E Se...?

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Heey!

Cara, Talita do Arrocha, esse capítulo é dedicado especialmente à você, por sua fofa recomendação! Velho, muito obrigada!! Eu fiquei muito feliz quando cheguei no "Gerenciar minhas histórias" e vi que "E se...?" tinha duas recomendações! Obrigada *-*

Enjoy it!

As provas chegaram finalmente e eu estudava trancada no quarto, pois por alguma razão borboletas persistiam em ficar em meu estomago enquanto estava no mesmo cômodo que Tomás. Minhas mãos suavam e não conseguia me concentrar em nada.

A maioria das provas foram feitas e sinto que me saí muito bem. No final das contas, Carla não é tão exagerada no quesito estudar. Aprendi nessa semana que estudar com antecedência realmente dá um resultado. Hoje seria a prova de história, aplicada por Marcelo, e graças a Deus, a última prova da unidade.

– Já sabem, né? — ele falou enquanto entregava as provas — Podem colar, desde que façam isso direito.

Olhei pra minha prova. 15 questões. 10 abertas e 5 fechadas. Eu consigo. Respira. Inspira. Pra dentro. Pra fora. Primeira pergunta Estabeleça a relação entre a Constituição outorgada por D. Pedro I em 25 de Março de 1825 e a Confederação do Equador. Essa eu sei. É fácil, estudei com a Carlinha semana passada.

– Alice — sussurrou Tomás. — Me ajuda!

– Você não estudou não?

– Não! Me ajuda, depois eu explico!

– Tudo bem... Anota aí: Esta constituição outorgada dava poder demais à D. Pedro I. Os pernambucanos não se agradaram e junto com a Paraíba, Ceará, Alagoas e Rio Grande do Norte, criaram a confederação do Equador contra D. Pedro I.

– Tem certeza? — ele perguntou.

– Sim. Agora deixa eu fazer minha prova!

– Faz a parte de questão fechada logo? Pra eu copiar?

Virei a página. D, A, C, D, D. Continuei minha prova normalmente e de vez em quando soprava umas ajudas pra Tomás como quais os motivos que levaram os mineiros a participarem da Conjuração Mineira.

Ao entregar a prova, Marcelo me olhou desconfiado. Tenho certeza que sabia o que eu estava fazendo. Eu vou matar Tomás! É bom que ele tenha um bom motivo pra não ter estudado. Me sinto suja, usada. Como eu pude fazer isso? Isso não é amizade! O certo era ele aprender com os erros!

– Como foi sua prova, Alice? — perguntou Carlinha assim que saiu da sala.

– Perfeita! E a sua?

– Eu não sei... — ela respondeu mordendo os lábios. — Acho que errei umas cinco questões.

– Você sempre diz isso e tira dez! — disse sorrindo.

– Oi meninas da minha vida! — disse Tomás colocando o braço nos nossos ombros.

Gostei do toque, mas ao olhar nos seus olhos me esquivei e cruzei os braços. O que ele fez foi errado e na hora só o que passou pela minha cabeça é que eu queria que ele se desse bem na prova. Droga!

– O que você fez foi errado, Tomás!

– Eu perdi alguma coisa? — Carlinha perguntou.

– O Tomás colou, Carla — falei indo pro meu dormitório deixando os dois a sós.

No caminho tombei com Diego. Ele me olhou e algo no seu olhar me lembrava muito o Diego antigo. Era o olhar apaixonado. Sorri percebendo que ele finalmente admitiu o que sente pela Roberta.

– Tá rindo do que? — ele perguntou.

– Ah, Diego... Você é meu amigo! Eu só quero te ver feliz... Sério.

– Do que você tá falando?

– Não se faça de bobo — disse saindo do seu caminho — Eu sei que DiRo existe.

Talvez ele não se toque do que é DiRo afinal, esse é um apelido dos fãs da banda pro casal, mas tenho certeza que no fundo no fundo, ele sabe. Entro no quarto e tomo um banho ainda com muita raiva do Tomás.

Porque ultimamente eu ajo que nem uma abestalhada na frente dele? Sem pensar nas consequências do que falo? A última vez que me senti assim foi antes de namorar o Pedro, porque eu amava ele e queria impressiona-lo de alguma forma.

Mas e o Tomás? Eu não vejo motivos pra impressionar o meu melhor amigo. Eu vou falar com a Carlinha mais tarde e saber o que ela pensa sobre isso. Ela também é melhor amiga dele, deve sentir a mesma necessidade de impressiona-lo que eu sinto.

