E Se...?

33 Capítulo 33


Notas iniciais
HEEEEY *-* Fui rápida, não?
Enjoy it! (Sinceramente, esse foi um dos meus capítulos favoritos)

- Acorda, sua fresca! – mandou Roberta. – Geralmente você acorda cedo, o que aconteceu com você? Anda!

- Sonho bom, sai daqui – pedi.

- Vamos, Sophia!

Então eu levantei. E fui até o espelho. Meus cabelos ruivos estavam perfeitos como sempre. Oh, acho que devo me apresentar.

Meu nome é Sophia Albuquerque, tenho 18 anos. Já fui loira, castanha, morena e agora estou ruiva. Já tive cabelo liso, franja e cabelo ondulado. Eu estudo no Elite Way. Sou cantora na banda RebeldeS, com meus melhores amigos e namoro o irmão gêmeo de um deles, o Chay irmão do Tomás. Já namorei o Pedro, também. Mas hoje o considero um irmão, ainda mais levando em conta que ele está namorando a Lucy. Ela é doida e não faço a mínima ideia do que ele viu nela, mas...

Não tenho mãe, só um pai. Que por acaso é casado com a mãe de Roberta, minha colega de quarto e melhor amiga. Integrante dos RebeldeS, também.

Depois de me arrumar, vestir o uniforme e me maquiar, Roberta aparece na porta do banheiro e pergunta:

- Sobre o que era o sonho?

- Sei lá, era estranho – respondi. – Mas o Chay estava lá. E o Tomás. E a Maria. Foi estranho.

- “Sonhei com meu príncipe encantado” – debochou Roberta numa péssima imitação de minha voz e saiu do quarto.

A segui, andando pelos corredores com meu salto vermelho, só na pose. Cheguei na cantina e sentei com o Tomás e a Carla.

Eu sabia quem era Tomás e Chay. Não só pelo cheiro, mas o Chay era mais organizado que o Tomás. O cabelo era mais curto e mais alinhado. Fora que o Tomás estava sempre agarrado na Carla.

Então ele entrou, o amor da minha vida. Eu tinha brigado com Pedro, e o Chay, na época, foi o único que continuou do meu lado. Eu sempre tinha achado que o Tomás era o mais charmoso entre os dois, mas... Eu não sei. Não tem como explicar o amor. Simplesmente acontece.

E nós fizemos planos para depois da escola, depois dos rebeldes, depois de tudo. É estranho ele ser tão diferente do irmão. Chay é uma mistura dos três meninos da banda, na verdade. Palhaço como o Tomás, fofo como o Diego e briguento como o Pedro. Eu amo ele.

- Bom dia, ruivinha – ele me cumprimentou sentando ao meu lado na mesa. – Feliz seis meses.

- Feliz seis meses.

- Cadê o Diego, em? – resmungou Roberta.

- O porão hoje é nosso, tá ouvindo, né? – perguntei para Tomás e Carla.

- Relaxem.

Comemos em espirito de brincadeira, assistimos às aulas e no final, eu me arrumei para ir para o porão. Chegando lá, tinha uma enorme faixa amarela “Parabéns Sophia e Chay, vocês são lindos” e eu tive que sorrir. Sentei no sofá verde esperando meu namorado aparecer.

Então ele apareceu, cobrindo meus olhos com as mãos, e eu comecei a gargalhar. Ele pulou do meu lado e me beijou. Um beijo diferente de todos os outros. Cada beijo com ele é diferente. É como uma equação matemática. Aquele beijo eu sentia que tinha 20% de desejo, 60% de amor, 15% de felicidade e 5% de nostalgia. Sempre era diferente. Ele sempre me surpreendia.

- Sosô – ele me chamou. – Eu te amo.

- Também te amo – falei. – Eu tive um sonho...

- Sonho estranho? – ele perguntou. – Também tive. Que você era de um outro mundo e a Maria estava...

- É – concordei. – Foi esse. E o mais estranho: meu nome era Alice.

- E o meu era Tomás! – ele riu.

- E se não foi um sonho?

- Ah, Sophia, francamente! – ele disse. – Você realmente julga isso como capaz de acontecer?

- Sei lá – dei de ombros. – Sabe o que eu aprendi a fazer?

- O que?

- Anagramas! – eu respondi e ele prendeu o riso. – O que foi?

- Nada, Sô – ele respondeu. – Faça um anagrama para “Eu gosto de queijo”

- Hm... – pensei um pouco. – Esgoto que deiejo.

- Deiejo? – ele perguntou.

- Eu ainda estou treinando, ok? – retruquei. – É difícil, poxa!

- Hm... – ele pensou. – Me beije agora.

- Acho que... Area bege mijo. Foi a coisa mais lógica que achei.

- Eu não estava pedindo por um anagrama.

- Não?

- Não, eu estava mandando você me beijar!

- Mandando? – arqueei uma sobrancelha.

- Sim, mandando. Eu mando em você, Sophia. Você trabalha para minha família.

E entramos em mais uma brincadeira. Era divertido interpretar um personagem. Já fizemos uma criança e um vendedor de algodão doce. Fizemos um médico e um ferido. Fizemos um estuprador e uma moça... Foi divertido esse último... Foi mais ou menos assim:

- Tire a roupa! – ele gritava.

- Eu estou menstruada, não me estupre, não me estupre! – eu fingia chorar.

Não aguentamos passar tanto tempo nesse papel e acabamos rindo. E agora estávamos nós brincando de novo...

- Em que ano estamos, meu senhor? – perguntei.

- 1859 – ele respondeu. – Agora, quero que faça uma massagem nos meus pés.

Eu fiz uma reverência e tirei seu tênis. E comecei a massagear seus pés.

- Muito bem – ele elogiou. – Agora quero que passe minha camisa.

- Então a tire, senhor – pedi.

- Estou indisposto – ele disse. – Venha tirar.

Eu sorri e fui até ele. Quando estava próxima de tirar a peça, ele segurou meu braço e me jogou no sofá, ficando por cima de mim com uma perna a cada lado.

- Senhor Campos Sales, o que irá fazer comigo? – perguntei indefesa.

- O que eu quiser, esqueceu? Eu sou seu senhor.

- E o que meu senhor vai fazer?

- Eu posso te beijar.

- Seria uma tortura ser beijada pelo meu patrão.

- Seria uma tortura para o seu patrão não lhe beijar – ele disse. – Tire a roupa.

- O que?

- Tire a roupa, Sophia – ele mandou. – Seu senhor está ficando louco.

Então ele saiu de cima de mim e eu sorri, indo para a frente dele e tirando meu salto. Então minha saia. E minha blusa azul celeste. Fiquei apenas com uma lingerie preta e senti os olhos do meu namorado sobre mim.

- Sophia, depois disso você está despedida.

- Como queira, meu senhor – falei. – A menos que também se dispa.

Com dez minutos esquecemos o enredo da nossa história e passamos a brincar de coisas mais... Hm... Adultas.

Notas finais
REVIEWS? Por favor, siiiiiim *-* Beijão!