Notas iniciais
Oi, cupcakes! É, meio tarde, eu sei - mas a parte boa é que esse capítulo continua exatamente de onde o anterior parou (é, me agradeçam por isso depois fpskald) e eu acho que tô apaixonada por ele, principalmente pelo final! Peguem as garrafinhas de água (porque tomar banho tão tarde vai parecer suspeito, entãaaao dajolçkd) e se preparem porque esse capítulo tá forte! Boa leitura!

Anteriormente, em ‘Drive By’:

Num canto do quarto há um bolo de roupas com o qual penso não ter que me preocupar até amanhã – porque eu me recuso a sair de onde estou, me recuso a largá-la sozinha aqui, e tudo isso parece ser bom demais para ser verdade. A cada toque pareço entrar em combustão, e quisera eu ter experimentado isso antes – jamais pensei que poderia me sentir mais excitado com os toques que eu já conhecia, com o sexo do qual sou tão familiarizado, mas quando eu penso que não há nada mais a descobrir… então ela chega e vira o meu mundo de ponta cabeça.

Eu não queria forçar os movimentos, mas não consegui não pegar em seu cabelo enquanto ela brincava comigo, levando-me à beira da loucura – e, céus, ela sabia o que estava fazendo! A língua fazia movimentos que eu desconhecia, que não sabia que eram possíveis, mas eu estava aproveitando cada segundo daquilo, sentindo que o meu amor por aquela mulher não parava de crescer.

Quando ela se afastou, ergui o quadril, querendo mais – precisando de mais – e ela riu com o meu desespero; logo eu estaria vendo estrelas, e pouco me importava o mundo porque, naquele momento, só nós dois existíamos e eu gostaria que continuasse assim.

E logo senti os espasmos, a tremedeira, e senti o meu corpo explodir; joguei a cabeça para trás e apertei o lençol claro debaixo de mim. Kate se afastou lentamente, subindo na cama e plantando um beijo no meu pescoço; sem conseguir me controlar, empurrei-a para baixo, prendendo-a sob o meu corpo, traçando uma linha de beijos, passando pelo pescoço, seios, barriga… e então, beijei a área interna das coxas, ouvindo o gemido baixo que ela não conseguiu conter. As mãos dela seguraram nos meus cabelos assim que afundei a língua dentro dela – e então, os fios emaranhados na minha cabeça se tornaram algo que jamais pensei que eles poderiam ser: rédeas.

Mostre onde quer que eu vá…, pensei.

E ela mostrou exatamente onde queria que eu fosse.

«…»

O gosto dela invadiu o meu corpo, e segurei seus quadris com as mãos, puxando-a mais para perto, como se aquilo fosse realmente possível. Seus dedos ainda estavam mergulhados nos meus cabelos, puxando-os e bagunçando-os um pouquinho mais. Fechei os olhos, respirando fundo enquanto sacudia a língua dentro dela, ouvindo meu nome sendo sussurrado, suspirado e saindo entre gemidos altos.

E, quando suas pernas começaram a tremer e ela começou a, rapidamente, mover as pernas, arqueando as costas e afundando as mãos em meus cabelos mais uma vez, puxando-os e gritando como se aquela fosse a única coisa que ela pudesse fazer naquele momento.

– Rick – ela arfa, apoiando-se nos cotovelos, olhando nos meus olhos.

Lentamente, abro espaço dentro dela com os dedos e ela volta a desabar sobre a cama, enfiando as unhas nos lençóis e engolindo um gemido alto. Movo os dedos rapidamente, ficando por cima dela enquanto ela se decide entre manter os olhos abertos ou fechados – uma escolha aparentemente difícil.

Não percebi que ela tinha movido as mãos até que as senti segurando os meus pulsos; parei por um momento, olhando nos olhos dela. Ela arfou, respirando fundo para tentar recuperar o fôlego enquanto me puxava para mais perto, colocando cada mão em um lado do meu rosto; esticando o pescoço para capturar os meus lábios.

Ajeitei-me entre suas pernas enquanto roçava nossos lábios, acariciando seus cabelos, tirando-os da testa ao mesmo tempo em que melecava os meus dedos com o suor que pincelava sua testa. Escorreguei para dentro dela, e Kate quebrou o beijo para um suspiro, claramente surpresa; seus olhos pareciam mais escuros, mesmo na penumbra do quarto.

A brisa da madrugada escapulia pela janela semiaberta e eu sentia o corpo dela tremendo debaixo do meu. Inclinei o corpo para o lado, e ela fez careta; puxei o lençol espesso da beirada da cama e cobri, parcialmente, os nossos corpos.

– Melhorou? – beijei o canto de sua boca.

Ela riu baixinho – Um pouquinho.

Saí de dentro dela com lentidão, só para voltar com a mesma velocidade; Kate fincou os dedos na pele das minhas costas, arranhando a pele sensível de leve. O suor começava a me lavar o rosto, escorrendo pelo meu pescoço e fazendo cócegas em minha pele.

