deve ter dormido com um ficante qualquer.
– Você está ficando menos pálida – falou Marcinha.
– Carla, se levanta – ordenei e ela fez – Agora tira a roupa.
– Mas o que...?
– Apenas confie – interrompi seus protestos.
Ela tirou a saia, a blusa e o colete, deixando a mostra sua lingerie roxa com bolinhas pretas. Marcinha me olhava como se eu fosse louca, eu sorria e Tomás mantinha o olhar no corpo de Carla. De repente um calor subiu dentro de mim e uma vontade de dar um tapa na cara de Tomás apareceu. Não sei bem o motivo, mas não me agrada nada o jeito que ele olha pro corpo da Carlinha.
– Carlinha – falei tentando soar meiga, deixando de lado o jeito que Tomás a olhava. A levei pra frente do espelho e arrumei seus cabelos. – Olha seu corpo. Você realmente se acha gorda? Não é porque você come algo a mais que seu corpo vai deixar de ser perfeito.
– Eu preciso emagrecer, Alice. Olha pra mim!
– Não precisa coisa nenhuma. Olha pro Tomás! Ele não tá nem escutando o que a gente tá falando de tão bobo que tá olhando pra tua bunda, minha filha! – falei com um pouco de raiva. Não dela, do Tomás. Sempre dele. Respirei fundo e continuei: — Carlinha, me escuta. Seu corpo é lindo e mesmo se não fosse, você não precisa se preocupar. Você é linda, divertida e inteligente. Qualquer menino disputaria pra ter você como namorada – me virei pra Tomás, dando o tapa que tanto queria para que ele acordasse – Vamos, Tomás. A Carlinha precisa descansar. Pense no que falei, viu morena?
Peguei na mão de Tomás e todos os pelos do meu corpo se arrepiaram. Continuo caminhando e pedindo a Deus que ele não tenha percebido o efeito do seu toque.
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