Dylan Taylor: No Meio das Trevas
4 Green. Alexander Green
Assim que Dylan abriu a porta deparou-se com a mãe, sentada na mesa da cozinha. Estava com um péssimo aspeto, derivado da sua gripe.
— Preciso que me vás comprar algumas folhas de chá — pediu a mãe.
— Aqui tens — disse o rapaz, calmamente, antes de as colocar em cima da mesa.
— Que prestável! — agradeceu Emily, encantada — Como estava Miss Parker?
— Bem, acho eu — respondeu Dylan, um pouca desinteressado com a conversa. Queria voltar para o seu quarto — amanhã vou a casa de Mr. Green. Sabes quem é?
— Sei sim, mas não o conheço muito bem — afirmou Mrs. Taylor, preocupada — tens que ter cuidado quando vais a casa de pessoas que não conheces. Às vezes podem ter más intenções.
Então o jovem Taylor respondeu, sorrindo:
— Não te preocupes, Mr. Green não me parece esse tipo de pessoa.
E seguiu para o seu quarto, terminando a breve conversa.
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Dylan levantou-se cedo, como sempre, vestiu uma roupa confortável e saiu de casa. Iria dar um passeio à floresta. Não tardaria a que as suas férias de verão chegassem a meio, e ele precisava de espairecer.
Adorava a floresta, pensando na quantidade de segredos que se mantinham ali escondidos, ocultos das pessoas.
As árvores eram concentradas e altas, extendendo-se por um largo terreno. O jovem Taylor não gostava de se adentrar muito, então encostou-se a um grande carvalho, e descansou à sombra da sua grande copa.
Enquanto fitava o céu azul, um coelho castanho selvagem aproximou-se e encostou-se a ele, esticando-se ao comprido. Outra coisa bastante invulgar. Mas que, desde que se lembra, sempre lhe aconteceu. Dylan sempre teve jeito com animais, como se estes se sentissem controlados por ele, ou algo semelhante.
Distraído, assustou-se com uma sombra que lhe tapou a luz do sol. Era Alexander Green.
— Tive um pressentimento de que te encontraria aqui, rapaz — saudou.
— Bom dia, Mr. Green.
— Já tomei o pequeno-almoço — afirmou, com as duas mãos na barriga — queres vir comigo? Vou para casa, e então poderei mostra-te a minha biblioteca.
Dylan assentiu e levantou-se, deixando o coelho ali, à sombra do grande carvalho, como se ficasse à sua espera. Então, acompanhou Mr. Alexander à sua residência. Passaram pelo centro de comércio, atravessaram algumas estradas de terra e, finalmente, chegaram a uma zona menos habitada, onde se encontravam umas poucas habitações. O homem dirigiu-se a uma casa rasteira que se encontrava ao fundo da rua, coberta de heras e com um pequeno jardim bem arranjado.
Aqui está a minha humilde residência — disse Mr. Green, apontando para a casa, com um sorriso simpático.
O homem abriu o portão e deixou o rapaz entrar no seu jardim. Seguiu para a porta da e entrou.
— Entra e depois fecha a porta — pediu.
Só lá dentro é que o rapaz se deu conta do tamanho da casa. Era enorme. Rústica e com traços de estilo vitoriano. Grande parte era feita de pedra. Á entrada encontrava-se uma sala de estar, com duas poltronas vermelhas. Em frente, jazia uma grande lareira, que aquecia toda a casa durante os meses mais frios. Tinha também uma pequena cozinha, um quarto de hóspedes e o quarto de Mr. Green, que tinha um aspeto particularmente aconchegante. Antes de chegarem à biblioteca, Dylan viu também algumas plantações da sua horta e conheceu o seu gato, Monty.
Os terrenos pertencentes a Alexander Green estendiam-se muito para lá dos limites da casa. "Ainda tenho muito para conhecer", pensou o jovem rapaz.
— Segue-me Dylan, vou finalmente mostrar-te a minha grandiosa biblioteca — pediu o homem, amigavelmente.
Então o rapaz, que estava a fazer festinhas no gato, levantou-se e segui-o. Passaram por um corredor bem adornado, com paredes de mármore branco. No fundo, encontrava-se um portão, feito de ouro.
— Podes entrar. Bem-vindo à minha biblioteca pessoal! — disse, por fim.
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