Drive By | hiatus |

30 29. Inspiração


Notas iniciais
Oi, cupcakess! Eu não sei se todo mundo sabe, mas a minha escola acabou de voltar de um período absurdo de greve, e eu tenho absolutamente todos os meus horários ocupados por causa das aulas em tempo integral, e sem contar com as aulas sábado! Então, é por isso que eu demorei, e eu realmente espero que vocês entendam e blá blá blá. Eu sei que não é razão pra desaparecer, mas eu realmente preciso focar nos estudos, e eu escreveria mais se tivesse mais tempo, mas acho que mesmo que o dia tivesse umas 35 horas, eu ainda não conseguiria encaixar tudo :( De qualquer forma, cá estou! ♥ Peço que sejam compreensivos e não abandonem a história, porque eu juro que não vou abandonar vocês, embora possa ficar ausente por bastante tempo... tenham em mente que eu sempre vou estar pensando em vocês, e principalmente nos capítulos que eu devo aos meus cupcakes! fkljf Boa leitura! ♥

O som alto de pratos e talheres me despertou de um maravilhoso sonho, onde tudo era cor-de-rosa e não existia problema algum. Rolei na cama, ficando de bruços, e então senti alguma coisa roçando no meu pé. Definitivamente um complô para não me deixar dormir até tarde. Bufando e colocando o cabelo bagunçado atrás das orelhas, pulei da cama, calcei os chinelos e saí do quarto com passos preguiçosos enquanto coçava os olhos.

Bocejei, deixando um som animalesco escapar da minha garganta, ainda com a visão turva. Por isso, quando avistei Rick na cozinha, dançando na frente do fogão, parei no ato. Inclinei a cabeça só para ver suas pernas de fora, e a boxer preta aparentemente colocada às pressas.

– Bom dia? – eu ri baixinho.

Ele virou a cabeça para mim e sorriu, ainda sem se afastar do que quer que fosse que cozinhava ali. Arrastei-me até o balcão e bocejei mais uma vez, sentindo os pelos macios de Royal roçarem nas minhas pernas nuas. Olhei para baixo só para vê-lo deitado aos meus pés, com a cabeça apoiada nas patas.

Abri a boca para falar, mas antes que eu pudesse sequer raciocinar, um prato com ovos mexidos e panquecas surgiu à minha frente, e isso foi o suficiente para que eu me calasse. Meu estômago roncou, e agarrei o garfo como se já não visse comida há décadas. E, céus, eu estava faminta!

Comecei a devorar o conteúdo do prato com voracidade, e Rick soltou uma gargalhada baixa enquanto eu deixava gemidos de pura satisfação escapar. Depois, constrangida, cobri a boca com a mão e sorri timidamente.

– Desculpe – murmurei.

– Não tem problema – ele apoiou o queixo no braço jogado sobre o balcão – Você deve estar faminta. Fizemos muito exercício ontem à noite.

Ele içou as sobrancelhas sugestivamente, e eu ri, olhando para baixo.

– Eu estava pensando… — ele começou.

Ergui os olhos do prato praticamente vazio e dei de cara com os olhos azuis cintilantes, levemente escurecidos e senti o coração perder o compasso. Engoli em seco e mordi a língua numa tentativa falha de tentar não demonstrar desespero. Então, ele sorriu, balançando a cabeça e respirando fundo antes de prosseguir.

– Como você já deve ter notado – continuou – Eu não tenho muita sorte com pessoas no geral, e quase toda a minha família parece me odiar plenamente.

Arqueei as sobrancelhas. Eu estava definitivamente confusa.

– Onde é que quer chegar?

– É, então – ele riu, coçando a cabeça – Eu meio que não tenho um padrinho para o nosso casamento.

– Ah.

– E eu só… eu não me sentiria nada à vontade em chamar o meu primo para ficar do meu lado no altar. Principalmente porque a esposa dele me odeia e porque, hum… bem, nós temos lá as nossas diferenças – ele explicou.

– Tudo bem – prolonguei as sílabas, ainda tentando entender o rumo daquela conversa – E o que você quer que eu faça quanto a isso?

– Sabe aquela sua amiga…? – ele questionou, coçando o queixo – Aquela que nós encontramos no parque de diversões? Qual era o nome dela?

– Lanie? – arregalo os olhos, finalmente entendendo o que ele queria dizer desde o princípio – Oh, meu Deus. Você quer que o Javi seja o nosso padrinho?

Não sei! – ele aumentou o tom de voz – Eu não conheço mais ninguém que realmente nos conheça e que não me olhe torto quando estou com você. E, a não ser que você queira que a minha mãe seja o nosso padrinho…

– Não me leve a mal, eu amo a sua mãe, mas – fiz uma careta, e ele riu – Definitivamente não. Tudo bem, eu posso conversar com ela sobre isso, e talvez ela consiga convencer o Javi de que possa ser legal.

