Durante A Lua
4 Don't leave me alone.
Ate que sinto o cheiro do meu pai, e então o vejo parado atrás de Oscar, ele me olhava de um jeito estranho e eu só sentia ódio dele, ódio por ele nunca ter caçado quem fez aquilo, por nunca ter perguntado como eu me sentia, ódio por ele ter se afastado de mim.
– O que você quer aqui? – Olho com desprezo para ele.
– Precisamos conversar Holly, e você não vai fugir dessa conversa. – O olhar dele só demonstrava raiva e dor.
– Não há nada para conversarmos, não quero mais te ver. – Deixo uma lagrima cair e volto a andar em direção a floresta.
Eu não queria mais saber dele e depois do casamento de Sophie, eu iria desaparecer dessa família, iria viver minha vida em paz ao lado do meu marido e criar uma família que não precisasse abaixar a cabeça para ninguém.
– Eu vou morrer Holly, estou morrendo! — Sua voz soava como um tiro no meu coração.
Olho para trás e então percebo sua afeição de cansaço, seu olhar era medo.
– Como assim? Isso é mais uma das suas mentiras? – Tento controlar o choro mais parecia impossível.
– Eu estou amaldiçoado, a morte esta chegando cada vez mais perto, e preciso de você ao meu lado, e você merece saber a verdade. – Ele parecia estar fraco e então percebo que ele se apoia em Oscar.
– Vamos entrar pai. – Sinto meu coração doer, sinto o amor por ele voltar.
Corro ate Oscar e o ajudo a levar meu pai para dentro de casa e então vamos direto para o quarto dele, quando finalmente estou sozinha no quarto com ele percebo o quanto parecia estar fraco.
– Pai, como isso aconteceu? – Sento ao seu lado e começo a chorar.
– Você tem os olhos da sua mãe Holly. – Ele deixa um pequeno sorriso escapar e uma lagrima junto.
– Lembro-me pouco dela, mas lembro-me bem daquela noite. – Deixo uma lagrima cair.
– Sua mãe e eu nunca fomos felizes, nos casamos por obrigação, ela era apaixonada por um humano, durante muito tempo ela dormia com ele e ao mesmo tempo tinha que fazer o papel de esposa, e então um dia eu os peguei juntos, aquilo doía muito em mim, passei muito tempo sem falar com ela, mas minha felicidade sempre foi você Holly. – Ele começa a chorar e sua voz cada vez mais ficava baixa. – Você nasceu pequena e frágil, não sabíamos se ia sobreviver, mas você provou a todos ser uma lutadora e guerreira, você honrou o sobrenome Van Der Dux.
– Passei anos sem falar com você, meu coração dói ate hoje, desde daquela noite você me deixa de lado, não se preocupava se eu estava bem, nunca veio me perguntar como eu me sentia e agora você vem me dizer que eu sou sua felicidade? — Minhas lágrimas se tornam em ódio.
– Eu não conseguia olhar, eu não consigo olhar para você ate hoje sem lembrar ela. A minha punição durante todos esses anos foi olhar para você, foi olhar para o que fiz e ainda ter que me lembrar disso todos os dias. – A voz dele estava baixa e ele deixava algumas lágrimas caírem.
– Foi você? Você há matou? – Olho com desprezo para ele.
– O nosso segredo estava ameaçado, ela estava sempre com aquele humano.
– Você a matou, e me feriu. – Eu não conseguia falar, só conseguia gritar de ódio e de raiva.
– Holly eu não sabia que você estava lá, não queria e nunca te feriria. – Sua voz estava fraca, mas eu escutava seu coração acelerar.
– Mas você me feriu, e agora eu nunca mais quero te ver. – Vou andando em direção à porta e tento controlar o choro.
– Holly por favor.
– MONSTRO! – Olho para trás e percebo que ele estava fraco.
Antes que eu chegasse à porta, Sophie entra no quarto correndo e fica espantada nos olhando.
– O que você esta fazendo? Você só esta piorando a situação! Holly não podemos deixa-lo agitado, olha o que você fez, pare de pensar só no seu umbigo, e olhe em volta. – Ela demostrava raiva.
– Eu? Eu não matei ninguém, não menti, não fiz nada de errado. – Solto um riso debochado.
– Saia daqui antes eu que acabe com você. – Sophie demonstrava ódio e amor pelo nosso pai.
Volto andar em direção à porta, mas antes que saísse olho para trás e a vejo cuidando dele.
