Drive By | hiatus |

27 26. Encontro de casais | revivendo o primeiro encontro


Notas iniciais
ASDFGHJKL *-* Gente, eu não consigo descrever o quanto senti saudades disso aqui; de postar, de falar com vocês e de surtar nos comentários juntinho com todos vocês ❤ mano, que saudade absurda adlkjdsm Então, eu sei que tinha prometido não demorar e tal, mas a moça aqui tem um computador muito rebelde que decidiu que em ano de adaptação ao Ensino Médio, a moça aqui não pode ter distrações e resolveu pifar ❤ plus, quando consegui colocar as histórias num pen drive, chegou a semana de provas e eu fiquei atolada, mas agora tô de voltaaaaa *-* Provavelmente muitos de vocês vão pular essas notas, e eu não culpo vocês asdfghjkl também não vou culpá-los se resolverem me ignorar jaçlsd eu mereço u.u sem mais delongas (e eu não quero mais enrolar aqui) Boa leitura! ❤

d.b | ch. 26

De imediato era possível avistar a roda gigante em último plano, as tradicionais bancadas de prêmios e guloseimas espalhadas pelas calçadas, além dos vários casais apaixonados e pais desesperados correndo atrás de crianças cheias de energia para dar e vender. Um dia, seríamos nós dois no lugar desses pais.

— Nós fizemos tudo ao contrário — ela diz, apertando a minha mão — Geralmente você conhece alguém, se apaixona, e é então que partem para a 3° base.

Eu ri.

— Não, é sério! — ela sorriu — Nós começamos pelo lado errado. Fizemos sexo, e só então fomos nos conhecer.

— Nós somos diferentes do normal — eu digo — A nossa história é muito melhor do que uma simples troca de olhares; e isso é fácil de perceber.

Kate mordeu os lábios, olhando para mim com os olhos semicerrados. À iluminação excessiva do parque, os olhos dela pareciam amendoados, e as bochechas pareciam mais rosadas que o usual. Soltei a mão dela e toquei seu rosto, puxando—a para mais perto com o outro braço. E então, eu a beijei.

Os lábios dela estavam adocicados, com o gosto semelhante a açúcar queimado, e eu suspeitava do vício que me consumia. Lentamente, então, seus dedos compridos começaram a bagunçar os fios do meu cabelo, e eu sorri ao quebrar o beijo.

— Eu amo você — eu disse.

— Vem cá — ela riu, enlaçando o meu pescoço com os braços. Seus lábios repousavam perigosamente perto da minha orelha — Eu também amo você.

O sussurro fez com que todo o meu corpo se arrepiasse.

— Mas agora — ela continuou — Vamos comer um cachorro quente? Estou faminta

Ri alto, desfazendo o abraço e tomando sua mão na minha enquanto saíamos à procura de um trailer que vendesse cachorros-quentes.

Eu não fazia ideia que ela falava outra língua.

Como ficou óbvio assim que nos aproximamos do trailer, a senhora que preparava os lanches não falava inglês, e eu não fazia ideia de qual língua era aquela; mas, apesar da minha imensa dúvida, Kate pareceu entender muito bem o que aquela mulher dizia, e se correspondia com ela como se aquela fosse sua língua oficial. E, devo dizer: aquilo era incrivelmente sexy.

— O que foi? — ela perguntou depois de me entregar o cachorro quente — Por que é que tem esse sorrisinho bobo pendurado no rosto?

— Eu não sabia que falava outra língua — dei de ombros.

— Bem — ela riu — Você nunca perguntou.

Ouch.

— Ai? — ri — Que língua era aquela?

— Russo.

Minha noiva fala russo.

— É sexy — deixei escapar.

Kate riu alto, deixando o lanche de lado por um momento e se recusando a me olhar nos olhos. Contive o impulso que se apoderava de mim e continuei olhando para ela, esperando que olhasse para mim e simplesmente sorrisse, ou talvez que fizesse algum comentário tosco sobre o que eu havia acabado de dizer.

Mas ela não fez isso.

Ya lyublyu tebya — ela piscou para mim, dando uma mordida no cachorro quente e cobrindo a boca em seguida.

— Eu não faço a mínima ideia do que você acabou de falar — digo, e ela ri — Mas espero que não esteja zombando de mim.

— Não estava. — ela assegura — Eu disse que amo você.

O sorriso tomou conta do meu rosto antes que eu pudesse me dar conta. Ela sorriu de volta, com as bochechas levemente coradas, e os olhos cintilando debaixo dos cílios compridos.

— Cumprimentos ao casal!

Virei para trás e dei de cara com um homem latino (bem grande e assustador, devo frisar) sorrindo para nós. Kate não hesitou antes de abraçá-lo, e a pontada de ciúme foi inevitável. Embora tenha tentado não demonstrar, suspeito que tenha falhado miseravelmente no quesito. Havia também uma mulher atrás dele, e Kate deu um pulinho de felicidade ao vê-la.

— Nós já nos conhecemos antes — o grandalhão estendeu a mão para mim — Mas suspeito que você não faça a mínima ideia de quem sou.

— É — eu ri, tomando a mão dele na minha — Sinto muito, mas a minha memória não é lá uma das melhores.

— Javier — ele diz, com um sorriso amigável no rosto — Sou o namorado de Lanie. Ela e Kate são melhores amigas desde que Kate veio para Nova York.

— Richard — respondi — Somos, uh… sou o noivo dela.

Ele assentiu, ainda sorrindo para mim. Voltamos nossas atenções às duas mulheres, que falavam alegremente, gesticulando e rindo em determinados momentos. E eu não fazia a mínima ideia sobre o que estariam falando e, pela expressão abobada de Javier, ele tampouco parecia se importar. Pela prévia análise de sua expressão, eu poderia facilmente dizer que ele só via uma única mulher em todo o parque.

De qualquer forma, eu não estava em posição de julgá-lo.

— Então esse é o cara — a outra mulher veio até mim, com um enorme sorriso no rosto — É melhor você cuidar muito bem dela.

— Eu…

— Você não quer saber o que um canivete suíço pode fazer com o que tem no meio das suas pernas — ela ameaçou no momento em que nossos olhos se encontraram — E se você levantar um único dedo para ela, então eu vou…

— Lanie! — Kate interveio.

obrigado…!

— Acho que ele já entendeu — ela riu, embora eu suspeitasse que estivesse tão nervosa quanto eu — Não precisa fazer ameaças a ele. Ele jamais faria nada que me ferisse.

Os olhos da outra mulher, Lanie, me avaliaram de cima a baixo, como se eu fosse um pedaço de carne exposto num açougue, e então ela sorriu, e sua expressão suavizou consideravelmente. Ela quase parecia uma criança no meio de todas aquelas luzes e brinquedos expostos; e, lentamente, se aproximou de mim e enlaçou o meu corpo com os bracinhos curtos.

— Bem-vindo à família — ela riu, e então se afastou.

O grandalhão envolveu os ombros dela com um dos enormes braços, e então ela voltou suas atenções à Kate.

— Estávamos indo até o Desfiladeiro do Amor — ela explica — Talvez vocês queiram ir conosco; poderíamos fazer algo como um encontro de casais, ou sei lá.

— Eu não acho que-

— Eu sei, eu sei — Lanie voltou a interromper — É meio patético, mas como é a primeira vez que conhecemos o garanhão aí, e como vocês vão se casar e blá blá blá… não há desculpa para não virem conosco.

Kate olhou para mim, e eu pude ver a súplica em seus olhos. Ela não queria ir, e eu também não tinha vontade alguma de entrar num brinquedo que se chamasse “O Desfiladeiro do Amor”, mas seria até bom fazer algo como um casal de verdade. Não que um encontro de casais estivesse nos meus planos, mas…

— Por que não? — me vi dizendo.

O beliscão que Kate me deu foi forte, e tive que usar todas as minhas forças para controlar a expressão. Os amigos dela sorriram, e eu sorri de volta, enlaçando a cintura dela com o braço a fim de puxá-la para perto enquanto seguíamos os dois.

— Eu te odeio — ela disse baixinho.

— Não, você me ama — beijei sua cabeça — E você até disse isso em russo!

O percurso era todo em cor-de-rosa e púrpura, com corações e cupidos de plástico pendurados no teto, cheios de purpurina e laços coloridos.

Estávamos num tipo de embarcação em forma de cisne, balançando sobre a água colorida, e Kate estava com a cabeça deitada no meu peito. Em determinado momento, ela finalmente deu-se conta que, embora eu também não fizesse a mínima questão de fazer aquele pequeno tour, os amigos dela faziam, e ambos sabíamos que ela faria de tudo para deixá-los felizes.

