Dust N Bones
2 Dura realidade
Notas iniciais
Espero não desapontar ninguem com o decorrer da historia, por favor continuem comentando, e me avisem se não gostarem de algo :D
boa leitura õ/
–Hm... Axl querido não quer passar no meu quarto pra conversarmos depois e... Hey não vai me responder?!... Moleque idiota! –berrou Mary, uma das prostituas da casa quando eu passei por ela ignorando o que quer que ela tivesse pra me dizer.
Subi as escadas, desviando dos “clientes” que estavam se divertindo no corredor com o resto das prostitutas. Eu mencionei que agora to morando num prostíbulo?!
Parei na frente do quarto 015 e abri a porta
–Bill! Você chegou mais cedo! –Comemorou Amy me abraçando, quando ela se afastou parei para analisá-la.
–Por que você insiste em me chamar de Bill? Amy o que diabos você está vestindo?!-perguntei espantado tentando manter os olhos no chapeuzinho branco com uma cruz vermelha que estava em sua cabeça.
–Bom, por que esse ainda é seu nome ué, e quanto a roupa... Bem eu acabei pegando um serviço pra agora, e o cara pediu uma enfermeira, então... – um short branco, acompanhado de uma camisa social desabotoada e da falta de um sutiã, fariam de Amy a enfermeira que mata seus pacientes de ataque cardíaco. Eu que era irmão tava fazendo força pra manter os olhos no chapeuzinho!
–Er... Bill, o aluguel daqui acabou aumentando, de novo, então eu decidi pegar um trabalho a noite também, por isso – ela se virou e começou a fuçar em uma gaveta – pega isso, sai à noite e... Não volta muito cedo, não tenho certeza de até que horas vou estar... -Não pude conter o impulso... O tapa que dei na mão que me estendia o dinheiro foi tão automático quanto a raiva que se apoderou de mim.
–CARALHO AMY QUE MERDA VOCÊ TÁ PENSANDO?! – gritei olhando para a expressão de dor e medo que passou a brilhar na face dela – Eu não tirei a coleira que o Bailey tinha posto em você pra você transar por dinheiro com qualquer cara que pague bem! Eu não entendo Amy, me explica o que você tem na cabeça, faz um ano desde que saímos daquela casa, eu não consigo parar na porra de um emprego por mais de um mês!
–Quer dizer que...
–É me mandaram pra rua de novo, por culpa do seu irmão inútil aqui passamos maus bocados no começo, você viu uma alternativa se vendendo pra ter um lugar pra morar na porra de um puteiro! Você parece não entender o tamanho da merda em que estamos vivendo, e fica ai sorrindo, me dando dinheiro para que eu saia a noite pra algum cara vir te foder, pra você ganhar mais dinheiro e poder sustentar o porra do teu irmão inútil! – eu sinceramente não estava agüentando,aquelas palavras pareciam queimar em minha garganta, a raiva que antes saiu até pelos poros do meu corpo, parecia ter diminuído depois disso tudo.
Olhei pra Amy, ela não falou mais nada, só ficou lá encostada na parede massageando a mão cuja pele que sempre fora branca, assumira um tom de vermelho no lugar onde eu bati. Caralho... O que foi que eu acabei de fazer?! Eu realmente levantei a mão pra Amy?...
–Que merda eu fiz... Amy eu...
–Olha só... A culpa não é sua se as coisas saíram diferentes do que você estava planejando, e não é em mim que você tem que descontar a sua frustração, você ainda é a mesma criança que grita quando as coisas saem diferentes do que você quer e... -Amy parou de falar pra ir até a porta e ver quem estava batendo do outro lado.
Quando ela abriu, o velho que era o dono do lugar, disse que o cliente dela já tinha chegado e estava a esperando, ao fazer isso ele saiu do quarto.
–Bill, o dinheiro ainda é seu se você quiser – dito isso ela saiu pela porta e me deixou no quarto.
O puto do Bailey tinha razão, eu sou a porra de um inútil que não serve nem pra ajudar a irmã.
