Dylan Taylor: No Meio das Trevas
1 Prefácio
Sempre fui um grande apreciador de histórias fantásticas. Levam-me para mundos diferentes, onde aprecio paisagens de cortar a respiração e convivo com seres mitológicos e artes sobrenaturais. É nestes mundos que me refugio quando preciso de fugir um pouco do mundo real. E dependendo da perspetiva, há momentos em que não sei qual é o mundo real, ou qual dos mundos realmente existe. Na teoria religiosa, o nosso mundo e a vida como a conhecemos foi imaginada e criada por um ser sobrenatural a que chamamos "Deus". Mas os mundos de fantasia e mitologia que lemos nos livros não foram criados por alguém? Alguém que imaginou todos os pormenores desse mundo, a sua geografia e os seus habitantes? Então esses mundos têm tudo para ser reais. A nossa mente é poderosa e só ela pode erguer novos mundos.
Quem disse que Hogwarts não existe? Ou a Terra Média? Como disse John Green, autor de romances adolescentes: "Harry Potter não é real? Talvez Harry Potter seja real e tu não." Está tudo na nossa imaginação e só nós temos o poder para viver várias vidas. Sabes porquê? Porque um leitor ou um escritor não lê e escreve para se refugiar desta vida, mas sim o porque o seu desejo de viver é tanto que vive várias vidas, em mundo distantes, onde o real e o imaginário se tocam.
Já alguma vez pensaste em viajar no tempo? Ou no espaço? Achas uma ideia interessante? Decerto já o fizeste várias vezes... porque quando lês e imerges profundamente na história que estás a viver, já ultrapassaste a barreira do tempo e do espaço. Viajas para tempos distantes e para locais maravilhosos e peculiares. E é tudo real, porque tudo é relativo, como diria Albert Einstein.
"Claro que está a acontecer na tua mente, Harry. Mas por que razão há-de isso significar que não é real?" — Albus Dumbledore
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