— Eu nunca tive ninguém para trazer nesses tipos de atrações — eu deixei escapar; ela levantou a cabeça e olhou nos meus olhos, como se desacreditasse daquilo.

— Aposto que já teve várias namoradas — ela riu, ajeitando-se a fim de olhar-me nos olhos — Talvez não tenha trazido ninguém em passeios como este, mas provavelmente não lhe faltaram oportunidades.

— Já tive várias namoradas — concordei; ela franziu a testa, possivelmente enciumada — Mas a verdade é que eu nunca tinha me apaixonado. O amor é uma mancha, e eu era completamente limpo.

— O quê? — ela gargalhou.

— Péssima metáfora — sacudi a cabeça, rindo — O fato é que você foi a minha primeira, de certa forma. Eu nunca tinha sentido por alguém o que sinto por você.

— Se serve de alguma coisa — ela murmurou, olhando para baixo — Eu também nunca tinha me sentido desse jeito. Acho que fomos as primeiras manchas um do outro.

— Únicas — sussurrei, aproximando-me dela.

Rocei nossos lábios, e então toquei seu rosto com a palma da mão. Lentamente, ela enfiou os dedos nos meus cabelos, quase empurrando a minha cabeça de encontro à sua, aprofundando o beijo. Uma música instrumental começou a tocar, e através das pálpebras fechadas, fui capaz de enxergar os flashes. Provavelmente, ao fim daquele passeio, teríamos algumas fotos — mas não paramos de nos beijar em momento algum.

Porque é como eu disse: os beijos dela me deixam viciado.

Estou pagando pelas fotos do Desfiladeiro quando Kate se aproxima de mim com um algodão doce azul nas mãos. Arqueio as sobrancelhas quando ela tira um pequeno pedaço e o coloca na boca; por um momento, ela me encara, e depois sorri, escondendo os dentes ao pôr a mão na frente da boca.

— Você disse que é assim tão bom — ela ironiza — Resolvi dar mais uma chance; e, sabe, não é assim tão ruim.

Ha! — rio alto, roubando um pedaço grande do doce e enfiando-o na boca; lentamente, ele se dissolve sobre a minha língua — Eu sabia que você não poderia não gostar de algodão doce!

Os amigos de Kate ainda tentavam negociar o preço das fotos com o homem da bilheteria, mas sem sucesso. Os gritos só faziam aumentar, e mesmo que eu não conseguisse decifrar o que diziam, poderia facilmente adivinhar que alguns xingamentos estão sendo proferidos, pelo jeito que algumas mães passam cobrindo as orelhas de seus filhos.

— O que quer fazer agora?

— Não sei — ela suspira — Já estou começando a ficar com sono. Mas você prometeu que íamos à Roda Gigante antes de irmos embora, e eu vou cobrar.

— À Roda Gigante, então — dou-lhe o braço, e ela ri ao aceitá-lo, enrolando uma mecha do cabelo no indicador — Opa! E quanto aos seus amigos?

Ela arrisca um olhar aos dois, que ainda barganham pelas fotos do Desfiladeiro. Depois, olha para mim com o semblante culpado, soltando o meu braço e correndo na direção da enorme fila para a Roda Gigante. Paro por um momento, estático no lugar, e então corro atrás dela sem ao menos olhar para trás.

A fila para o brinquedo não estava grande (e suspeito que o horário tenha sido um grande aliado), e não tardamos a comprar o bilhete. Assim sendo, quando conseguimos um lugar, não havia mais quase ninguém à procura do brinquedo.

Kate se aconchegou no meu peito e eu pus um braço sobre seus ombros, puxando-a para mais perto justamente quando o brinquedo começou a se mover. Ela suspirou, erguendo a cabeça para olhar para mim.

— O que achou do passeio? — beijei sua testa.

— Além de ser um revival do nosso primeiro encontro? — ela riu baixinho, e eu a acompanhei — Está perfeito. Tudo com você é sempre…

—… confuso? — suponho — Não! Desastroso é a palavra que você deve estar procurando…

— Não! — ela ri — Deixe disso. Não sei, é sempre tudo melhor do que as minhas expectativas, e tudo sempre parece no lugar; não sei. Eu me sinto completa quando estou com você, e sei como isso soa piegas, mas…

— Eu amo você — eu inclino o corpo para capturar seus lábios, e ela sorri durante o beijo.