–Merda... –Era tudo que eu conseguia dizer a respeito da rapidez com que esvaziava a garrafa de vodka que acabei comprando com o dinheiro que peguei do chão. É eu peguei o dinheiro, sou a porra de um humano, me deixa ta?!
Eu estava andando numa parte distante do centro de Los Angeles, por isso o movimento de pessoas era menor, então o aglomerado de garotos do tipo problema na esquina da praça onde eu estava perambulando me fez ir mais perto para ver o que era.
–Seu merda, onde é que ta o dinheiro! –gritava um grandalhão segurando um magrelo pelo colarinho, não sei se o garoto estava pálido de medo ou se era branquelo mesmo.
–Já disse, eu dei o dinheiro pro cara e ele falou que ia comprar as coisas, mas sumiu depois disso, eu não roubei o dinheiro, eu...
–Se você não me disser onde é que ta o dinheiro ou quem pegou a coisa vai ficar complicada pro seu lado Jeffrey.
Me encostei em uma árvore próxima a eles, só pra ver no que a historia ia dar,quando uma mão puxou o meu braço,se não fosse a arvore eu provavelmente teria caído, acho que beber quase toda a garrafa sozinho não fora a melhor das minhas idéias.
–Hey, me diz o que ta acontecendo ali na frente – era um garoto, aparentava ter pouco mais de quinze anos, alto, magrelo, e com o cabelo cobrindo praticamente todo o rosto – Anda cara, me diz o que ta acontecendo lá na frente!
–Tem um monte de grandões lá na frente, estão segurando um branquelo pelo colarinho, provavelmente vão lhe dar uma boa surra... –respondi sem entusiasmo ainda pensando qual era a daquele estranho me perguntando isso.
–Porra Jeffrey... -sussurrou o maluco, era um cara diferente, vestindo um jeans mais surrado que o meu, um all star velho, uma camiseta dos Stones, segurando uma garrafa embrulhada num saco de papel.
–Você conhece o fulano ali? – perguntei bebendo mais um gole de vodka
–Sim – respondeu o carinha pegando a garrafa da minha mão e mandando ver na MINHA vodka –Quer dizer, mais ou menos... Ah, a propósito meu nome é Saul, mas sinceramente me chame de Slash okay?
–Willian, mas prefiro Axl... Você não vai ajudar o... Meio conhecido? –perguntei olhando pra minha garrafa de vodka tentando calcular quanto eu iria cobrar pelo gole do tal de Slash.
–Axl... Que porra de nome é esse? – disse o abusado franzindo a testa e bebendo o sei lá o que, que ele carregava
–Slash também não é algo comum sabia?! – o cara bebeu da minha vodka e vem criticar a porra do meu nome?!
–Que seja, e respondendo a outra pergunta, não, o cara nem é meu amigo, e acho que mesmo que quisesse não ia poder fazer muita coisa, estou em uma situação em que desconfio se posso andar ainda- concluiu se jogando no chão e bebendo mais.
–Okay... Tchau então – já deu pra mim, vou voltar pra “casa” enquanto ainda tenho o mínimo controle das pernas.
–FOI ELE! – olhei pra trás e vi o branquelo apontando o dedo pra mim.
Nem bem dei cinco passos pra longe e as pessoas já me chamam de volta, alguém lá em cima adora me sacanear.
Comecei a entender o que ia acontecer quando os caras que estavam cercando o Jeffrey o largaram e começaram a andar em minha direção, enquanto o branquelo corria pra bem longe, tinha que concordar que em fugir o cara era bom mesmo.
–Então quer dizer que foi a mocinha ai que tentou bancar a esperta e pegou o meu dinheiro? –mocinha?! Era só o que me faltava... –Pode tratar de ir devolvendo tudo princesa se não a coisa não vai ficar muito boa pra você – ameaçou o cara feeeeeeeio pra caralho indo cada vez mais perto de mim, até finalmente me levantar pelo colarinho. Pra igualar a altura imagino eu.
