Drive By | hiatus |

22 21. "Pestinhas"


Notas iniciais
Oi, cupcakes! Recebi mais duas recomendações, aí a felicidade aumenta, né? Um enorme agradecimento à linda (porém não) da Becca e ao ruivo ~vulgo Bruno~ HAHAHAH obrigada, paixões ;) ~no final do capítulo vocês vão ver trechos (tá, uma cena praticamente) retirada do episódio "For Better Or Worse", a season finale da 6° temporada, mas não me julguem porque, apesar do final, eu amo aquele episódio cjsiolçd~ Então, galerinha! Eu queria poder dizer pra vocês pegarem os lencinhos, mas infelizmente - ou felizmente, dependendo do ponto de vista! - não é isso o que vocês vão precisar pegar hoje, mas talvez precisem de uma garrafinha ou um copo d'água gelada pra ler o capítulo, tudo bem? Boa leitura! :)

Home — Michael Bublé

Anteriormente, em “Drive By”:

“Então, quando entramos no quarto, ela fechou a porta com um baque surdo e virou-se para mim, os olhos marejados e os lábios trêmulos. Quis gritar para todos ouvirem, mas as palavras saíram da boca dela como se estivessem desesperadas por espaço:

– O que é que nós temos? – ela questionou, retorcendo o chaveirinho de plástico nas mãos sem, em nenhum momento, desviar o olhar, e eu fiquei nervoso de repente.

Olhando para ela daquela forma – e mesmo depois de sua pergunta –, perguntei a mim mesmo se conseguiria murmurar aquelas sete palavrinhas que eu segurava há dias, semanas, e talvez por tempo demais. Era a hora de soltá-las, eu sabia, mas não tinha ideia de como o faria sem que gaguejasse ou parecesse uma criança com problemas cerebrais. O desespero em seu rosto era quase palpável, e imaginei que eu devia estar quase mil vezes pior, o que só aumentou o meu nervosismo.

Nós nos olhávamos como se fôssemos, a qualquer momento, estrangular um ao outro, e não duvido que seja o que ela quer fazer comigo enquanto não respondo sua pergunta, mas, respirando fundo e reunindo toda a minha coragem restante – que não é muita, só para ressaltar –, puxei a caixinha de dentro do bolso da calça, ajoelhei-me à sua frente, o tempo todo sem quebrar o contato visual, e então, limpei a garganta e murmurei as palavras que tanto me agoniavam por tanto tempo:

– Katherine Beckett, você aceita se casar comigo?”

Ela engasgou.

Pela quantidade de filmes que já vi – e pela própria experiência de já ter visto alguns homens estranhos cobiçando minha mãe –, essa não era bem a reação que eu esperava; lentamente, pus-me de pé, abaixando a cabeça para o diamante solitário no círculo de prata. Não era uma grande coisa, mas achei que combinaria com ela e, o mais importante: que ela gostaria; pode não ter sido planejado, mas eu senti que era a hora certa.

Por outro lado, ela parecia estática; seus olhos estavam arregalados e as bochechas estavam num tom escarlate puro, como se tudo aquilo fosse apenas uma brincadeira de mau gosto. Fechei a caixinha num baque surdo e, conforme caminhava até ela, via como suas feições começavam a suavizar. Posso ter sido um idiota em não ter mostrado sinal algum do que faria – e, principalmente depois de hoje mais cedo, ter feito o pedido –, mas eu não me importei com mais nada enquanto não soltava aquelas palavras.

Acomodei a caixinha na palma aberta e fechei seus dedos sobre o veludo; por um momento, senti o calafrio perpassar a espinha antes que ela se pusesse na ponta dos pés e roçasse os nossos lábios. Os braços envolveram o meu pescoço antes que eu pudesse sequer reagir, e então senti o veludo roçando em meu pescoço, arrepiando-me por completo.

Eu não sabia muito bem o que fazer – parecia ter perdido a prática depois do longo tempo que ficamos sem nos tocar. Lentamente, ela se afastou ao ver que eu não retribuía ao seu contato; quis puxá-la de volta para mim e tê-la de mil e uma formas possíveis só naquele quarto, mas também queria uma resposta antes de fazê-lo. Olhei para a caixinha envolta pelos dedos finos e compridos, e ela seguiu o meu olhar, respirando fundo e tornando a abri-la; o anel cintilou com a luz fraca do quarto, e ela sorriu amplamente ao retirá-lo da caixa.

– Repita – ela murmurou baixinho, olhando para o círculo prateado pendurado em seus dedos.

