Drive By | hiatus |
8 7. Fuga
Notas iniciais
POV Katherine/Cherrypie
Quero procurar um buraco para esconder meu rosto.
Arfo quando sinto o peso extra no colchão e quero gritar para que me deixe em paz, mas antes que eu possa fazer isso, sinto suas mãos subindo o tecido do vestido. Fecho os olhos e pressiono os lábios numa tentativa de não fazer sequer um ruído – não quero que ele ache que estou entregue a ele.
Apesar de estar.
Deixo que suba a saia do vestido a ponto de deixá-la em minha cintura; mal consigo respirar, mas não o impeço quando ele começa a brincar com o tecido da calcinha. Fecho os olhos com força quando ele desiste de brincar comigo e começa a puxar o vestido para baixo, a fim de retirá-lo.
Sinto frio quando ele é jogado longe e procuro algo para cobrir meu corpo, mas ele não deixa, porque envolve meu corpo no dele próprio, forçando-me a olhá-lo. Seus olhos estão mais escuros e ele não parece se importar com minhas bochechas vermelhas porque dá um sorriso e começa a me provocar roçando seus lábios nos meus.
– Não faça isso – suspiro – Não faça…
– Você quer que eu faça – ele afirma; arfo – Não quer que eu pare, quer?
– Não – luto para respirar; ele põe as mãos em conchas sobre meus seios e beija meu pescoço.
Fecho os olhos e solto um suspiro quando ele começa a passear suas mãos pelo meu corpo, brincando com minha pele, transtornando-me com arrepios constantes. Arfo quando ele finalmente chega ao tecido que ainda permanece em meu corpo; quero pedir a ele que o retire, que não haja mais barreiras entre nós, mas a voz fica presa em minha garganta e só o que consigo é mover os quadris em sua direção.
Seus lábios começam a trilhar uma rota de beijos pela minha barriga, descendo até meus quadris e, então, lá. Respiro com dificuldade quando ele beija sobre o tecido, provocando-me a principio; cravo minhas unhas nos lençóis e contenho um gemido baixo.
Ele ri ao ver minha expressão e quero arrancar o sorriso de seu rosto, mas não consigo me mover.
– Me diz que não quer – ele pede – Me peça para parar.
Balanço a cabeça em negação e vejo seu sorriso começando a se alargar; quero pedir a ele que continue, que nunca mais pare, mas, novamente, minha voz não sai. Ofego quando ele brinca com o tecido, retirando-o com lentidão; ergo as pernas e movimento-as para auxiliá-lo, o que arranca uma risada.
Porém, antes que ele faça alguma coisa, suas mãos começam a trabalhar em suas próprias roupas, retirando-as e deixando-me ver uma parte dele que nunca pensei poder conhecer: o desespero é palpável e ele parece irritado por não ter retirado suas próprias roupas antes; não me incomodo com seus olhares sobre mim porque olho para ele da mesma forma.
/POV Katherine/Cherrypie
Subo na cama já despido e provoco o corpo dela, brincando com meus dedos sobre o V entre suas pernas; ela fecha os olhos com força e solta um gemido. Deixo um sorriso transparecer em meu rosto antes de puxar uma camisinha do pote, mas, quando estou prestes a colocá-la, sinto suas mãos me envolvendo.
Arfo e encaro seu rosto; ela parece certa do que está fazendo quando começa a guiar-me para dentro dela. Sem pensar, continuo o caminho sozinho, deslizando para dentro dela. Lentamente, seu rosto se contorce e ela abre a boca para que um gemido escape. Apoio-me nos cotovelos e começo a brincar com seus cabelos enquanto faço movimentos já memorizados; ela procura meu rosto com as mãos e pressiona seus lábios contra os meus.
Não quero que acabe.
Faço os movimentos com lentidão e posso ver que ela não está acostumada com aquilo, porque começa a se mover em direção a mim quando me afasto, visando maior contato. Começo a acelerar um pouco, mas não muito para que não precisemos nos afastar tão cedo; as unhas dela começam a arranhar minhas costas e, céus, eu gosto disso.
– Olhe para mim – eu peço e ela obedece.
Suas pupilas estão dilatadas e suas íris consideravelmente mais escuras. As pálpebras tremulam e eu começo a aumentar a velocidade conforme seus gemidos vão ficando mais altos; seguro seu rosto com as duas mãos e pressiono seus lábios contra os meus com força e, quem sabe, até violência.
Ela crava suas unhas em minhas costas e eu deslizo mais uma vez para dentro dela, explodindo novamente, levando-a comigo. Suas costas são arqueadas e ela grita; beijo seu pescoço quando desabo sobre ela e descanso com a cabeça apoiada em seu ombro. Ela faz círculos miúdos com o indicador em minhas costas e beija meu ombro.
– É cedo demais para que eu diga? – questiono; ela ri.
– Para que diga o quê? – é a vez dela de questionar; ergo a cabeça e começo a encará-la.
– Eu amo você – digo com um quê de dúvida antes de inclinar o corpo para beijá-la mais uma vez.
POV Katherine/Cherrypie
Ele sai de dentro de mim e então se ajeita ao meu lado na cama e puxa-me para seu peito; deixo que acaricie minhas costas e meus cabelos até adormecer e, quando tenho absoluta certeza de que dorme, desvencilho-me de seu corpo. Cato uma calça jeans e uma blusa qualquer, calçando chinelos desço as escadas com rapidez.
Royal ergue a cabeça para mim quando pego o telefone e disco o número de um do último namorado da minha colega de quarto. Ele atende com a voz cheia de sono e eu peço que venha me buscar; digo a ele o endereço e ele diz que em meia hora estará aqui.
Começo a me sentir mal por deixá-lo depois de tudo o que fizemos… depois do que ele disse, mas não posso me permitir dizer a mesma coisa, por mais que esteja contrariando a mim mesma. Posso ouvir o rosnado de Royal quando começo a abrir a porta, mas não posso permitir a mim mesma que fique.
Dou as costas ao cão e vejo o carro dele começando a encostar; pulo para dentro do carro antes mesmo que possa sequer pensar em voltar. Olho para a janela do quarto dele no exato momento em que as luzes se acendem; ele aparece a janela e toca o vidro com a mão.
Meu coração parece rasgado em dois, mas peço a ele que acelere e não pare até chegarmos em casa.
Quando chegamos, eu me jogo nos braços dela, procurando o conforto que ela sempre consegue me dar; sou abraçada por ele também e, quando vejo, estou entre os dois, chorando e em desespero.
Tenho nojo de mim mesma e quero que ele venha atrás de mim, quero que venha me buscar e que me perdoe pelo o que fiz, mas não conto mais com isso.
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