–Não sei quem é você, não tenho idéia do que você ta falando, e nunca vi o branquelo que vocês estavam ameaçando, então será que da pra me soltar, seu bafo incomoda meu nariz – respondi sem expressão esperando sinceramente que o cara afastasse um pouco sua boca fedida do meu nariz.
–Ta querendo morrer desgraçado?! – retrucou o cara, o rosto dele tinha ficado um pouco vermelho, será que eu o incomodei com a historia do bafo?
–Morrer resolveria meus problemas, mas acho que ...–não pude terminar, por que o filho da puta me deu um forte soco no rosto e me largou no chão.
Outros dois caras me levantaram e ficaram me segurando pelos braços, enquanto o filho da puta que me bateu bebia o resto da minha vodka
–Vamos tentar de novo boneca, meu nome é Dean, e eu te deixo ir embora se você me der o dinheiro.
–Meu nome é Axl o teu dinheiro não ta comigo e a porra do teu bafo continua me incomodando.
–Filho da puta... –falou o tal de Dean me dando um soco no estomago – Quer fazer a porra do favor de parar com as piadas e me devolver a droga do meu dinheiro?!
–Quer fazer a porra do favor de prestar atenção no que eu digo e entender que a droga do seu dinheiro não ta comigo?!
–Olha aqui eu... – mas o Dean não terminou... O estalo de vidro e o sangue misturado com um liquido marrom que começou a escorrer de sua cabeça o fizeram cair no chão, revelando a figura de Slash segurando meia garrafa nas mãos.
–É... Acho que alguém me deve uma garrafa nova quando essa merda toda acabar- disse Slash jogando o pedaço da garrafa longe – Ou no mínimo uma rodada de graça em algum bar.
Um dos caras que me segurava, largou meu braço para ajudar o filho da puta que estava caído no chão, aproveitei a brecha, fechei o punho e investi com força contra o outro cara (rezando para não acertar o ar), e senti com satisfação o osso do nariz se partindo
Slash e eu trocamos um rápido olhar antes de corrermos(não sei como) o máximo que nossas pernas podiam agüentar naquele momento, sem olhar pra trás, rezando pra que os freios dos carros que entravamos na frente fossem bons ou que nenhum velhinho quebrasse a bacia quando os derrubássemos.
–Acho que aqui já ta bom – ofegou Slash entrando em um beco
–É... Me fala uma coisa, você não ajudou o branquelo lá, por que me ajudou sendo que não fazia nem cinco minutos que a gente se conheceu?! –perguntei me apoiando na parede.
–Por que eles não estavam batendo no Jeffrey, e por que fiquei atormentado de ver um magrelinho apanhar por algo que eu fiz, eles iriam te desmontar nos primeiros socos – respondeu Slash olhando atentamente as pessoas, pra garantir que nenhum dos malucos estava por perto.
–Espera algo que você fez?! – Quem esse cara pensa que é pra chamar alguém de magrelo?!
–É... Fui eu que peguei o dinheiro.
–Seu filho da puta, eu levei alguns socos por sua causa! –falei pensando se Slash conseguia enxergar a minha expressão de indignação.
–Nem vem, eu desperdicei uma garrafa de Jack Daniels por você, meu ato foi mais heróico e digno que o seu!
O desgraçado ta certo, não se desperdiça esse tipo de coisa.
–Então por que o branquelo me apontou?
–Como vou saber? Provavelmente pra livrar o couro, só apontou o primeiro trouxa que viu.
–Que seja – disse dando de ombros – Bom, de qualquer forma, obrigado, a gente se vê por ai – falei me virando pra voltar pra “casa”
–Onde você pensa que vai?! Nem pense em ir embora assim eu falei serio quando disse que alguém ia me pagar umas no bar! –disse Slash me puxando pelo braço
–UMAS?! Eu me lembro de ter escutado UMA e você bebeu bastante já quer mais o que?!
–Você me deve essa, cala a boca e me segue.
Notas finais
Espero que você tenha gostado, e não esquece de deixar um review okay? é rapidiinho ^^"
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