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23 22. Família Imediata - parte 1


Notas iniciais
Oi, cupcakes! Então, eu preciso ser bem breve aqui porque preciso terminar de estudar pra matemática e física, então... de qualquer forma, essa ideia ficou me pentelhando o tempo todo e eu tive que escrever - de todo modo, todos nós saímos no lucro, não é mesmo? =) Peço que providenciem logo as garrafinhas d'água e talvez os ventiladores porque acredito que vão precisar! *aquela carinha* Boa leitura! =)

Anteriormente, em ‘Drive By’:

– O que é uma grande história de amor sem obstáculos a superar? – eu a interrompi; seus olhos fixaram-se nos meus – Todo conto de fadas tem os seus; desafios terríveis que só os dignos transcendem. Mas não pode desistir, é sempre disso o que se trata, não é? Nós queremos o nosso final feliz, e por isso não desistimos. Por isso, não desistiremos.

– É por isso que eu quero me casar com você – ela sorriu, e vi uma lágrima solitária escorrendo pela pele avermelhada da bochecha – Por que tem sempre de me fazer chorar, Rick?

– Ei! – eu ri – A culpa não é minha se minhas palavras têm um efeito contraditório em você! Tudo o que eu faço ou falo nunca têm o efeito certo, e eu odeio isso! Quando quero fazer uma coisa romântica você chora!

– Culpa sua – ela cutuca o meu peito e eu beijo sua cabeça.

– Nós vamos nos casar – murmurei contra seus cabelos – Nós vamos nos casar e isso não me parece errado; muito pelo contrário. Eu amo você, e tudo o que eu quero é tê-la como minha mulher, e então filhos. Vamos ter pelo menos quatro pestinhas correndo pela casa, tudo bem?

– Mas você disse que não queria filhos – ela iça as sobrancelhas, olhando para mim como se tivesse acabado de ouvir um absurdo – O que fez você mudar de ideia?

– Você – respondi, com toda a sinceridade do mundo.

Ela estava certa.

Eu nunca quis ter filhos, mas a possibilidade de um futuro com ela me fez abrir os olhos para o que eu realmente queria – e, com certeza, não seria uma terceira idade solitária sem filhos para alegrar os meus dias. Então, nós íamos nos casar e então teríamos dois, três, quatro, cinco e até dez filhos.

Mas, enquanto isso não acontece, nós precisamos treinar.

E eu garanto que vamos treinar bastante.

~°~

Revistas de noivas estavam espalhadas pela sala, e eu devo ter tropeçado em pelo menos cinco no curto espaço entre o sofá e o balcão da cozinha. Tínhamos voltado da Califórnia há alguns dias, pelo menos uma ou duas semanas, e Kate estava enlouquecida para escolher vestidos, arranjar bufês e todas essas coisas – coisas que eu não fazia a mínima questão. Para mim, podíamos simplesmente estar com pais e amigos próximos, uma cerimônia pequena e sem grandes luxos já era suficientemente boa para mim, mas não parecia assim para ela.

Despejei o café quente na caneca e puxei-a para o meu colo, beijando seu pescoço enquanto ela largava a revista sobre o balcão. Suas mãos apertaram a minha coxa e eu contive o impulso de prensá-la contra o balcão e retirar suas roupas ali mesmo – agora tínhamos uma casa de frente para a rua, e qualquer barulho suspeito seria notado.

Ela bufou e roubou um gole grande do meu café, fungando depois; jogou a cabeça sobre os meus ombros e eu puxei seus lábios para dentro dos meus, sentindo o gosto do café misturado com o sabor adocicado dos biscoitinhos de nata que ela tinha comido pouco tempo antes. Os cabelos dela fizeram cócegas em meu pescoço, e eu mordi o lóbulo de sua orelha para que ela se afastasse um pouquinho.

– Estou com medo de tudo isso – ela bufou, cruzando os braços sobre o peito enquanto se sentava na banqueta ao meu lado – Por que isso tem de ser tão difícil?

