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7 6. Dia 3 - "Três Horas de Tédio"


Notas iniciais
Oi, cupcakes! Finalmente voltei com um capítulo inteiro (apesar do tamanho reduzido). Eu sei que é menor do que os outros, mas tem bastante conteúdo e pode ser muito importante pro que vai acontecer em seguida... não me odeiem, peço por obséquio! Muitos de vocês foram gracinhas comigo no twitter, dizendo que tudo bem a demora dos capítulos, mas eu me sinto mal quando demoro, e peço perdão! Uma das leitoras - @MovesLikeCastle no twitter - me mandou uma folha que ela desenhou com apetrechos da história e eu fiquei super apaixonada! Bem, não vou ficar falando dessas coisas aqui porque vocês devem estar loucos para ler o capítulo (que tem bastante saliença, falo mesmo u.u), então vou deixar que leiam logo, mas com uma condição: falem comigo lá no final 'u' Boa leitura!

"Proibir algo é despertar o desejo."

–Michel de Montaigne

Eu a seguro pelas coxas e beijo seu pescoço, forçando-a a envolver meus quadris com a cintura; ela grunhe quando apoio seu corpo na parede e pressiono o V entre suas pernas com a ereção que já está formada há um bom tempo. Sinto a dor conhecida e então, o latejar incômodo. Deixo que ela comece a retirar minha blusa e faço o mesmo com ela, jogando as peças do outro lado da sala.

Royal parece interessado no que estamos fazendo, porque fica nos olhando. É estranho virar a cabeça e perceber que seu cachorro vai olhar para você enquanto você… faz, mas não posso expulsá-lo sem quebrar o clima que temos no momento, então deixo pra lá.

Com dificuldade, ela empurra a barra da minha calça, fazendo-a cair aos meus tornozelos; puxo seu rosto para o meu e pressiono seus lábios contra os meus com força e, quem sabe, até violência. Ela envolve meu pescoço com os braços e então, só temos duas peças de roupa nos separando: minha cueca e a calcinha que ela usa, mas nenhum destes dois é um grande problema.

Seguro a lateral do tecido e puxo, ouvindo o som de tecido sendo rasgado; não me importo com isso e ela também não parece se importar, porque suas mãos saem de meu pescoço e empurram a barra da boxer, deixando-as nos joelhos. Em qualquer outra circunstância, eu teria colocado-a no chão para me livrar da peça, mas não posso dizer que estamos numa circunstância qualquer.

Porém, há uma coisa na qual não pensei: proteção.

– Kate – é a primeira vez que me atrevo a chamá-la por um apelido, e ela parece gostar – Não temos camisinhas aqui e…

– Não me importo – ela diz com dificuldade e inclina o corpo para beijar-me – Faça logo!

Em qualquer outra circunstância, eu teria largado seu corpo no chão, subido as escadas rapidamente e pegado uma camisinha, mas não quero deixá-la agora. Nossos corpos começam a suar, mesmo que não tenhamos feito nada… ainda.

Seguro seus quadris e então, com um movimento simples e rápido, estou dentro dela; seus braços enlaçam meu pescoço e suas unhas se cravam em minha nuca e costas. Ela grita e eu solto um grunhido alto; beijo seu pescoço enquanto saio dela deliberadamente devagar e ela choraminga.

Volto a me encaixar dentro de seu corpo e então ela geme baixinho em meu ouvido; quero segurar suas coxas e fazê-la implorar por mais, mas não confio no meu autocontrole nesse momento.

– Não pare – ela sussurra em meu ouvido e todo resquício de sanidade que eu ainda tinha vai pelo ralo.

Os impulsos que fazem meus quadris se moverem saíram sabe-se lá de onde, mas eu gosto deles. Gosto muito, e posso dizer que ela também gosta, porque grita e pede por mais a cada movimento que faço. Começo a sentir suas pernas tremerem e também a pressão sobre mim começando a ficar mais forte: ela está quase lá.

Para torturá-la, diminuo a velocidade consideravelmente, entrando e saindo com uma lentidão deplorável. É algo que me incomoda, mas só de ver o rosto dela se contorcendo e sua voz tremulando… também é algo que me deixa ainda mais excitado.

– Por favor – ela suspira e contém um gemido.

Não obedeço; continuo com a lentidão, mesmo que me mate de vontade de voltar ao ritmo anterior e fazê-la se contorcer em meus braços. Quero que isto dure, quero que façamos os mesmos movimentos por bastante tempo, que não terminemos isto logo. Porém, meus instintos falam mais alto do que eu e não consigo controlar meu próprio corpo; volto a me movimentar com rapidez e ela joga a cabeça para trás, chocando-se contra a parede.

