Duas faces

4 Desencontros...


Notas iniciais
Olá caros leitores! Como vocês estão? Bem... desculpem pela demora, e para compensar, a Gabriella fez um capítulo com uma narradora especial. A Mackenzie. Agora sem mais delongas... Boa leitura.

— Está noite vamos atrás do Anjo Negro! Agente Tompshon — o Delegado deu um olhar de reprovação para Ste, ela só balançou a cabeça — e você também, Agente ...?

— Miller, Senhor. Carter Miller. — respondi.

— Certo. Agente Miller e Tompshon, me acompanhem. Iremos atrás daquele maldito. Ste se levantou, olhou para mim e sussurou "anda logo!". Me levantei e me manti atrás dela.

— Todos os acompanhantes do caso, comigo — disse o Delegado saindo da sala de reuniões.

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A casa era branca, com detalhes beges e um caminho de pedra branca, que nos guiava até a porta. Havia também coqueiros e palmeiras. Para mim a casa é elegante. Mas as luzes vermelhas e azuis estragavam isso, elas deixam o clima tenso.

— Peguei o relatório dos guardas locais, vamos adentrar a casa. — falou o Delegado. — armas na mão, pessoal.

Ste estava bem do meu lado, puxando o gatilho da arma.

— Hey? — chamei.

— Oi querido. — respondeu.

— Por que eu estou aqui? Esse caso não é seu?

— Então... — falou olhando nos meus olhos. — eu acho que eu não conseguiria resolver esse caso sem a sua ajuda. Mas... Cara, ta muito legal! Esse clima... E nem sabemos o que nos aguarda dentro da casa! O Anjo negro pode estar lá!

— Porra Stephanie... — sussurrei. — admiro seu espirito aventureiro. Mas estou me sentindo um intruso aqui.

—Senhores! — Exclamou o Delegado — Sinto muito mas o Anjo Negro escapou. Aquele... — um grito agudo interrompeu, enchendo nossas orelhas de agonia. — O quê foi isso?!

— Veio da casa! — disse um policial.

— Vocês não vasculharam lá dentro?! — Perguntou o Delegado, tendo sussurros de 'não' em resposta. Corremos até a porta, que estava fechada.

— Pessoal, preciso de uma perna forte aqui. — pediu Ben, um policial de uns 50 anos. — sinto que não posso mais fazer esse tipo de atividade...

— Vai lá Carter — disse Ste me empurrando. Caminhei até a porta. Vamos lá... Reuni força na minha perna direita, preparado pra chutar.

—Um, dois, três e já! — sussurrei. BUM!

— Ora Agente Miller... — o Ben começou a gargalhar. Meu Deus, como eu estou sedentário. Um, dois, três e... BUM!

— Agora sim, Querido. Achei que eu teria que fazer isso. — disse Ste dando risada. Forcei um sorriso. Adentramos a casa, a sala estava com uma trilha de desorganização. Continuamos andando, com a arma na mão.

— A sala ta limpa! — afirmei. Olhei para o lado direito e vi um corredor .

— Anggg! — outro grito. O policial que estava na minha frente apressou o passo, e abriu a porta do quarto. Lá estava um corpo inconsciente no chão, e uma moça em crise no canto da parede. O homem foi atacado com uma faca, que conseguiu atingir sua perna, e o Anjo Negro a deixou fincada em sua batata. A garota foi tentar ajudar, e retirou de lá, fazendo que ele perdesse muito sangue.

As ambulâncias chegaram, retiraram o corpo, e foram fazer testes psicológicos antes da menina ser liberada para o interrogatório, ela parecia fisicamente bem.

— Eu quero ver a minha filha! Cadê o meu marido?! — berrava uma voz feminina na sala. Era a mulher das vítimas, que estava trabalhando na hora do crime. Ela estava acompanhada, pelo que parece, uma amiga.

— Fique calma, seu marido está no hospital recebendo ajuda, e sua filha já vai ser liberada. -Eu disse. A acompanhante, que estava de costas virou quando eu falei, e nossos olhos se encontraram.

— Carter?

— Mackenzie?

Não é possível...

— Quem é essa com a Senhora? — se intrometeu o Delegado, perguntando para a Mulher das vítimas.

— Ela se chama Mackenzie Walker, é minha aluna na faculdade, e minha amiga também. Eu quero saber da minha filha. Cadê a Julie?!E o quê houve com o Shane??

— Ben! Explique para ela, enquanto Thompson termina o interrogatório — falou o Delegado.

Mas que coincidência incrivel. Ela está aqui... Caraca! Eu fiquei de ligar pra ela... De qualquer forma vou conversar com ela. Eu espero.

A casa está sendo revistada, quando Julie passa correndo indo abraçar a mãe. O abraço foi longo, e a menina está desesperada.

—Querido! — É a Ste. Só ela me chama de "querido". Ela veio caminhando até mim. A enteada de Shane, Julie, tinha começado a chorar, e puxava a mãe de um lado pro outro.

—"Querido"? — perguntou Mackenzie. Olhei para ela, parece incomodada.

— Meu Deus me chamou de querido na frente da paquera — sussurrei pra Ste.

— Desculpe — ela está segurando o riso — Mas é capaz de eu dar encima dela, não de você. Esqueceu que meu negócio é outro...

