Duas faces da mesma moeda

35 CAP01 DFMM: Redemption


Notas iniciais
ALO ALO TEREZINHA! KKKKKKKKKKKKKKKK Oi gente linda! Que saudades de vocêeeeeeeeeeees, meu Deus! Como estão ? Espero que não tenham me esquecido. Olha que surpresa hein, bônus de DFMM para vocês! Espero que gostem desse primeiro capítulo ( tem mais dois) e aproveitem esse Anthony! Morri de saudades galera

Um mês havia se passado desde que deixei — fui expulso — minha família na América. Se eu estava bem ? Claro que eu estava bem. Eu tinha minha conta segura onde estava todo o dinheiro que papai não tinha conseguido prender, eu tinha um apartamento bom e tinha a mulher que eu quisesse na minha cama...


Eram 20:30 e eu estava abotoando minha camiseta preta em frente ao espelho, pronto para sair e aproveitar a noite.


Provavelmente minha família achava que eu estava mal por ter sido expulso, mas eu não estava. Veja bem, eu idolatro, ou idolatrava, meus pais, mas eles sempre escolheram Edward, o bom samaritano, não é ? E eu cansei, simplesmente cansei de ter minha vida resumida a isso.


Eu fiz todas as merdas sim, e não me arrependo de nenhuma delas. Só que agora, eu decidi viver a minha vida e não baseá-la mais naquela família. Eu sou louco, eu deveria estar em um hospício, mas , uma pessoa tão bonita e inteligente tem que estar na rua, flertando e aproveitando.
E é isso que eu estou fazendo.


(...)


Estacionei no estacionamento do The Salisbury e entrei em seguida. Não perdi tempo olhando o local, logo me sentei no banco e esperei que o barman chegasse.

– Boa noite, o que o senhor vai querer beber ? — Perguntou uma voz doce.


Levantei meus olhos para dar de cara com uma cabeleira loira e olhos profundamente verdes e ligeiramente familiares. Ela me encarava também e vi seus olhos passando de "apenas mais um cliente" para " Eu o conheço".
Foi então que um clique religou meu cérebro e rapidamente seu nome surgiu na minha cabeça.


– Isabelle Fontaine
– Anthony Cullen


Falamos ao mesmo tempo. Parecia que o mundo tinha dado um giro e eu tinha voltado para aquele meu aniversário trágico em que ela e meu irmão...


– Eu não acredito nisso! É você mesmo..- ela abriu um sorriso.
– É, sou eu. — sorri de canto.
– Como você esta ? — ela jogou o pano em cima do ombro e inclinou a cabeça para o lado — Parece tão diferente. Fazem o que ? 20 anos ?
– Você parece diferente também — disse — mais madura — acrescentei.
– Claro. Todos nós temos que crescer né ? Não podemos ser crianças para sempre e tenho que dizer que, infelizmente, a vida é assim. — falou.
– É, tem razão. Eu estou diferente, eu também mudei muito...
– E seus pais, seu irmão ? Nunca mais ouvi falar de vocês. Acho que deve ser porque eu não ligo muito para tv, não é ? — riu — desculpe, eu falo demais as vezes.
– Eles...estão bem, estão muito bem. — Fiquei sério, não querendo falar sobre isso.
– Ah...- ela suspirou — Desculpe, me esqueci do seu pedido. O que deseja ?
– Seu melhor whiskey — disse e ela bateu mão no balcão e piscou.
– É para já!


E saiu. Não, realmente ela não era mais aquela Isabelle que eu tinha namorado.

Naquela época, ela adorava que os caras a idolatrassem, tinha o nariz empinado e não calava a boca — devo dizer que essa característica ainda continua-. O que não entendo é como ela veio para aqui se a família dela era rica. Desde que aquilo havia acontecido, mamãe havia se afastado da família de Isabelle porque não queria que brigássemos novamente pela garota, e acabei por me acostumar a não saber mais dela, a não me importar mais com ela.


E eis que encontro ela no lugar mais improvável.