– Kate, normalmente as mulheres têm a ajuda das madrinhas e das mães – dou de ombros – É normal que você esteja achando mais difícil, entende? Por mim faríamos uma recepção só para deixar registrado que você é minha, sem todas essas coisas de arranjos de flores, crianças entrando jogando pétalas de rosas, gente doida cantando e tudo isso…

– Credo – ela riu, jogando um pano de prato em cima de mim – Eu acho bonito; não que eu já tenha sonhado em ter um casamento do tipo…, mas acho que, se vou me casar de verdade – e isso ainda não parece real –, quero ter tudo ao que tenho direito. Arranjos floridos, gente doida cantando e crianças jogando pétalas de rosas por onde eu passarei; entrar de braço dado com o meu pai e ter aquela festa chique depois de cerimônia!

– Tudo bem! – deixei a caneca de lado, levantando os braços em rendição – Se você quer tudo isso, tudo bem, nós teremos tudo isso.

Ela sorriu e eu não pude reprimir o meu próprio. Segurei seu rosto entre as mãos e rocei nossos lábios, sentindo-os secos e rachados. Nós não havíamos contado a ninguém sobre o noivado, e isso parecia errado, de certa forma. O diamante solitário no círculo de prata cintilou, machucando os meus olhos, quando a luz do sol bateu sobre ele.

Royal se espremeu pelo espaço entre as minhas pernas, fazendo Kate rir. Nós três éramos como um tipo bem estranho de família arranjada, mas eu gostava dela, e não poderia querer nada mais.

–… o que você acha? – aparentemente, enquanto eu divagava sobre a nossa pequena família imediata, ela pedia a minha opinião sobre alguma coisa; encolhi os ombros, e ela bateu no meu peito, com uma risada explodindo de seus lábios – Escutou alguma coisa do que eu disse, Rick?

– Posso mentir para não receber mais um murro no peito?

– Eu estava dizendo – ela revirou os olhos, e eu senti uma imensa vontade de beijá-la – que queria começar a estudar, começar o ensino superior – ela suspirou – Queria saber o que você achava e… por que está olhando para mim desse jeito?

Não percebi o sorrisinho em meu rosto até que ela tocou os meus lábios com as pontas dos dedos, cobrindo as minhas bochechas com as palmas.

– Que jeito? – beijei-os, um por um, sentindo o gosto do açúcar refinado.

– Esse jeito abestalhado de quem está apaixonado – ela riu, começando a retirar os meus cabelos do rosto – Como se eu fosse a oitava maravilha do mundo…, esse jeito de olhar.

– Preciso responder? – puxei-a para o meu colo, beijando seu pescoço e subindo até a orelha; ela riu e se contorceu sobre mim – Acho ótimo que queira começar a estudar, Kate. Podemos ser um ótimo conjunto financeiro…, mas no que você está pensando?

– Medicina, talvez? – ela olhou para mim com uma sobrancelha arqueada, voltando a se sentar na banqueta – Não sei, meus pais sempre quiseram que eu seguisse direito, mas não sinto como se fosse funcionar. Quero dizer, eu nunca tive paciência para decorar todos aqueles códigos penais, todas as regras durante um julgamento e blá blá blá! É monótono e até chato, mas não diga a eles que eu disse isso a você, senão estou morta.

– Medicina é uma boa – dei um gole no meu café, já começando a esfriar – Sabe o que eu acho? Que você deve fazer o que você quiser, contanto que lhe faça feliz, entendeu? Eu preciso dar uma passada na editora mais tarde para ver o contrato direitinho, e então, receberei um adiantamento e…

– Eu não quero que você pague os meus estudos – ela arqueou a sobrancelha, claramente indignada com o que eu havia sugerido – Rick, eu não quero que pague por eles; vou tentar entrar em uma pública.

– Pública? – fiz careta – Kate, eu não vejo nenhum problema em pagar os seus estudos e…

– Mas eu vejo! – ela pulou do banco, olhando para mim de baixo – Há algum problema em não querer que as pessoas paguem por alguma coisa para mim? Rick, eu não quero que pague os meus estudos, uma vez que todos os gastos do casamento vão para você, sua família, e para os meus pais. Realmente…, eu não gosto de ser um peso morto.

– O quê? – torci o nariz – Quem disse que você é um peso morto?

– Eu estou dizendo – ela cruzou os braço, e eu amei a pose de mandona – Pare de me olhar desse jeito; sou uma pessoa muito carente e essa nossa conversa vai acabar tomando o rumo errado, tudo bem? Pare.

– Hmm – gemi baixinho perto do ouvido dela – O rumo errado parece bastante tentador para mim; não é para você?

– Rick…

– O que foi? – mordi sua orelha – É errado desejar a noiva? Porque eu não conheço nenhuma lei que faça por onde, Kate; você conhece alguma?

Em resposta, ela grunhiu e eu a puxei para mim mais uma vez, pulando da banqueta para diminuir a distância entre nós. Provoquei a pele sensível do pescoço com os dentes, sentindo seu corpo enrijecer sob o meu toque. Passei as minhas mãos por cima do tecido de suas roupas, descendo até o tecido da calça jeans…

– Não faça isso – ela soprou baixinho, arfando – Não faça…

– Você não quer? – murmurei contra a pele de seu pescoço; ela gemeu o meu nome baixinho e, quase entendendo o que estava acontecendo, Royal se afastou, trotando alegremente até o escritório.

– Se eu dissesse que não quero, você acreditaria? – ela virou a cabeça para me olhar; eu ri e tentei beijá-la, mas ela não deixou – Aqui não…

Então, percebi.

Agora não vivíamos numa casa completamente isolada, longe da civilização, onde podíamos fazer todo tipo de barulho que quiséssemos sem sermos incomodados. Agora tínhamos vizinhos que poderiam se sentir – e se sentiriam – incomodados com o nosso barulho excessivo. Descansei a cabeça no vão de seu pescoço e respirei fundo, inalando o perfume de sua pele.

– Por alguma razão, tudo o que eu quero é estar dentro de você – sussurrei em seu ouvido – Eu poderia passar dias com a cabeça entre as suas pernas, só sentindo o seu gosto…

Ela gemeu – Céus, não faça isso!

–… brincando com os seus seios, correndo os dedos pela sua pele – prossegui, mordendo o lóbulo de sua orelha – só para sentir sua pele se arrepiando, ver as suas pernas tremendo quando você chegar ao orgasmo… duas, três vezes.

– Oh, meu Deus! – ela pressionou uma perna contra a outra, respirando com dificuldade – Não faça isso, por favor… não faça!

– Colocar os seus seios nas minhas mãos, envolvê-los com os meus lábios – soprei, sentindo a pressão dentro das minhas calças começando a ficar insuportável – Quero correr as mãos pelo seu corpo, entrar em você com dois dedos, senti-la por dentro, ouvir você sussurrando e gritando o meu nome quando estiver satisfeita.

– Oh – ela gemeu, entrelaçando os nossos dedos sobre sua barriga – Eu não aguento mais, Rick…

– O que você quer? – interrompi-a, beijando o pescoço dela.

– Ah – ela grunhiu – Você…! Eu quero você.

– Ah, você quer? – tentei controlar a mim mesmo, apertando sua mão – Quando você quer?

Ela não chegou a responder, mas pela intensidade do beijo que me deu, imaginei que a resposta fosse algo ainda mais cedo do que o clichê “agora”. Retribuí seu beijo, puxando-a cada vez mais para perto como se já não estivéssemos perto o suficiente. Ouvi seu gemido abafado pelos meus lábios quando infiltrei uma mão por dentro do tecido da calça que ela usava, provocando-a por cima do tecido da calcinha.

Ela, por sua vez, também não perdeu tempo: enquanto nos beijávamos, ela conseguiu tirar o cinto da minha calça, jogando-o em qualquer lugar da sala. Rapidamente, seus dedos pressionaram o botão da calça, fazendo um pouco da pressão diminuir, e eu a agradeci imensamente por esse pequeno detalhe.

Prensei-a contra a parede mais próxima, ignorando o fato de a minha calça estar caída aos meus joelhos; beijei seu pescoço enquanto ela passava as mãos pelas minhas costas, cravando as unhas sobre ela, sobre o tecido da camisa, fincando-as na minha carne.

– Rick – ela arfou enquanto eu começava a desabotoar sua blusa – Eu quero você, eu preciso de você…

– Eu sei – ri baixinho em seu ouvido – Eu costumo ter esse efeito nas mulheres.