Obedeci, e repeti com todas as sílabas. Lentamente, os olhos dela desviaram-se do anel para mim, e seu sorriso só fez crescer; sorri para ela também enquanto via seus lábios formarem um pequeno ‘o’ antes que ela me desse sua resposta. O leve balançar de sua cabeça fez-me o homem mais feliz do mundo, e tudo o que eu queria era beijá-la até que meus pulmões explodissem.

E foi exatamente o que eu fiz.

POV Katherine/Cherrypie

Não sei muito bem quando começamos a nos beijar como dois famintos, e muito menos quando caímos na cama, mas eu estava adorando. O anel estava colocado de qualquer jeito no meu dedo, prendendo a minha pele, mas a dor não se fazia muito presente naquele momento, e eu agradecia aos céus silenciosamente por isso; passei as mãos pelos cabelos de Richard enquanto ele beijava o meu pescoço e, Deus, como eu senti falta disso!

Tudo o que aconteceu naquele galpão pode ter impedido o nosso contato por bastante tempo, mas não mais – e foi tão horrível ter que me privar de seus toques, de seus beijos e… bem, dele como um todo.

Retribuo o beijo faminto que ele me dá, passando as unhas pela pele sensível de seu pescoço; ele solta um gemido baixinho e eu separo os nossos lábios, sentindo o volume dentro de suas calças batendo contra as minhas coxas. E, em apenas um momento, vi-me nua à sua frente, com todas as minhas roupas emboladas numa multidão de roupas espalhadas pelo quarto.

Ele não demorou muito tempo para retirar as próprias, e eu o agradeci em silêncio por isso; segurei seus cabelos conforme ele ia dando beijinhos em minha barriga, até chegar perigosamente perto do V entre as minhas pernas. Lutei contra o impulso de fechá-las e não dar a ele o acesso necessário; ele beijou os meus grandes lábios e depois os afastou com os dedos, começando a abrir espaço dentro de mim com a língua.

Puxei seus cabelos com força, sentindo todos os meus nervos sacudindo dentro de mim; gemi, e não foi um simples gemido. Pude ver o sorriso de canto que havia em seu rosto, mas não consegui pensar depois disso; os dedos abriram espaço dentro de mim enquanto ele brincava com a língua, circundando, alisando e acariciando-me de mil jeitos diferentes.

– Céus, por favor – implorei – Pare com isso já!

Mas ele não quis me dar ouvidos e continuou brincando comigo; meus músculos pediam por clemência enquanto eu movia o quadril em sua direção. Pouquíssimo tempo depois, senti as pernas tremendo e o ar faltando aos pulmões; joguei a cabeça para trás e não consegui conter o grito gutural que voou pelos meus lábios: eu gritei o nome dele.

Ele sobe em cima de mim e volta a beijar os meus lábios; seguro os seus cabelos com força e, com a outra mão livre, eu o envolvo. Rick interrompeu o beijo, gemendo baixinho perto do meu ouvido; lentamente, guiei-o para dentro de mim, visando matar a saudade que eu senti de tudo aquilo. Posso ainda estar sensível por conta do ataque, mas não acho que seja essa a fonte de todo o prazer animalesco que sinto ao tê-lo dentro de mim, ao senti-lo preencher cada milímetro do meu corpo.

Novamente, seus beijos fizeram-se presentes em meu pescoço, e eu não sabia o que fazer. Ele estava em todos os lugares – tocando o meu pescoço, o meu rosto, os meus seios, minhas coxas, a minha pele. O mistério estava no simples ato de tocar, e eu não queria saber como ele aprendera a tocar tão bem daquele jeito.

– Eu amo você – ele sussurrou baixinho, enquanto forçava a entrada em mim mais uma vez; gemi seu nome baixinho, mas não consegui dizer o mesmo, pois as palavras entalaram na minha garganta quando, mais uma vez, senti os músculos pedindo por clemência.

Oh, meu Deus – era tudo no que eu conseguia pensar enquanto ele se movia com rapidez dentro de mim. Oh, meu santo pai – era o que eu queria gritar enquanto ele brincava com o meu corpo, movendo seus dedos sobre mim. Eu também amo você – era o que estava entalado em minha garganta enquanto gemidos incompreensíveis voavam pelos meus lábios.

Finalmente, senti os fogos de artifício explodindo dentro de mim e soube que, naquele momento, eu não gostaria de estar em nenhum outro lugar. Beijei seu pescoço enquanto ele descansava a cabeça no vão entre meu pescoço e ombro; ouvi sua risada fraca conforme ia saindo de dentro de mim, e acariciei seu rosto quando seus olhos focaram em mim.

– Eu também amo você – murmurei baixinho, e vi seus músculos enrijecendo, o maxilar trincando e os olhos, em contraposição, brilhando de satisfação – Por algum motivo, estas palavras combinam bem demais faladas para você.

– Engraçadinha – ele beijou o meu queixo – Então a resposta é sim?

– Sim! – eu ri, finalmente prestando a devida atenção ao anel colocado de qualquer jeito em meu dedo – É lindo, Rick.

– Pensei que combinava com você – ele inclinou o corpo e beijou o meu pescoço, alisando a minha cintura com a mão livre – Eu não queria perdê-la mais uma vez, Kate. Da primeira vez que isso aconteceu, eu fiquei arrasado e não conseguia mais arranjar forças, ou sei lá. Posso ser bem chato e inseguro às vezes, mas…

Eu o calei com um beijo, e ele pareceu gostar daquilo.

Para ser sincera, eu estava gostando muito mais daquilo do que ele poderia sequer imaginar.

/POV Katherine/Cherrypie

Se eu dissesse que simplesmente ‘estava com saudades’, isso seria uma baita de uma mentira, porque era muito mais do que isso. Não era só saudade, era o conjunto de melancolia, saudades, paixão e desespero – uma bela receita para aqueles que planejam se jogar de um dos inúmeros enormes edifícios de Nova York. Mas, ei!…, estamos na Califórnia.

– Esse é um ótimo jeito de me calar – murmuro depois de sentir seus lábios pressionando os meus – Acho que vou começar a falar muito só para poder ser calado dessa forma.

– Ora, cale a boca – ela ri; beijo sua testa e jogo o meu corpo para o lado, puxando-a para o meu peito – Senti falta desses momentos, sabia?

– O quê? – ela ri – Os momentos ‘pós-sexo’?

– Não – eu a acompanho na risada – Os momentos que podemos conversar tranquilamente, mesmo que sejam depois do sexo.

– Não é sexo – ela beija o meu peito, e eu acaricio seus cabelos – Não pra mim, pelo menos.

– Nós vamos nos casar – mudo de assunto – Isso é aterrorizante.

– Foi você quem pediu – ela dá de ombros, admirando o anel de noivado em seu dedo; ajeitei-o com lentidão, arrancando um grunhido de insatisfação – Aliás, o que foi que você e o meu pai estavam conversando quando eu o tirei de lá?

– Ah – pigarreio – Alguma coisa sobre ameaças paternas e sobre o “ou” ameaçador no fim de sentenças.

– Hã? – ela ri e eu a acompanho.

– Nada com o que você precise se preocupar, eu garanto – murmuro contra os seus cabelos, sentindo o perfume de cerejas invadindo o meu corpo; por mim, poderia passar todos os dias da minha vida assim – Nós vamos nos casar, e isso me assusta, sabia?

– Foi você quem pediu – ela repete contra o meu peito – Também me assusta um pouquinho, mas não é nada com o que não possamos lutar, não é?

– É – beijei sua cabeça mais uma vez e respirei fundo.

Pela primeira vez, tudo parecia estar entrando nos eixos.

***

Um pedaço de lua estava pendurado no céu enquanto eu arrumava as minhas roupas dentro da mochila; toda a iluminação do quarto provinha dela e eu olhava as inúmeras estrelas enquanto tentava achar espaço para a caixinha no meio de todas as minhas roupas emboladas. Estava acordado não havia muito tempo, mas não conseguia dormir; algo sobre um noivado recente martelava na minha cabeça.

Nós ainda tínhamos que contar à minha mãe e aos pais dela, não era? Se bem me lembro, o pai dela havia me ameaçado caso eu a magoasse, mas não tinha dito coisa alguma sobre pedi-la em casamento, não é?

Respirei fundo, e ouvi o grunhido sonolento dela; o lençol cobria parcialmente seu corpo, e ela parecia envergonhada ao olhar para mim. Os olhos estavam mais escuros, mas também podia ser uma consequência da má iluminação do quarto naquele momento; aproximei-me da cama com lentidão, vendo como o sorriso dela aumentava com a nossa proximidade.

O anel em seu dedo chamou-me a atenção, e eu sorri amplamente. Tudo o que eu queria – antes de conhecê-la – era ser livre, não criar laços com ninguém e simplesmente viver, livre de relacionamentos, de obrigações relacionadas às mulheres e todas as coisas desse tipo; detestava me sentir preso a alguém, e essa era a ironia de toda aquela situação. Agora, eu estava noivo de uma mulher que se sentia da mesma forma que eu; tenho a completa certeza de que ela também nunca quis criar laços.

