Droga de Vida
3 Voz Que Abre Meu Horizonte !
Aquela voz me intrigou demais, não olhei diretamente para atrás, o que me deixou confuso foi que Luiz pareceu não ter escutado, depois de alguns segundos olhei e Não havia nada.
–Você não ouviu?- Pergunto um pouco tenso.
–Não, não ouvi nada -Diz ele olhando na mesma direção do que eu...
–Garoto acredite em mim, você corre graves perigos-Diz a mesma voz.
–Nathan ? Está tudo bem ?-Diz Luiz após ver minha cara de pânico.
Decidi então não citar mais nada sobre o acontecimento, Luiz recebe uma ligação, após desligar me disse que era sua mãe pedindo para que ele fosse para casa, não entrei em detalhes assenti e fui junto a ele ate a porta, visualizei enquanto Luiz desaparecia descendo a rua, ia me virando quando, ao olhar para o outro lado da rua um feixe de luz muito forte veio diretamente nos meus olhos, no mesmo instante bloqueei os olhos com a mão, quando consegui estabelecer um contato visual, vi que se tratava de uma mulher, Pálida de tão branca, cabelos pretos, olhos castanhos, e com um vestido longo. Parecia estar tentando me avisar alguma coisa, pois ela mexia os braços de uma forma muito estranha, fazia sinais de mãos a frente do pescoço simbolizando morte, pelo que consegui entender, ela ia morrer ou estão tentando matar aquela moça, segui em direção a rua quando um ônibus passou bem rápido a minha frente, e ao olhar já não havia mais ninguém do outro lado da rua.
Congelo, o que realmente aquele moça queria me dizer, quem vai morrer, o que realmente esta acontecendo ?. Sem mas delongas voltei-me para dentro de casa, continuei a ler o livro, depois de mais ou menos duas horas chego nas paginas finais, percebendo que a ultima pagina estava rasgada, vou então novamente ao "Santuário" de minha mãe na esperança de encontrar a pagina rasgada, procurei por tudo tentando é claro não deixar suspeitas de que havia entrado lá. Depois de alguns minutos de busca jogado fora resolvi colocar o caderno no lugar onde ele estava, tirando apenas o marcador de pagina que eu havia colocado no caderno, colocando-o no bolso de traz de minha calça. Segui ate a saída..
–Garoto você precisa ir embora daqui urgente-Diz a mesma voz que ouvi em meu quarto.
Virei-me rapidamente, e para minha surpresa era a mulher de branco do outro lado da rua.
–Quem é você ? E o que você quer comigo ?-Perguntei tentando ficar calmo..
–Little Street 405... Little Street 405.. Little Street 405
A moça repetiu isso por mais pelo o menos cinco vezes, antes de desaparecer, corri então para meu quarto, tranquei a porta e segui diretamente para o meu computador, procurei o endereço que a moça havia me indicado, e para minha surpresa era minha antiga casa, morei lá pelo nos meus primeiros cinco anos de vida, o que não era de se impressionar por não ter tido ideia de qual era o endereço de minha antiga casa, só tinha uma certeza, aquela moça queria que eu fosse para lá, mesmo com medo peguei algumas , meu celular e segui em direção a porta, já estava caindo a noite, era entre seis a sete horas da noite. peguei minha bicicleta e fui em direção ao endereço que a moça de branco havia me passado, que pra variar eu conhecia muito bem.
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