Dαяk αиgєl

4 Cαρiŧułø 4


Notas iniciais
Mais um cap espero que gostem... Reviews?

As aulas acabaram passando mais rápido do que eu imagiava, cheguei antes de servirem o almoço, assisti apenas uma aula e me dirigi ao refeitório, lá vi Cath sentada sozinha numa mesa com o olhar cabisbaixo.

– Oi, tudo bem? — eu disse atraindo a sua atenção e percebendo que ela realmente aparentava estar triste.

– Tudo senta aqui. — disse ela forçando um sorriso, e já que eu estava acostumada com seus sorrisos sabia que aquele não era verdadeiro.

– O que foi? Aconteceu alguma coisa?

– Não é nada demais.

– Qualquer coisa que te deixe trsite é algo demais. — ela soltou uma risada fraca e eu percebi seus olhos se enchegerem de lágrimas.

–É que eu briguei com o Nick ontem anoite e nós terminamos. — disse ela já deixando muitas lágrimas cobrirem o seu rosto.

– Eu sinto muito. — eu disse a abraçando. — O que aconteceu? Vocês estavam bem ontem.

– Eu estava na casa dele onte, pra gente namorar sabe...

– Sem detalhes por favor. — eu disse soltando uma leve risada que fez ela dar um sorriso de canto.

– Então, ele saiu para ir ao banheiro e eu fui dar uma olhada no quarto...

– Você remexeu as coisas dele? — disse eu interrompendo.

– Não, me deixa terminar... Então em cima de uma parteleira alta havia alguns livros.

– E daí? — até agora a história não parecia nada demais.

– Peguei um deles e vi sobre o que eram... Demônios.

– O quê?

– É isso mesmo, ele tem algum tipo de fixação com isso... Enfim, eu peguei um dos livros, e foi quando ele chegou.

– Ele não gostou nada, não é?

– É... Eu perguntei se ele gostava daquilo, e ele foi super grosso dizendo que eu não devia mexer nas coisas dele.

– Meio exagerado, mas não acho que seja um motivo para terminar.

– É aí que vem a parte mais estranha...

– Como assim?

– Os livros dele não eram sobre contos invetados, era como se fosse um tipo de... — ela soltou um longo suspiro o que me fez arrepiar.

– Sobre o quê?

– De pesquisa, eram livros estranhos com capas sinistras...

– Nunca achei que ele fosse do tipo que acreditava nessas coisas.

– Nem eu, mas ele simplismente me mandou sair como se eu fosse algum tipo de cachorro, foi agressivo, ficava repitindo "Saí... Saí" foi quando eu disse que se eu cruzasse pela porta ele nunca mais precisaria me olhar na cara de novo.

– E foi quando você saiu.

– Foi.

– Eu sinto muito mesmo, mas se ele é estranho assim, o melhor pra você é ficar longe dele. — eu disse afardo seu braço

– Tem razão... Acho que estou chorando porque ainda não acredito no que aconteceu.

– Vamos lá, levanta essa cabeça e mostra pra ele o quanto você esta bem. — eu disse a puxando pelo braço e a fazendo levantar.

Assim nós duas fomos andando de braços dados até o pátio...

– Você viu o Gi? — eu disse tão de repente que surpreendi até a mim mesma.

– Na verdade não, porque o interresse? — disse a loira com um sorriso sugestivo.

– Não tem interrese algum, é que me lembrei do almoço de ontem foi só isso. — Mas, não era só isso, nem eu mesma sabia porque ele havia surgido na minha mente.

– Sei... — respondeu ela ainda sorrindo.

Depois disso as aulas passaram mais que depressa quando vi já estava passando pela porta de casa.

– Mãe? — chamei assim que percebi que ela não estava nem na sala nem na cozinha.

E por incrível que pareça ela estava novamente no banheiro vomitando.

– Caramba o que tem de errado com você? Tem mesmo que ir ao médico. — eu disse empurrando a porta e vendo seu rosto já avermelhado de tanto esforço que fazia, e ao olhar pro seu rosto também vi a sua palidez e quão ela não aparentava estar saudavél.

– Eu não bebi hoje. — ela disse com a voz falha, pouco antes de desmaiar.

– MÃE! — eu gritei me jogando no chão do banheiro de joelhoelhando e colocando sua cabeça em meu colo, e não pensei duas vezes, saquei o celular do bolso e liguei para o Charlie, que foi a primeira pessoa que surgiu em minha cabeça que poderia nos ajudar.

