E Se...?
34 Capítulo 34
Notas iniciais
Portanto, mesmo só faltando DOIS CAPÍTULOS para a fic ACABAR, eu posso muito bem EXCLUIR A FIC sem ter finalizado tudo.
Portanto ², acho melhor que comentem ^^
Tô afim de dedicar o cap a Rayssa Jackson porque ela é diva u.u
Aproveita, minha linda *-*
Ah, e a Débora e Andreynna.
Eu estava completamente despida na frente dele. Ele havia vestido novamente sua roupa e incorporamos outros personagens. Eu era a estuprada. E ele era o policial que iria me ajudar.
– E como ele era? – perguntou Chay.
– Policial Chay, me ajude, por favor, estou tão fraca! – pedi. – Preciso me levantar.
Ele veio para perto, colocando a mão em minha bunda e me suspendendo para cima. Fingi que ia desmaiar e ele me sustentou pela cintura, então passei a esfregar meus seios em seu peito.
– Então, policial, ele era alto. Menos bonito que o senhor. Menos forte que o senhor. Menos gostoso que o senhor também. Oh, me desculpe pelo último comentário.
– Se lhe deixa melhor, a senhorita também é gostosa.
– Acabei de sair de um estupro, policial – lembrei.
– Eu não ligo... – ele falou atacando minha boca.
– Chay! Você saiu do papel – reclamei ao sair do beijo. – Policiais não atacam estupradas indefesas!
– Se eu fosse um policial atacaria.
– É o que? – me soltei dele.
– Se a estuprada fosse você, amor – ele esclareceu e eu fingir estar zangada, mesmo sorrindo.
– Sei... – falei ainda desconfiada. – Acho melhor vestir a roupa de novo e subirmos. Daqui a pouco alguém desce aqui...
Então eu vesti minha roupa sentindo o olhar dele em meu corpo. Entenda, eu não sou uma vadia. Não me ofereço assim pra qualquer um. Mas acho que a intimidade de um casal permite certos tipos de brincadeiras. Como essa. Ficar submissa a ele é uma coisa nossa e apenas nossa. Que eu sou faço com ele e não diz respeito a ninguém. Então não, não me sentia safada.
– Vamos subir? – ele sugeriu.
– Eu te amo – falei. – E vamos.
Eu me sentia infinita, como se milhares de fogos de artifícios rosas estivessem estourando dentro de mim e misturados a eles, milhares de borboletar lilás também voavam. Tudo era lindo. Chay era lindo, eu era linda, todo mundo lindo.
Minha mão estava suando e eu não sabia bem o que isso significava; jamais havia ficado nervosa na frente dele. Quando chegamos no Salão Principal, Chay soltou nossas mãos e enxugou a dele na calça, tirando todos os vestígios de suor.
- Foram rápidos, em? — brincou Roberta assim que nos sentamos no sofá branco.
- Idiota — retruquei. — Cadê o Diego?
- Alguém me chamou? — o moreno apareceu, sentando ao lado da namorada.
- A Sophia — respondeu Roberta. — Ela quer propor uma troca de namorados.
- Ei, Roberta, assim você me quebra — brincou Chay. — Como quer que eu fique sem as quintas no porão?
- Chay! — o repreendi, dando um tapinha em seu braço. Que pervertido.
- Chay, poderia vir aqui? — chamou Tomás da escada e o irmão foi ver o que era.
Eu, Roberta e Diego ficamos conversando por alguns minutos, até Pedro chegar com a Lucy. Ela tinha esquizofrenia e já aprontara muito comigo, mas sinceramente, hoje eu aprendi a deixar isso de lado.
Quando Chay voltou, ele estava ao lado de Tomás. Com a mesma roupa. Aparentemente o mesmo cheiro, mesma posição do cabelo e mesmo sorriso brincalhão nos lábios. Ferrou.
- Isso vai ficar bom! — exclamou Pedro, alisando os cabelos negros de Lucy.
- Cadê a Carla? — perguntou Roberta.
Os dois meninos avançaram em mim e eu, pela primeira vez, não sabia qual era meu namorado. Droga. Eles estavam curtindo com minha cara. Um beijou meu rosto e o outro minha mão. Meu palpite é que o que beijou minha mão era o Chay. Mas ele podia ter pensado que eu pensaria nisso e ter vindo beijar meu rosto.
- QUE PALHAÇADA É ESSA, TOMÁS PENEDO CAMPOS SALES? — gritou Carla da escadaria. — EU QUERO QUE VOCÊ FIQUE A DOIS METROS DE DISTÂNCIA DA DONA SOPHIA ALBUQUERQUE. Obrigada, meu amor. Nada contra você, Soph.
O que havia beijado minha mão era o Tomás, que recuou como um bichinho medroso para longe de mim. A Carla tem moral com o namorado. Comecei a rir, mas depois me toquei no que o Chay havia feito. Ele estava com o irmão e ambos se misturaram, até que eu já havia me esquecido quem era quem.
- Tomás, vem aqui — mandou Carla, segurando o namorado pelo braço.
- Eu sou o Chay — esclareceu ele.
- E eu sou o Tomás! — retrucou o outro.
- Desculpe, Chay. Venha aqui, Tomás!
- Eu estava brincando, eu sou o Tomás — falou o que era pra ser Chay.
- Seus dois idiotas! — ela gritou, furiosa. Tpm.
- Ei, sem querer interromper essa brincadeirinha de família de vocês, temos que decidir uma coisa — falou Roberta. — Sobre a banda.
- Sobre os dançarinos, na verdade — falou Diego. — A Roberta agora deu uma de namorada ciumenta e disse que tem mais dançarinas que dançarinos. E sugere que trocamos as mulheres pelos homens.
- Apoio — falei. — Ou pelo menos aumente o uniforme delas nos ensaios.
- Pois é! — concordou Carla. — Vocês acham que não vejo os três olhando pras bundas delas?
- Pedro? — falou Lucy, confusa. Ela podia ter um ataque a qualquer momento.
- Sugerem que vocês fiquem olhando pros músculos dos meninos? — desdenhou Diego.
– Acho que as meninas estão certas — opinou Chay.
– Você não é da banda, Penedo – lembrou Tomás.
– Ele está querendo ajudar, Penedo! – rebati.
– Sophia, nem vem. Ele está sempre se metendo! – reclamou Pedro.
– Qual o problema de vocês? – reclamei. – Eu não passo mais um minuto aqui.
Então sai, com Chay vindo atrás de mim, bufando. Passei a mão em meus cabelos ruivos e sentei na cantina. Chay sentou-se de frente de mim.
– Eu tô cansado deles – ele confessou.
– Eles têm um pouco de razão – falei baixinho.
– O que?
– Digo, mesmo que suas intenções sejam as melhores e que você esteja certo... Acho que deveríamos resolver isso entre nós.
– Eu tô cansado também, de a banda sempre estar entre a gente.
– É isso? – perguntei. – Ciúmes agora de uma banda?
– Não é ciúmes, e só...
– Frescura. Francamente, Chay.
– Frescura?
– É. Não é a primeira vez que brigamos sobre isso.
– Olha quem fala de frescura – ele desdenhou. – Sophia, não seja hipócrita.
– Quer saber? Eu quero um tempo.
– Um tempo pra...?
– Pra me ver livre de você! Não dá mais.
– Ok.
– Ok – respondi e o deixei sozinho. Quando saí do cômodo, não olhei pra trás.
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