– Há quanto tempo você sabe de tudo? Há quanto tempo você sabe o que ele fez? – Olho com desprezo para minha irmã.
– Eu sempre soube e eu amo você, mas ele é mais importante que tudo. – Ela me olhava com ódio.
Saio do quarto chorando e eu sentia um ódio monstruoso me consumir, saio correndo pelos corredores sem parar para falar com ninguém e então vou direto para a floresta, e então quando finalmente paro estava no meio de uma clareira, estava sozinha.
Meu coração doía como se tivesse levado um tiro, não podia acreditar que a minha irmã sabia de tudo e nunca me contou, não podia acreditar que ele me machucou e que ele há matou, meu silencio é quebrado eu a vejo aparecer entre as arvores, não conseguia acreditar no que estava vendo.
– Mãe? – Volto a chorar como uma criança.
– Percebi que você precisava de mim e então estou aqui para lhe ajudar minha pequena. – Ela tinha um sorriso encantador, o mesmo sorriso que me lembrava. – Quando eu mandei você se proteger era para ter fugido, mas você sempre foi muito pequena e frágil, tentei impedir que te machucassem mais pelo jeito falhei.
– Eu vivi uma vida me escondendo, mas no fundo meu pai era o culpado, por mim ele pode morrer, por mim ele pode me esquecer. – Limpo minhas lágrimas e reviro os olhos.
– Holly Van Der Dux não fale assim, ele é seu pai, e eu sei o quanto ele te ama, e sei disso por que ele só esta vivo ate hoje por que o coração dele batia pelo seu, mas agora eu não sei quanto tempo ele vai durar. – Sua voz era como de anjos, mas eu conseguia sentir a raiva dela.
– O que você quer dizer com isso? — Levanto-me do chão e tento chegar perto dela.
– O poder de tudo isso será seu, e com seu coração dividido a guerra vai começar de novo, que deus tenha piedade de vocês. – Ela some com o vento e então fico ali com a duvida e a dor.
Fico sem entender o que ela queria dizer com isso e então Oscar aparece e seu olhar era de tristeza.
– Amor...
– Diz que ele não morreu? Diz que isso é só um pesadelo? Eu fui cruel e rude com ele, eu errei e no fundo ele sempre me amou, mas eu fiquei cega de raiva. – Começo a chorar.
– Eu sinto muito meu amor, mas ele se foi. – Oscar deixa uma lágrima cair.
Caio no chão e continuou chorando, eu sentia uma dor horrível, era como se uma parte de mim tivesse morrido, por mais que eu negasse, eu o amava, mesmo ele sendo um monstro, meus gritos de dor e de raiva são ofuscados por uivos, e eu sabia muito bem o que eles significavam, todos iriam se reunir para enterrar o grande Rei e um novo rei ou rainha seria nomeada ou nomeado, teria gente de todos os clãs, de todos os lugares e então sinto as mãos quentes de Oscar me abraçarem e escuto passos vindo de não muito longe e então quando olho vejo Sophie surgir entre algumas arvores, seus olhos demonstravam raiva e eu sabia que ela estava vindo para brigar comigo, levanto do chão e chego mais perto do meu clone e então quando olho nos olhos dela percebo que ela não passava de uma criança assustada.
– O que você quer? – Reviro os olhos.
– É melhor voltarmos, os pais do Oscar estão ai. – A voz dela era fina e suave.
– Daqui a pouco eu vou.
– Holly. – Sua voz estava mais baixa ainda e então ela se apoia em mim.
– Você esta bem? Sophie você esta se sentindo mal? – Seguro Sophie e então sinto uma agonia.
– Estou. – Ela se afasta e se apoia em Oscar.
– Eu preciso ficar sozinha. – Saio correndo entre as arvores e me transformo e então começo a escutar pegadas atrás de mim, eu sabia de um lugar aonde ninguém iria atrás de mim, um lugar onde não teria volta, e era para lá que eu iria.
Quando passo os limites para a montanha proibida escuto um uivo vindo da parte baixa da floresta e eu sabia que devia ser Oscar me procurando, e isso só me fez ir mais adentro da floresta, não podia machucar mais ninguém, eu o amava, mas sou um perigo para todos.
Cada passo naquela floresta escura e densa fazia meu coração doer, sentia meu corpo fraquejar e sentia um frio mortal, aquele lugar me dava medo, mas eu sabia que ali era impossível de eu fazer mal há alguém.