– Alô? – disse em um tom de desconfiança do outro lado da linha, provavelmente ainda não havia gravado o meu número no celular, o que é bem provavel já que ele vivia reclamando que não sabia mexer com essas "besteiras tecnologicas".

– Charlie?

Sara? — pude sentir um pouco de animação em sua voz. - Tudo bem?

– Não, não esta nada bem. — eu disse já quase chorando em desespero.

– O que foi, o que aconteceu?– e agora a sua voz parecia igualmente assustada e desesperada.

– É minha mãe, ela anda vomitando desde ontem, e agora desmaiou... Ela esta aqui nos meus braços, eu não sei o que fazer. — eu disse já deixando as lágrimas correrem pelo meu rosto, eu não me dava bem com a minha mãe, mas não surportaria perdê-la também.

Fica calma, já estou enviando uma ambulancia e indo pra aí. — disse ele firme no outro lado da linha. — Certifiquesse que ela esta respirando e matenha a cabeça dela de lado para caso ela volte a vomitar não se afogue.

– Esta bem. — eu disse em resposta antes de desligar o telefone.

Depois disso os minutos se tornaram horas, o tempo parecia não andar, eu segui as instruções do Charlie, mas mesmo assim sentia o meu coração na boca de procupação, depois de cerca de trinta minutos uma ambulância e junto com ela o Charlie chegaram a minha casa, colocaram a minha mãe dentro dela e eu fui junto.

Chegamos no hospital e ela foi logo atentida por um médico jovem, alto e muito bonito que estava de plantão, não que eu estivesse reparando na incrível beleza dele enquanto minha mãe quase morria. Eles foram para uma sala e eu e Charlie ficamos sentados na recepção em silêncio esperando alguma informação, depois de longos minutos, o doutor retornou com o diagnóstico.

– Você é Parente da Senhora. Sidle? — disse o bonitão, quero dizer médico, para mim.

– Sim, sou eu. — eu disse me levantando e o acompanhando a uma sala juntamente com Charlie que argumentou que por eu ser menor era plausivél ele ir comigo.

Chegando lá, no consultório do doutor, nos sentamos em uma cadeira de um lado da mesa, enquanto naturalmente ele se sentou no outro lado, ele estava com um exame em mãos, e parecia estar muito sério.

– E então doutor, o quê minha mãe tem? — eu disse finalmente, esta aflita e não estava mais para enrolação.

– A sua mãe esta grávida. — e depois dessas palavras eu fiquei sem chão.

– Como? — disse Charlie igualmente incrédulo.

– É isso mesmo, assim que ela deu entrada eu suspeitei pelos sintomas que apresentava, fiz uma ultrasonografia e tenho certeza, ela esta grávida.

– Mas, e o desmaio? — continuava Charlie um pouco mais aflito do que eu, o que me causou estranhesa.

– Devido a má alimentação e ao alto ingerimento de bebiba alcólica, mas seguindo uma dieta e evitando a bebida ela vai ficar bem. E mais uma coisa, ela vai passar a noite em observação, mas é só uma precausão. — disse o médico com a maior calma do mundo.

De repente, uma enfermeira adentrou a sala aflita.

– DOUTOR VENHA RÁPIDO É UMA EMERGÊNCIA. — disse ela completamente assustada.

– Desculpem tenho que ir, parebéns pelo bebê. -disse ele antes de se levantar e seguir pela porta.

Antes de sair eu pude ouvir ele argumentando com a moça atrás da porta "Essa não é a minha especialidade, eu não trato de emêrgencias, você sabe" disse ele um poucoalterado "Eu sei doutor, mais alguns dos medicos faltaram e sei que o senhor vai querer ver isso" disse a mulher, e logo depois disso sumiram corredor afora.

Foi quando percebi a cara de pasmo que Charlie ainda apresentava.

– Você esta bem? — eu disse tocando seu ombro.

– Sim. — ele disse se assustando. — Eu tenho que voltar a delegacia, mas qualquer coisa me liga, quando tiverem que ir embora amanhã, tchau! — disse ele saindo praticamente correndo do consultório.

E lá estava eu, sozinha em um consultório e com a noticia bombastica que minha mãe alcolatra estava grávida, a reação do Charlie foi estranha, mas teria que me preocupar com isso outra hora, agora as coisas pareciam que só iam piorar.

Saí do consultório, e foi quando vi um rapaz completamente machucado passando em cima de uma maca, foi quando me dei conta.

– HODGES?

Notas finais
Desculpem os erros... Beijos