Duas faces
1 O começo do final
Notas iniciais
— O caso está resolvido, Tenente Miller. – disse o novo delegado. Ele soltou um suspiro e logo voltou a falar – Parabéns.
Apenas sai da sala. Estava completamente cansado. O corredor da delegacia estava vazio. O único barulho que se conseguia ouvir, era da água do bebedouro pingando no chão e os meus passos. Nada mais.
Sai pela recepção e adentrei o estacionamento. Levei as mãos no bolso da calça jeans e peguei a chave. Destranquei meu carro – um Vectra vermelho caindo aos pedaços – e dei partida.
Até que hoje está uma noite bonita para uma segunda-feira. Para mim as noites não fazem diferença. Hoje também não faz. Por que só hoje que eu percebi a lua? Não sei. Só quero chegar em casa e dormir.
As ruas estavam um pouco movimentadas. Alguns bares de esquinas estavam cheios, restaurantes cheios, todos apreciam alegre.
Tanto faz.
Dirigi até meu apartamento. Quando cheguei, guardei o carro na garagem e subi. Destranquei a porta entrei em casa. Deixei a chave e meu celular na mesa e me joguei no sofá. Fiquei fitando o teto por alguns segundos.
Eu quero ouvir música.
Me levantei e fui até um quarto, que eu chamo de escritório, e peguei um disco. Um disco aleatório. Todos as musicas que tinha lá eu curtia, então tanto faz qual eu escolho. É... a minha palavra do dia é “tanto faz”. Hoje estou com a guarda completamente baixa. Estou completamente cansado. Nada que um bom rock clássico não cure.
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