— Não! — quase gritei, antes de ela me contar. Eu e a Ste já demos encima da mesma garota. Ela é homossexual.

No canto do olho, pude ver Ben tentando consolar a ...caralho esqueci o nome dela... Julie!

— Ele vai ficar bem, seja forte como a sua mãe... Ér... — Ele começou a gaguejar — t-tem caquinha saindo do seu nariz...

— Porra! Meu padrasto foi atingido por uma faca e você fala da minha meleca?! — respondeu Julie, agora furiosa.

— Só para de chorar, ele foi levado pro hospital.

A doida Loira do meu lado, vulgo Stefanie, me cutucou.

— A menina não viu quem atirou a faca no Shane.

— Alguém mais estava aqui? — perguntei. Estranho ninguém ter visto o Anjo negro. Mas... Ste, como vocês sabem que foi o Anjo negro que invadiu aqui? Eu não vi nenhuma fita preta amarrada na vitima.

— Os policiais que estavam aqui acharam uma sacola cheia de fitas pretas na frente da casa. Depois de tantos assassinatos com fitas pretas, achar uma sacola com varias delas é...

— Obvio. — completei. Olhei em volta. Julie e a mãe estavam sentadas no sofá, conversando com o Ben. Dois policiais estavam tirando foto, da trilha de sangue, da sala desorganizada, da casa inteira. A Mackenzie estava em pé do lado da janela, virada de costas para mim. O seu cabelo estava solto, e bem arrumado. Algo me diz que ela e perfeccionista...

Fui na direcão dela, decidido a conversar sobre algo. É a minha oportunidade...

— Carter. — ela se virou antes de eu chamar ela.

— Como você me viu?

— Janela? — comentou com um sorriso irônico.

— Ah, verdade. — sorri sem graca. Janela, reflexo.

Ela encostou a cabeca na parede e ficou me encarando.

— Ér... que coincidência. Nos encontramos de novo... — falei tentando puxar assunto.

— Sim — respondeu. — muita. Você não deveria estar com os outros? — ela perguntou olhando para o Delegado e a Ste, que estavam reunidos com mais alguns policiais.

— Eu não faço parte desse caso, só servi pra arrombar a porta. — na segunda tentativa ainda, mas posso deixar isso em OFF.

— Entendi. — disse dando risada. — fiquei esperando sua ligacão, "Querido".

— Me desculpe. Teve uma reunião e... eu ia te ligar. Sério.

— Sem problemas, Carter.

— Como é o nome da mãe da Julie? — perguntei. Elas ainda estavam sentadas no sofa. Ainda bem que a menina tinha parado de chorar.

— Di. — respondeu.

Um silêncio constrangedor dominou o ambiente.

— Ela é uma das minhas professoras na faculdade. — disse Mackenzie.

— Ah, o veneno para ratos...

— Sim. Eu venho com frequência aqui, e tem alguns ratos bem chatos...

— Mack! — chamou Di. Ela e a filha estavam em pé. — eu e a Ju vamos no hospital ver o Shane... Você pode ficar aqui ate os policiais irem embora?

— Posso sim, Di. Ele precisa de você agora. — respondeu "Mack" indo ate ela. — quer que eu feche a casa e entrego as chaves pra você amanhã?

— Perfeito Mack, obrigada! — ela a abracou, e depois saiu da casa com a filha.

— ér... você quer companhia? — perguntei, sentindo meu rosto esquentar.

— Se você quiser ficar ate mais tarde na casa onde aconteceu tudo isso, sim. — respondeu sorrindo. Um belo sorriso, de preferência.

E eu parecendo um ogro. Isso e péssimo.

— Incrível. — comentou Mackenzie do nada.

— O que?

— O Anjo negro. — Ele simplesmente entrou aqui e... atirou uma faca no Shane. E o pior... a Ju estava aqui e deve ter visto tudo. Ela ainda tirou a faca... essa menina não tem noção nenhuma de medicina.

— Médicos. — falei revirando o olho.

Ela sorriu em resposta, e deu uma leve corada.

— Eu posso olhar aonde foi a cena do crime? — perguntou com um certo charme.

Huuum... Hoje tem!!!

Brincadeira, calma ai Carter. Respira. Um, dois.

— Você já esta nela. — falei. — mas achamos o Shane e a menina no quarto. — ela comecou a andar em direção ao quarto. — mas a Senhorita não pode ir sozinha. Tem que ter acompanhamento policial. E o unico disponível... — olhei em volta, todos estavam ocupados. Ainda bem! — parece que sou eu.

Ela gargalhou.

— Tudo bem policial.

Entramos no quarto. A poça de sangue ainda estava meio umida.

— É realmente incrível. Como um humano faz coisas desses tipos... — comentei.

— Ainda ha monstros por ai, Carter. — ela olhou nos meus olhos. — só não estão mais embaixo das nossas camas.

Um barulho de sirene invadiu minhas orelhas, e a casa inteira. Corri para a sala. Olhei para trás, a Mackenzie parecia estar boiando.

Me virei para eles. Vários policiais (que eu não conheço) entraram na casa, inclusive ele.

— Pai?

— Ingrato.

Notas finais
E ai pessoal, gostaram? Daqui a pouco eu irei postar o bônus pra vocês! Beijinhos beijinhos, bye bye!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.