– Ótimo – ele suspira, fechando os olhos num momento de alívio – Eu preciso passar na editora hoje para terminar de assinar os contratos e…

Automaticamente, minha expressão mudou. Mordi o lábio inferior, olhando para baixo e franzindo o cenho. Rick parou de falar instantaneamente e soltou uma risadinha sem graça enquanto rodeava o balcão e me puxava para um abraço, o qual não ousei corresponder.

– Se você quiser ir comigo – ele sussurrou em meu ouvido – Ficarei mais do que feliz em apresentá-la a toda a equipe de publicidade.

Continuei olhando para baixo.

– Talvez eu apresente você à minha agente publicitária – ele beijou a minha testa – Fazendo o favor de apresentá-la propriamente como minha futura esposa.

Olhei para ele e tentei conter o sorriso, o que não deu muito certo. Ele riu, balançando a cabeça e puxando-me para um beijo. Mergulhei as mãos em seus cabelos, puxando-o para mais perto. Finalmente, estávamos conseguindo colocar tudo nos eixos.

O prédio era todo feito de metal, e as pessoas mais pareciam máquinas, com seus ternos absolutamente perfeitos e rostos radiantes. Senti-me imensamente deslocada enquanto caminhávamos pelo corredor imenso, entre centenas de editores perfeitamente arrumados e absurdamente lindos. Rick entrelaçou seus dedos aos meus quando entramos numa sala com divisórias de vidro.

Ali estavam duas mulheres, conversando alegremente sobre diferentes artes de capa, rindo e exibindo seus dentes perfeitamente brancos e alinhados. Tentei não olhar para baixo, mas o impulso foi mais forte do que eu.

– Bom dia – Rick murmurou, limpando a garganta, e dois pares de olhos se voltaram contra nós – Eu recebi o e-mail sobre a finalização do contrato.

– Ah, sim – a mulher loira respondeu, vacilando ao olhar para mim – Nós estávamos discutindo a melhor arte para a capa, mas como você está aqui… Meredith, mostre a ele todas as nossas opções.

– Sim, senhora – a ruiva murmurou antes de correr para fora da sala.

– Voltando ao assunto, Rick…

Rick?

–… nós precisamos rever algumas reivindicações propostas no contrato, além do custo de publicação e direitos autorais – ela olhava para o computador, e Rick caminhou até as cadeiras de couro claro prostradas à frente da enorme mesa de vidro, quase me puxando para que eu o acompanhasse.

– Tudo bem – ele murmurou, indicando que eu me sentasse.

Com muita relutância, eu o fiz, ainda sem encarar a mulher do outro lado da mesa. Eu estava quase me sentindo impotente no meio de todo aquele luxo. Ele praticamente se jogou na cadeira ao meu lado, procurando a minha mão e entrelaçando os nossos dedos mais uma vez. Talvez porque soubesse o quão deslocada eu me sentia ali.

Apertei sua mão, e ele a apertou de volta.

– Senhor Castle? – a ruiva surgiu no batente mais uma vez, segurando uma pasta escura – As amostras já estão prontas, caso o senhor deseje vê-las.

– Oh, claro – ele se colocou de pé e eu fiz o mesmo, sem ousar soltar sua mão.

A mulher do outro lado da mesa se precipitou, tomando o espaço à nossa frente e olhando para mim com o seu melhor olhar ameaçador, e devo dizer que ele foi eficaz. Senti todo o meu corpo entorpecido, e engoli em seco, em dúvida e amaldiçoando a mim mesma por ter vindo.

– Sinto muito, mas ela não pode ir com você – ela sorriu de leve, embora tudo o que eu pudesse ver fosse hipocrisia escorrendo do canto de seus lábios – É proibido a visitantes.

Ela cuspiu as últimas palavras, e meu coração se despedaçou quando Rick soltou minha mão. Mas ele não saiu; muito pelo contrário, se colocou à minha frente e olhou para ela, que se encolheu com a proximidade. Não posso culpá-la, pois eu teria feito exatamente a mesma coisa.

– Ela não é uma visitante – ele também cuspiu as palavras, mas seu tom era defensor – Sugiro que trate a minha noiva com mais respeito. Você não sabe, mas pelo menos outras duas editoras fizeram ofertas pelo meu livro, e se isso se repetir, eu não vou hesitar antes de fazer um acordo com elas. Estamos entendidos?

– S-sim. – ela gaguejou.

– Ótimo – ele cuspiu mais uma vez antes de voltar a entrelaçar os nossos dedos.

Praticamente corri para conseguir acompanhar seus passos, e meu coração batia com tanta força atrás das costelas que achei que estava à beira de um ataque de pânico. Sussurrei em seu ouvido para que ninguém mais nos escutasse:

– Aquilo era verdade? – questionei baixinho – Alguma outra editora entrou em contato com você a respeito do livro?

– Não – ele piscou para mim – Mas ela não precisa saber disso.

Em todas as artes de capa havia a silhueta de uma mulher nua.

Franzi o cenho quando Rick apontou para uma com o fundo amarelo-limão, com prédios e um sol nascente. Pelo o que vi, a auxiliar de imagem também não gostara nem um pouquinho. Quando ele olhou para mim, a decepção estampava todo o seu rosto.