Por um momento, preocupo-me de acabar deixando-a machucada, mas os gritos dela me dizem que ela pouco se importa com a contusão. Rapidamente, seus olhos se fecham com força e ela grita, cravando suas unhas em meus ombros e então jogando a cabeça para frente, deixando-a sobre meus ombros. Não demoro muito a seguir o mesmo caminho, explodindo dentro dela antes que possa sequer pensa em separar nossos corpos. Descanso a cabeça no vão de seu pescoço e respiro fundo, inalando o perfume que já me deixou dependente há algum tempo.

– Isso foi… – ela começa, arfando.

– Uau – eu completo; ela ri e beija meus lábios mais uma vez.

– Sim, isso foi ‘uau’.

Nós continuamos unidos e eu continuo com ela nos braços, observando cada gota de suor escorrendo pelo pescoço, pelos seios e então, finalmente, desaparecendo depois da barriga… não tenho ideia do que faremos depois disso, mas permito que não me importe com nada por pelo menos algum tempo.

Permito não me importar com aquilo enquanto tiver o corpo dela em meus braços, e não vou deixá-la escapar assim tão fácil.

POV Katherine/Cherrypie:

Deixo que ele me leve escada acima, deitando-me na cama e continuando por cima. Não me lembro de já ter sido tratada assim alguma vez, e talvez eu nunca tenha sido. É algo com o qual eu ainda vou ter que me acostumar… respiro fundo e perco o ritmo da respiração quando sinto seus lábios sobre a pele da minha barriga.

Ergo a cabeça e vejo o sorriso safado que se forma em seus lábios. Quero bater nele, mas suas mãos estão próximas demais de onde mais quero que ele toque. Antes que possamos ter algum contato a mais, porém, ouvimos o barulho da campainha. Levanto a cabeça e olho para ele com uma sobrancelha arqueada; posso ver a confusão estampada em seu rosto quando ele se levanta e veste uma bermuda sem, ao menos, se importar em colocar uma cueca por baixo.

Por precaução, me levanto e visto o roupão azul que encontro pendurado na porta do banheiro; desço as escadas e vejo a mãe dele parada na porta, abraçando-o e dizendo o quanto ela odeia ter que chegar de surpresa para atrapalhar a vida dele. Com o pavor começando a corroer meu corpo, olho para as roupas jogadas ao redor da sala e então, vejo Royal brincando com algumas peças do outro lado.

Não consigo explicar a minha gratidão a esse cachorro; sou tomada em braços finos e inalo um perfume forte, o que me faz querer tossir e espirrar, mas consigo conter o impulso. Depois que sou solta, descubro que ela vai passar alguns dias conosco, que quer conhecer os quartos de hóspedes da casa e vejo o pavor estampado no rosto dele quando me encara.

Rapidamente, ele envolve minha cintura com os braços e pressiona seus lábios contra os meus, fechando os olhos instantaneamente. Fico sem reação por algum tempo, mas, em seguida, fecho os meus e envolvo seu pescoço com um braço e toco seu peito com a mão livre. Ouço a voz da mãe dele ficando cada vez mais baixa conforme ela se aproxima e então, sou capaz de ouvir uma risada sem graça saindo de sua boca.

Nós nos separamos por minha causa, que acabei empurrando seu peito. Meus pulmões gritavam por ar e eu precisava de um espaço para pensar no que faríamos os dois com a mãe dele ali. Não seria nada legal explicar a ela como nós realmente nos conhecemos, sobre a aposta que fizemos e todos os outros afins.

Devo ter soltado um longo suspiro depois que ele soltou minha cintura, porque recebi olhares maliciosos da mulher mais velha e não soube o que fazer. Voltei a subir as escadas e ouvi os latidos de Royal vindos do andar de baixo; o roupão começou a me incomodar, então resolvi tomar um banho antes que fosse chamada para baixo mais uma vez.

O roupão escorrega pelos meus braços e cai no chão, libertando-me do tecido que faz cócegas; dou um passo em falso e quase caio no chão. Cairia, se não fossem os braços dele me segurando pelos quadris; sinto as bochechas queimarem pelo fato de estar nua em seus braços e estar em uma enorme desvantagem quanto a roupas.

– Peguei você – ele pisca.

– Só porque já me viu nua algumas vezes, não significa que eu goste de quando estou em desvantagem – eu digo – Pode, por favor, me deixar tomar um banho em paz?

– Seria interessante vê-la tomando um banho – ele brinca e beija meu pescoço – Minha mãe nos chamou para ópera.

– Ópera? – pergunto, tentando cobrir meus seios, uma parte minha que ele não costuma ver – E você aceitou ver ópera?

– É minha mãe – ele dá de ombros e me vira de frente para ele – E, se formos, ela pode decidir que somos um casal de verdade e ir embora.

– Somos um casal? – pergunto meio abestalhada.

