Duplo Prelúdio

16 Estranha falta...


Estranha falta...

Alguma coisa desconhecida...

Alguma coisa escura...

Que aparece quando você desaparece...

Duplo Prelúdio...

...

“Ora... Ora... Aonde ela foi?” Eu fiquei me perguntando... A Representante não é de faltar... Nunca foi... Tem alguma coisa errada... Eu estou aqui a pensar em plena aula de história... Prestar atenção na matéria está sendo um pouco difícil...

Depois de escrever com minha lapiseira na carteira eu pensei: “Ora, por que estou preocupado? Aquela garota nem me considera amigo! Devo estar fazendo a mínima diferença para ela! Ela deve estar por aí matando aula, jogando em lojas de fliperama ou bebendo com alguém...” Aaaah, quando mais eu pensava assim, mais minha cabeça esquentava!

Não há motivo de tanta infelicidade minha, certo? Certo? Aaah...

...

_Ei! Annelise! Não se esqueça de entregar esses papéis para a representante do 2ºC!

_Ah não, por que logo eu?

Eu reclamei da ordem do líder do conselho, ele franziu a testa e apenas proferiu:

_Ora, apenas faça! Você conhece ela, certo?

Então fechou a porta na minha cara... Você por um acaso sabe quem eu sou!? Acha que pode sair assim batendo a porta na cara das pessoas? Aaah!

Logo hoje que pretendia arrumar o meu cabelo melhor no intervalo... Preciso colocar isso nas mãos de alguém antes que o intervalo acabe... Mas quem?

...

“Aaah, minha mãe adorou o presente dela! Ainda bem que eu fui com o Ramon à praça ontem! Ainda bem...” Eu estava pensando enquanto passava em frente à sala do conselho de classe... Annelise chamou minha atenção:

_Robin! Robin! Como vai você ein?

Eu olhei para ela e disse:

_Ahn... Eu vou bem... Eu acho...

Ela então ficou em minha frente e disse:

_Olha... Tem como você fazer um pequeno favor para mim?

_Eu? Por quê?

Ela colocou a mão em meu ombro e disse:

_Ora, Robin! É apenas um pequeno favor! Não sou eu que sempre lhe digo que você é muito bonito que as vezes eu acho que você nem é homem?

Aquilo me assustou um pouco... Então eu engrossei um pouco mais a voz e disse:

_Ahn... Acho que sim... Er...

_Então! É rápido!

Ela então jogou uma resma de papéis em meus braços e disse:

_Apenas leve isso para a Representante da sala 2ºC!

“Onde é a sala 2ºC?” pretendia perguntar para ela:

_Ei... Mas...

_Aaah, muito obrigada! Você é um amor sabia? Depois pode me pedir algo! Até mais, estou atrasada para alguma coisa! Tchau!

Neste instante, ela rapidamente deixou o local e me deixou com dúvidas cruéis... Onde era o 2ºC? Quem era a representante do 2ºC? Aaaah, o que eu vou fazer?

...

Já era o segundo intervalo e eu estava sentado em uma mesa da cantina encostada na janela... Aaaah, como o dia tinha virado de um dia para o outro? Eu estava tão feliz há pouco tempo! Aaah!

Eu fiquei de cabeça baixa na mesa, quando chegou alguma garota na frente dela e chamou minha atenção:

_Eei... Garoto... Posso me sentar aqui?

Olhei para cima e vi uma garota de cabelos castanhos claros e lisos com uma bandeja cheia de comida que me encheram os olhos... Eu simplesmente disse sim.

Ela se sentou, colocou a bandeja sobre a mesa e disse:

_Sabe o que aconteceu com a Emanuella?

Eu rapidamente levantei a cabeça e perguntei para ela:

_Você conhece a representante?

Ela disse com um sorriso

_Eu sou amiga dela, desde muito tempo... Aah, prazer, meu nome é Alídia Luviére!

_Ah, prazer, meu nome é Ramon Salles! E eu não sei o que aconteceu com ela...

Ela então abaixou a cabeça e disse:

_Aah, que triste...

A cara dela ficou triste por alguns segundos, mas quando ela pegou o primeiro hambúrguer, sua cara mudou completamente e ela disse:

_Bom apetite para mim!