– Ora, pare com isso! – ela bateu em meu ombro pouco antes de eu começar a provocá-la, brincando com o elástico da calcinha e passando as pontas dos dedos pelo grande pedaço de pele exposta.

Lenta e dolorosamente, coloquei-a em meus braços e, quase imediatamente, ela envolveu os meus quadris com as pernas, apertando-me contra ela, fazendo com que a minha ereção pulsasse com violência dentro da cueca – uma vez que as minhas calças tinham sido expulsas do meu corpo assim que eu a pus no colo.

POV Katherine/Cherrypie

Só percebi que tínhamos nos movido quando senti os lençóis sedosos contra as minhas costas, o travesseiro macio debaixo da minha cabeça. Rick estava em todos os lugares – infiltrando suas mãos por dentro das minhas calças, beijando os meus lábios, o meu pescoço, arrancando o sutiã do meu corpo, até que, então, me visse nua debaixo dele, à mercê do que quer que ele quisesse fazer comigo.

E eu deixaria.

Arranhei suas costas por cima do tecido da camisa, ouvindo-o gemer o meu nome em meu ouvido, então revirei os olhos, sentindo a prazerosa dor entre as pernas, a agonia de não tê-lo dentro de mim. Então senti seus dedos brincando comigo; arqueei as costas e gemi seu nome, alto o suficiente para que Royal fosse até o quarto e nos olhasse com a cabeça inclinada para lado, com as orelhas em pé.

– Rick – eu o chamei, tentando conter a risada que ameaçava explodir dos meus lábios.

Automaticamente, ele parou de brincar com o meu corpo, virando a cabeça com cuidado, não fazendo nenhum – do grupo dos chamados – movimento brusco. Ri baixinho quando ele se apoiou nos cotovelos, ainda sobre mim, olhando para Royal. Brinquei com os cabelos dele enquanto ele tentava convencer o cão a nos deixar sozinhos.

Mas não foi isso o que Royal entendeu, pois assim que a última sílaba escapou dos lábios de Rick, ele veio trotando até nós como se fosse um filhote, e Rick protegeu-me do impacto com o corpo peludo com seu próprio corpo, escondendo a minha cabeça em seu peito.

– Royal! – Rick gritou, e eu ri alto – Saia daqui! Não, menino malvado!

Ele latiu, balançando o rabo dourado e peludo – Rick, eu acho que ele quer brincar…

– Mas eu não quero brincar com ele! – Rick olhou para mim com os olhos azuis escurecidos, e eu senti que falava sério, como se fosse uma questão de pura necessidade – Eu quero brincar com você, e já expliquei como

Olhei para ele, ignorando o balanço desagradável que o corpo de Royal fazia no colchão e, aproximando os meus lábios de seu ouvido, sussurrei: – Royal não parece entender isso… por favor, Rick, eu prometo recompensar você depois…

– Hmm, e por que isso parece, de repente, tão tentador? – ele mordeu a minha orelha, e Royal latiu em resposta – Tá legal, seu estraga-prazeres! Nós já estamos indo!

E eu ri enquanto ele saía de cima de mim, chamando Royal para a sala para que eu pudesse me vestir com privacidade. Cobrindo-me com o lençol até que saíssem, soprei um beijo para ele, recebendo um sorriso sensual em resposta; suspirei e joguei-me sobre o colchão, ciente do meu estado deplorável enquanto catava as roupas do chão.

Teria que trocar as roupas, pois boa parte delas poderia ser considerada inutilizável para qualquer um; a maioria estava rasgada, e se não isso, completamente engomada e suja com marcas das patas de um enorme Golden Retriever que ainda acredita ser um pequeno e inocente filhotinho.

Ri baixinho. – Ah, Royal…!

E por mais que eu devesse estar chateada… bem, aquela era a minha família agora, não era? A minha pequena família imediata, e eu não podia desejar nada mais do que aquilo.

Notas finais
Mandem sugestões para o próximo! E a Lanie e o Javi? Ryan e Jenny? Quando eles vão aparecer? ~realmente fiquei meio assustada de vocês não terem perguntado por eles ainda hahahaha~ Divulguem! Comentem, favoritem, recomendem, acompanhem e mandem pros coleguinhas! =) Vejo vocês nos comentários o/