Drive By | hiatus |
1 Prólogo
Notas iniciais
Sou uma pessoa muito boa e já começo a fanfic com salienças (-q) porque sei que vocês gostam, me amem jspolçjdm
Não sei se vou continuar a fanfic, então preciso do apoio de vocês. Tenho algumas ideias já passadas pro papel *word* e outras que ainda são só ideias em fase de crescimento (wut), então preciso que vocês me ajudem com essa aqui.
Boa leitura 'u'
"When you move me,
Everything is groovy..."
–Train, "Drive By"
Parei o carro e, ainda com as janelas fechadas, impossibilitando a visão das moças, comecei a minha seleção para eliminá-las. Não que eu tenha um tipo específico – bem longe disso – e acredite em todos os estereótipos, mas demoro a escolher as minhas companhias; sou muito indeciso no quesito mulheres. Uma moça loira e com seios fartos se esfrega na minha janela, exibindo o decote; não destravo as portas. Sequer abro as janelas. Ela parece triste, mas não se afasta; de repente, começa uma discussão desta mesma moça com outra mulher que não consigo ver, então estico o pescoço para enxergá-la.
Os cabelos dela devem chegar aos quadris, não consigo ver daqui, e ela parece ser muito bonita; a moça loira então desiste de discutir e sai andando, balançando os quadris e jogando os cabelos extremamente lisos para trás, juntando-se ao enorme grupo de mulheres do outro lado. Quando a outra jovem curva as costas e bate na minha janela, posso apenas confirmar o que já havia pensado: ela é, de fato, bem bonita. Destranco as portas e tenho visão privilegiada do rosto e busto dela. Os olhos dela são verdes, acho, e o busto não deve ser maior que quarenta, mas a beleza dela é incomparável, o que, na realidade, compensa os seios não muito grandes.
Ela se acomoda no banco ao meu lado e então a saia que ela usa chega até o meio das coxas; do corpo dela exala um leve perfume de cerejas e creme, e então suponho que o nome que ela usa tenha algo a ver com esses dois aromas docíssimos.
- Como se chama? – pergunto de repente, interrompendo o discurso de pagamentos já conhecidos; ela dá de ombros.
Não direi que sou algum tipo de santo porque não sou; ando por aqueles becos e pago mulheres para pura diversão. Não é que eu não esteja à procura de um relacionamento, mas essas moças são como brinquedos – nós pagamos, nos divertimos, descartamos. Não há nada que eu queira com elas além de entretenimento sexual. O baque surdo da porta em contato com as extremidades do carro me acorda dos meus devaneios e eu começo a dirigir – não sei onde estou indo, só piso no acelerador, esperançoso de que não seja parado numa blitz ou algo do tipo, porque nunca sei como explicar as moças seminuas ao meu lado no carro.
Quando me dou conta, estou na frente da minha casa. Não faço ideia do que vim fazer aqui com essa mulher desconhecida, mas como já tirei a chave da ignição e já abri a porta, não custa nada; o carro está estacionado no meu jardim e meus vizinhos mais próximos estão a quinze minutos de carro.
- Bela casa – ela diz ao sair do carro; há um leve sotaque nova-iorquino em sua voz, mas não o menciono – Nunca fui à casa de clientes…
Nunca levei prostitutas para a minha casa – quero dizer.
- Há uma primeira vez para tudo – é o que digo.
Ela me lança um sorriso e meu coração começa a acelerar conforme vejo os quadris dela se movendo de um lado para o outro enquanto ela caminhava deliberadamente lenta até a porta vermelha da minha casa; quero possuir o corpo dela ali mesmo, mas seria uma enorme vergonha se houvesse alguém espionando do outro lado. Engulo a seco e seco o suor que começa a se acumular na testa – nunca algo do tipo aconteceu comigo, mas há uma primeira vez para tudo, foi o que eu disse. Começo a caminhar na direção dela e vejo que seus olhos procuram alguma luz além da que eu pus para emergências, do lado de fora.
- É deserto aqui – eu digo; ela balança a cabeça.
Percebo rapidamente que ela não é muito de falar; não me importo com isso. Nunca quis conversar com nenhuma dessas mulheres antes ou até mesmo depois de pagar por elas, e não é agora que vou começar. Como eu disse, são apenas brinquedos sexuais. Não me entenda mal, mas não vejo o porquê falar bem dessas mulheres – vendem seu corpo a troco de nada, deixam que qualquer um passe a mão em seu corpo e depois vão embora como se nada nunca tivesse ocorrido. E ainda há aquelas que gostam daquilo que fazem. Então não vejo porquê de falar delas para qualquer um, de qualquer jeito…
Aponto para as escadas e deixo que ela suba na frente e, quando chegamos ao andar de cima, posso ver o brilho em seus olhos, mesmo no escuro. Meu quarto é enorme, então deixo que ela o aprecie por algum tempo antes de começarmos a fazer o que realmente interessa; puxo o corpo dela para perto do meu e então começamos as famosas “preliminares”. Ela joga o pescoço para trás quando começo a dar beijos e chupões – fico feliz pelo cafetão dela não se importar com as marcas de um cliente qualquer.