Saí do banho e encontrei Roberta escrevendo no seu caderno. Vesti um short jeans com uma camisa rosa e um salto branco. Enquanto penteava meus cabelos me aproximei um pouco do caderno para ver se conseguia enxergar algo.

– Espionar é feio, sabia? — ela falou e por estranho que pareça não foi em tom de fora.

Eu sorri e sentei ao seu lado. Desde o dia que a ajudei com o Diego ela anda bem mais simpática comigo e isso é maravilhoso. Sinal de que as coisas estão voltando a ser como eram. Foco o que há no caderno. Você é o melhor pra mim. Ela tá escrevendo a letra da musica agora. Olho para ela e não posso evitar uma gargalhada.

– O que foi? Tá ruim? — ela perguntou preocupada.

– Não, tá perfeito! Quer ajuda? — perguntei e ela assentiu. — Você já tem o verso. Tive uma ideia!

Peguei o violão da minha mãe e entreguei pra Roberta, dizendo para que ela tocasse o que compôs para aquela letra. Apertei no gravar do celular e ela começou a tocar. Então assim que chegou no momento certo comecei a cantar Você é o Melhor Pra Mim. (N/A: Aperte Ctrl e depois na musica, se quiser escutar, óbvio)

Vou dizer, te levo em meu coração
E eu preciso, sempre ter por perto esse seu olhar
Que me traz o Sol

Com seus beijos, posso ser até imortal
Se estamos juntos, nada pode nunca me fazer chorar
Nem me machucar

Em meu corpo, em minha alma

Eu te quero, sempre
Você é como um anjo pra mim
Te amo, vem comigo pra ser feliz
Eu sei, eternamente vai ser assim
Você é o melhor pra mim

Quando me olha, nada pode me parar
Em seu corpo vejo o caminho que eu quero seguir
Até me perder

Em meu corpo, em minha alma

Eu te quero, sempre
Você é como um anjo pra mim
Te amo, vem comigo pra ser feliz
Eu sei, eternamente vai ser assim
Você é o melhor pra mim...

Depois de tudo eu aprendi o que é ser feliz
Não tenho medo de dizer
Você é tudo o que eu sempre quis

Eu te quero, baby
Como um anjo pra mim...

Eu te quero, sempre
Você é como um anjo pra mim
Te amo, vem comigo pra ser feliz
Eu sei, eternamente vai ser assim
Você é o melhor pra mim...

– Eu sei, tudo pra mim, eu sei... Vem ser feliz, então, como um anjo pra mim... — terminei de cantar e parei a gravação. — Acho melhor que seja um dueto. Já pensou nisso?

– Não, mas também acho. Poxa, eu queria compor. Você tem talento, sabia?

– Acredite, foi você quem compôs isso — falei rindo da minha piada interna. — Bom, já que queria compor uma musica, já pensou em criar uma musica chamada Como Um Rockstar ou Do Jeito Que Eu Sou ou Liberdade Consciente?

– Como você sabe sobre Liberdade Consciente? Eu e o Pedro que compomos!

– E-eu...

– Alice? — fui interrompida pela Carla que acabou de entrar no quarto. — Estava te procurando!

– Eu também ia falar com você! Até mais tarde, Roberta.

– Até!

Caminhamos até o refeitório em silencio. Ao chegar lá contei tudo pra Carla a respeito das minhas duvidas sobre o Tomás. As sensações que sinto perto dele. Como meu corpo se arrepia ao seu toque ou como sinto seu cheiro mesmo sem ele estar presente. Como um frio na barriga aparece quando fico perto dele e minhas mãos começam a suar ou como o sangue sobre quando vejo ele com alguma menina.

– Bom, paciente Alice Albuquerque... — falou Carla em um tom formal me fazendo rir — Eu como psicóloga particular só tenho uma resposta lógica para seu caso: Você está apaixonada pelo Tomás.

– O quê?! — Praticamente gritei. — Tá Lucy? Quer dizer... — lembrei que ela não é louca aqui. — Isso é loucura, Carlinha. — abaixei o tom de voz para um sussurro — Eu amo o Pedro!

– Não. Você amava ele — ela respondeu no mesmo tom. — Qual a última vez que escutei você suspirando por ele? Ou se lamentando por não ter ele por perto? Alice, tá na cara!

– Não, não está na... — Minha voz foi morrendo ao ver duas pessoas se beijando do lado de fora da cantina. — Carla, é o Tomás ali?

Notas finais
Uuuuuuu! Quem será que o Tomás tá pegando?

Reviews? (: