Notas iniciais
Oizinho! É, eu só quis começar de um jeito diferente hoje ASDFGHJKL oi, cupcakes! Então, recebi várias sugestões pra esse capítulo, e devo dizer que fiquei meio empacada nele idk crises de escritora, alguns de vocês sabem como é isso. Mas enfim, acho que a minha inspiração despirocou justamente às vésperas de uma entrevista de estágio super importante e eu não consegui fazer mais nada antes de deixar isso aqui pra vocês e_e Esse capítulo me deu umas tremedeiras por motivos que não posso dizer (hehehe) mas também me fez beber (bastante) água gelada. Então, preparem os lencinhos e a água porque esse capítulo tá q tá. Plus, eu acho que ele ficou maiorzinho, e eu amosou quando eles ficam grandes, então é isso aí. Outra coisa: peço desculpas caso as saliença não estejam boas, mas a moça aqui tá muito nervosa com a entrevista, então isso foi tudo o que eu consegui asdfdf Boa leitura!

O ardor foi a pior parte.

Kate limpava o corte em meu lábio inferior como se aquilo fizesse parte de seu dia-a-dia e eu sabia que, muito em breve, talvez até fosse. Fechei os olhos com força quando o líquido amargo invadiu a minha boca, serpenteando pela minha língua e atingindo as minhas papilas. Kate ainda me encarava com incredulidade quando abri os olhos.

– Se importa de me esclarecer? – ela quase exigiu.

Na verdade, eu não a culpava. Se eu estivesse onde ela está agora, agiria exatamente dessa maneira. Isto é, se a minha reação não conseguisse ser ainda pior.

Os olhos dela pareciam marejados, e eu pude ver o leve tremeluzir de seu lábio inferior enquanto ela tentava manter o contato visual ao mesmo tempo em que parecia não conseguir sequer olhar para mim. Respirei fundo, sentindo a dor na caixa torácica, e então despejei as palavras.

Contei sobre a reunião e como tinha sido incrível estar rodeado de agentes publicitários que realmente viam algum sucesso vindo do meu livro (!) e até como eles tinham sido gentis em me oferecer uma carona para casa; coisa que não consegui aceitar.

– Isso não explica como chegou aqui tão tarde – ela parece magoada – Não demora tanto assim a volta do centro da cidade. E, aliás, a sua história também não explica os seus machucados.

– Você não me deixou concluir – digo.

Ela larga o algodão sujo sobre o tecido da calça larga e cruza os braços, olhando dentro dos meus olhos. Naquele momento, sinto o sangue pulsando com força em meus ouvidos, e me amaldiçoo silenciosamente por querer esconder os detalhes dela – mas não faço isso.

– Eu aceitei o convite de um dos agentes para um café depois da reunião – começo, e então digo a ela tudo o que aconteceu.

Conto sobre como a reunião demorou mais do que o esperado e como não consegui avisá-la. Digo que outros agentes me convidaram para jantares, mas um deles me convidou para um café; um simples café, de onde eu voltaria para casa em menos de meia hora. Mas não foi exatamente isso o que aconteceu, e pelo olhar no rosto dela, sei que está prestes a alcançar o pânico.

– Nós fomos assaltados – digo – Quando estávamos saindo do café, alguns moleques resolveram que seria uma boa ideia assaltar a nós dois. Não tinha tanta gente assim na rua, e eles foram direto na bolsa dela e eu só…

A expressão no rosto dela mudou drasticamente.

– Espere aí – ela me interrompeu – Ela?

Pisquei.

– Você não disse que foi tomar um café com o seu agente?

– Eu fui – acenei – Depois da reunião, Gina me chamou para um café, e eu aceitei. Achei que pudesse causar uma boa impressão ao tentar impedir que levassem a bolsa dela. Mas, ao invés disso, recebi uns belos murros.

É – ela grunhe – Eu notei.

Então, coloca-se de pé e começa a se afastar. Pelos punhos cerrados, posso notar que ela ficou levemente enciumada. Rapidamente, largo as compotas de gelo e consigo alcançá-la no meio do corredor. Ela tenta se esquivar quando seguro seu braço, mas consigo fazê-la ficar de frente para mim.

Sou capaz de ver as lágrimas acumuladas em seus olhos e sinto a pontada no peito mais forte do que nunca. Ela morde os lábios, e sei que isso é uma tentativa de fazê-los parar de tremer. Já perdi a conta de quantas vezes já a peguei fazendo isso.

Kate

– Não – ela balbucia – Não precisa falar nada. Eu só… foi um longo dia e eu preciso dormir, Rick.

– Não até que você consiga olhar nos meus olhos, Kate. Eu não vou soltá-la até que consiga olhar dentro dos meus olhos.

Ela fecha os olhos.

Respira fundo.

E volta a abri-los, mas ainda não olha para mim.

– Não é exatamente agradável ouvir que o seu noivo passou o dia inteiro fora de casa e saiu com outra mulher… — ela começou.

– Minha agente publicitária! – reclamei.

–… não importa! – ela gritou de volta – Não importa, porque se você não tivesse absolutamente nada a esconder, não teria feito estardalhaço sobre o fato de ser uma mulher. Rick, você não quis contar pra mim que tinha saído com uma mulher, então há, claramente, a possibilidade de haver mais alguma coisa que você não está me contando.

– Kate, eu não… — tentei.

– Como eu disse – ela se esquivou – Foi um longo dia.

Tentei argumentar mais uma vez, mas ela simplesmente desapareceu dentro do quarto, e eu me vi sozinho na escuridão do corredor.

– Estou sentindo cheiro de café? –me apoio nos cotovelos e olho na direção da porta fechada do quarto.

Kate resmunga, semi-adormecida.

– Não sei – ela deita de costas – Não fui eu quem fez.

– Pois é – digo – Nem eu.

É o suficiente para que todo resquício de sono desapareça de seu corpo, e ela se senta ereta na cama, com os olhos e ouvidos atentos a qualquer som ou movimento que lhe pareça suspeito. Mas as paredes do quarto são grossas o suficiente para que não consigamos ouvir o que se passa lá fora.

Lentamente, ela salta da cama, caminhando pé ante pé até a grossa porta de madeira, respirando fundo e tocando a maçaneta com relutância. Coloco-me de pé rapidamente, posicionando-me atrás dela estrategicamente.

O som de louça sendo jogada na pia foi a gota d’água e, quando abrimos a porta, eu não sei se devo rir ou simplesmente rastejar de volta para os cobertores.

– Rick – ela sussurra, olhando para mim com os olhos arregalados – Por favor, diga que nós ainda estamos dormindo e isso é algum tipo de pesadelo.

– Não – respondo – Não é um pesadelo.

Sinto seus dedos entrelaçando-se aos meus e prendo a respiração. Desvio o olhar para ela, mas seus olhos estão focados em qualquer coisa que não eu. Então, quando ela começa a caminhar na direção da cozinha, engulo em seco e sigo seus passos.

Nós não terminamos a conversa de ontem, e sei que é por causa disso que Kate não olha diretamente nos meus olhos.

– Oh, vocês já estão de pé! – engoli em seco quando os olhos verdes se voltaram contra mim; enrijeci os músculos e apertei a mão de Kate.

– Bom dia, mamãe – ela disse, rouca.

– Olá, querido – a voz familiar encheu os meus ouvidos e eu deixei um sorriso sem graça estampar o meu rosto – Vocês devem estar famintos!

– Na verdade… — Kate começou.

– Nada disso! – Johanna interveio, se aproximando dela com uma xícara fumegante nas mãos – Pular o café da manhã nunca rende bons frutos! Além disso, Martha e eu fizemos um brunch!

Hã?

– Mãe – começo, aproximando-me dela – Desde quando você cozinha?

– Não seja bobo – ela joga um pano de prato em mim.

Olho para Kate, e suas bochechas apresentam um tom mais escuro de vermelho. A caneca em suas mãos treme e o sorriso forçado que ela dá é mais do que o suficiente para que eu saiba que ela não está confortável com aquilo. E, aliás, quando é que a mãe dela chegou aqui? Minha mãe ainda está falando quando deixo o pano sobre o balcão e caminho até a mesa, puxando a cadeira vazia ao lado de Kate. Ela pisca periodicamente, com os lábios entreabertos e as mãos tremendo.

– Kate? – chamo baixinho, ajeitando o cabelo atrás das orelhas – Kate, tá tudo bem?

– Considerando o fato de que as nossas mães estão conversando como se conhecessem há décadas e que fizeram um brunch para nós – ela gagueja – Não. Não está tudo bem.

– Ei – aliso a bochecha dela com o polegar.

Ela se esquiva.

– Desculpe – ela suspira – Eu só… eu continuo vendo você com uma mulher aleatória quando você se aproxima. Eu não consigo fazer isso agora.

– Tudo bem – começo.

A cantoria baixa chama a nossa atenção, e ambos viramos a cabeça ao mesmo tempo, encarando uma Johanna Beckett animada e – extremamente – desafinada.

– Oh, não – Kate enterra o rosto nas mãos.

– Kate? – eu chamo.

– Sim?

– Eu acho que tem algo de errado com a sua mãe.

O olhar mortal que ela me deu pouco antes de proferir um tapa no meu braço estendido sobre a mesa seria capaz de assustar qualquer um. Mas não a mim.

– Eu contei tudo a ela – Kate diz de repente.

Meu sangue gela nas veias e, por um segundo, pareço ter me esquecido de como se respira. Ela não olha para mim, e vejo as bochechas assumindo uma tonalidade cada vez mais escura de vermelho.

– Ela me ligou de repente e eu fui encontrá-la – ela continua, olhando para as nossas mães – Depois, foi como se tivéssemos planejado um roteiro. Eu não consegui continuar mentindo para ela.

– Jamais cruzou a sua mente que talvez fosse útil que eu soubesse que ela estava aqui? – questiono baixinho.

– Assim como jamais cruzou a sua mente que eu devesse saber que ficou o dia inteiro com uma mulher ontem?

– Kate…

– Eu não quero falar sobre isso agora – ela briga – Ainda temos tempo o suficiente para terminar de discutir sobre quem está mais errado. Agora não é a hora.

Tentei formular uma resposta, mas assim que as palavras começaram a fazer sentido na minha cabeça, um enorme prato de ovos mexidos surgiu à minha frente. Em seguida, acompanharam-no pratos de panquecas, bacon e torradas.

Kate abriu e fechou a boca diversas vezes, com os olhos levemente arregalados e o rubor começando a diminuir. Minha mãe puxou a cadeira ao meu lado e tocou o meu braço com os dedos compridos, começando a puxar papo com Johanna.

O contato visual que eu tanto tentava fazer com Kate deixou de ser uma prioridade quando elas começaram a falar sobre vestidos de noiva, decorações e Buffet. Então comecei a mexer nos ovos com o garfo, sequer prestando atenção à conversa delas.

Royal se esfregou nas minhas pernas quando as risadas começaram a preencher a cozinha, e eu afaguei o topo da cabeça dele por um momento. Pelo jeito, nós estávamos em desvantagem.

– Você tem certeza de que não quer ficar mais alguns dias?

Pela expressão no rosto de Johanna, posso afirmar com toda a certeza que sua resposta seria o completo oposto d’aquilo que saiu de seus lábios. Minha mãe já esperava do lado de fora, com a chave do carro em mãos e um enorme sorriso no rosto. Kate se aproximou da mãe e as duas se envolveram num abraço que pareceu durar uma eternidade.

Honestamente, eu não culpava nenhuma das duas.

– Da próxima vez – Johanna disse baixinho – Tenho certeza de que seu pai vai querer estar aqui.

– Eu não duvido – Kate se afastou, rindo.

– Até mais, querida – ela toca o rosto de Kate por alguns segundos, e então se volta para mim – Espero vê-lo em breve, Richard.

– Pode apostar – respondo com um sorriso estampando o rosto.

Ela sorri e puxa as malas para fora.

Rapidamente, minha mãe e Johanna se entrelaçam numa conversa animada e Kate hesita antes de fechar a porta. Mas, quando o faz, fica de frente para mim e olha dentro dos meus olhos, com a expressão impenetrável e séria que poderia fazer com que eu desse meia volta e jamais quisesse terminar a discussão.

Mas que tipo de homem eu seria se fizesse isso?

– Então? – ela diz, recostando-se à porta de madeira e cruzando os braços sobre o peito – Explique-se, tente fazer com que o fato de que mentiu descaradamente simplesmente vá embora.

– Eu não quero que você “simplesmente esqueça” que eu não contei com quem estive – digo, dando um passo à frente – Eu não quero que pense que não contei todos os detalhes da história porque tenho algo a esconder. Eu não contei porque não queria que você reagisse dessa forma!

– E achou que o melhor a se fazer era omitir com quem esteve o dia inteiro? Era omitir que seu tão dito “agente publicitário” era uma mulher? Rick, eu não tenho experiência alguma com relacionamentos a longo prazo, mas isso não quer dizer que eu não saiba o que coisas desse tipo signifiquem.

– Coisas do tipo? – deixo a risada escapar – O quê?! O que você acha que isso significa, Kate? Ilumine-me com o seu conhecimento!

– Não tente dar uma de espertinho para cima de mim!

– Eu não estou tentando nada! – grito – Eu só quero fazer você entender que eu, em suas próprias palavras, “omiti com quem eu estava” simplesmente para que não precisássemos brigar! Por que mais você acha que eu faria isso?!

Ela olhou para baixo.

Então a realidade me atingiu como um tijolo.

– Você achou que eu pudesse estar traindo você com outra mulher – digo; lentamente, ela ergue a cabeça e olha nos meus olhos – Como é que você pôde pensar algo do tipo?

As lágrimas acumuladas ameaçam escorrer dos olhos verdes quando ela dá um passo à frente e faz com que eu olhe para baixo para conseguir olhá-la nos olhos.

– Eu jamais faria isso – toco seu rosto, e ela respira fundo enquanto a lágrima solitária escorre pela bochecha corada – Kate, eu amo você com todo o meu ser. Oh, meu Deus, não!

– Eu acho que parecia tudo fácil demais para poder ser verdade – ela ri baixinho, secando a lágrima com as costas da mão e esquivando-se do meu toque – Parece tão surreal.

– O quê?

– Tudo isso – ela suspira, gesticulando para a casa – Parece absurdo que eu tenha uma casa, um noivo… céus, eu até tenho um cachorro!

Royal deita de barriga para cima no momento em que Kate aponta para ele, colocando a língua de fora.

– Eu não estou com outra mulher – digo, aproximando-me dela mais uma vez – Eu jamais faria isso com você, Kate. Pode soar piegas, clichê ou o que quer que seja, mas eu não consigo sequer pensar em outra mulher quando você está perto. Eu não me interesso por outra mulher quando ando na rua porque eu sei que você está em casa esperando por mim.

Segurei seu rosto com as duas mãos e ela fechou os olhos, mordendo o lábio inferior e respirando fundo. Lentamente, inclinei o corpo para poder roçar os nossos lábios, sentindo uma de suas mãos se afundando nos meus cabelos, puxando-me para mais perto enquanto ela retribuía ao beijo lentamente, aproximando os nossos corpos cada vez um pouco mais.

Então, ela se afastou.

Os olhos levemente marejados e os lábios inchados, os cabelos bagunçados e o olhar fixo em mim. Por um momento, pensei que ela fosse simplesmente desabar em meus braços.

– Kate? – arfei.

Mal pude pensar em outra coisa para dizer, pois seus lábios logo estavam sobre os meus novamente, devorando-os à sua própria maneira. As mãos rapidamente trataram da minha camisa, abrindo os botões com rapidez e deslizando o tecido pelos meus braços. Os dedos compridos traçavam rotas pelo meu peito; para cima e para baixo, da esquerda para a direita.

Ela passou a beijar o meu rosto, traçando o caminho de beijos pelas bochechas, o queixo e finalmente indo até o pescoço. Os lábios macios não pararam por aí; lentamente, eu pude sentir seus beijos descendo pelo peito até o local perigosamente perto do cós da minha calça.

Olhei para baixo, e ela já estava com meio caminho andado para me livrar de outra peça de roupa. Engoli em seco quando ela olhou para mim enquanto abaixava a calça, brincando com o elástico da cueca. Numa questão de milissegundos, ela expulsa o tecido do meu corpo – e então estou exatamente como vim ao mundo.

As mãos pequenas envolvem a minha ereção e não posso evitar o gemido baixo e rouco que escapa pela minha garganta, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos. A minha respiração falha quando ela me coloca na boca.

Coloco a mão em sua cabeça, mas não movo.

Sinto a língua trabalhando por toda a minha extensão até começar a dar atenção à minha parte mais sensível: a glande. Seguro os cabelos dela enquanto sinto suas mãos e língua trabalhando em sintonia.

– Kate – chamo baixinho, mas ela não me dá atenção.

Os espasmos não tardam a chegar, e forço a mim mesmo a me afastar dela, de tudo aquilo o que ela está fazendo. O olhar confuso que ela me dá é o suficiente para que um sorriso malicioso surja em meu rosto. Lentamente, eu a ajudo a ficar de pé só para prensá-la contra a parede da sala.

Ela geme baixinho e eu me aposso da pele de seu pescoço, mesclando beijinhos e chupões. As mãos dela viajam pela minha nuca até chegar aos meus cabelos, que ela puxa e acaricia ao mesmo tempo.

Puxo a calça do pijama que ela usa para baixo e infiltro os meus dedos pelo tecido da calcinha; ouço o gemido baixo e brinco com seu clitóris, ouvindo meu nome sendo suspirado entre grunhidos e gemidos baixos. Sinto uma de suas mãos escapulindo para as minhas costas pouco antes de sentir as unhas fincadas na minha pele.

– Rick – ela arfa, abrindo os olhos e olhando para mim.

– Eu amo você – digo.

Vejo o sorriso começando a estampar seu rosto, e ela olha para baixo. Ela se desvencilha do meu toque e retira todos os resquícios de roupa que ainda permaneciam em seu corpo. Então, lentamente, ela caminha até mim, nua, e enlaça o meu pescoço com os braços, roçando os nossos lábios e acariciando a pele sensível da minha nuca.

Sinto o pulsar desconfortável entre as minhas pernas e coloco-a nos braços, segurando-a pelas coxas e caminhando com ela até o sofá. Sentei-me sobre as almofadas, deixando-a por cima, sentindo suas mãos tocando cada pedaço de pele exposta e devorando cada parte de mim com os olhos.

Então, ela se encaixa em mim.

Kate gemeu baixinho, fincando as unhas nos meus ombros e encostando a testa na minha. Enlacei seu corpo com os braços, repousando as minhas mãos em sua cintura enquanto ela realizava movimentos lentos e murmurava coisas que eu não era capaz de compreender. Cravei os dedos na pele de sua cintura e deixei que ela guiasse.

Ela jogou a cabeça para trás, dando-me o total acesso ao torso. Cobri os seios com as mãos e ouvi meu nome sendo suspirado mais uma vez enquanto ela se movia para cima e para baixo, para cima e para baixo… uma, duas, três vezes. E mais uma vez: uma, duas, três.

Quando tomei um dos seios com a boca, ela soltou um gemido mais alto, segurando nos meus cabelos e aumentando a velocidade de seus movimentos. Não demorou muito até que eu sentisse suas paredes internas se contraindo, até que seus gemidos começassem a ficar mais altos. E eu não a culpava – o meu ápice não devia estar muito longe.

Por isso, quando ela começou a diminuir a velocidade, inclinei o corpo e comecei a mover o quadril. Ela se segurou nos meus ombros, fincando as unhas na minha pele e soltando gemidos cada vez mais altos. Segurei uma de suas coxas e escondi o rosto nos cabelos úmidos quando o orgasmo finalmente me envolveu.

Meu coração batia descompassado dentro de mim, e o sangue pulsava com força em meus ouvidos. Beijei a pele suada do pescoço dela até chegar em seu queixo; Kate ainda arfava, tentando recuperar o fôlego, mas quando rocei os lábios nos dela, ela me beijou como se fosse daquilo que precisasse.

– Eu amo você – digo num sussurro rouco quando quebramos o beijo – Talvez eu tenha errado em não contar todos os detalhes, em omitir com quem eu estava, mas eu só fiz isso porque…

– Porque você não queria uma discussão – ela roça o nariz na minha bochecha – Tudo bem.

– Sério? – seguro seu queixo, fazendo com que ela olhe para mim; as pupilas parecem dilatadas, e o tom de verde parece imensamente mais escuro – Porque eu tinha todo um discurso planejado.

Ela ri.

– Ah, é? – ela franze as sobrancelhas – Acho que eu não sou uma mulher de palavras. Vai precisar de muito mais para conseguir me convencer.

– Isso é um desafio? – questiono num tom infantil.

Ela dá de ombros.

– Eu nunca disse que era um desaf…

– Desafio aceito! – interrompo, voltando a beijá-la.

Kate ri baixinho, quebrando o beijo enquanto eu a coloco deitada no sofá, ficando por cima dela. Os olhos dela brilham, e as covinhas em seu rosto deixam claro que não estamos mais brigados – tudo isso pode ser colocado para trás e nós finalmente podemos voltar aos nossos planejamentos. E eu mal vejo a hora…

Notas finais
É, eu sei que tem várias referências à 7° temporada, mas achei que combinava MUITO com esse capítulo, então... plus, vou agradecer às sugestões (e isso vai ficar giganorme) do Yossef, Pedro, Cupcake Purpurinado, Cupcake da C4llie (ainda não me acostumei com isso! hahaha), Cupcake Noiado e Raised by Wolfes! Um obrigada gigante pra vocês, viu? Continuem sugerindo e teorizando comigo nos comentários! Plus, um agradecimento a todo mundo que lê/comenta/favorita/recomenda pelo feedback que vocês vêm dando pra história! (mais alguém já notou que quase chegamos aos 700 comentários??? *O*) Até os comentários! =*