– Depende – ele beija o canto da minha boca – Você quer que sejamos um casal?

Não sei como responder aquilo porque não sei se quero que criemos uma relação de tudo o que já vivemos, então, para fugir da pergunta, beijo seus lábios e deixo que ele afrouxe seus braços ao meu redor. Daí, obtenho uma brecha para correr para dentro do chuveiro; ligo a torneira e fecho o vidro do boxe, ainda conseguindo uma imagem nítida dele.

Molho os cabelos e fecho os olhos, esperando que ele não fique me olhando enquanto tomo banho mas, quando volto a abri-los, ele continua me observando.

/POV Katherine/Cherrypie

Ela desliza as mãos pelo corpo enquanto toma banho e, se não conseguir desviar o olhar ou até mesmo sair do banheiro em pouco tempo, não vou conseguir controlar meus impulsos, então, contrariando meus desejos, saio do banheiro e procuro roupas decentes, mas não sei o que usar.

Nunca fui a uma ópera e nunca desejei ir, mas como minha mãe adora fazer testes com as pessoas, imagino que este seja um deles. Puxo uma camisa amassada de dentro do armário e, logo em seguida, uma calça jeans porque não há nada que eu goste mais do que uma destas; meus sapatos são os mais informais possíveis: vou de tênis e espero que minha mãe não reclame ou ponha defeito no que uso.

Em pouco tempo, ouço o som da água cessando e começo a abotoar minha blusa; ela sai do banheiro com a toalha enrolada no corpo e tudo o que eu mais quero é retirá-la dali e jogá-la sobre a cama, mas podemos fazer isso mais tarde.

Nós vamos fazer isso mais tarde.

Ela ajoelha no chão e procura uma roupa, e é quando me lembro do que minha mãe me disse; puxo um vestido pendurado num cabide de detrás da porta e estendo-o a ela, que ergue as sobrancelhas assim que seus olhos encontram o tecido.

– Minha mãe decidiu trazer isso pra você – eu digo, terminando de abotoar a blusa – Ela disse que viu isso numa loja e achou que combinava com você, então decidiu trazer.

– É a segunda vez que ela me vê – ela reclama; dou de ombros.

– Ela sabe como desvendar pessoas – eu brinco e começo a entrar no banheiro – Temos que sair em cinco minutos.

– E você só me diz isso agora? – ela quase grita; coloco a cabeça para fora do banheiro e vejo a toalha caindo conforme ela analisa o vestido – Eu sei que você está olhando. Por favor, pare.

Eu solto uma risada e bagunço os cabelos, saindo do banheiro em seguida; passo por ela e capturo seus lábios rapidamente, recebendo um tapa no ombro antes que possa descer as escadas.

‘…’

Quando ela desce as escadas, sinto todo o meu corpo começar a formigar. O vestido é vermelho e realça bem a parte dos seios. Engulo em seco quando minha mãe a abraça, virando-a de costas para mim; há um enorme decote nas costas, mostrando claramente um ótimo detalhe: ela não pode usar peças de lingerie com aquele vestido e isso me faz querer expulsar qualquer um da casa para que eu fique sozinho com ela.

Nós saímos e mamãe se senta no banco traseiro, deixando que eu vá na frente com ela. Os cabelos dela caem pelos ombros e os cachos batem exatamente sobre os seios, o que me conforta, de certa maneira.

Dirijo com as informações que mamãe me deu e, quando chegamos, vejo inúmeros idosos entrando no teatro e não tenho mais certeza de que quero entrar. Ela, porém, encaixa seu braço no meu e sorri, dando-me a coragem necessária para encarar aquilo tudo.

Mamãe escolheu nossos assentos e nos colocou numa das cabines do alto.

Sozinhos.

POV Katherine/Cherrypie

Quando somos colocados na cabine, a visão é maravilhosa; há várias pessoas ainda entrando, permitindo que eu veja os detalhes do local, deixando-o ainda mais bonito, o que quase compensa o tédio que vou sentir durante a ópera. Porém, quando me viro para comentar a beleza do local com Richard e a mãe dele, só estamos nós dois na cabine e então eu ergo uma sobrancelha.

– Ela nos deixou sozinhos aqui – ele suspira – Acho que é um teste.

– Acha? – solto uma risada – Quantas horas tem isso?

Ele se atrapalha quando pega o programa e seus olhos se arregalam quando passam pelo nome do concerto que vamos assistir.

– Olá, três horas de tédio. – ele se joga na cadeira.

– Três horas sem fazer nada – faço muxoxo.

‘…’

Meus olhos quase se fecham depois de apenas uma hora de apresentação, mas não tenho certeza. O que pareceu uma hora pode ter sido só alguns minutos, não sei direito; o sono começa a tomar conta de mim e eu viro a cabeça para Richard, que me olha como se eu fosse a única pessoa em todo o mundo.

