Dαяk αиgєl

5 Cαρiŧułø 5


Notas iniciais
Uau estou postando rápido né? Pretendo continuar assim... Mereço uma recompensa... kkk... Essa cap ficou bem legal, especialmente o finalzinho que vem com uma grande surpresa que vai balançar a estória, agradeço quem acessa, marca nos acompanhamentos, e favoritou, só de saber que tem alguém lendo me faz muito feliz... Chega de drama, esta aí o cap, façam bom proveito.

Ele passou rápido, mas eu tinha certeza, era ELE. Meu coração acelerou, não sei se de felicidade ou de susto, mas provavélmente de susto, pois realmente acreditava que ele estava morto pelo que Greg me disse...

– Greg! — eu pensei alto, pela forma que ele me disse ele também acreditava que seu amigo estará morto, então talvez eu pudesse lhe dar uma boa noticia.

Mas e se Hodges morresse com os ferimentos? E se eu o alegrasse e depois partisse seu coração.

– Sara. — uma voz familiar me chamou, e foi então que percebi que estava a minutos parada como uma estaca na porta do consultório com uma cara de tonta.

– Gil?

– Fiquei sabendo que uma ambulância foi até a sua casa, e resolvi vir saber se você estava bem. — disse ele notando minha cara de assustada, mas era mais de surpresa não o esperava ali, apesar de tudo eu não sentia medo dele, bem ao contrário.

– É verdade, mas foi com a minha mãe, ela já esta bem agora! — eu disse sorrindo.

Pensei em dizer que ela estava grávida, mas por favor eu nem conhecia ele direito. Foi quando meu celular tocou, o que foi até bom já que um silêncio contrangedor se formava entre nós.

– Alô?

– Alô, amiga? — era Cath, mas que surpresa. Quem mais me ligaria.

– Oi amiga, o que foi?

– Fiquei sabendo que uma ambulância foi a sua casa, esta tudo bem?

– É a minha mãe, mas já esta tudo bem agora.

O que ela tinha você sabe?

– Desculpe amiga mas tenho que ir agora, nos falamos mais tarde. — eu disse desligando, pois vi como Gil me encarava desconfortavél. — Não precisava se incomodar.

– Fiquei preocupado, sabe por causa do que tem acontecido, mas já vou indo.

– Espera eu... — tentei dizer algo, mas ele já tinha virado corredor a fora, e mais uma vez tinha sido grosso.

Não sabia se estava feliz em vê-lo ou achava tal fato estranho, ele veio até o hospital só pra me ver? E sem perceber um sorriso se formou em meus lábios.

– Moça? — uma enfermeira me cutucou, pois eu continuava parada como uma estaca no corredor.

– Desculpe, já vou indo. — eu disse sem graça.

Eu tinha que parar de me perder nos meus pensamentos... Mas, enfim minha mãe estava provavelmente dormindo, e eu sem nada pra fazer... Greg estava no hospital talvez se eu me escondesse conseguisse entrar em seu quarto.

Foi o que fiz, fui andando pelos corredores e os médicos e enfermeiras pareciam tão ocupados que nem me notaram passando, e foi quando subi as escadas e cheguei ao andar onde Greg estava, era um quarto particular, pois os pais de Greg eram um dos mais ricos da cidade, e por isso lá estava bem mais calmo.

– Mocinha, o que faz aqui? — disse outra enfermeira vindo em minha direção com um sorriso desconfiado.

– Estou procurando meus brincos, perdi quando vim visitar um amigo mais cedo.

– O horário de visitas terminou a três horas, deve ser um brinco muito importante. — ela disse em um tom desconfiado.

– Você não me deixou terminar, eu estou aqui agora com a minha mãe, ela passou mal e eu aproveitei que agora ela esta dormindo e vim procurar o brinco, sabe pra aproveitar. — meia verdade, era tudo que eu podia dizer.

– Sei, quem atorizou a sua subida?

– Uma enfermeira, eu disse a ela que seria rápida. — eu disse deixando formar o sorriso mais falso que já dei em minha vida, mas parece que ela acreditou.

– Seja rápida, e se alguem perguntar, eu não vi você — disse ela sorrindo e logo em seguida dando costas.

E assim eu segui meu caminho, por sorte não tinha mais ninguem para me abordar, cheguei e o quarto estava a meia luz, pois a janela estava aberta e tinha um poste bem ao lado da janela, decidi que para não chamar mais atenção iria deixar o quarto assim mesmo.

– Greg. — eu disse pondo minha mão em seu ombro, o que lhe causou grande susto ao acordar.

– O QUÊ? — ele disse gritando e eu tapei sua boca o que só acelerou ainda mais o seu coração no medidor cardiaco.

– Não grita, calma! — eu disse perigosamente próxima, ele me olhou e logo um clima estranho surgiu.

– Sara... — ele quase sussurrou ao tirar a minha mão de sua boca.

– Desculpa... — eu disse praticamente saltando para trás.

– O que faz aqui? — disse ele olhando para os lados.

– Eu vim te ver, e acabei involuntáriamente sendo obrigada a vir aqui.

– Como assim?

– Vim com minha mãe, ela passou mal. — vi a expressão dele mudar para preocupada. Mas não se preocupe ela já esta bem.

– Que bom, eu estava bem até você me assustar! — ele disse sorrindo e eu sorri de volta.

– Desculpa, mas eu tenho uma grande noticia pra você.

– Sério, o que é? Não me diga que voltou a floresta? — ele disse um pouco raivoso.