Então ela abocanhou o hambúrguer de um jeito que me deixou boquiaberto... Não sei se era de fome ou o extremo contrário...

_Sabe... Hmmm... Você precisa comer bastante para... Hmmm... Não se sentir tão triste!

“Aaah, achei a desculpa perfeita para gordos na atualidade?” Pensei eu quando ela disse isso... Eu apenas movi lentamente minha cabeça enquanto assistia aquela imagem que me embrulhava o estômago... Aaargh...

A deglutição... Ou deveria dizer, carnificina dela foi interrompida com a chegada de Robin até a minha mesa com um amontoado de papéis nas mãos...

_Olá Ramon... Tudo bem?

Eu fitei os papéis dele e disse:

_Ahn... Tudo ótimo...

_Oi! Hm...

Disse Alídia, que no caso ainda conseguia dizer um oi...

_Olá!

Eu então perguntei para Robin:

_O que são esses papéis?

O convidei para sentar, e quando ele sentou, disse:

_Bom... Annelise me deu esses papéis para eu entregar para a representante de uma sala... Mas eu não sei onde é... Estou completamente perdido...

Alídia terminou um hambúrguer e perguntou:

_Qual sala?

Ele então disse:

_Ahn... A sala C do segundo ano...

Nesse mesmo momento minha tristeza aflorou... Justo quando já tinha esquecido...

_Aah, eu posso cuidar deles... Eu sou o Vice Representante do 2ºC!

Robin deu um sorriso e após um suspiro, disse:

_Ainda bem! Obrigad... Er... Obrigado Ramon!

Então ele passou os papéis para mim... Então eu perguntei:

_Eu me pergunto onde a representante está...

Robin perguntou:

_Ela não veio hoje?

_Não... Não veio...

Alídia em meio a outro prato, disse:

_Acho que... Hmm... Ela deve estar em casa...

Em um pequeno momento eu pensei em ir até a casa dela... Mas claro... Eu naturalmente pensei duas, três, quatro... Muitas vezes em um segundo antes de falar alguma coisa... Não sabia onde era a casa dela afinal...

_Por que não vai até a casa dela, Ramon?

Ora! Estava pensando nisso agora mesmo rapaz!

_Eu? Mas eu não sei o endereço dela...

_Eu sei! Hm...

Meu desejo de que aquela comida a fizesse engasgar já estava se aflorando... Mas é claro que eu não iria passar por aquele inferno sozinho... É claro que não!

_Er... Robin, pode vir comigo?

Ele fez uma cara de espanto e desviou o olhar por um instante, falando:

_Ahn... Ok... Sem problema...

...

Bom... Ainda sou eu aqui... Um bom tempo se passou, e eu não sei por que... Muito bem... Por que eu estou na frente da casa da Representante presenciando o Crepúsculo junto com Robin?

Não seria tão ruim se o mapa que a Alídia fez fosse de fácil compreensão para gentes normais... E nem seria tão ruim também se eu não tivesse em frente a porta do inferno...

Aí dentro eu acho que vou encontrar tipos de criaturas mitológicas lendárias ou até salamandras que cuspam fogo por toda a parte... Só uma pequena suposição é claro... Podem ter coisas piores...

_Bom... Acho que seria bom a gente entrar, não é?

Perguntou Robin, interrompendo minha linha de pensamentos absurdamente verídicos...

_Ah... Sim claro... Vamos!

Meu dedo, ao tocar o interfone, parecia estar ultrapassando milhares de barreiras microscópicas feitas de carbono que me avisavam o tempo todo para não apertar!

_Alô?

A voz do interfone parecia extremamente normal... Não era dela, parecia, mas não era... Era uma voz madura... Será que era a mãe dela? É claro que é mãe dela! A Representante disse que mora sozinha com a mãe!

_Aaah... Nós somos colegas de classe de sua filha e... Viemos ver o que aconteceu...

A mãe dela então disse:

_Ah, tudo bem... Podem entrar, vou abrir o portão para vocês...

Um pequeno click foi escutado no portão da frente... Então ele se abriu lentamente, fazendo um rangido que estuprava minha mente vagarosamente... Ou é simplesmente minha imaginação?

_Vamos Ramon...

