Duas faces

3 Senhorita...


Notas iniciais
Oii pessoal, como vocês estão? faz um tempão que eu não posto, me descupem. Tentei fazer o melhor com esse capitulo, espero que gostem. Boa leitura.

— Finalmente! — falei quando vi Stephanie entrando correndo no Rousie's. É a nossa cafeteria favorita. Ela estava descabelada e suada. Provavelmente veio correndo. — está atrasada.

— Boa tarde Querido! — disse sorrindo. — desculpa a demora.

— Que isso não se repita. Tenho compromissos, sabia? Uma vida também.

— Aham, uma vida com salgadinhos e refrigerante, sentado em um sofá assistindo séries. — disse retirando o casaco e o colocando na cadeira.

— Pode falar.

— Fred! — gritou Ste para o garçom. Ele caminhou até a mesa e nos cumprimentou. — por favor, eu quero um café. O que você vai querer?

— Como vai Fred? — perguntei. — eu vou querer um capuccino, por favor.

— Ok, estou bem, e você Carter? — falou anotando o pedido.

— Também. — respondi. Ele sussurrou "com licença" e se afastou.

— Vai esperar o café pra contar? — perguntei.

— Ah, verdade. Então... eu peguei uma bomba! — sorriu — estou com o caso do "anjo negro".

Olhei para ela e forcei um sorriso.

— Você não sabe nada sobre esse caso, né? — concordei com a cabeça. — então, o Anjo negro é um serial killer. As mortes começaram a um tempo atrás, e recebi o caso ontem. Passei a noite inteira vendo fotos das vítimas, e percebi que ele sempre deixa uma fita preta. Ou nos acessórios, no dedo, cabelo, sempre uma fita preta na vítima.

— E como ele mata as pessoas? — perguntei.

— Um corte na garganta.

— Hum... — esse babaca ainda é esperto...- e você tem mais alguma informação? Se não for muita intromissão minha, é claro.

— Eu estava pensando, tentando adivinhar o por que dele matar todas essas pessoas. Pelo visto ele não tem um tempo pra matar, quer dizer, ele não mata de cinco em cinco dias, não é regular. Também mata os dois sexos. Não importa se é homem ou mulher. — ela parou de e ficou pensativa. — Ah, também verificamos a presença de testemunhas mas... nenhuma. E alguns assassinatos foram em lugares públicos. Isso é convidativo!

— De jeito nenhum. Quanto mais longe de bombas você estiver, maior a chance de sobreviver, minha cara.

Não estou com uma boa impressão sobre esse caso.

— Aqui está o pedido de vocês! — disse Fred.

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Merda. Cadê o papel higiênico?

— Moça, na onde eu encontro papel higiênico? — perguntei para uma mulher com o uniforme do supermercado. Ela virou tão depressa que engoliu cabelo.

— Hahahaha, desculpa? Na segunda prateleira do corredor 7. Mais alguma coisa moço?

— Anhh... Não, obrigado.

— Por nada. — disse piscando os olhos azuis. Belos olhos... azuis. O daquela menina da faculdade eram cinzas, nunca tinha visto um igual... e nunca mais verei! Me afastei da atendente, rumo ao corredor 7.

— "Senhorita Mackenzie" nhé nhé nhé. — falei com uma voz estranha, melosa.

— Senhor Carter, boa tarde. — pronunciou uma voz familiar...

— Quê? — exclamei virando para trás. Ah... por que Deus? Eu não fui um bom garoto? Encontrar com ela justo agora...

—"Senhora" — ela riu. Não me lembre desse dia constrangedor...

— Atrevido, o "Senhor", certo, Senhorita Mackenzie? — perguntei dando ênfase no "Senhorita".

— Não. — ela se virou para ir embora.

— Bem, "Senhor" não... ainda sou jovem, não estou tão velho. — essa frase foi para ela não ir embora? Mas por que diabos eu to falando isso? — Só Carter está bom.

— Mas é claro. E então, costume de falar sozinho?

— Falar sozinho, sim. De você, não. — eu ri do meu comentário, e ela abriu um sorriso também.

— Uma pena para mim. — ela comentou. — Tenho que terminar as compras agora... — não vou cair no mesmo truque, ela não está flertando. Olhei para o carrinho dela.

— Espera aí. São ingredientes para um veneno caseiro?

— Não há duvidas que você é um policial sábio, Carter. Os próprios ingredientes.

— Moça, se explique. Ela abriu um sorriso tão encantador que ficou difícil de prestar atenção.

— Matar uns ratos espertos que evitam ratoeiras. — falou arrumando os produtos.

— Não é melhor...

— Eles gostam muito da comida da minha professora... então que comam. Com veneno. — ela deu uma risada maligna, de brincadeira.

. — Engenhoso. — afirmei.

— Com licença, tenho que passar no caixa ainda. — falou dando ré no carrinho.