Volto a minha forma de humana e começo a andar entre a terra úmida e arvores mortas e finalmente a visto algo que parecia ser uma caverna e então escuto um uivo de gelar a alma e me lembro das historias sobre o monstro que ali habitava mas eu só queria sumir, queria morrer, vou seguindo uma trilha e então me deparo com um penhasco e um lago, o silencio é quebrado quando escuto aquele uivo novamente mais dessa vez estava mais perto, e eu sabia que se eu não pulasse, o monstro me mataria.
Fico olhando para a distancia do penhasco ate o lago e então escuto um barulho de galho quebrando e quando olho lá estava um lobo cinza com olhos que assustavam qualquer um, mas aquele olhar era familiar, mas não penso duas vezes e pulo, uma das melhores sensações em muito tempo era sentir aquele vento gelado no meu rosto, mas então sinto meu corpo bater na agua gelada, era como bater em um concreto e sinto meu corpo desligar, tudo ficou preto.
Acordo deitada em uma cama e quando eu olho envolta, vejo um quarto estranho e então ele aparece.
– Nicholas – Minha voz era baixa e meu corpo todo doía.
– Fique bem quieta, ou pode sentir dor. – Ele se senta perto de mim na cama e coloca sua mão sobre a minha.
Começo a ver um pedaço da floresta proibida e então eu me vejo, ele estava lá quando eu pulei, o monstro era ele mais algo fez com que ele me salve, retiro a minha mão de perto da dele e olho espantada.
– O que foi Holly? – Ele continuava sorrindo.
– Você é o lobo, o monstro, mas isso não faz sentindo. – Olho espantada, mas então começo a me sentir tonta.
– Eu vou lhe contar a verdade. Sou Nicholas Brooks, filho renegado do grande Jake Brooks, quando nasci e disseram que eu não teria futuro e que eu iria causar desgraça a família e então me largaram para morrer na floresta. Eu cresci tento que me virar, aprendi a caçar desde de muito cedo mas então um dia não consegui voltar a forma de humano, era como se eu tivesse virado lobo para sempre. – Ele começa a olhar para lado e rir. – Durante anos eu não sabia mais o que era ser humano e ai um dia eu lhe vi, você estava usando tranças e uma saia longa, andava pelo jardim com seu cachorro e estava chorando. Você era perfeita, perfeita para mim e eu queria ser humano para poder estar com você, estar ao seu lado. – Ele deixa uma lágrima cair e começa a rir.
– Como você me salvou? – Tento sorrir.
– Logo depois que você pulou, pulei atrás e te salvei de morrer congelada e afogada.
– Ah quanto tempo estou aqui?
– Ah pelo menos uns três dias, achei que você não ia acordar mais. – Ele abre um sorriso.
– Eu preciso ir para casa, preciso ver meu pai. – Minha cabeça doía e as coisas giravam ao meu redor.
– Holly seu pai faleceu já faz quase quatro dias.
– Minha cabeça e meu corpo estão me matando, preciso ir para casa. – Reviro os olhos.
– Você esta muito fraca para ir sozinha e se eu te levar meu “irmão” me mata. – Ele começa a rir.– Nós não nos gostamos, vamos dizer que Oscar é muito bonzinho para o meu gosto.
– Como você consegue se transformar em humano agora? Achei que você não conseguia mais. – Tento sorrir.
– Graças ao Charlie, ele é o humano que cuidou de mim, conseguiu um experimento que me faz ser humano por algumas horas, e depois volto ao “normal”. – Ele sorria.
Acordo e percebo que Nicholas não estava mais lá, tento levantar da cama, mas meu corpo doía tanto que mal conseguia me mexer.
–NICHOLAS!!!! – Começo a gritar.
Não demora muito e ele entra no quarto correndo e deixa um sorriso escapar quando me vê acordada.
– O que houve Holly? – Ele se aproxima e senta ao meu lado na cama.
– Vou arriscar minha vida por você, vou leva-la para casa. – Ele abre um sorriso e me pega no colo.
Eu não conseguia responde-lo, não entendia por que ele estava agindo assim e então fechei os olhos e tentei imaginar que tudo isso não passava de um pesadelo e que quando eu acordasse tudo seria como antes, meu pai estaria lá, Sophie ia continuar me provocando e eu continuaria feliz ao lado de Oscar.
Acordo de volta na minha cama e então vejo Oscar sentando no sofá, ele parecia estar a um bom tempo sem dormir.
– Amor... – Minha voz parecia um sussurro, mas eu estava feliz em velo.