Por favor, por favor… – ela choramingou, pressionando as pernas contra os ossos dos meus quadris; finquei os dedos na pele macia da cintura e respirei fundo, olhando dentro dos olhos dela.

Com um movimento firme e preciso, estoquei com força, ouvindo o meu nome sendo gritado por ela, sentindo suas unhas rasgando a pele das minhas costas. Escondi a cabeça no vão de seu pescoço e suguei a pele salgada para dentro da minha boca, sentindo o perfume de cerejas, apesar de todo o suor.

Aumentei a velocidade das estocadas, ouvindo os gemidos ficando cada vez mais frequentes, sentindo as unhas penetrando ainda mais fundo nas minhas costas – e eu sabia que ficaria com uns bons machucados ali, mas não me importava. Talvez fosse até… agradável, ter aqueles ferimentos. Era deliciosamente agradável lembrar daquela noite.

E quando finalmente senti minha cabeça rodando, fechei os olhos com força e estiquei o pescoço, jogando a cabeça para trás. Kate mordeu os lábios e um grunhido gutural preencheu os meus ouvidos enquanto eu sentia o tremor abandonando o meu corpo, sabendo que tinha explodido dentro dela bem antes do que eu esperava fazê-lo.

– Isso foi… – ela parecia perdida.

Calei-a com um beijo; acariciei os cabelos bagunçados com os dedos trêmulos enquanto movia os quadris com lentidão, traçando cada linha do rosto dela, ajeitando os cabelos suados atrás das orelhas enquanto ela franzia a testa e balbuciava palavras desconexas – as quais eu não fazia esforço algum para entender. Nós já tínhamos feito aquilo várias – e várias, e várias, e várias – vezes, mas nenhuma delas pareceu ter sido tão significativa, tão maravilhosa quanto aquela, e eu não sabia exatamente como ela tinha trocado as nossas posições.

– Acha que podemos ir ao segundo round? – ela mordeu o lábio inferior, ajeitando-se sobre o meu pênis; que, incrivelmente, já estava pronto para outro, sim.

Eu ri, arfando – Acho que posso aguentar…

As mãos dela emaranharam-se em meus cabelos e eu olhei dentro de seus olhos, sendo capaz de capturar o brilho brincalhão que os fazia cintilar. Deixei um sorriso pincelar o meu rosto enquanto ela sentava em meu colo; apoiei um dos braços na coluna dela enquanto sentia suas paredes se expandindo para me acomodar.

– Rick? – ela gemeu baixinho, envolvendo o meu pescoço com os braços; grunhi em resposta – Eu acho que estamos prontos para tudo isso… ah.

Lentamente, ela começou a se mover para cima e para baixo, com uma das mãos brincando com os meus cabelos enquanto a outra tocava os meus ombros, peito e costas. Olhei para ela, segurando-a com força, praticamente colada ao meu corpo, lutando contra o impulso de jogá-la no colchão debaixo de mim, fazê-la ver estrelas uma vez, duas, três… vinte vezes, até que ela não tivesse mais forças para continuar.

– Um beijo pelos seus pensamentos – ela riu baixinho, movendo os quadris de um lado para o outro, sem sair do lugar.

– Pensei em como quero fazê-la feliz – toquei seu rosto com a mão livre, inclinando o meu corpo e, por consequência, o dela; uma risada alta escapou dos seus lábios quando toquei um ponto específico em sua barriga – Oh! Encontrei um ponto fraco?

Kate negou, pressionando um lábio contra o outro enquanto pulava do meu colo, até encontrar a parede; seus olhos se arregalaram e eu ri alto, saltando da cama, aproximando-me dela com passos largos. Puxei-a para perto, colando suas costas ao meu peito e tamborilando os dedos no ponto sensível logo abaixo do umbigo; ela gargalhou, se remexendo nos meus braços.

– Por favor! – ela gargalhou – Por favor, pare!

– Faça-me parar – desafiei.

POV Katherine/Cherrypie

Meus pulmões estavam em chamas enquanto os dedos dele corriam pela minha pele; tentei alcançar qualquer pedaço de pele, mas parecia impossível. Minha cabeça girava, e eu mal conseguia respirar… até que, de repente, ele parou; respirei fundo, sentindo seus braços envolvendo o meu corpo e prensando-me contra a parede gelada do quarto.

Espalmei as mãos sobre a tinta escura e apoiei a cabeça ali, sentindo o corpo dele prensado contra o meu, suas mãos brincando comigo ali mesmo; logo, minhas pernas cederiam sob o meu peso, e eu não sabia mais como se respirava, não sabia mais como pensar. Tudo o que eu conseguia fazer era gemer e morder os lábios, tentando abafa-los.

– Eu amo você – ele sussurrou em meu ouvido; uma fração de segundo depois, eu o senti escorregando para dentro de mim num movimento rápido.

Mordi as bochechas, fechando os olhos com força, sentindo a necessidade de tê-lo, mais forte, mais rápido – simplesmente mais. Eu só queria senti-lo dentro de mim, entrando e saindo, repetindo os movimentos quantas vezes fossem possíveis. Os cabelos dele fizeram cócegas em meu pescoço enquanto seus lábios roçavam em meus ombros.

