Notas iniciais
oê õ/ tenham uma boa leitura, e é isso ai ^^!

–Ah não dá certo isso Bill, eu só me fodo nessa vida,se não fosse você e as garrafas do bar da esquina,já teria me jogado de uma ponte –concluiu Michelle dando um longo gole no vinho barato que compramos.
–Michelle, não é por causa de mim – disse pegando a garrafa que ela estendia em minha direção – Você se ama de mais para se matar e “nunca mais se ver”-falei parando em uma árvore na esquina da minha casa,enquanto ria das caretas que Michelle fazia ao imitar meu modo de falar – E outra, você diz essas coisas, mas todos nós precisamos de alguém,você sabe que isso é verdade, é só relaxar, e ficar sóbria para perceber quando a pessoa passar perto de você –conclui, levando a garrafa em direção a boca para finalmente beber um gole.

–Gracinha você viu – zombou ela tirando a garrafa da minha mão antes que eu bebesse e rindo tornou a beber– Vamos ver o que acontece se eu seguir o seu conselho, se a coisa der errada eu te processo e te obrigo a casar comigo. –disse me dando aqueles abraços estranhos de bêbados – É isso ai Bill, a gente se vê amanhã, a bebida no meio da aula é por minha conta okay?

–Fazer o que não é?! –falei retribuindo o abraço, depois disso, ela saiu acenando muitos “até logo” pulando no meio da calçada. Eu tinha um sincero medo e vontade de segui-la para ter certeza de que a maluca chegaria inteira em casa, mas também sabia que se eu demorasse mais a voltar pra minha os meus problemas com o Bailey só iriam aumentar.

Fui andando vagarosamente até minha casa, parei na porta de entrada, respirei fundo e entrei.

–Willian? Meu filho por que você demorou tanto – disse minha mãe vindo ao meu encontro, mas ela parou na metade do caminho
–Por que ele demorou? Eu te digo o porquê, esse merdinha vagabundo com certeza estava aprontando pra rua, é um garoto ruim... É um mau garoto... — falou Bailey, e a julgar pela voz e pelo fedor de álcool eu diria que mais uma gota ele entrava em coma – Olha pra esse moleque, parece uma garota com esse cabelo e essas roupas ridículas, eu te disse que deveríamos ter cortado aquela historia dele ficar ouvindo aquela musica do demônio, mas Deus está do meu lado e eu com certeza ainda posso dar um jeito em você.

Dito isso, ele veio pra cima de mim, não tive tempo de me esquivar. Ele me agarrou pelo cabelo e me deu um tapa forte que me fez perder o equilíbrio.
Me vendo no chão, ele se colocou em cima de mim e continuou a me bater. Isso acontecia com uma freqüência impressionante que não me assustava mais... E o fato de minha mãe ficar lá ao lado, parada me olhando com os olhos marejados sem fazer nada também não era surpresa...

Bailey parou por um instante para me olhar, acredito que ele estava tentando decidir se tinha que me bater mais ou se já podia me largar, então ele se levantou e me puxou junto pelo colarinho, eu sinceramente já estava farto disso, a cada golpe que eu recebia, eu não sentia dor, eu sentia raiva.

–Seu desgraçado do inferno, TÁ ESPERANDO O QUE ME MATA LOGO DE UMA VEZ! –gritei cuspindo em seu rosto.

–LAZARENTO! – berrou ele me dando um forte soco no estomago, me jogando contra a parede e rindo ao me ver cuspir uma poça de sangue – SEU VERME MISERAVEL, SE MORRER É O QUE VOCÊ QUER EU TE AJUDO!

–NÃO! –gritou minha mãe segurando um dos braços do Bailey e chorando... Então ela finalmente decidiu fazer alguma coisa é?! –Já chega Bailey, PARA COM ISSO AGORA, SE VOCÊ NÃO PARAR EU...

–VOCÊ O QUE?! –gritou ele jogando-a no sofá – VAI SAIR DAQUI?! E DEPOIS SUA VADIA, E DEPOIS?! O QUE É QUE VOCÊ VAI FAZER?! QUEM VAI TE FODER TODA A NOITE?! OU SUSTENTAR ESSES VAGABUNDOS QUE VOCÊ CHAMA DE FILHOS?! – bufou encarando-a – Se você gritar mais uma vez comigo sua vadia de merda eu acabo com você, ta me escutando?!

Minha mãe não respondeu nada, ficou lá no sofá encolhida gemendo baixinho até Bailey lhe dar um tapa.

–ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!

–Sim... Eu entendi... Agora por favor, por favor, pare com isso, já é o bastante por hoje... Deixe o garoto em paz... Por favor – respondeu cabisbaixa.

–A gente conversa depois moleque – resmungou o desgraçado saindo da sala.

Minha mãe saltou do sofá, se ajoelhou no chão ao meu lado e me abraçou – Ele te machucou demais dessa vez não foi filho.