— E eu tenho que achar o limpador de merda. – falei quando ela já estava longe.

— Hey Detetive! — gritou um pouco distante.

— Senhorita! — gritei de volta.

— Linda cara de policial mau! – disse na multidão, e se perdeu no meio do corredor. O que? Creio que dessa vez não foi uma correção! Ela estava flertando!

— Hey Senhorita! — gritei novamente para Mackenzie. Talvez gritar não tenha sido a melhor opção, isso atraiu um monte de olhares curiosos, menos o da pessoa que eu mais queria. Acho que estou parecendo um tomate.

— Carter. Afinal, quantos anos você tem? — abri os olhos. É como um anjo. Um lindo anjo, de preferência.

— Ah, Senhorita Mackenzie... tem certeza que quer saber minha idade? — estou sentindo minhas mãos suarem. Ela balançou a cabeça afirmando. — 31.

— Bem conservado, não? — Sorri.

— Realmente, o Jonny Depp até me pede umas dicas...

— Claro que pede. — falou sorrindo. — mas, afinal, por que você me chamou?

— Ah, sim! Ér... — aqueles olhos cinzentos estavam me encarando. Isso não está ajudando. — posso te adicionar no meu Orkut?

— Hã? — perguntou dando risada. — Detetive Carter... quem diria!

Ah merda. Fudeu. Vou pegar o carrinho e dar meia volta como se nada tivesse acontecido.

— Aguarde um minuto, Detetive. — ela começou a procurar algo de dentro da bolsa. Tirou de lá um pedaço de papel e uma caneta. Começou a escrever algo e me deu o papel. — mais prático, certo? — me disse de um modo irônico. — espero a sua ligação. — falou e saiu, particularmente, rebolando.

— Papel higiênico, foca Carter!

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Senti meu telefone vibrando no bolso da calça. Peguei ele e vi no visor “Stephanie Tompshon”

— Alô – falei.

— Oi Call. Vai ter uma reunião aqui na delegacia sete horas. Sobre o Anjo negro. O Delegado pediu a presença de todos os agentes.

— Hum, okey. E – eu fui perguntar aonde era mas ela desligou na minha cara. Ste e a sua mania.

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— Todos presentes? – perguntou o Delegado, num tom de voz rígido e serio.

— Creio que sim, Delegado. – respondeu o secretário da delegacia. – eu vi todos entrarem.

— Ótimo, então você já pode se retirar, Sr. Jorge. – disse o Delegado se referindo ao secretário. Ele concordou com a cabeça e se saiu da sala. – Bom, acho que todos aqui sabem o motivo desta reunião.

Atrás do delegado havia uma lousa, toda preenchida por manchetes e noticiários, fotos das vítimas, tudo relacionado ao Anjo negro.

— Passei o caso para a Sra. Tompshon ontem, e talvez seja necessário mais alguns agentes. Esse caso não e fácil. O Anjo negro não costuma dar pistas. Somente uma fita preta, em sua vítima.

— Então esse tal de Anjo negro sempre deixa uma fita preta em suas vítimas? Sempre? – perguntou o agente Ben.

— Associamos que os corpos com as fitas pretas são desse Serial Killer. Irei explicar tudo desde o começo. Há mais de dois anos atrás, um cadáver foi encontrado em uma praça, de madrugada. Esse corpo tinha uma fita preta amarrada no dedo. Primeiro pensamos que era um acessório da vítima. – o Delegado se levantou e apontou para uma foto no quadro. O corpo estava jogado em cima de um banco de concreto, havia gotas de sangue no chão e na blusa da vítima. Era uma mulher. – ela morreu com um corte na garganta. – continuou o Delegado. – percebemos, pelo corte, que a faca que o assassino usou, estava bem afiada, e o corte foi profundo. Sra. Tompshon, pode continuar?

— Claro Detetive. – Ste se levantou e caminhou até a lousa. Ela apontou para a segunda foto. – depois de cinco dias, foi feito uma denuncia, dizendo que havia um corpo, no banheiro de um estádio, onde estava acontecendo a Copa do Mundo de Rugby. A mesma história. Um corte profundo na garganta, e uma fita preta, amarrada no tênis da vitima. Mas desta vez era um homem. Dois dias depois, mais um assassinato, uma adolescente foi encontrada morta, em uma boate. Corte na garganta e fita preta amarrada na bolsa.

— E assim mais vítimas foram aparecendo, sem nenhuma sequência. – falou o delegado. – até hoje foram encontradas 49 vítimas, com a fita preta.

— Delegado! – a porta se abriu com uma grande velocidade. Era o Jorge. – uma denuncia acabou de ser feita! Uma mulher ligou dizendo que havia várias fitas pretas jogadas no chão e um homem com uma faca na perna.

— Fitas pretas...? – sussurrei.

— Esta noite iremos atrás do Anjo negro! – disse o Delegado.

Notas finais
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