_Er... V-Vamos!

No momento que coloquei os pés para dentro do quintal, meu corpo parecia mais frio que o normal... O sol estava se pondo... Minha mente murmurava pequenas palavras em laranja: “Não me abandone! Não! Não...”

Quando entramos na casa dela... Minha imaginação não foi muito além... A casa era até um tanto humilde para o poder que a Representante exalava pelo ar...

A mãe dela, com aparência um tanto jovial, convidou-nos para sentar e começou por dizer:

_Bom... Como devem saber, eu sou a mãe da Emanuella... E vocês não precisavam se preocupar tanto... Ela está bem... Só está com febre...

Aaaah, isso até me dava certo alívio... Minhas suposições sobre assassinatos, investigações policiais, charadas impossíveis, anti-heróis vestidos de preto e armas de fogo com balas de festim poderiam ser descartados...

_Er... Meu nome é Robin... Eu não conheço bem a sua filha, mas estou fazendo companhia para ver como ela está...

Eu então automaticamente abri a boca e disse:

_Meu nome é... Ramon Salles! Eu sou... É... Vice Representante da sala em que sua filha é representante...

Mais uma vez a palavra “amigo” veio em minha mente... Se a Representante me ouvisse dizer tal coisa, eu já estaria em um nível um pouco inferior ao inferno...

_Ah, prazer!

Então ela deu um sorriso que escondeu, pelo menos, vinte anos dela... No mesmo instante, ela disse:

_Bom... Então por que vocês não vão ver como ela está? Vou levá-los até o quarto dela...

“É agora!” Eu pensei... O momento da batalha final contra o ultimo chefão da fase mais difícil está para começar! Eu imagino quantos artigos bizarros podem ter no quarto dela... Será que é pintado de preto? Vermelho? Roxo?

Eu voei em meus pensamentos enquanto subia as escadas...

...

Bom... É estranho pensar que tal coisa possa acontecer...

Estou aqui, deitada em minha cama desde manhã, com febre...

Nunca pensei que poderia pegar gripe ou qualquer coisa relacionada, faz anos que eu não tenho nenhuma doença...

Depois de um espirro eu pensei: “Nada... Isso é só psicológico... Se eu simplesmente pensar que não tenho nenhuma doença, eu não terei!”

Então sentei na berada da cama e tentei me levantar... Minhas malditas pernas não me obedeciam, é claro...

Segundos depois estava na cama novamente, pensando: “Maldita gripe... Maldita gripe... Maldita gripe...”

Minha mãe bateu na porta e disse:

_Emanuella! Seus amigos vieram te visitar!

Na mesma hora, meus pensamentos martelavam: “Amigos? Amigos? Que amigos?”

_Amigos?

Ela abriu a porta do quarto e quem entrou nele foi nada mais nada menos que o Vice... Eu até me assustei um pouco e já fui perguntando:

_O que você faz aqui?

Ele fechou a cara e disse:

_Ora! Vim ver como você estava! Você não é de faltar aula.

“Ah sim, vou acreditando que você veio me ver” Pensei imediatamente... Eu apenas disse em voz baixa:

_Mentiroso...

Ele ouviu e disse:

_Não estou mentindo! Oras!

Quando olhei para o lado, vi outra pessoa entrando no meu quarto... Eu já vi ele antes, era um garoto que as vezes andava com o Vice, a aparencia dele era um tanto suspeita demais...

_Quem é ele?

Já fui perguntando para o Vice, o garoto tomou frente e disse:

_Ah, me desculpe... Meu nome é Robin e eu... Vim fazer companhia para o Ramon...

Eu, com a mesma cara de sempre, apenas respondi:

_Ahn... Prazer, sou Emanuella Oliveira...

Olhei para o Vice e perguntei:

_Mas então, o que realmente faz aqui?

Ele franziu a testa, dizendo:

_Aaah, insistência!

Ele colocou uma pilha de papéis em uma mesinha do lado da minha cama e disse:

_O conselho mandou entregar isso para você!

Eu olhei, sorri sarcasticamente e disse:

_É... Eu sabia que você não viria aqui facilmente!

Eu conseguia ver na cara dele que era verdade. Pela cara dele eu podia ver o que ele imaginou da minha casa... Salamandras que cospiam fogo vieram a minha mente...