– Se me permite dizer – ela murmurou baixinho – O senhor pode ter habilidade com as palavras, mas é desprovido de qualquer senso artístico.

Deixei uma risadinha escapar, e Rick cruzou os braços sobre o peito, avaliando a imagem que tinha escolhido. Aparentemente, ele não via nada de mais naquela foto. Mas eu via, e era horrível.

– Por que não usa a vermelha? – questionei, aproximando-me da imagem.

Rick fez o mesmo, lentamente, e passou o indicador sobre o título do livro, impresso na parte de baixo da imagem. Franziu as sobrancelhas e concordou com a cabeça, sorrindo para mim.

– Ótima escolha – a ruiva suspirou.

Enquanto ela retirava a imagem escolhida da sala, Rick se aproximou de mim, rodeando a minha cintura com o braço e puxando-me para perto. Descansei a cabeça em seu peito e senti seu queixo apoiado no topo da minha cabeça. Espalmei a mão sobre o terno e pude sentir seu coração bater por trás de todo o tecido.

– Obrigado – ele murmurou, dando um beijo estalado na minha cabeça.

– Pelo quê? – questionei, afastando-me apenas o suficiente para poder olhá-lo nos olhos.

– Por ter sido a minha inspiração – ele sorriu.

Deixei o meu próprio sorriso emergir e coloquei-me na ponta dos pés para beijá-lo. Eu sabia que, em determinado momento, ele não poderia mais estar em casa tão regularmente, e que talvez nós ficássemos longe um do outro por tempo demais. Mas, agora, ele era total e completamente meu, e eu não o deixaria ir.

Fomos interrompidos pelo meu celular, que indicou a chegada de uma nova mensagem. Eu ri baixinho, tirando-o do bolso e lendo as palavras irritadas de Lanie sobre eu “nunca conseguir chegar a tempo para nada” ou reclamando sobre o fato de que “está um frio do caramba” e que eu “devo a ela um café. Ou talvez uns mil”.

Quando eu entrei na cafeteria, Lanie já estava com os braços cruzados, de pé, e me olhando como se eu fosse a pior pessoa do mundo. Mas, no momento em que me aproximei dela, seu sorriso começou a surgir e ela me tomou num abraço apertado. Retribuí-o, e ela tratou logo de chamar alguém para nos servir.

– Então? – ela arregalou os olhos – Não tem menino-escritor hoje?

Lanie – revirei os olhos – Não o chame desse jeito. Ele tem um nome, sabia?

– Eu sei – ela riu – Mas é legal chamá-lo assim. Aliás, qual é o assunto extra-secreto que precisamos discutir?

– Não é extra-secreto, Lanes – digo – É só que… Rick está preocupado, porque, nas palavras dele, ele precisa de alguém que “não o olhe torto quando está comigo” e que nos conheça bem o suficiente para ser o nosso padrinho de casamento.

– Hum… — ela bateu as unhas na mesa de plástico.

Um sininho ressoou na minha cabeça, e eu ri.

– Então eu pensei – fiz suspense – Eu também estou precisando de uma madrinha, e talvez… só talvez, você e Javi queiram ocupar esses lugares. Quero dizer, vocês não precisam, só…

– Você está brincando?! – ela ri alto – É claro que eu quero!

Eu ri baixinho quando ela se colocou de pé, abrindo os braços e lançando a mim um sorriso desproporcionalmente grande em relação ao seu rosto. Lentamente, pus-me de pé e ela me puxou para um abraço apertado, que eu aceitei de bom grado.

Aspirei seu perfume, e ela riu baixinho enquanto me apertava contra seu corpo. Ficamos daquele jeito por algum tempo, até que ela me soltou e voltou a se sentar no banco oposto ao meu. Por alguns segundos, ficamos em silêncio, e eu gostaria de tê-los aproveitado um pouco mais. Porque no instante em que voltou a falar, trouxe o assunto do qual eu menos tinha vontade de falar naquele momento.

– Precisamos conversar sobre sua despedida de solteiro – ela batucou os dedos na mesa mais uma vez, e eu dei um sorriso forçado – E eu tenho a ideia perfeita!

Essa não

– Então, a gente pode fazer assim…

Notas finais
Friendship goals, sim ou claro? jsaklj Então, eu sei que não foi um dos melhores, mas eu realmente tentei e dei o meu melhor. Uma cena que eu vou guardar pra sempre é a do Rick dando umas belas de umas porradas (verbais, claro) na Gina quando ela tentou deixar a Kate de fora. Xô, invejosa! Eu também amei o fato de que a Lanie já começou a fazer todos os preparativos, e também amei o gif no começo do capítulo porque ele é simplesmente maravilhoso! Plus, o Rick pedindo à Kate pra perguntar se o Javi podia ser o padrinho do casamento... limitessssss çlsakjlçd Até os comentários, cupcakes! Por favor, deem suas sugestões e me contem o que vocês esperam que aconteça! ♥