Dê Adeus.
1 Epílogo
Notas iniciais
Era uma manhã de agosto , não uma manhã qualquer, mas sim a manhã do meu aniversário . Eu estava deitada numa cama de casal recheada de almofadas e mantas na cor azul pastel e amarelo , as cores favoritas da Laura. Em volta, as paredes do quarto eram pintadas de branco, havia moveis simples, e por todo lado havia varais de fotos, a qual sempre eu estava estampada, abraçando uma menina de olhos azuis , algumas fotos nós estavamos carecas e em outras com caixinhos sobre os ombros, todas elas exbossavam sorrisos , havia também porta-retratos com luzes piscantes com fotos dos pais da Laura e sua irmã gêmea, mas sempre comigo em algum lugar da foto, seja inclusa,ou a tirando.
Virei de lado e vi a Laura , sua cabeça afundava em almofadas e em cima dela tinha um cobertor, seus olhos estavam meio azulados e fechados, achei estranho pois ela sempre acordava mais cedo que sua melhor amiga, , que no caso era eu. Eu fui para mais perto dela e a toquei , a fim de acorda-la , foi quando senti sua pele fria, passei os dedos pelo contorno das suas feições , até chegar no seu nariz da onde não saía nenhum sinal de ar e de respiração.
Foi quando senti meu coração parar por um segundo , e tomar um vazio pelo corpo , me senti completamente sem orgãos , vamos dizer , meu corpo tombou para cima dela, e comecei a berrar e gritar qualquer palavrão ou coisa que viesse a cabeça, lagrimas cairám sobre seu rosto já meio sem cor.
Os país da Laura apareceram na porta de seu quarto e no momento que me viram ali, aos prantos, paralizaram e eu pude ver o vazio em seus olhos, foi quando Clara , irmã gêmea de Laura ,atravessou a porta dessesperada e se jogou sobre a cama, onde eu e ela choravamos aos prantos, os joelhos de Clarisse , mãe delas ,tombaram no chão fazendo um barulho como se tivessem quebrado ao meio, e ela chorava. O pai estava apoiado no vão da porta , observando tudo com seus olhos inchados , da onde saíam lagrimas e ele tremia muito.
Esse foi o dia que não apenas uma pessoa morreu, que não apenas a Laura morreu naquela cama , mas sim que eu e ela havíamos morrido porque nunca mais eu seria a mesma com tempos, ventos e ninguém.
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