Nesse mesmo momento minha mãe apareceu no quarto dizendo:

_Problemas, filha... O remédio acabou...

Pobre momento aquele... Aposto que ela não tem dinheiro para comprar outro remédio... Logo aqui, esses dois vão espalhar para a escola toda a condição de minha família... Eu aposto... Vou tentar me levantar e mostrar que estou bem... Eu preciso...

Então eu abaixei a coberta e sentei na cama, com um pouco de dificuldade e com dores no corpo, falando:

_Eu... Estou bem... Não preciso de remédio...

_Não filha! Não se esforçe... Eu vou tentar comprar o remédio fiado ali...

Eu reclamei:

_Não! Eu estou bem...

Naquele momento, em frente a dor de tentar me levantar, uma voz cessou todo o meu esforço com simples palavras:

_Eu compro o remédio.

As palavras tinham vindo da boca de Ramon... Por que ele está se voluntariando para isso? Eu já não disse que estou bem?

_Me dê o nome do remédio que eu vou ali comprar, sem problema.

Ele disse sorrindo para minha mãe... De tanta dor em meu corpo, eu simplesmente deitei novamente na cama... Por quê? Por quê?

Minha mãe e ele sairam do quarto e por um ultimo relance, eu vi a blusa do Ramon passando pela porta... E depois deitei minha cabeça, a pensar: “A natureza dos animas é o egoísmo... Eu nunca entendi esses tipos de atitudes altruístas... Eu aposto que o dinheiro que ele estará pagando esse remédio pode servir para alguma coisa importante para ele... Então por que?” Minha cabeça doía de pensar tanto...

Eu... Tenho que agradecer ele quando voltar...

...

Agora que eu me toquei... O quarto da Representante é bem... Feminino...

O quarto, estranhamente, azul claro, com armários bem limpos e uma cama com cobertas coloridas... Tudo que eu imaginei foi por água a baixo... Aaah!

Mas enfim, agora estou indo para a farmácia, comprar um remédio... Eu não sei por que...

Mas tudo bem... O ar hoje parece estar mais fresco...

...

Aquela cena havia feito eu me apaixonar mais ainda pelo Ramon! Aaah, que altruísmo!

_Ele é um bom garoto, não é?

Eu deixei escapar... Mas Emanuella não disse nada no momento... Mas em um momento, enquanto eu olhava para a porta, ela perguntou:

_Você gosta dele não é?

Aquela pergunta me assustou completamente... Acho que meu coração chegou a parar por um momento... Eu olhei para ela assustada, mas ela nem ao menos olhava para mim... Apenas olhava para o teto, com um olhar fixo...

_Er... O-O que está dizendo?

_Não precisa mudar a voz quando ele não estiver...

Ela sabia... De alguma forma... Ela descobriu que eu era uma garota... Como? Eu precisava perguntar... Senti até um certo alívio ao poder usar minha voz normal...

_Como descobriu?

Ela olhou para mim e disse:

_Além de você ser muito bonito para ser um garoto...

É, de fato me disseram isso muito...

_... Você tem algumas características que só mulheres mesmo perceberiam...

_Como assim?

Eu perguntei...

Ela então disse:

_Seu rosto é delicado demais, seus dedos são finos, coisas assim... E eu percebi bem que sua voz hesitante era fingimento...

Ela era a primeira que conseguiu descobrir que eu era uma garota... Ela poderia dizer na hora que me conheceu, mas por que não fez? Será que ela sabia desde o começo o meu objetivo? Não pode ser...

_Mas você não me respondeu ainda...

Ah sim... Ela tinha feito uma pergunta... Acho que estou um tanto segura de responder com todo o coração agora...

_Sim...

_Hum...

Ela fez... Então olhou novamente para o teto e depois de alguns instantes, ela me fez uma nova pergunta:

_O que... Gosta nele?

De primeira, eu não sabia como responder... Mas com o tempo, eu pensei em algumas coisas:

_Ah... Eu acho que o sorriso dele... Desde quando eu vi ele... Acho que eu me encantei pelo sorriso dele... Ele é um garoto tão bom... De alguma forma, eu sempre soube que ele era assim... Mas eu nunca tive chance de me aproximar dele... E várias coisas aconteceram... Então eu acabei assim... Hehe.