Ouço o longo gemido sair pela boca dela quando escorrego meus dedos por baixo da saia curta e cheia de brilhos; meus dedos escorregam facilmente para dentro dela, o que geralmente não ocorre com qualquer outra moça. Ela está gostando do que eu faço; começo a acelerar a velocidade das estocadas com meus dedos e ela segura em meu pescoço, colocando-se na ponta dos pés quando atinjo um local mais fundo dentro dela.
Normalmente, eu não teria me importado em dar prazer para ela, só me importando com o meu próprio, mas ela parece estar gostando tanto daquilo que continuo; beijo o pescoço dela novamente e então escondo meu rosto no monte de fios embolados do cabelo dela quando ouço mais outro longo gemido saindo de sua garganta e então vejo que as mãos e as pernas dela tremem: ela alcançou o orgasmo. O primeiro orgasmo, quero dizer.
Não sou convencido, mas sei que sou bom no que faço na cama. Ela se afasta do meu corpo e retira a blusa do corpo, jogando-a em qualquer lugar do quarto; não me importo com isso agora porque o volume dentro das minhas calças começa a ficar insuportável e sinto que preciso retirar-me de dentro do tecido com a maior rapidez possível; retiro a camisa primeiro, jogando-a longe, e então é a vez da calça. Mas ela me impede quando começo a retirar o cinto, fazendo isso ela mesma. Engulo a seco quando vejo a minha ereção – já enorme e pulsante, eca – sendo tomada nas pequenas mãos; minha respiração falha quando ela me coloca na boca. Coloco a mão em sua cabeça, mas não a movo, não ainda; a língua dela começa a trabalhar em mim, lambendo toda a extensão e então, a glande. Jogo a cabeça para trás quando ela começa a dar atenção somente à parte mais sensível de mim: o topo.
Os espasmos não demoram muito a chegar e então eu jogo a cabeça para trás e forço meu corpo contra o dela, empurrando-me cada vez mais fundo em sua garganta. Ela não parece se importar com a explosão de líquido que está se aproximando, mas eu, sim; acho meio nojento, então, quando o sinto mais próximo, me retiro de dentro dela e continuo eu mesmo o trabalho, movendo a mão para cima e para baixo, fechando os olhos… e então eu explodo numa imensidão branca e pegajosa. Abro os olhos pouco tempo depois, quando a tremedeira começa a ir embora; o rosto dela está um pouco sujo de sêmen, mas ela não parece se importar, então eu também não me importo. Eu a ajudo a se levantar e então a empurro sobre a cama; com experiência (ou até mesmo preferência, quem sabe!), ela se coloca de quatro sobre a cama, me encarando por cima do ombro.
Não espero muito tempo e procuro uma camisinha; não encontro onde eu normalmente as guardava porque comecei a guardá-las no carro, já que era mais fácil de eu transar com uma mulher no carro ou em qualquer outro lugar do que em casa. Fecho os olho e solto um longo suspiro, levantando-me mais uma vez; ouço a risada dela e então vejo uma camisinha enfiada entre dois dedos dela, já fora do plástico. Volto a me ajoelhar na cama e então ela se vira, colocando a proteção sobre mim; perco o fôlego quando ela ergue os olhos para mim enquanto empurra o plástico melecado sobre minha ereção.
Empurro o corpo dela sobre a cama e então ela se ajeita mais do que depressa, ficando novamente de quatro. Forço meu corpo para frente e então entro com mais facilidade dentro dela; o grito que ela solta é um som de aprovação, então começo a me mover com rapidez e força, não me importando com delicadeza e paixão, porque não é isso que nos ronda no momento. Ela grita, grunhe e geme quando começo a aumentar a velocidade, e isso só me deixa ainda mais excitado para fazê-la desabar e gozar mais vezes; não estou próximo, mas do jeito que ela apoia a cabeça no colchão, ela está.
Quando sei que ela está perto de outro orgasmo, diminuo a velocidade, ouvindo um choramingo vindo dela; quase rio, mas minha voz sai rouquíssima, então acaba parecendo um simples gemido. Continuo na lenta e monótona velocidade enquanto ela crava as unhas no lençol, desarrumando-o mais ainda; espero até que ela esteja perdendo a satisfação e volto a me forçar para dentro dela, empurrando meu corpo ainda mais fundo; ela grita.
As costas dela se arqueiam e ela joga o pescoço para trás; posso ver, mesmo longe, os olhos dela fechados e a boca avermelhada entreaberta. Seguro em seus quadris e cintura e então afasto suas pernas um pouco mais com meus joelhos, atingindo mais fundo; ela grita ainda mais alto quando eu saio de dentro dela e entro com violência e sem pudor algum, realmente querendo que ela grite.
Estou chegando perto, penso enquanto ela começa a tremer novamente. Nós vamos chegar a outro orgasmo e, desta vez, vamos juntos.