— Sempre pensei que eu fosse encontrar um garoto nos corredores da escola, e depois de trocar alguns olhares e flertes nós iríamos nos apaixonar e então, daí em diante seria tudo um conto de fadas, exatamente como acontece nos filmes, mas — ela balança a cabeça, como se tudo aquilo não passasse de uma invenção absurda — Mas acho que, se tivesse sido assim, eu não seria tão feliz quanto sou hoje. Porque eu não teria conhecido você.

— Eu sou a sua mancha — brinco.

Se é

No momento em que voltamos para o parque, a maioria das barracas já está desmontada, e o local mais se assemelha a uma cidade fantasma. Kate segura a minha mão com força, e anda tão próxima a mim que acho que caso eu tropece, é provável que ela vá junto comigo. E é por isso que, no momento em que meu celular começa a tocar, ela dá um pulo de susto, e um grito surpreso escapa de seus lábios.

— Alô? — atendo, passando um dos braços pelos ombros dela enquanto seus olhos avaliam as nossas fotos do Desfiladeiro.

— Richard Castle? — ouço.

— Sim? — meu coração acelera — Como posso ajudar?

— Uh, aqui é da Editora Hypirion — a voz da mulher vacila — Você mandou um rascunho do livro que escreveu para nós, e isso já faz algum tempo; talvez o senhor já tenha se esquecido.

— Oh, claro! — tento manter minha voz controlada; Kate ergue os olhos para mim e arqueia uma sobrancelha — Há algum problema?

— Não! — a mulher se apressa — Me chamo Gina Cowell, e nós da Hypirion gostaríamos de saber se ainda há algum interesse de sua parte de publicar seu livro conosco.

— Eu…

— Em primeiro lugar — ela interrompe — Sentimos muito por ligar tão tarde, mas temos um horário de reunião para discutir sobre seu livro pela manhã. Há sempre uma vaga para o escritor, e é nesta reunião que decidiremos sobre a publicação. O senhor teria algum interesse em…?

— Sim! — rio baixinho — Sim, sim!

— Ótimo! — ela ri junto comigo — Anexaremos o endereço e o horário no e-mail que o senhor deverá receber em poucos minutos. Vejo o senhor pela manhã, Sr. Castle.

Depois, ela desligou.

Kate estava me analisando, com aqueles enormes e questionadores olhos verdes. Eu só sorri para ela, puxando seu corpo para mais perto ainda, sentindo que poderia explodir de felicidade a qualquer momento.

– Quem era? – ela finalmente perguntou; e eu podia ver o ciúme escorrendo pelos lábios rosados.

– Era da editora – respondi.

Os olhos dela brilhavam.

– Eles vão fazer uma reunião amanhã de manhã e me querem nela – concluí – Como se sente agora?

– Como se devêssemos estar na cama – ela ri, e depois me abraça apertado – Amor, isso é ótimo! Agora, vamos! Não queremos que você se atrase para a sua reunião!

Então, ela pegou na minha mão e começou a correr pelo asfalto vazio até o nosso carro, o último veículo restante no estacionamento. Rimos alto quando chegamos até ele, e ela me beijou no momento em que nos aproximamos do carro.

E, durante o caminho de casa, eu só conseguia pensar que era agora que as nossas vidas começavam.

Notas finais
Espero que me perdoem depois desse capítulo porque ASDFGHJKL *-* OS FEELS! Primeiramente: sim, ela comeu algodão doce! ❤ Segundo: eu não sei se o sobrenome da Gina é mesmo Cowell, porque tem um episódio na 3° temporada (se eu não me engano) onde dizem que o sobrenome dela é Griffin, mas vamo q vamo e um dia a gente descobre! Lembrando que the truth is out there e não deve ser tão fácil assim de achar sakçldsk Terceiro: comentem! show me your love ❤ dlçak eu juro que vou TENTAR não demorar com o próximo, mas nunca é uma promessa, principalmente porque a minha vida tá uma bagunça e eu preciso arrumar tudo aqui antes de conseguir pensar em qualquer outra coisa... lembrem-se que, sim, eu tenho uma vida além das fanfics (embora às vezes prefira que não...) Outra coisa: sugiram assuntos para o próximo capítulo! Conversem comigo pelo twitter também, gente! Eu quero estar sempre à disposição de vocês, e quando vocês conversam comigo fica bem mais fácil saber o que vocês gostam ❤ Dito isso: I'm done! Vejo vocês nos comentários! o/