Droga de Vida

4 A Hora Da Verdade Meu "Ultimo Suspiro"


Paro diante a porta, sinto que minhas mãos tremulas e meu estomago a roncar..

A que ótimo, SERIO !? Bem agora!... Bem que deveria ter comido algo antes..

De repente percebo que um automóvel parou a uma quadra de onde eu me encontrava, claro seria comum morador voltando para casa ou algo do tipo, mas não havia nada além de um terreno baldio. Me antecipo e entro na casa.. por sorte ainda havia uma chave escondida de baixo do tapete. sigo entrando em todos os cômodos da casa com remoço, após ter visto detalhadamente todos os cômodos, me deparo novamente com a mulher de branco, no mesmo segundo recuei.

–Fique calmo meu garoto-diz ela com um olhar de compaixão-não vou lhe machucar.

–Já estou aqui, agora diga-me ! o que você quer comigo ?

Um silencio de perfurar a alma ecoou.

–Preciso lhe mostra algo- Diz ela segurando minha mão

Tentei me afastar mas não conseguir me mexer, por um segundo nada aconteceu, ate que um clarão veio sobre mim seguido por um escuro profundo..

–Como isso pode acontecer Cassandra ?-Diz um homem com uma expressão severa em seu rosto.

–Você deviria ficar feliz-diz a senhorita com voz doce. -Nosso primeiro filho.

Tentei me pronunciar mas para meu espanto não conseguia falar, conhecia de longe quem eram aqueles dois, também compreendia com clareza que dia era aquele.

–Ficar feliz? essa criança veio pra tirar nossa paz-diz o homem acertando um soco na mesa.

–Que paz ? você pode me dizer, nós dois só discutimos-diz a doce moça, levantando seu tom de voz.

O Homem pega uma faca e vai rapidamente em direção a moça, na intenção de mata-la

–Essa criança não viverá-Diz o homem com um olhar sombrio nos olhos.

A senhora segura os punhos de seu marido, e o olha diretamente nos olhos

–Preste bem atenção, posso ate morrer essa noite. Mais em meu filho você não vai tocar.

O que aconteceu em seguir já era inevitável, tentei gritar mas já era tarde ele já havia tirado a vida daquela pobre senhora.

–Mãaaeee !!!-Volto ao presente.

Sim, era o que eu temia aquela pobre mulher era minha mãe, e seu assassino, meu pai, ainda pior do que eu imaginava ele não a envenenou a matou a facadas.

–É a senhora... Mãe ? Era a senhora o tempo todo ! não era ?

–Sim, Filho precisava lhe avisar, você mora junto com um assassino, e acredite em mim, ele quer te matar.

–O que devo fazer ?

–Fuja !

Após pronunciar essa palavra minha mãe simplesmente desapareceu. Sai daquele lugar, com um peso muito forte no coração, se eu parar pra pensar a culpa da morte de minha mãe era minha. Chego em casa, me deparo com meu pai que pela primeira vez estava esperando por mim.

–Onde você estava ?-Me pergunta ele com um olhar furioso

–Eu...er... estava com o Luiz na casa dele, começamos a conversar e nem vi a hora passar-digo suando frio.

–Que estranho ! seu amigo acabou de ligar perguntando por você-Di ele com um sorriso de (Te Peguei)

Mudo completamente minha expressão facial para desesperado

–Foi um dia cansativo, irei tomar banho e me deitar-Digo indo rapidamente em direção ao banheiro.

Escuto ele se levantar e acelero, ele estava quase na mesma velocidade do que eu mas para minha sorte conseguir alcançar o banheiro e no mesmo instante trancar a porta.

–Sua vida não era boa o bastante Nathan ? Para que relembrar o que já foi esquecido, porque correr atrás do seu passado ?-Diz ele com uma voz tranquila

(Como ele sabe...será que... a droga... ele deve ter encontrado o livro)

–Porque você não simplesmente me matou, esse era seu proposito desde o começo, porque não o fez ?

–Na noite do acontecimento, após ter matado sua mãe fui atrás de você com esse proposito de mata-lo friamente, mas não pude..

–Porque?-o interrompo com um grito

–Porque vi em você aquele olhar de inocente e não o fiz..

Um silêncio ecoou

–Mas agora Nathan ! Irei reparar este erro... Eu te matarei

após dito isto ele começou a bater na porta na intenção de derruba-la imediatamente corri ate a janela e sem pensar me joguei dela, caindo sobre nossa piscina, que no calor do momento eu havia esquecido que estava ali. sai rapidamente dela, e vi que logo atrás de mim vinha ele, "meu pai" para minha sorte Max, meu cão companheiro, o empurrou derrubando-o no mesmo instante dentro da piscina. Corri então em direção a casa de Luiz na intenção de conseguir apoio, ele mora a algumas quadras da minha casa em um prédio enorme, assim que entrei o porteiro do prédio me fuzilou pelos olhos.

–Garoto não molhe meu chão.

Não lhe dei atenção

–Sem correr garoto-diz ele

Chamo o elevador, antes de entrar vejo que meu pai me alcançou

–Fecha...fecha...fecha- imploro ao elevador

Para minha sorte ele fechou, mais sem perceber acabo parando no ultimo andar, sem pensar sai do elevador e fui de encontro a uma janela de vidro que se localizava no final do corredor.

–Você achou que fugiria de mim ?-Diz meu pai atrás de mim com um olhar maligno

–Era oque eu estava tentando fazer, mas parece que não deu muito certo-digo tentando me tranquilizar

Ele dar risada, tira uma faca da cintura, e corre com ela na mão em minha direção. Aquilo era o fim para mim tinha certeza então a única coisa de podia fazer é aceitar a morte, fechei meus olhos..

–Nãaoo !!-Grito e me jogo pro lado

Escuto barulho de vidro quebrando, e sinto cacos caindo sobre mim, ele caiu do ultimo andar do prédio onde estávamos. seu ódio era enorme sobre mim, mas ele não tinha a coragem de me matar, no mesmo minuto em que fechei meus olhos e "aceitei minha morte" ele também fechou. ele poderia ter feito o que fez mas eu não o odiava, na verdade ele me ensinou o valor que tem a vida, isso o levou a morte mas eu aprendi. Após todo o tumulto, sobre com quem herdaria sua herança que obviamente iria para mim já que eu era o único na família. Terminei minha faculdade, viajei o mundo, criei minha família. Agora estou aposentado meus filhos estão casados e bons de vida, e eu sou o exemplo para meus 3 netos, que para variar são minha vida.

Notas finais
Bem, esse é o fim, espero que gostem
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!