Ele levanta do sofá e senta na cama ao meu lado e começa a sorrir, o sorriso dele era o meu sorriso.
– O que houve? Onde você estava? Eu estava tão preocupado. – Ele sorria.
– Na floresta proibida, Nicholas me salvou.
– Vamos esquecer isso e pensar em nos, e no futuro, por que você meu amor, é a nova chefe, a nova rainha. – Ele me da um beijo na testa e volta a sorrir.
– Como assim? – Olho espantada.
– Seu pai deixou uma carta, e ele queria que você herdasse tudo, agora você quem manda meu amor, você é literalmente uma rainha. – Ele abre um sorriso.
Escuto alguém bater na porta e então vejo Sophie entrar, eu sabia que estava na hora de termos uma conversa, Oscar se levanta e vai embora sem dizer nada e ela fica ali parada me olhando.
– O que você quer? — Eu tentava falar o mais alto o possível mais continuava parecendo um sussurro.
– Eu queria lhe pedir desculpas...
– Eu não tenho mais nada para falar com você... – Meu coração doía e então começo a sentir uma dor horrível tomar conta do meu corpo.
– Holly o que houve? O que você esta sentindo? — Sinto as mãos de Sophie tocarem as minhas, mas eu mal conseguia a ver, tudo estava ficando preto novamente.
– Floresta proibida, Nicholas. – Eu tentava falar, mas a dor era forte de mais.
– Como assim Holly? – Sua voz era de choro, e eu sentia seu medo.
– Chame o Nicholas. – As únicas coisas que saíram antes da dor tomar conta do meu corpo todo e de tudo ficar preto novamente.
Quando a dor finalmente passa percebo que tinha algo estranho, um cheiro estranho, e quando olho lá estava Nicholas em sua forma natural, seus olhos azuis eram profundos e eu sabia que ele queria falar algo.
– Nicholas, eu preciso de ajuda, tem algo errado comigo, ah uma dor, uma raiva tomando conta de mim, eu preciso de ajuda. – Deixo uma lágrima cair.
Ele some do quarto num passe de mágica e volto a ficar presa naquele silencio de matar, tento levantar da cama e vou fraquejando ate a sala e quando chego lá vejo os chefes de vários clãs, os principais do grupo dos quinze, mas quando eles percebem que eu estava ali, todos se abaixam. Sinto a mão de Oscar se enroscar na minha e então o puxo em direção ao quarto, e quando chegamos lá o puxo direto para a cama, ficamos ali deitados juntos e então começo a me lembrar de tudo que Nicholas me falou, mas esqueço de tudo quando Oscar começa a beijar meu pescoço.
– Pare com isso... – Deixo um sorriso escapar.
– Venha cá, vamos dormir um pouco. – Ele me puxa para perto dele.
Acabo pegando no sono rapidamente e volto a me ver na floresta proibida, volto a ver Nicholas, ele estava caído no chão, tinha um corte profundo perto do coração, e uivava em agonia, então acordo suando frio na minha cama novamente.
– Oscar, eu preciso voltar lá. – Começo a sentir um medo tomar conta de mim.
– Volta aonde amor? O que esta acontecendo? – Ele me olhava espantado.
– Se eu não voltar ate o anoitecer, junte o máximo de pessoas que conseguir e me procure na floresta. – Dou rápido beijo nele e saio da cama.
Vou andando mancando ate o jardim e então me transformo e quando olho para trás o vejo me olhando pela janela do quarto, vou embora e quando chego perto do penhasco lá estava Nicholas caído, volto a minha forma normal e percebo que ele já tinha perdido muito sangue.
– Não vou deixar você morrer, eu não posso perder você. – Começo a chorar.
Ele deixa outro uivo de dor escapar, o mesmo que eu tinha escutado em meus sonhos, eu não sabia o que fazer para salva-lo, mas eu não queria perdê-lo.
Começo a pensar na única pessoa que poderia salvar ele, minha mãe, eu precisava dela, precisava de ajuda e então sinto a presença dela, quando olho para trás lá estava ela, me olhando e sorrindo.
– Mãe, não posso deixa-lo morrer, o que eu faço para salva-lo. – Começo a chorar.
– Você tem dons únicos Holly, além de ver as coisas, pode salvar os outros. – Ela sorria.
– Como assim?
– Se você curar esse corte dele com seu poder irão ficar ligados para sempre. – Ela chega mais perto e sinto seu perfume.
– Eu faço qualquer coisa para salva-lo.