– Um beijo pelos seus pensamentos – ela se sentou com lentidão, ajeitando os cabelos; eu sorri.

– Só estava pensando em como tudo mudou – murmurei, antes de receber um beijo estalado – E como eu amo quando você me cala desse jeito.

Hmmm – ela riu – Acho que vou fazer isso mais vezes… (N/A: ( ͡° ͜ʖ ͡°) )

– Oh, eu iria amar! – ri com ela, e logo me vi deitado ao seu lado, com sua cabeça apoiada em meu peito e seu perfume inundando os meus sentidos – Eu já disse que te amo hoje?

– Já deve ter dito – ela ergueu a cabeça para olhar para mim e sorriu – Mas eu não me importo de ouvir de novo…

– Eu amo você – murmurei, inclinando o corpo para beijá-la mais uma vez.

– Eu também amo você – ela suspirou depois que quebrei o beijo – E nós vamos nos casar! Isso é maluquice, se considerarmos que… bem, se considerarmos como nós nos conhecemos e tudo o que passamos juntos. Não devíamos estar juntos agora, se tivermos como orientação todos aqueles problemas e…

– O que é uma grande história de amor sem obstáculos a superar? – eu a interrompi; seus olhos fixaram-se nos meus – Todo conto de fadas tem os seus; desafios terríveis que só os dignos transcendem. Mas não pode desistir, é sempre disso o que se trata, não é? Nós queremos o nosso final feliz, e por isso não desistimos. Por isso, não desistiremos.

– É por isso que eu quero me casar com você – ela sorriu, e vi uma lágrima solitária escorrendo pela pele avermelhada da bochecha – Por que tem sempre de me fazer chorar, Rick?

– Ei! – eu ri – A culpa não é minha se minhas palavras têm um efeito contraditório em você! Tudo o que eu faço ou falo nunca têm o efeito certo, e eu odeio isso! Quando quero fazer uma coisa romântica você chora!

– Culpa sua – ela cutuca o meu peito e eu beijo sua cabeça.

– Nós vamos nos casar – murmurei contra seus cabelos – Nós vamos nos casar e isso não me parece errado; muito pelo contrário. Eu amo você, e tudo o que eu quero é tê-la como minha mulher, e então filhos. Vamos ter pelo menos quatro pestinhas correndo pela casa, tudo bem?

– Mas você disse que não queria filhos – ela iça as sobrancelhas, olhando para mim como se tivesse acabado de ouvir um absurdo – O que fez você mudar de ideia?

– Você – respondi, com toda a sinceridade do mundo.

Ela estava certa.

Eu nunca quis ter filhos, mas a possibilidade de um futuro com ela me fez abrir os olhos para o que eu realmente queria – e, com certeza, não seria uma terceira idade solitária sem filhos para alegrar os meus dias. Então, nós íamos nos casar e então teríamos dois, três, quatro, cinco e até dez filhos.

Mas, enquanto isso não acontece, nós precisamos treinar.

E eu garanto que vamos treinar bastante.

Notas finais
PRIMEIRAMENTE: ( ͡° ͜ʖ ͡°) Vocês gostaram? Eu fiz com carinho, e espero mesmo, de coração, que vocês tenham gostado das salienças (embora eu não tenha aperfeiçoado as cenas), mesmo sem tantos detalhes quanto as anteriores. Escrever com primo pequeno do lado não é exatamente o que eu chamaria de "confortável", então... é. Divulguem! Comentem, favoritem, recomendem, acompanhem, mandem pros amiguinhos, grupos e fóruns de fanfic pra história não flopar, oukey? oukey (tenho que parar de ensinar vocês a fazer isso hahahaha) Sugiram coisas para os próximos capítulos! O que eles vão fazer agora que estão noivos? Não vale trocar de casa porque eles acabaram de se mudar! Também não vale "make babies" porque eles só vão treinar (palavras do Rick, não minhas), e também, coitada da Kate... "então teríamos dois, três, quatro, cinco e até dez filhos" - que jesus cristinho esteja contigo colega HAHAHAHA Antes que me perguntem pelos comentários/twitter: não, a música não tem nenhum significado especial nesse capítulo (apesar de falar um pouquinho de saudades e blá blá blá), mas eu fiquei escutando essa música em especial enquanto escrevia, então... sei lá, achei que podia dar um climinha hahahahaha ~esqueçam Até os comentários, paixões da minha vida ♥