– O quê? Não... — eu disse balançando a cabeça. — Cala a boca e escuta, eu estava saindo do consultório do doutor que atendeu a minha mãe e vi. — fiz um suspense, mas deixei um sorriso gigante no rosto. — HODGES.

– O quê? — ele estava quase estático, realmente parecia não acreditar.

– É isso mesmo, eu o vi poucas vezes, e ele realmente estava machucado, mas era ele... Era ele Greg. — eu estava animada, mas estranhamente ele não.

Ficou só calado, ainda com a mesma expressão que se formou em sua face quando lhe contei.

– Não esta feliz? — eu disse por fim colocando a mão em seu rosto, para checar se estava bem.

– Não é isso. — ele disse tirando a minha mão de sua face.

– Quer me contar agora o que viu na floresta?

– Eu... Quero. — disse ele com receio.

Foi quando alguem abriu a porta.

– Sara? — disse a senhora Sanders entrando pela porta com um olhar surpreso.

– Oi... — disse me levatando prontamente.

– O que faz aqui? — ela estava mais grossa do que usualmente.

– Minha mãe vai passar a noite em observação, então eu vim ver o Greg...

– Ele precisa descansar! — ela estava séria, e um tanto grosseira de fato.

– Esta bem, bom descanso. — eu disse saindo do quarto e indo em direção ao da minha mãe sem dizer mais nenhuma palavra.

Fui até o quarto e passei a noite sentada em uma cadeira desconfortavél indagando tudo o que tinha acontecido, por que Charlie agiu daquele jeito? Porque Gil estava na floresta e agora no hospital? Será que ele estava me seguindo?

A noite passou mais rápido do que eu imaginaria, logo os raios de sol iluminavam aquele pequeno quarto. Minha mãe acordou, e nós não trocamos nem uma palavra, pensei em ligar para Charlie, mas já estava suspeitando de algo que não queria ter certeza. Acabei por ligar para Cath que veio prontamente nos buscar, era muito cedo ainda cerca de seis da manhã, então não a atrapalhariamos de ir a escola.

Quando chegamos em casa minha mãe foi se deitar e insistiu que eu fosse a escola, disse que eu devia estar cansada, mas já havia perdido muitas aulas, eu concordei, mas pedi a ajuda da vizinha para dar uma olhada nela quando necessário, Cath havia vindo com o seu próprio carro, ao contrário de mim ela tinha um, e antes de partirmos minha mãe me chamou para o que ela chamou de "rápida conversa particular", Cath desceu para o carro e eu me sentei na ponta da cama.

– O que foi? — eu disse enquanto encarava os meus próprios pés.

– Olhe para mim querida...

– O que foi? — repeti a pergunta de forma mais rude, mas desta vez a olhando nos olhos.

– Eu sinto muito por trazer tantos problemas para a sua vida. — vi seus olhos se encherem de lágrimas e ela soltar um longo suspiro para conseguir continuar falando. — Eu quero te dar um presente.

– Um presente? — disse arqueando uma sombraselha.

– Sim, nós temos a pensão do seu pai, por ele ser um sargento reformado... — Porque ela estava me dizendo o que eu já sabia.

– Eu sei, e?

– Quero te dar o meu carro.

– O quê? — exclamei surpresa.

– Eu não vou precisar dele, porque como eu disse já temos uma renda e eu não vou precisar trabalhar... E eu quero me manter longe de qualquer bebida, então você vai pegar ele, vai esconder a chave, e ele vai ser só seu.

– Sério?

– Muito sério.

Eu simplismente pulei nela e lhe dei um abraço, não sabia se era só por empolgação e agradecimento, mas fiquei super feliz por fazê-lo, quando nos soltamos ela estava surpresa e ainda emocionada.

– Obrigada. — disse eu sorrindo.

– De nada. — disse ela retribuindo o gesto. — Agora vá para a escola antes que se atrase.

– Esta bem, tchau! — disse eu depositando um beijo em sua bochecha e saindo.

Eu tinha um carro, estava mais que radiante, peguei as chaves dele e contei tudo a Cath que ficou muito feliz por mim.

– Vamos no meu carro! — disse ela manhosa.

– Sinto muito, acabei de ganhar o meu, faço questão de ir nele imediatamente.

– Esta bem, nos vemos no estacionamento. — disse ela correndo para dentro de seu carro, e eu logo fui para o meu.

Chegamos a escola rapidamente, e eu estava muito feliz, enquanto andava de braços dados com Cath pela escola vi uma coisa que me deixou chocada, paralisada seria a palavra.

Gil estava de mãos dadas com uma garota de longos cabelos loiros, era linda... Senti algo estranho me consumir por dentro.

– Esta tudo bem? — disse Cath já observando qual era o meu problema.

– Ele foi no hospital ontem, disse que estava preocupado comigo.

– Você beijou ele!? — disse ela mais como uma certeza do que pergunta.

– O quê? Não.

– Então deve ser por isso que ele esta com outra agora... — e aquelas palavras machucaram bem mais do que eu gostaria.

Será que eu o havia afastado? Será que ele gostava de mim, mas eu não lhe dei uma chance?

Não importava agora, ele estava com as mãos em volta da cintura dela, enquanto depositava um beijo em seus lábios, ela com os braços em volta de seu pescoço, parecia que não havia ninguem ao lado, pareciam apaixonados... E o pior, eles do nada vieram andando em minha direção.

Notas finais
É isso aí, as postagens não vão demorar, vou me esforçar ao máximo (O próximo já esta na metade, tudo por vocês) Espero que tenham gostado, e guardem bem esse nome. Até o próximo... Beijos! o