– Coloque a mão sobre o corte e concentre sua vida e sua energia nele e pronto a mágica será feita, mas você nem sempre poderá salvar as pessoas a sua volta. – Ela some num passe de mágica.
Fico olhando para Nicholas e percebo que ele parecia estar cada vez mais fraco e então faço o que minha mãe disse e sinto minha vida e minha energia ir embora, mas eu não o deixaria morrer, eu precisava dele.
Quando tiro a mão sobre o corte percebo que ele tinha sumido mais eu estava me sentindo péssima e fraca, e então fecho os olhos por alguns estantes e sinto as mãos de Nicholas tocarem as minhas, quando abro os olhos ele estava como um humano, mas a cicatriz do corte ainda estava lá, eu não conseguia acreditar que ele estava daquele jeito, era tão bonito quanto Oscar.
– Obrigado Holly. – Ele me abraça e logo se afasta.
– Eu tenho que ir.
Vou andando pela floresta e quando chego em casa vejo todos sentados na sala e ficam me olhando e eu não sabia o que fazer ou o que falar.
– Amanha quero uma reunião com cada representante de cada Clã. – Falo com voz de autoridade, mas no fundo estava tremendo por dentro.
Saio de casa e volto aos jardins para tomar um ar e então começo a escutar risos e gemidos e então vejo não muito longe dali Josh agarrado com Pippa Black, sinto um ódio monstruoso tomar conta de mim.
– Muito Bonito Josh, Sophie vai adorar saber disso e eu só não te levo para o conselho por que ela esta gravida e você senhorita Pippa tem cinco segundos para sumir daqui antes que eu arranque sua cabeça fora.– Eu continuava me sentindo fraca mais o ódio que eu estava sentindo dele era maior ainda.
Volto a andar em direção a casa e então sinto a mão de Josh tocar meu ombro e se não fosse por Sophie eu matava ele ali mesmo.
– Não diga nada a ela, por favor. – Ele demonstrava medo.
– Suma daqui, antes que eu mude de ideia.
Entro em casa e vou direto para o quarto de Sophie e então a vejo deitada na cama e ela parecia estar um pouco triste.
– O que houve? – Ela começa a sorrir.
– Estou me sentindo mal pelo o que disse a você e por ter sido cruel. – Começo a rir.
– Não me faça ir ate ai e te abraçar. – Ela levanta da cama e começa a rir.
– Eu nunca ficaria brava com você, eu te amo muito mesmo você sendo esse ser anormal. – A abraço com força.
– Eu espero que tome conta de nos com sabedoria, agora carrega todos nos nas suas costas. – Ela se afasta e começa a sorrir.
Ficamos em silencio ate que escuto alguém bater na porta e quando olho para trás era Josh, a coisa que eu menos queria ver agora era ver minha irmã sofrer.
– Bom vou deixar vocês conversando e vou resolver umas coisas. – Abro um sorriso.
– Vai ficar no escritório?
– Depois nos falamos Sophie.
Saio do quarto e vou direto para sala e então vejo uma moça loira sentada no sofá, mas eu não sabia quem era e então quando ela me vê corre e me abraça com força e quando ela se afasta somente vou andando em direção ao escritório sem dar atenção nenhuma a ela. Fico sentada na cadeira e com o pé na mesa pensando como seria mandar em tudo isso, mas meus pensamentos são quebrados quando aquela moça entra no escritório.
– Desculpa, mas quem é você?
– Depois de anos de amizade, você se esquece de mim assim? – Ela se senta em uma cadeira na minha frente e começa a rir.
– Vimmy Whiteley o que a senhorita faz em meu império? — Começo a rir.
– Eu estava com saudades de uma certa Holly Dux, uma menina ingênua que eu tomei conta durante alguns meses, sabe, simplesmente odiei ser baba dela. – Ela ria com tom de deboche.
– Eu achei que você estava tomando conta de um Clã Ukhta na Rússia. – Reviro os olhos.
– Morreu de saudades assim de mim? Sim, estou lá naquele fim de mundo, mas acho que você se esqueceu de que faço parte dos quinze. – Ela sorria de um jeito encantador.
– Bem vinda ao meu reino, o nobre princesa de Ukhta. – Começo a rir.
– Precisamos conversar, coisas estranhas estão acontecendo por lá. – Seu tom de voz tinha mudado e então percebo que a conversa devia ser mesmo seria.
– Feche a porta e me conte o que esta acontecendo.
Ela se levanta e fecha a porta e então ficamos em silencio ate que....
Fale com o autor