– Aqui — ela colocou o copo no balcão e sorriu.- Qualquer coisa é só chamar. — e se foi.


Não sei porque eu queria saber mais dela, justo agora, eu queria saber o que havia acontecido durante todos esses anos. Eu não guardava mais magoa dela, mas nunca esqueceria, que por ela eu havia aprontados várias para cima do Edward. Que sentimento louco é esse de querer saber sobre uma pessoa que, há exatos minutos atrás, eu nem sabia se estava viva ?


Eu falei, eu sou louco.


Fiquei observando ela atendendo os outros clientes, sempre simpática. Sim, sua aurea havia mudado e eu estava intrigado, eu queria saber mais sobre essa nova Isabella, ou Izzy, como eu a chamava.


Já passava das 22:00 quando a chamei.


– Diga, mais uma dose ? — perguntou-me.
– O que você acha de sairmos depois do seu turno ? Acaba em meia hora, presumo — falei na lata. Eu não gostava de enrolar.
– Ah..- sim, ela foi pega de surpresa — eu acho que não, Anthony. — ela fez uma careta, como se repudiasse a ideia de sair comigo.
– Por que ? — perguntei.
– Eu, bom, eu tenho que ir para casa descansar. E ...- ela gaguejou — eu estou fugindo de relacionamentos...
– Só estou te chamando para sair, jantar, ou alguma coisa...Não estou te pedindo em casamento, Izzy — falei o apelido sem pensar. Ela mordeu o lábio e suspirou.
– Só você me chama assim..- ela disse -. Olha, eu não posso, okay ? Sinto muito, não posso. — e se foi.


Fiquei atônito olhando para ela se afastar para atender outro cliente. Não por ter sido rejeitado, mas sim pela forma que ela me olhou quando a chamei de Izzy, como se no fundo aquilo tivesse revirado todo o seu ser. E sabe que só me deixa com mais vontade de falar com ela, de saber de tudo.


E eu saberia.


(...)


Voltei lá nos dias seguinte e insisti no pedido, que Isabelle negava firmemente.
– Como você é insistente, Anthony! — ela bufou
– E você é teimosa, como sempre. — revirou os olhos e entornei meu copo de whiskey.
– Por que você não aceita que eu não quero ? Vai prejudicar seu ego ? — arqueou a sobrancelha.
Isabelle podia ir de uma pessoa doce e carismática à uma ácida e ironica.
– Por que você não aceita que eu quero ? Está com medo de não resistir ao meu charme ?


Ela gargalhou e eu bufei irritado.


– Por que você insiste tanto nisso ? — ela piscou várias vezes, como eu lembrava que fazia sempre que estava nervosa.
– Qual o problema de sair comigo ? — rebati.
– Vamos parar de responder com perguntas ? — falou arqueando a sobrancelha novamente.
– Vamos ?


E rimos.


– Cara, como você é insistente! Ok, Ok! — ela suspirou.


Eu não estava acreditando. Ela havia aceitado ?


– Isso é um " Sim, Anthony! Eu vou sair com você mesmo tendo dificuldades em resistir ao seu charme" ?! — brinquei.
– Isso é um " Sim, Anthony! Eu vou sair com você para que pare de me encher a paciência"- ela riu.
– Eu sei que você quer isso. — sorri de canto.
– Passe para me pegar amanhã às 19:00 na Holborn, 230 — disse e se afastou.


Sorri. Peguei o dinheiro na carteira e deixei ao lado do copo, saindo em seguida da Pub.


Assim que cheguei no hotel, tomei um banho quente e me joguei na cama. Fechei meus olhos, tentando pensar no dia de amanhã, mas como sempre, meus demônios apareciam para sussurar nos meus ouvidos. Não tinha um minuto de paz, eles sempre vinham gritar tudo de ruim que eu fiz, toda a insanidade que está dentro de mim. Eles berravam a todo momento que eu morreria sozinho, que eu não valia a vida que tinha, que eu não merecia nada, que eu era podre, e todas essas palavras me deixavam louco, tão louco quanto eu já sou.