Ela continuou com a mesma cara... Minha cabeça ficava cheia ao tentar imaginar o que ela estava pensando... Naquele momento, a porta do quarto se abriu e meu coração deu uma palpitação grande...

_Olá gente! Voltei!

Ele colocou o remédio na mesinha e eu tentei falar com ele:

_O-Oi...

Meu coração ainda batia forte...

...

Só de imaginar o que tinha acontecido naquele quarto me deixava extremamente apreensivo... A Representante falou alguma coisa para o Robin... O que será? Hm...

_Então... Aqui está o remédio... Você já pode tomar...

Após abrirmos, percebemos que ela nem segurar a colher conseguia... Quanto mais tomar o remédio... Ela parecia estar nervosa, ou com raiva... Olhou para mim e disse:

_Eu consigo! Pelo menos isso eu tenho que conseguir!

Quanto mais eu olhava aquela colher tremer, com mais pena eu ficava dela... Aaah...

Eu tomei a colher da mão dela, coloquei o remédio, e disse:

_Vamos, abra a boca...

Ela reclamou:

_Ora! O que é isso?

Só de fazer aquela coisa vergonhosa já me deixava nervoso, e ela ainda recusando, me deixava mais nervoso ainda!

_Vamos, você não vai conseguir fazer isso sozinha.

Ela virou os olhos, com uma expressão de raiva no rosto...

_Vamos!

Eu disse, e por final, ela fechou os olhos e abriu a boca. Com isso, dei o remédio na boca dela...

Presumo eu que, melhor do que eu mesmo, ela sabe o quanto isso é vergonhoso... Tenho sorte de só ser uma dose...

Tirei a colher e ela engoliu o remédio... Nós dois olhamos para Robin, que no caso, parecia estar contemplando aquele momento, e eu falei:

_Você, fique calado!

_Se falar alguma coisa, acabaremos com sua vida!

A Vice disse... Robin fez um sinal de zíper fechando sua boca...

Simplesmente, aquele momento deveria ser apagado da história... Simplesmente...

...

Estava em meu quarto... Pensando... Pois é Emanuella... Você já não está mais conseguindo controlar as coisas... E eu que achei que as coisas não mudariam de uma vez...

Enquanto a famosa luz de neon vermelha iluminava meu quarto, eu, deitada em minha cama, apenas pensava nas palavras: “O sorriso dele é? Hm...”

...

Já era o dia seguinte, e eu, Robin, estava na lanchonete... Era intervalo e eu estava sentada junto com a Annelise...

_Annelise, foi muito ruim de sua parte deixar todo o trabalho para mim!

Ela sorriu e disse:

_Mas você completou, não é? Haha!

Eu fiquei com a cara emburrada... Ramon chegou junto com Emanuella e me cumprimentou:

_Olá Robin!

Eu acenei para ele e disse:

_Oi!

_Vamos logo! Temos muito trabalho a fazer, seu preguiçoso!

Ele olhou para ela e reclamou:

_Ora! Até ontem era você que estava doente!

Então ele foi embora junto com ela... Eu estava um tanto feliz... Mas por um momento, um pensamento invadiu minha mente: “Será que... O Ramon gosta da Emanuella? Se ele gosta... Ela também gosta?” Aquilo me tirou o ânimo...

_Não vai desistir tão facilmente, não é?

Esses murmúrio abriu completamente meus olhos em espanto por terem saído da boca de Annelise, que olhava para mim com um olhar estranho... Eu nunca ouvi ela falar desse jeito... Será que... Ela também sabe?

_Ei! Leroy! Volta aqui!

Na mesma hora que eu iria falar alguma coisa, ela saiu da mesa...

Em um pequeno instante, ela olhou para mim, deu um sorriso e foi embora logo após...

Vários pensamentos e perguntas invadiram minha mente...

...

Será?

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Entre pesadelos obscuros e sonhos perdidos...

O sonho doce do oásis é seu único refúgio,

O mundo reserva dores, e dores revelam um novo caminho...

Caminho que terá introdução em um...

... Duplo Prelúdio.

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Próximo Capítulo: Prefácio do Epílogo...