As mãos dele foram para os meus seios, envolvendo-os, tocando-os, brincando com eles, provocando a pele sensível, e eu joguei a cabeça para trás enquanto ele aumentava a velocidade dos movimentos, enquanto seus dedos resolviam brincar com os meus seios.

Céus – ampliei a palavra, prolongando-a com um gemido alto; minhas pernas começaram a tremer, e eu joguei todo o meu peso sobre ele, que puxou uma das minhas pernas para cima, praticamente me colocando em seu colo.

Ele, então, aumentou a rapidez dos movimentos – coisa que não achei ser possível. Cada vez mais intenso, mais desesperado, mais firme; e o gemido rouco que preencheu os meus ouvidos foi o suficiente para que eu jogasse a cabeça para trás – mais uma vez – e deixasse que as estrelas pontilhassem a minha visão do quarto escuro.

Arfei, sentindo os membros tremendo, o corpo em estado de choque enquanto os lábios macios roçavam na pele sensível do meu pescoço, enquanto eu lutava para poder encontrar o meu autocontrole para ficar de pé. Engoli em seco, e então grunhi baixinho, encontrando os olhos dele por uma fração de segundo – e ele entendeu exatamente o que eu queria dizer com aquilo.

Lentamente, caminhou comigo até a cama e deitou-me sobre os lençóis espessos. Jogou seu corpo ao lado do meu, puxando-me para perto enquanto, com a outra mão, puxava os lençóis para cima de nós. Quando deitei a cabeça em seu peito, respirei fundo, sentindo o perfume de sabonete e loção invadindo os meus sentidos.

Com os olhos fechados, suspirei – Você acha que seremos bons pais?

– Por que isso agora? – ele riu, brincando com os meus cabelos.

– Porque talvez – abri os olhos, encarando os olhos azuis enquanto mordia o lábio inferior – talvez algum dos seus nadadores já tenha achado o caminho certo e…

– Nós vamos ser maravilhosos – ele beijou o topo da minha cabeça e piscou, brincalhão – Não se preocupe com isso agora, Kate. Vamos saber quando precisarmos saber; não adianta antecipar nada. Vamos nos preocupar com arranjos e coisas chatas de casamentos, com…

–… faculdade e publicação – arrisquei, olhando dentro dos olhos dele; as pupilas dilataram e ele sorriu, assentindo com a cabeça – Você acha que eu tenho chances de passar?

– Por que não teria? – ele piscou, sorrindo de canto – Kate, você é a pessoa mais esforçada que eu já conheci em toda a minha vida; você tem chances de fazer tudo o que quiser.

Meu coração palpitou e o sangue pulsou com força em meus ouvidos; senti o leve desconforto entre as pernas quando senti uma de suas mãos tocando a minha cintura. Fechei os olhos, porém, decidida a ignorar aquela sensação – ainda tinha que aguentar provas de vestido e bufê no dia seguinte, e talvez devesse ter escolhido a opção mais fácil: o casamento no civil, sem fru-frus e nada do tipo.

Mas a minha vida era complicada – e eu não podia evitar. Eu gostava do complicado…

/POV Katherine/Cherrypie

Não era essa a minha intenção.

Eu não queria que ela fosse importante; a intenção era que ela fosse só mais uma – uma mulher qualquer, uma desconhecida, com quem eu transaria e esqueceria, mas eu não consegui. Desde o primeiro olhar, desde que eu senti seus lábios tocando os meus pela primeira vez, desde que resolvi levá-la para casa ao invés de arranjar um quarto de motel barato.

Se me dissessem, há meses atrás, que eu estaria abraçado com a mulher que, em breve, seria minha esposa, eu riria e daria de ombros, afastando-me daquela situação o mais rápido possível – mas hoje… parece tão real que sinto o pavor corroendo o meu corpo quando chamo seu nome e ela não responde.

– Boa noite – ela sussurra de repente.

Enfio o rosto nos cabelos dela, aspirando o perfume de cerejas, e então suspiro; naquele momento, tudo o que quero é dormir com ela nos meus braços, e talvez, nunca mais soltá-la.

– Boa noite – sussurro de volta.

E, por alguma razão, quando fecho os olhos, só consigo pensar num bebê rechonchudo de olhos verdes…

Notas finais
O assunto bebês surgiu! - mas também trouxe o problema da publicação do manuscrito do Rick, dos estudos da Kate e todos os outros problemas com o planejamento do casamento... e agora?! Como esses dois vão se virar com tudo isso nas costas?! Sugiram! O que vocês acham que deve acontecer no próximo capítulo? Divulguemmmm! Comentem, favoritem, recomendem e acompanhem! Mandem pros coleguinhas e ajudem a fic a rumar ao grand-finale (que não tá assim tão longe quanto vocês imaginam *risada maléfica*) *foge pras colinas* Vejo vocês nos comentários! :*