Só experimentei essa sensação com uma mulher há muitos anos atrás, quando eu era um menino louco por seios e quando achava que o mais sexy que uma mulher poderia ser era se usasse vestidos soltos. Por favor…!
Cravo as poucas unhas que tenho na carne em sua cintura e então estoco mais uma vez dentro dela: forte, rápido, violento e então, eu jorro. Fecho os olhos ao ouvir o grito dela quando seus joelhos fraquejam e ela é forçada a se apoiar nos cotovelos para não desabar no colchão. Sorrio ao ver que ela arfa e não consegue se levantar; não tenho sequer certeza de que eu possa fazê-lo.
Minha primeira tentativa falha, então eu tento mais uma vez e consigo; já não estou ereto ou pulsante, então me encaminho para o banheiro da suíte e faço um nó no plástico usado e sujo, jogando-o fora em seguida. Visto um roupão escuro e então volto ao quarto, onde ela já está vestida e olhando ao redor; puxo o dinheiro da gaveta e coloco nas mãos dela. Ela conta o dinheiro astuciosamente, procurando o centavo que falta, mas ela não o acha, e isso porque ele não existe. Escancaro a porta do quarto e então vejo que ela tem as bochechas coradas e os olhos brilhantes – não quero nem saber o que isso significa.
- Sei que vai parecer loucura e até meio abusivo – ela luta para falar; a voz tremula –… mas será que você não poderia me levar de volta? Quero dizer, aqui é bem longe de onde eu estava, e tudo mais…
- Eu levo – acabo dizendo; as palavras voam pela minha boca antes que eu possa segurá-las – Só preciso colocar roupas antes, pode me esperar no andar de baixo.
Ela balança a cabeça e começa a se afastar; não posso deixar de reparar nos quadris balançando conforme ela caminha. Os saltos começam a fazer o sonoro “toc toc toc” enquanto ela desce as escadas e, quando ela chega ao andar de baixo, não escuto mais nada; só espero que ela não mexa nas minhas coisas.
Visto a cueca e as calças com rapidez e coloco uma camiseta que encontrei jogada num canto; calço os chinelos e desço as escadas em seguida, não me importando com casaco ou algo do tipo. Não espero ter que sair do carro e, definitivamente, não quero arranjar outra prostituta esta noite; talvez amanhã…
- Vamos lá – eu digo, mas ela não está aqui dentro; ergo as sobrancelhas e saio da casa, encontrando-a do lado de fora fazendo carinho num cão – Vamos lá.
Ela estica o pescoço e sorri para mim enquanto solta o pescoço do bicho; não sei o motivo, mas os sorrisos que ela me lançou durante a noite começam a me deixar apreensivo, como se, no futuro, eu fosse procurá-la novamente. Nunca fiquei com uma mulher mais do que uma noite e não vai ser uma qualquer que vai me fazer mudar meus planos.
Caminho à frente dela até o carro e então abro a porta, me ajeitando no banco do carro; ela abre a porta com rapidez e se senta ao meu lado, não se importando com o cinto de segurança. Fecho os olhos e balanço a cabeça com discrição; giro a chave na ignição do carro e ouço o ronco do motor. Começo a dirigir e me perco em pensamentos enquanto giro o volante em certas ocasiões, piso no acelerador e desvio de certos imprevistos na pista.
Não demoramos muito a chegar no beco onde a encontrei; ela sai do carro e, antes que eu possa voltar para casa, o vento frio atinge meu corpo e eu a encaro do lado de fora. Iço as sobrancelhas e encaro o rosto dela, imerso na escuridão; a voz dela tremula e ela me estende uma coisa enquanto processo suas palavras:
- Podemos repetir a dose – ela diz, apenas; percebo o cartão em suas mãos – É por minha conta.
Puxo o papel e então leio as palavras embaçadas; balanço a cabeça e ela fecha a porta, se afastando do carro; permito que uma simples pergunta bagunce minha cabeça: para quantos homens ela pede outra dose?
Afasto o ligeiro descontentamento e faço o caminho de volta; o cão ainda está à minha porta quando eu chego e então resolvo levá-lo para dentro. Não é uma raça pequena, tenho que concordar, mas não tenho companhia durante o dia e um cachorro é melhor do que crianças, tenho certeza disso, então não vejo porquê não.
Sento-me no sofá enquanto o Golden começa a farejar os móveis e a tintilar as unhas na madeira do carpete; as palavras do cartão se tornam nítidas conforme eu pisco, afastando as impurezas que me cegam por alguns minutos. Há duas frases e uma série de números aleatórios no papel-cartão em letras cursivas, que eu demoro a decifrar.
Cherrypie
Doçura e desejo.
XXX-XXXX-XX
Cherrypie.
Eu disse que tinha algo a ver com cerejas!
Notas finais
Divulguem a fanfic, por favor, é muito importante que façam isso. Se puderem, comentem, favoritem, recomendem e acompanhem, é muito gratificante para mim quando fazem isso, de verdade!
Espero que tenham gostado e vou deixá-los com uma pergunta: continuo com esse projeto ou desisto dele?
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