– O que foi? – acabo perguntando; ele balança a cabeça e seu sorriso se expande.

– Você está linda – é tudo o que ele diz antes de inclinar o corpo e beijar-me.

Deixo que me beije e deixo que me puxe mais para perto; meu corpo já não aguenta mais ficar sentado e eu imagino que, depois de mais alguns minutos, iria começar a fazer parte da mobília do teatro. Não entendo como as pessoas gostam disso!

Só descubro que estamos indo longe demais quando sinto seus dedos começarem a passar pelo tecido da calcinha; tento pará-lo, mas ele já conseguiu espaço dentro de mim. Fecho os olhos e tento não emitir sons enquanto ele move o dedo, inserindo mais um; quase solto um gemido alto, mas consigo conter.

Olho para as pessoas lá de baixo, sem ter noção alguma do que está acontecendo aqui em cima; quero bater nele e pedir que pare, mas não consigo fazer isso porque não consigo controlar meu próprio corpo. Ele começa a retirar seus dedos e eu agradeço silenciosamente, mas ainda não sei o que está por vir.

Lentamente, ele se ajoelha no chão e ergue o tecido do vestido, inserindo sua cabeça por dentro dele; seus dedos novamente afastam a calcinha e sinto o que não posso explicar; ele começa a mover os dedos dentro de mim enquanto trabalha com a língua e eu não consigo mais respirar, não consigo sequer pensar!

Levanto o tecido do vestido, revelando seu rosto e o que está fazendo; seguro em seus cabelos e mordo a língua para não gritar. Solto um curto e baixo grunhido, fazendo-o sorrir; nunca senti algo parecido, nunca alguém fez isso comigo e, céus

Quero que ele pare porque tenho medo de fazer sons inapropriados ali dentro, mas ao mesmo tempo, quero que me possua ali mesmo, que volte a encaixar seu corpo no meu, que voltemos ao que estávamos fazendo antes da mãe dele aparecer com os convites para esse lugar.

Mas então ele se afasta justamente quando começo a sentir choques em meu corpo; olho para ele com o rosto em chamas e ele só sorri, voltando a sua cadeira como se nada tivesse acontecido, como se tivéssemos prestado total atenção aos cantores lá embaixo; arfo e encaro seu rosto, que tem um sorriso convencido.

– Depois – é tudo o que ele diz antes de ouvirmos inúmeros aplausos, indicando o fim da apresentação.

/POV Katherine/Cherrypie

Minha mãe recusa nossa carona e diz que deve nos visitar em breve. Fico radiante com o que ela diz pelo simples motivo de poder ficar sozinho com Katherine esta noite; ela ficou roxa de vergonha quando mamãe perguntou a ela o que achou do espetáculo e eu não contive a risada, recebendo um arquear de sobrancelhas.

Agora estamos estacionando o carro e ela ainda não trocou sequer uma palavra comigo desde que eu avisei que depois iríamos continuar. Suas bochechas ainda estão coradas e ela parece ter saído de um forno; seus cabelos estão grudados ao pescoço por causa do suor e ela ainda arfa.

Nem chego a tirar a chave da ignição e ela já pula para fora do carro e abraça o próprio corpo ao chegar à porta. Para brincar com ela, demoro-me ao sair do carro e dou passos curtos e lentos até chegar a ela; para continuar com a tortura, deixo as chaves caírem e demoro para pegá-las novamente.

Quando finalmente abro a porta, ela passa por mim como um furacão e sequer faz carinho em Royal, que olha para mim com um olhar questionador. Observo suas pernas enquanto ela sobe as escadas, provavelmente tentando se afastar de mim; sorrio enquanto fecho a porta e começo a retirar a camisa, fazendo carinho na cabeça de Royal apenas quando estou na metade dos botões.

Chego ao quarto já retirando a camisa e, quando vejo, ela está deitada de costas para mim, como se não quisesse que eu falasse com ela.

O que mal ela sabe é que vamos fazer muito mais do que trocar simples palavras.

Notas finais
Tudo bem, eu sei que parei numa parte meio "?", mas eu prometo explicar tudo o que vocês quiserem pelo ask (/C4llie) ou pelo twitter (@C4lli3). Vou voltar a pedir aquelas coisinhas chatas de divulgação porque é realmente preciso pra fanfic não flopar! Divulguem, compartilhem com os amiguinhos, comentem, favoritem, recomendem (aliás, eu vi a nova recomendação, obrigada, cupcake!) Quanto às cenas de saliença, cupcakes, vocês gostaram? Porque eu, particularmente, achei que elas ficaram meio chulé... mas isso vai de cada um, também... até os comentários, cupcakes!