O único minuto de paz que eu tinha era quanto me sentava naquele banco e olhava para Isabelle trabalhando. A vida dela parecia tão simples e tão mais feliz do que eu, com todo meu dinheiro.


– Maldição — resmunguei.


Eu só tinha que empurrar essas vozes pro fundo da minha cabeça e tentar dormir, só isso.


Porque parecia tão dificil ?


(...)


Estacionei em frente ao prédio de Isabelle e logo ela estrava no carro, afoita.


– Ola, não podia ter esperado eu abrir a porta para você ? — arqueei a sobrancelha.
– Você faz isso? — ela sorriu irônica.


Avalei seu rosto, com pouca maquiagem, e depois seu corpo. Ela vestia uma blusa branca com bordados e um cardiã azul e branco, juntamente com uma calça jeans escura.


– Você está bonita — disse.
– Obrigada — ela disse e passou seus olhos pela minha blusa azul escuro de botões e a calça jeans. — E você da para o gasto. É bom não te ver de terno.
– É, estou tentando não ofuscar os outros homens com a minha beleza. — Eu pisquei e ela riu.


Dirigi devagar até o restaurante a fim de prolongar nosso encontro. Isabelle ficou quieta todo o trajeto. Assim que chegamos, nos levaram para a mesa que eu tinha reservado, um tanto afastada, para que pudesse conversar melhor.


– Então — ela disse assim que o garçom levou nossos pedidos — vamos falar sobre o que ?
– Não sei, sobre o que você quer falar ? — Perguntei.


Ela me fitou por longos segundos antes de falar.


– Eu vejo tantas coisas nos seus olhos. Vejo que guarda mil coisas ai dentro, e que precisa falar...precisa desabafar...


Abaixei o olhar, incapaz de sustentar seus olhos verdes me analisando. Eu não era assim, o que ela fazia comigo ?


– Vamos falar sobre os velhos tempos ? — tentei.
– Ah não, velhos tempos não. — Ela ainda me olhava, tentando me decifrar — a menos que você queira mesmo falar sobre minha estupidez de criança...
– De ter me traído com meu irmão ? — soltei sem querer.


Ela mordeu o lábio e balançou a cabeça.


– Você quer falar sobre isso..- ela suspirou — Eu poderia usar a desculpa de que confundi vocês, mas não. Eu sei que errei,e não vou dizer também que foi erro de criança. Eu era boba, mas nem tanto..
– Eu só queria saber o porque ...- disse.
– Eu acho que eu me sentia importante, sabe ? Enchia meu ego saber que dois irmãos gêmeos brigavam por mim. — ela riu — tão estúpida, está vendo ? Eu gostava de você, Thony — ela me chamou pela apelido pela primeira vez, eu acho que sorri. — Mas eu...queria brincar, queria mostrar que minha beleza podia enlaçar dois ao mesmo tempo — riu -. Desculpe, eu nunca deveria ter feito isso.
– Isso causou um efeito dominó que você nem pode imaginar...
– Desculpe. — ela apertou o lábios — tudo mudou. Eu não sou a mesma de antes. Como você pode perceber...
– E eu quero entender como você mudou...- eu soltei na esperança de que finalmente ela me contasse.


Ela suspirou e me fitou. Será que ela via minha curiosidade ?


– Só se você me falar sobre os seus demônios também..- murmurrou
Sorri e fitei a mesa. Talvez se ela soubesse, iria correr dali. Talvez se fosse a velha Isabelle iria correr, essa não...
– Ok — sorri de canto.


Ela ficou calada por minutos e nesse meio tempo o garçom trouxe nossos pedidos.Isabelle ficou calada por mais tempo do que eu gostei, mas quando finalmente abriu a boca para falar, de lá saiu algo que eu não imaginei.


– Eu tive câncer, Anthony.

Notas finais
O que acharam da Isabelle ? Se por acaso sair Isabella, vocês ja sabem porque ne ? É costume! KKK Eai, o que acharam desse primeiro capitulo hein hein hein ? O próximo deve sair só lá pelo dia 19 :D Beijos lindas!