Nesse momento um sentimento de raiva cresceu descontroladamente dentro de mim, como essa mulher conseguia me tocar depois disso?... –Me larga...

–O que disse queri...
–Sharon... Me solta... Agora... Não fale comigo, não coloque a mão em mim,esquece que um dia me chamou de filho e me deixa em paz.

–Filho, eu...

–Já disse pra não me chamar assim! –gritei saindo de seu abraço- Por que não vai atrás do Bailey, ele deve estar louco pra traçar alguma coisa, é melhor você ir antes que ele tenha a brilhante idéia de visitar a Amy – falei levantando com um pouco de dificuldade, eu sabia que hoje ia ficar tudo bem, que a dor de verdade iria aparecer só no dia seguinte, e andei o mais rápido que pude até o meu quarto.

Por quê?...Eu sinceramente não consigo entender por quê?!!

Caralho o que foi que eu fiz de tão errado pra passar por isso toda vez que volto pra casa.

Me joguei na cama,arrancando os tênis com os pés e os chutando para algum canto.

Fiquei assim jogado por um bom tempo, questionando qual era a finalidade disso tudo, por qual motivo eu estava passando por aquilo, por que diabos eu nasci pra apanhar?!

–Willian você é um grande merda... –disse pra mim mesmo, me levantando e abrindo uma mala – Seu desgraçado, você terá de arrumar outro pra espancar, por que eu não estarei mais aqui quando você acordar – conclui abrindo o guarda roupas e jogando na mala todas as peças que minha mão conseguia tocar.

–BILL ME AJUDA – gritou alguém batendo freneticamente na porta do meu quarto, era a voz da Amy- Bill ele ta vindo abre a porta, por favor.

Quando abri a porta, ela correu e me abraçou tremendo e chorando.

–Ele queria fazer de novo, ele me... Ele queria que... Não deixa Bill não deixa ele me pegar, me ajuda Bill só você pode! Me ajuda...

Nem tive tempo de responder e o desgraçado do Bailey apareceu na porta do meu quarto.

–Oh doce Amy, quer dizer que eu não sou o suficiente, você deseja o vagabundo do seu irmão também é isso? Pois bem – falou fechando a porta – Vamos nos divertir a três esta noite.

Amy me apertou mais em seu abraço (caralho como doía) e começou a gemer freneticamente

–N-não de-eixa Bill, m-e ajuda...

–Vamos lá garoto, pode ser a sua única chance de fazer isso e...

Mas ele não terminou de falar, simplesmente começou a tremer, perdeu o controle das pernas caiu e começou a se contorcer no chão

–Bill o que é isso?! O que ta acontecendo?!

–Nada de mais, é só o que acontece quando se passa do limite com o álcool –respondi me sentindo extremamente bem ao ver o Bailey naquela situação – DESGRAÇADO -berrei chutando a costela dele- POR – QUE — NÃO – LEVANTA – E – ME – ENSINA – UMA – LIÇÃO – AGORA?! SEU – VAGABUNDO –DE – MERDA! – eu estava intercalando cada palavra com um chute, aquela era a melhor sensação que eu já sentira na minha vida – Eu sinceramente sinto por não ficar aqui e ver você se debater até morrer, mas acontece que eu tenho que ir.

–Pra onde você vai?! O que eu faço com ele?!

–Pra onde não sei, mas aqui eu não fico mais, e quanto a esse desgraçado... Você decide – disse fechando a mala e saindo do quarto, enquanto Amy gritava pra Sharon descer e ajudar aquele cretino.

Quando sai de casa, parei um minuto para olhar pra traz, o que quer que seja que aconteça comigo com certeza será melhor do que ficar aqui... Acho que sentirei falta de Amy e Stuart... E também acho que a Michelle terá que beber toda a garrafa que levará amanha.
–Dane se tudo vamos ver o que eu faço daqui pra frente – me virei para recomeçar a andar quando Amy me puxou pelo braço.

–Bill o que você ta fazendo?!

–Indo embora ué... Acha mesmo que eu vou continuar ali?

–Me leva com você... Bill por favor... Me leva com você!.

–Amy... Eu não tenho pra onde ir, não sei o que vai acontecer comigo a partir de agora, não tenho garantia nem se vou ter onde comer e...

–ME LEVA COM VOCÊ! – cortou ela me olhando fundo nos olhos.

Que droga Amy... Por que você tinha que ter esses olhos... Olhos que fazem qualquer pessoa concordar com tudo se encará-los por muito tempo

–Te dou cinco minutos pra pegar suas coisas lá dentro e voltar, mas só...

–Não precisa –disse ela abrindo um lindo sorriso e me mostrando a mochila em suas costas- Eu sempre soube que um dia você ia acabar fazendo isso, então já me preparei para ir junto com você!

Guria esperta do caralho

Notas finais
é isso, por favor deeixe um review,aponte tudo que você não gostou, e se gostou de alguma coisinha diga tambem.
Reviews evitam morte subta sabiam?!